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Saúde

11 sintomas do HIV que você precisa conhecer

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Women's Health

E se eu lhe disser que os primeiros sintomas do HIV se parecem mais com um resfriado comum do que qualquer outra coisa? Segundo Michael Horberg, médico diretor responsável por HIV/ AIDS na Kaiser Permanente, a maioria das pessoas infectadas nem sabe disso. “É apenas em retrospectiva que eles reconhecem os sintomas.”

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Teste do HIV arrow-options
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O primeiros sintomas do HIV se parecem com o de um resfriado comum, mas a maioria das pessoas infectadas não sabem

Durante as primeiras semanas após a infecção (uma fase conhecida como infecção aguda pelo HIV ou síndrome retroviral aguda), algumas pessoas notam sinais como febre, dores no corpo e dor de garganta. Mas, após essa etapa, os pacientes passam para o estágio de latência clínica, ou o HIV crônico, que é amplamente livre de sintomas.

Uma atualização: o HIV é um vírus incurável que ataca o sistema imunológico do seu corpo. Pode ser transmitido através de fluidos corporais como sêmen, sangue e leite materno, mas não através da saliva.

Quando se trata da prevenção, o Centers for Disease Control and Prevention (EUA) recomenda o uso de preservativos ou possivelmente a exploração de novos medicamentos, como a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós-exposição (PEP), que visam prevenir a transmissão do HIV.

Embora não haja cura para a doença, a maioria dos pacientes com HIV ainda pode levar vidas longas e saudáveis graças aos tratamentos com terapia anti-retroviral. No entanto, se não for tratado, o vírus pode progredir para a AIDS, o que pode torná-lo ainda mais suscetível a doenças graves e, eventualmente, levar à morte.

A única maneira de realmente saber se você tem HIV é fazer o teste (o que você deve fazer pelo menos uma vez por ano se for sexualmente ativo e tiver relações sem proteção).

Como a detecção precoce do HIV pode prolongar sua vida útil e reduzir as taxas de transmissão, é importante estar ciente dos sintomas potenciais (além do fato de que, na maioria dos casos, não há sintomas). Veja o que você precisa saber abaixo:

11 sintomas do HIV para ficar de olho

1. Febre e calafrios

Uma febre baixa acompanhada de calafrios é um dos sintomas mais comuns do HIV que você pode notar. “Seu corpo está tentando lutar contra um corpo estranho que não deveria estar lá, neste caso ineficaz”, diz Horberg.

Embora a elevação da temperatura do seu corpo realmente mate alguns vírus mais fracos, como a gripe, não é suficiente para eliminar o HIV. A febre geralmente dura uma semana ou duas, mas pode aparecer por apenas um dia. “Se houver alguma chance de você ter sido infectado, faça o teste”, acrescenta o profissional.

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2. Acordar com suores noturnos

Ficar úmida em uma noite abafada sem ar condicionado definitivamente não é o mesmo que suores noturnos, que resultam em poças de suor que vão fazer você querer trocar seus lençóis. “O corpo está tentando liberar toxinas”, diz Horberg.

“Embora o HIV possa causar suores noturnos, muitos outros culpados potenciais também o fazem. A menopausa, mononucleose e cânceres como linfoma e leucemia são alguns exemplos”, explica ele. Por isso, se acordar com os lençóis molhados ao longo de algumas noites, procure um médico.

3. Feridas no corpo

Algumas pessoas que têm os sintomas do HIV notam uma leve erupção vermelha em todo o corpo, incluindo braços, tronco e pernas – embora possa aparecer em apenas um ou dois pontos. “É uma vermelhidão geral, não discretos inchados avermelhados. Se você já teve uma reação à algum remédio, é semelhante a isso”, diz Horberg.

Geralmente dura pelo menos uma semana, e a maioria dos pacientes diz que não coça. É uma reação à febre, juntamente com a resposta natural da inflamação do seu corpo, uma vez que combate a infecção.

4. Dor de garganta

Uma resposta inflamatória à infecção viral grave também pode causar inflamação na garganta, dificultando a ingestão. Mas seu médico não detectará manchas brancas nesta área, apenas vermelhidão e inflamação, como se você estivesse com um resfriado.

“Muitos vírus afetam sua garganta”, diz Horberg. Mas se você está preocupado com o HIV, é melhor consultar um médico sobre este.

5. Sentir sono e dor o tempo todo

“Você pode se sentir desconfortável (e realmente fadigada) por pelo menos uma semana depois de ser infectada”, diz Horberg.

É uma exaustão implacável. Até mesmo ir para o trabalho ou apenas seguir sua rotina será uma tarefa árdua. “Tudo machuca. É difícil se mexer e você não consegue se sentir à vontade”, explica o profissional. “Seu corpo está lutando contra o vírus HIV e está cansado.”

6. Pescoço, axilas e virilha inchados

Seus gânglios linfáticos – localizados no pescoço, axilas e virilha – fabricam células de combate à infecção e estão fazendo horas extras ao mesmo tempo em que estão sob ataque direto do HIV. “É por isso que mais de um terço das pessoas que foram expostas ao vírus notam que essas glândulas parecem maiores que o normal”, explica Horberg.

Se você sentir vários nódulos linfáticos inchados em locais diferentes, é definitivamente um sintoma para checar com um médico.

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7. Infecção por fungos

As leveduras são fungos microscópicos que vivem naturalmente em sua boca e vagina. Quando você é infectado pelo HIV, no entanto, eles podem ficar fora de controle, causando uma infecção por fungos. “A capacidade natural do seu corpo para combater outras infecções está sendo atacada”, aponta Horberg.

Dito isto, condições como diabetes também costumam causar infecções fúngicas – e algumas mulheres sem quaisquer doenças subjacentes simplesmente adquirem infecções fúngicas com mais frequência do que outras. Então, verifique com seu médico o tratamento.

8. Aftas

“As aftas são úmidas, redondas e esbranquiçadas no revestimento da boca – e podem ser causadas por inflamação quando o corpo tenta combater o HIV”, diz Horberg.

Elas, muitas vezes, causam uma sensação de ardor e são mais sensíveis a alimentos ácidos, como limões. Deve-se notar, contudo, que aftas acontecem por várias razões diferentes, como estresse, alergias ou alterações hormonais.

9. Perda de peso inesperada

Em seus estágios posteriores, o HIV não tratado causa perda de peso ou de massa muscular. “Isso acontece porque o vírus faz com que você perca o apetite e impede que o corpo absorva nutrientes”, explica Horberg.

Embora o valor exato que você vai perder varie, é notável e geralmente acontece durante um longo período de tempo. “Muitas vezes, seus amigos e entes queridos comentam que você está perdendo”, conta o especialista. “Normalmente, isso não acontece em pacientes que foram bem tratados com medicamentos modernos”.

10. Diagnóstico de meningite

“Como o HIV se dissemina através do sistema nervoso central, pode causar meningite viral, um inchaço das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal”, aponta Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas da Johns Hopskins Bloomberg School of Public Health (EUA). De acordo com o CDC, os sintomas comuns da meningite viral incluem febre, irritabilidade, letargia e vômito.

A meningite criptocócica também é comumente associada a infecções por HIV, embora geralmente em fases posteriores ou em pacientes com AIDS. A maioria das pessoas está exposta ao fungo cryptococcus em algum momento, mas um sistema imunológico enfraquecido não consegue combater a exposição como uma pessoa saudável pode.

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11. Desconforto gastrointestinal

“Um trio de sintomas gastrointestinais – diarréia, náusea e vômito – também pode ser um sinal da infecção inicial do HIV ”, diz Amruta Padhye, MD, especialista em doenças infecciosas da University of Missouri Health Care (EUA). “Com o aumento da viremia [níveis de vírus no sangue], o sistema imunológico está em um estado de hiperativação”, explica ela.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Saúde busca imunizar mais de 9 milhões de jovens contra o sarampo

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Com foco na população jovem, com idade entre 20 e 29 anos, o Ministério da Saúde iniciou hoje (18) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo.

De acordo com o ministério, 9,4 milhões de brasileiros fazem parte desse grupo etário.

“Nesta idade, os jovens não costumam ir aos postos de saúde, pois geralmente não ficam doentes. Esse é um ponto importante: precisamos ter uma estratégia diferente com essa população”, disse o ministro interino da Saúde, João Gabbardo.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira e o ministro interino da Saúde, João Gabbardo, participam de lançamento da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, e o ministro interino João Gabbardo, em entrevista no lançamento da 2ª fase da Campanha de Vacinação contra o Sarampo – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O objetivo da campanha, que teve R$ 7 milhões em investimentos nesta fase, é imunizar pelo menos 9 milhões de pessoas.

Os dados mais recentes da pasta da Saúde mostram que jovens nessa faixa etária são maioria entre os casos registrados – respondem por 30,6% do número total de casos de sarampo este ano no Brasil. E, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério, são também o maior vetor em potencial da doença.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, ressaltou explicou que mesmo os jovens que acreditam já ter tomado a vacina em anos anteriores devem procurar postos de saúde para atualizar a dose.

Wanderson explicou que registros antigos da imunização contra sarampo pode estar incompletos ou incorretos. “É muito difícil encontrar na caderneta de vacinação o registro de ‘vacina contra sarampo’. Então, caso o jovem tenha dúvida, é melhor que vá à unidade de saúde para avaliar se aquela vacina era realmente a tríplice viral.”

Cobertura ampliada

Apesar do recente reaparecimento do sarampo e do aumento significativo de registros da doença, o Ministério da Saúde tem feito amplas campanhas para combater a desinformação.

Na primeira fase da mobilização, que teve crianças de 6 meses a 5 anos como foco, 16 estados superaram a meta de imunização, que era de 95%. O número de municípios que têm a taxa de imunização alta também subiu: pulou de 32% para 78%.

Dia D

A segunda fase da campanha vai até 30 de novembro, Dia D da Vacinação contra o Sarampo. Assim como na primeira fase, o Dia D será de trabalho intenso para que seja possível cobrir a maior parte possível. da população-alvo.

“Sugerimos a gestores municipais e estaduais, empresários, donos de escolas e comerciantes que liberem funcionários mais cedo para tomar a vacina”, disse Gabbardo.

Há, entretanto, uma ressalva para o público-alvo da campanha. Gestantes na faixa etária não devem se vacinar contra sarampo, já que o método de imunização se dá por uma versão atenuada do vírus.

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Saúde

Correção: nove em cada 10 mil homens têm câncer de próstata em SP

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Nove em cada 10 mil homens tem câncer de próstata no município de São Paulo. A doença é a segunda principal causa de morte por câncer de pessoas do sexo masculino no país – cerca de 14 mil óbitos por ano. Os dados, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), servem de alerta para que os homens não deixem a saúde de lado. Apesar do alto índice da doença, o levantamento mostra que metade dos brasileiros nunca foram a um urologista.

“Infelizmente ainda há muito bloqueio por parte do público masculino em relação ao exame do toque retal. Felizmente, isso tem melhorado um pouco ao longo dos anos. Associado a esse tabu, de ser um exame um pouco mais evasivo, de mexer com a parte da sexualidade masculina, o homem acaba ficando com um pouco mais de receio de ir ao médico”, ressalta Felipe Costa, médico urologista do Hospital do Homem, na capital paulista.

Próstata

Próstata aumentada – Divulgação/Sociedade Brasileira de Urologia

O câncer de próstata, assim como a pressão alta e o diabetes, é silencioso. De acordo com o médico, a única forma segura de se precaver em relação à doença é a consulta clínica. Homens a partir dos 50 anos devem realizar o exame anualmente.

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“Há grupos com fator de risco maior para o câncer de próstata: são os negros e aqueles indivíduos que têm história na família com câncer de próstata abaixo dos 60 anos. Para essas pessoas, a partir dos 40 ou 45 anos, eles já devem ter um acompanhamento direcionado para diagnosticar a doença”, ressalta o médico.

Doença lenta

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce lentamente, não causa sintomas e, no início, pode ser tratado com bastante eficácia. Em outros casos, no entanto, pode crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e causar a morte.

“O exame é extremamente rápido, é feito com anestésico local, de uma forma que provoque menos incômodo para a pessoa. Ainda hoje é uma das formas mais seguras e eficientes que a gente tem para poder diagnosticar o câncer de próstata na forma mais inicial”, destaca o médico.

Além do exame preventivo, os médicos recomendam que sejam evitados outros fatores, já conhecidos facilitadores da doença, como alimentação pobre em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais; sedentarismo, consumo de álcool e tabaco.

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Segundo o Ministério da Saúde, estimativas apontam que ocorreram 68.220 novos casos da doença em 2018. Esse número corresponde a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). A próstata não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, mas seu tamanho aumenta com o avançar da idade.

* Matéria alterada no dia 18/11/2019, às 18h52, para correção de informação. O câncer de próstata atinge nove em cada 10 mil homens no município de São Paulo e não um em cada seis no país inteiro, como informava o texto.

Edição: Wellton Máximo
Fonte: EBC
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