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Saúde

Ministro da Saúde lança Dia D de vacinação contra o sarampo em SP

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou hoje (18), em São Paulo, o Dia D de Mobilização Nacional contra o Sarampo para crianças. A ação ocorreu no Centro de Saúde I Doutor Victor Araújo Homem de Mello, em Pinheiros, em São Paulo.

A mobilização é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde e tem como objetivo reforçar a importância da vacinação desse grupo prioritário, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).Todos os postos de vacinação do país estarão abertos.

“Noventa e sete por cento dos casos de sarampo, nesse ressurgimento da doença, estão aqui em São Paulo. Por isso há todo um esforço para se fazer o contingenciamento dos casos”, disse o ministro, em entrevista a jornalistas.

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo acontece até o dia 25 de outubro e o foco são as crianças de 6 meses a menores de 5 anos. A expectativa do ministério é vacinar 2,6 milhões de crianças dessa faixa etária.

As crianças são o grupo mais suscetível às complicações do sarampo, que podem evoluir para óbito. Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos três meses foram confirmados 13 mortes por sarampo no Brasil, sendo sete delas em menores de cinco anos de idade, dois na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro em adultos maiores de 40 anos.

No evento de lançamento do Dia D, o ministro acompanhou a criança João Gabriel, de um ano e três meses ser vacinada. João Gabriel foi levada ao posto pelos seus pais. “Nossas crianças são os bens mais preciosos que nós temos. Hoje você dá uma vacina nele, dá uma picadinha, dói um pouquinho, mas é muito melhor do que, em algum tempo, de fato ele pegar essa infecção. E pode ser muito pior. Inclusive, com risco de vida. Dói um pouquinho agora, mas que não doa lá na frente. Que ele seja vacinado, protegido e isso é muito importante para a gente”, falou Janio dos Santos da Silva, pai de João Gabriel.

O ministro destacou a importância da figura paterna levar seus filhos para os postos de vacinação. “O ministro falou que é importante não deixar só a responsabilidade nos braços da mãe, mas o pai também deve participar desse momento, que é importante para a criança”, falou o pai de João Gabriel.

Estratégia

Segundo o ministro, apesar da baixa adesão da população à vacinação contra o sarampo em algumas partes do Brasil, a estratégia da campanha não será alterada. “A estratégia está muito bem-feita. O Brasil tem um Programa Nacional de Imunização presente em todos os municípios brasileiros, salas de vacina disponibilizadas em todos os municípios, capacitação de técnicos. Temos um exército de agentes comunitários e de saúde que estão indo de casa em casa”.

A baixa adesão à vacina, segundo o ministro, ainda é resultado da falta de informação e de conscientização da população. “Se não tiver pai, mãe, avó, madrinha, se não for uma luta da sociedade, não existe estratégia melhor ou pior. É uma questão de consciência e de cidadania. O SUS é a melhor estratégia mundial de vacinação. Mas por falta de cuidado na atenção primária na última década, gradativamente foi caindo a vacinação. Se a cada ano você deixa de vacinar 20%, no final de cinco anos você tem 100% não vacinado. Agora vamos ter que correr atrás do prejuízo”.

Esse problema, destacou, é mundial. “Temos no mundo hoje uma falta de vacinação global. Temos baixos produtores, movimentos anti-vacina, temos fake news. Temos uma geração de pessoas que não viram, não testemunharam a dramaticidade dessa doença”, falou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, as crianças devem ser levadas aos postos, preferencialmente, com a caderneta de vacinação para avaliar a necessidade da aplicação da dose e atualização das vacinas. Segundo a secretaria, entre janeiro e 10 de outubro deste ano foram confirmados 4.923 casos de sarampo na cidade de São Paulo, com 5 óbitos. Considerando todo o estado paulista, foram confirmados 8.619 casos de sarampo de janeiro a 16 de outubro deste ano, com 12 óbitos.

Só nos últimos 90 dias, conforme o Ministério, foram confirmados 6.192 casos de sarampo no Brasil. Vinte estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo.

Recursos

Desde ontem (18), já foram disponibilizados R$ 103 milhões dos R$ 206 milhões anunciados pelo Ministério da Saúde, para que estados e municípios possam ampliar a cobertura vacinal, o controle de surtos e a interrupção da transmissão do sarampo, e outras doenças possíveis de imunização, em todo o país. O quantitativo já foi repassado aos Fundos Municipais de Saúde, de acordo com o tamanho da população de cada município.

O restante, segundo o Ministério, só será liberado mediante o cumprimento de duas metas impostas aos estados e municípios: alcançar 95% de cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral em crianças de 12 meses de idade e informar o estoque das vacinas de poliomielite, tríplice e pentavalente às Secretarias de Saúde dos Estados e ao Ministério da Saúde. “Esse ano ainda estamos fazendo um incentivo. Além de todo o recurso que a gente passa, estamos fazendo uma espécie de desafio. Como a meta é 95% [de cobertura vacinal], colocamos um recurso adicional. Além de pagar a vacina, além de mandar a vacina, vamos dar mais um reforço para compensar todo o esforço da coletividade”, disse o ministro.

A campanha

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo foi lançada no início deste mês e prioriza dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e imuniza crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com o dia D de vacinação hoje (19). Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionada para adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação. O Dia D para vacinação de pessoas dessa faixa etária será no dia 30 de novembro.

Segundo a secretaria municipal de Saúde, do dia 7 de outubro até o início da tarde de quinta-feira (17), 9.773 crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade receberam a vacina tríplice viral na cidade de São Paulo, pois estavam com a carteira de vacinação incompleta.

Edição: Valéria Aguiar
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Duque de Caxias e São Gonçalo reabrem comércio

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Começa a valer hoje (25) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o novo protocolo de circulação de pessoas. O decreto da prefeitura publicado no sábado (23) permite o retorno de atividades comerciais, desde que sigam as normas de higienização contra o novo coronavírus.

Os comerciantes deverão exigir dos clientes o uso de máscara e fornecer os equipamentos aos funcionários, disponibilizar álcool em gel e limitar o atendimento a 30% da capacidade. As empresas de ônibus devem manter a circulação de 50% da frota e as academias de ginástica devem higienizar os equipamentos a cada uso. As aulas permanecem suspensas até o dia 15 de junho.

Segundo a prefeitura, as medidas são possíveis graças ao aumento do número de leitos na cidade e a diminuição na procura por atendimento de pessoas com sintomas da covid-19. As primeiras medidas preventivas no município foram feitas no dia 16 de março e o primeiro caso da doença no município foi registrado no dia 23 de março.

Duque de Caxias registrava ontem (24) 1.184 casos confirmados de covid-19 e 182 óbitos, segundo os dados da Secretaria de Estado de Saúde. É o segundo município do estado com mais óbitos, depois da capital.

São Gonçalo

Em São Gonçalo, na região metropolitana, os critérios para reabertura do comércio valem até a próxima semana e se houver aglomerações os estabelecimentos podem ser autuados.

Na cidade, os bares, restaurantes, lanchonetes e similares funcionarão deverão funcionar com lotação reduzida a 30%. As academias de ginástica permanecem fechadas, assim como shoppings e centros comerciais. No transporte coletivo, a frota e a lotação dos veículos devem ser mantidas em 50%.

As aulas estão suspensas até o dia 19 de junho.

Campos dos Goytacazes

A prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, prorrogou medidas de bloqueio até o dia 1° de junho, ao mesmo tempo que flexibiliza algumas regras de circulação de pessoas. O decreto foi publicado no sábado (23) e as medidas começam a valer hoje (25).

Continua proibido o livre trânsito em vias públicas, permitido apenas para a força de trabalho de serviços essenciais e a ida a serviços de saúde, farmácias, supermercados e outros estabelecimentos que comercializem alimentos. Foi autorizado o funcionamento de todos os serviços de saúde, como hospitais, clínicas, laboratórios, clínicas de medicina do trabalho e distribuidores de produtos. Bares, restaurantes e lanchonetes só podem funcionar no sistema de entregas.

Podem funcionar no sistema de atendimento na porta, o chamado take away, as lojas de material de construção, autopeças, bicicleta, artigos de embalagens e de tecidos e artigos de armarinho, este último apenas para demandas relacionadas à saúde.

Segundo a prefeitura, o lockdown imposto na semana passada diminuiu em 75% a circulação de pessoas na região central do município.

Continuam suspensos a circulação de táxis e transporte por aplicativo, qualquer evento com a presença de público, o funcionamento de clubes, academias de ginástica e qualquer atividade esportivas coletiva, a abertura de parques, jardins, teatros e museus, a realização de atividades físicas nas vias públicas e a utilização de áreas comuns de condomínios.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a prefeitura decidiu manter os bloqueios nos centros comerciais de 13 bairros da cidade para o acesso a veículos. Ontem (24), em uma reunião com dirigentes de alguns clubes do Rio de Janeiro, decidiu-se que os treinos coletivos dos times de futebol devem voltar em junho.

Com a permissão, será adotado um protocolo de segurança para que, nesta fase inicial, os clubes permaneçam apenas com fisioterapia, reabilitação muscular dos atletas, fisioterapia com bola, desde que levando sempre em consideração o protocolo de segurança contra a expansão do contágio da doença. Só em junho, será permitido o treino coletivo (em campo).

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Vital Brazil e UFRJ testam soro para tratar covid-19

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Pesquisadores do Instituto Vital Brazil e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão estudando um soro hiperimune que pode tratar a covid-19. Esse medicamento é do mesmo tipo daqueles usados contra a raiva e contra picada de animais peçonhentos.  

O soro é feito a partir do plasma sanguíneo de cavalos. No caso dos soros antiveneno, o sangue equino produz agentes de defesa contra a toxina inoculada no corpo. A partir desse plasma com anticorpos, é criado o soro. 

O mesmo processo é usado no soro contra a raiva, aplicado em pessoas que possivelmente tiveram contato com o vírus e que impede que o agente viral se manifeste no corpo do infectado.

No estudo contra o novo coronavírus, a UFRJ isolará e inativará o vírus, para que ele possa começar a ser inoculado em cavalos do Instituto Vital Brazil. O teste começa na próxima quarta-feira (27).

“Já vimos em muitas pesquisas realizadas pelo mundo em que o tratamento a partir do plasma de pessoas curadas da covid-19 teve efeito positivo no tratamento de infectados em estado grave. A ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos, para que possa ser produzido em grande escala”, afirma o presidente do instituto, Adilson Stolet.

Caso os resultados sejam promissores, daqui a quatro meses o soro poderá ser testado em humanos. Em seis meses, seria possível produzir o solo em grande escala. A capacidade do instituto é de produzir até 100 mil tratamentos por ano.

Outra pesquisa do Vital estuda anticorpos e DNA de lhamas. Com os dois estudos, é possível apostar no processo que der resultados mais rápidos.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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