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Internacional

Prejuízos causados pelo Tufão Hagibis já são de US$ 527 milhões

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O governo do Japão anunciou que os danos causados pelo Tufão Hagibis às indústrias agropecuária, silvícola e pesqueira giram em torno de US$ 527 milhões.

A estimativa do prejuízo total, até esse sábado (19), em 35 províncias foi feita pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca e deverá aumentar.

Prejuízos em instalações agropecuárias, como armazéns e sistemas de irrigação chegaram a cerca de US$ 224 milhões, e estragos em plantações de arroz, maçã e outros produtos agrícolas foram de aproximadamente US$ 57 milhões.

Deslizamentos que atingiram estradas florestais causaram cerca de US$ 95 milhões em danos.

O número em várias províncias, onde rios transbordaram em decorrência do tufão, ainda não foi totalmente contabilizado.

Shinzo Abe

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, visitou a província de Nagano, na região central do Japão, para ver as regiões inundadas pelo Tufão Hagibis.

Abe foi de helicóptero ver as comunidades que ficaram inundadas, quando um dique à margem do Rio Chikuma se rompeu na semana passada.

Ele esteve em um distrito onde duas pessoas morreram por causa das inundações e, depois de fazer um minuto de silêncio, ouviu relatório sobre o desastre, lido pelo governador da província.

Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro tinha ido também às províncias de Miyagi e Fukushima, no nordeste do país, para inspecionar regiões que foram inundadas pelo mesmo tufão.

*Emissora pública de televisão do Japão

 

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Internacional

Quatro policiais de Mineápolis são acusados da morte de George Floyd

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Promotores apresentaram nesta quarta-feira (3) novas acusações contra todos os quatro policiais de Mineápolis envolvidos na morte de um homem negro desarmado, que teve seu pescoço pressionado contra o chão durante uma apreensão, provocando nove dias de protestos em todo o país.

Derek Chauvin, preso na sexta-feira por acusações de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo na morte de George Floyd, de 46 anos, foi acusado de novo crime, e mais sério, de assassinato em segundo grau, segundo documentos judiciais apresentados no caso.

A nova acusação pode levar a uma sentença de até 40 anos, 15 anos a mais que a sentença máxima por assassinato em terceiro grau.

Chauvin, de 44 anos, é o policial branco visto em um vídeo amplamente divulgado ajoelhado sobre o pescoço de Floyd por quase nove minutos, enquanto Floyd ofegava por ar e gemia repetidamente: “Por favor, eu não consigo respirar”, antes de ficar imóvel, enquanto os espectadores gritavam para a polícia que o deixasse se levantar.

Três companheiros, demitidos do Departamento de Política de Mineápolis no dia seguinte ao ocorrido, juntamente com Chauvin, foram acusados nesta quarta-feira, pela primeira vez no caso –cada um por ajudar e ser cúmplice do assassinato em segundo grau e por ajudar e ser cúmplice do homicídio culposo.

Esses três –Thomas Lane, J. Alexander Kueng e Tou Thao– também foram presos.

A morte de Floyd tem se tornado o mais recente foco de conflito sobre a brutalidade policial contra os afro-norte-americanos, levando o problema altamente carregado de preconceito racial no sistema de Justiça criminal dos EUA ao topo da agenda política a cinco meses da eleição presidencial, em 3 de novembro.

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Internacional

Nicarágua: casos de covid-19 aumentam e há denúncias de subnotificação

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O número de casos de contaminação pelo novo coronavírus na Nicarágua é questionado pela imprensa desde o início da pandemia. Enquanto o Ministério da Saúde diz ter registrado pouco mais de mil casos e 46 mortes, a organização não governamental (ONG) Observatório Cidadão contabiliza mais de 4 mil casos e 887 mortes.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “não estabeleceu, e nunca estabelecerá, nenhum tipo de quarentena”.

Na última segunda-feira (1º), um documento assinado por 35 associações médicas qualificou como dramática a situação na Nicarágua e convocou a população a fazer uma quarentena voluntária durante pelo menos três ou quatro semanas. O documento recebeu o apoio de entidades como o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), o Conselho Superior da Empresa Privada (Cosep) e a Aliança Cívica pela Justiça e Democracia.

“Infelizmente, não vemos uma gestão responsável dessa pandemia por parte do regime e não devemos esperar ações nesse sentido. Tudo o que estamos experimentando na Nicarágua é o resultado da negligência de um regime insensível à dor e ao sofrimento do povo”, afirma a Aliança Cívica pela Justiça e Democracia, entidade composta por estudantes, camponeses, acadêmicos e representantes sociedade civil e de empresas privadas.

O Centro Nicaraguense de Direitos Humanos divulgou comunicado em que lista as “irresponsabilidades do regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo (esposa de Ortega e vice-presidente do país) frente à covid-19”. O texto diz que, desde o início da pandemia, Ortega, “em vez de impedir a propagação da doença, invoca marchas massivas, mobiliza trabalhadores do estado e pessoal de saúde para fazer palestras e visitas domiciliares sem a menor proteção. Além disso, eles promovem todos os tipos de atividades turísticas, tradicionais, esportivas e escolares. E assediam, agridem pessoas que tomam medidas individuais, como usar máscaras, álcool em gel, luvas e outros produtos de higiene”.

O governo nicaraguense afirma que a pandemia está sob controle no país e rejeita a adoção de medidas como o fechamento do comércio, por considerar que isso prejudicaria a economia. As autoridades locais dizem ainda que “as pessoas provenientes de países com risco de transmissão estabelecido pela OMS [Organização Mundial de Saúde] e sem sintomatologia, não terão nenhuma restrição em sua mobilidade ou deslocamento no país”.

Ontem (2), durante o informe semanal da Organização Pan Americana da Saúde (Opas), foi feito um apelo à Nicarágua para que o país adote uma quarentena voluntária nacional.

O diretor de Emergências em Saúde da Opas, Ciro Ugarte, recomendou à população que siga as orientações das autoridades internacionais de saúde. “Ouvimos e recebemos comentários de várias entidades, incluindo associações médicas, que apelam à população para implementar ações de distanciamento social, e concordamos com essa medida”. Ugarte cobrou das autoridades nacionais transparência nas informações sobre o número de casos e de mortes.

Números

Nesta terça-feira, balanço dos órgãos de saúde informou que há 1.118 casos positivos e 46 mortes por covid-19 no país. Na última semana, foram registrados 359 novos casos e mais 11 mortes. Os números, ainda que muito abaixo dos registrados pela contagem do Observatório Cidadão, baseada em informações da população e de especialistas, chamam a atenção pelo rápido aumento.

A Nicarágua registrou o primeiro caso da doença no dia 18 de março. Até o dia 26 de maio, tinham sido confirmados 759 casos de contaminação. Os 359 novos casos significam aumento de 47% em apenas uma semana. Em relação às mortes, o país passou de 35 para 46 (11 confirmadas na última semana), o que representa aumento de 31% em uma única semana.

De acordo com o Observatório Cidadão, até o dia 30 de maio, o país tinha 4.217 pessoas infectadas (3.458 a mais do que pelos dados do Ministério da Saúde) e 887 mortes suspeitas de covid-19 (852 óbitos a mais do que o informado pelo governo).

Edição: Nádia Franco

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