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Conferência Conservadora serviu de palco para o circo de Eduardo Bolsonaro

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IstoÉ

Eduardo Bolsonaro organizou a Conferência dos Conservadores no Brasil arrow-options
Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo
Eduardo Bolsonaro organizou a Conferência dos Conservadores no Brasil


Se tivessem cobrado ingresso, seria circo; se tivessem cercado, seria hospício. Assim foi a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em São Paulo, na semana passada. Nela, algumas das autointituladas sumidades do conservadorismo brasileiro, figurinhas carimbadas no álbum do “Festival de Besteiras que Assola o País” (com a devida licença de Sérgio Porto), mais uma vez mostraram ao que vieram à vida pública — rigorosamente para nada. Ou, melhor: para empobrecê-la.

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À frente, é claro, esteve um dos mais pitorescos políticos de nossas plagas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, responsável pela organização do evento ao custo de R$ 900 mil — dinheiro público do fundo partidário utilizado pela Fundação Indigo, a principal mentora do PSL. Eduardo é o moço que se arvora em intelectual capaz de se tornar o embaixador do Brasil em Washington, e, talvez por isso, o que ele fez foi simplesmente promover, aqui, um xérox da Conservative Political Action Conference, a mais reacionária reunião partidária que ocorre anualmente nos EUA, desde 1973. Diferença importante para qual ele deu de ombros é que, entre os americanos, são empresários que bancam a conferência.

Falou-se acima em circo e hospício. Na verdade, nem daria para ser diferente um evento coordenado por alguém que apareceu em redes sociais ofendendo a dignidade da causa LGBT. Vestia uma camiseta: sobre o L ele pintou a Estátua da Liberdade; sobre o G colocou uma arma; sobre o B aparece a foto de seu pai, Jair Bolsonaro; e, finalmente, acima do T vê-se a imagem de Trump se o leitor ou a leitora não riram, que ótimo, só ele próprio se acha engraçado. Lembram de quando Eduardo posou para fotografias diante da tradicional Estátua da Paz, na ONU? O monumento simboliza o não uso de armas, mas o deputado saiu na foto fazendo com os dedos das mãos gestos que imitam revólveres.

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Não bastasse tudo isso, é por causa dele que muitos diplomatas sérios, cultos e de carreira, agora podem cantar a música de Adoniran Barbosa: “O Arnesto nos convidou para um samba…”. “Arnesto”, no caso, é o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o samba (pasmem!) é a convocação para que tais integrantes do corpo do Itamaraty deem aulas particulares de diplomacia ao pretendente a embaixador. Falando em Araújo, ele brilhou ao declarar coisas sem sentido (mas em latim! Em latim!) na conferência. Em uma de suas falas envolveu o iluminista francês Voltaire em uma frase que arrepia a cognição: “Voltaire começou a lacrar quando contrapôs ideologia com a verdade e desrespeitou a fé e a monarquia francesa”.

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A maratona de bobagens verbais teve disputa acirrada. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, demonstrou que enxerga no Brasil o que jamais alguém enxergou: muitos e muitos Friedrich Engels, o abastado empresário alemão que financiava o comunista Karl Marx para que ele escrevesse sua pretensa sociologia e, nas horas vagas, engravidasse a empregada doméstica. Segundo Weintraub, o Brasil corre o risco de ir para a esquerda porque existem bilionários comunistas no País. Ministro, saiba que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um bilionário ir dando aos desempregados, de mão em mão, pequena parte de sua fortuna.

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Ainda no capítulo pérolas raras, seria injusto não citar a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela disse que na reunião dos direitistas “nenhuma mulher introduziu um crucifixo na vagina”. Deixemos aos psicoterapeutas e psicanalistas a interpretação de sua erótica fala. Cotejando as declarações de Araújo, Weintraub e Damares, fica difícil saber qual deles leva o Nobel do nonsense. Que seja entregue, então, ao próprio Edurado, que quer ser embaixador mas confunde o Pacto de Não Agressão firmado entre Joseph Stalin e Adolf Hitler com a reunião de Neville Chamberlain e o ditador nazista. Em se tratando de Eduardo, normal. Ele já se vê como embaixador porque “muito senador vai votar a favor” de sua indicação somente para “me ver longe” do Brasil. A que nível chegamos!

Auschwitz e Kolima

Se toda essa pobreza intelectual fosse somente comédia, o problema seria dele e de seus iguais na ideologia do atraso. Mas a coisa não é somente riso. Há autoritarismo no fundo dessas almas. E há de se tomar cuidado porque ideologias totalitárias, à direita e à esquerda, já geraram fábricas fúnebres como o campo de extermínio de Auschwitz ou o gulag de Kolima. É em eventos desse gênero que o bolsonarismo vem se espalhando em todo o Brasil. Além de respirar a inspiração americana, o CPAC, pode-se dizer, é também imitação de outra coisa ruim, só que aí pelo avesso: o Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo tirano cubano comunista Fidel Castro e seu eterno fã Luiz Inácio Lula da Silva.

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O Foro de São de Paulo chegou a reunir mais de cem partidos comunistas de diversos países, além de chefes de Estado socialistas e chefes do banditismo travestido de luta política, a exemplo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e do Movimento de Esquerda Revolucionário do Chile (será que havia miliciano no evento de Eduardo?). O objetivo do Foro era, e ainda é, o de propagandear e papagaiar a ideologia da esquerda por meio de células políticas. Também papagaiar e propagandear o reacionarismo do pensamento da direita é a finalidade da CPAC. Prova disso é que já houve encontros nas cidades de Recife, Belo Horizonte e Londrina, todos preparatórios para a conferência geral da semana passada, que reuniu cerca de três mil bolsonaristas.

Reunião sem solução

É óbvio que eles têm o direito de difundir a sua ideologia, e tal direito precisa ser respeitado por todos que pensam de maneira diversa. Isso é democracia e é na democracia que o Brasil precisa continuar seguindo a sua jornada. O que se lamenta, no entanto, é que em uma conferência desse porte tenha-se jogado fora a oportunidade de discussão, debate e apresentação ao País daquilo que de fato é historicamente o conservadorismo. Há quem, ingênua e mecanicamente, o ligue de imediato ao reacionarismo. Isso é um equívoco. O regime conservador prima pelo saudável liberalismo econômico, por um Estado mínimo e pelo zelo e respeito em relação às garantias fundamentais dos cidadãos. Esses princípios a conferência não explicitou — aí, em vez de conservadora, se torna de extrema-direita. O governo Bolsonaro está longe do conservadorismo e liberalismo clássicos. É o regime da intriga, da mesquinharia e da beligerância. É o regime que jamais levará o Brasil a lançar a sua âncora em porto seguro de ordem política e prosperidade econômica.

Fonte: IG Política
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Toffoli obtém acesso a dados sigilosos de 600 mil pessoas

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Carlos Moura/ SCO/ STF
Dias Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que o Banco Central enviasse cópia dos relatórios de inteligência financeira de pelo menos 600 mil pessoas, produzidos pela UIF (Unidade de Inteligência Financeira), antigo Coaf, nos últimos 3 anos. As informações são da Folha de S.Paulo.

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Ao todo, os dados aos quais Toffoli teve acesso são de 412,5 mil pessoas físicas e 186,2 mil jurídicas. O pedido foi feito no último dia 25, no mesmo processo em que o ministro suspendeu todas as investigações do País que usavam dados de órgãos de controle como o Coaf sem autorização judicial prévia, inclusive as de Flávio Bolsonaro. 

A justificativa é de que o ministro precisava entender o procedimento de elaboração e tramitação dos relatórios financeiros. A UIF, no entanto, afirma que existe “um número considerável de pessoas expostas politicamente e de pessoas com prerrogativa de foro por função” e que a medida traz uma série de riscos a investigações em andamento. 

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Os relatórios contém informações sobre a existência de movimentações supostamente atípicas em instituições e bancos. De acordo com a Folha , há integrantes da família Bolsonaro e outras autoridades mencionadas nos relatórios. 

Fonte: IG Política
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Bolsonaro se reúne com primeiro-ministro da Índia

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O presidente Jair Bolsonaro recebeu hoje (13) o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em encontro bilateral, no Palácio do Planalto, em Brasília. A reunião durou cerca de 25 minutos. As relações comerciais entre os dois países dominaram o encontro. Além disso, Bolsonaro disse que pretende visitar a Índia no início do próximo ano, possivelmente, em janeiro.

Antes da reunião com o líder indiano, no início da tarde, Bolsonaro se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, no Palácio do Itamaraty. Na ocasião, os dois chefes de Estado firmaram acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, economia, comércio, agricultura, inspeção sanitária, transporte, saúde e cultura.

O encontro ocorreu menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. Em declaração à imprensa, Bolsonaro disse que o governo e o empresariado brasileiro querem ampliar e diversificar o comércio com a China. Para o presidente, os atos assinados dão impulso a essas relações. “Essa relação bilateral em várias áreas, inclusive com aceno do governo chinês em agregar valor naquilo que nós produzimos, tudo isso é muito bem-vindo”, disse.

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O primeiro-ministro indiano e o presidente chinês participam, em Brasília, da 11ª reunião de Cúpula do Brics.

Bolsonaro se encontrou com Modi por volta das 15h10, pouco antes de se dirigir ao Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) onde participará do encerramento do Fórum Empresarial do Brics.

Na noite desta quarta-feira, o presidente vai ao Itamaraty, onde o governo brasileiro oferecerá um jantar em homenagem aos líderes do bloco. Amanhã (14), também no Ministério das Relações Exteriores, serão realizadas as sessões plenárias e o almoço de encerramento da cúpula.

Cúpula

Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics tem como lema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010. Em 2014, o Brasil também organizou a cúpula, realizada em Fortaleza.

Acompanhe a cobertura da EBC sobre a Cúpula do Brics.

 

*A matéria foi ampliada às 17h15

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Edição: Lílian Beraldo
Fonte: EBC Política
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