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Engenheiros acharam mais de 130 falhas estruturais antes de prédio cair no Ceará

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dois frames de colunas de pilotis enrolados em sacos plásticos arrow-options
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Vídeo registrado por moradores mostram colunas danificadas

Uma vistoria técnica realizada pela CAC Engenharia , uma das empresas consultadas para fazer os reparos nos pilotis do Edifício Andreia, que desabou em Fortaleza na última terça (15), detectou pelo menos 135 falhas estruturais na construção em visita realizada no mês de setembro.

O presidente do grupo, Alberto Cunha, afirmou em entrevista à Verdes Mares que detectou e fotografou pontos comprometidos em vigas, pilares e lajes. “Já existiam fissuras devido a oxidação do ferro”, contou o responsável em entrevista.

Leia também: Sobe para seis o número de mortos após desabamento de prédio em Fortaleza

Apesar disso, Alberto informou que a empresa não foi selecionada para fazer o serviço no local. Segundo ele, quando retomaram contato com o condomínio, a síndica (que ainda está desaparecida sob os escombros da edificação) disse que outra empresa foi escolhida após oferecer preço 30% inferior.

O engenheiro e dono da Alpha Engenharia, empresa escolhida para fazer o serviço no Andréa, estava no térreo do prédio na hora em que o desabamento ocorreu. José Andreson conseguiu fugir dos escombros e foi espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo ele, apenas a escovação dos ferros nas colunas à mostra foram feitos e a reforma estava prestes a iniciar.

Leia também: Novo vídeo mostra prédio caindo sobre pessoas em Fortaleza

Andreson afirmou que outro funcionário da Alpha, identificado como Carlos, viu quando uma coluna do prédio começou a ceder, gritou e saiu correndo. Das cinco pessoas que estavam no térreo do edifício naquele momento, apenas a síndica, Maria das Graças Rodrigues, não conseguiu fugir.

Até o momento, seis mortes foram confirmadas pelos bombeiros, sete pessoas foram retiradas dos escombros com vida e quatro pessoas continuam desaparecidas.

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Estratégia de combate à Covid-19 precisa ser repensada, diz Teich

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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich
Erasmo Salomão/MS

Ex-ministro da Saúde Nelson Teich

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse neste domingo (12) em entrevista à GloboNews que a estratégia do governo federal de combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), precisa ser repensada.  Teich deixou o comando da pasta no dia 15 de abril, menos de um mês após assumir o cargo.

Para o antigo ministro, a pasta sofre com a falta de informação e inteligência. Para Teich, no entanto, essa deficiência se dá por conta do comportamento que a Covid-19 tem. “Ela é uma doença que muda todos os dias. A cada dia é uma nova dinâmica. A gente precisa ficar em um processo de eterna reformulação de estratégia”, afirmou Teich.

Ainda de acordo com o médico, isso mostra as fragilidades que o sistema de monitoramento e gestão tem na pandemia do novo coronavírus. “Uma das fragilidades, até para você conseguir liderar e coordenar, é ter informação. Se eu não sei o que acontece na ponta, eu não consigo entender o que está acontecendo ao longo do caminho e eu não consigo planejar, eu não consigo reestruturar”, disse o ex-ministro.

Um dos exemplos que Teich citou foi a dificuldade em saber qual era a diferença nas taxas de mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em cada região do Brasil.

“E o que fazia com que a mortalidade fosse diferente? Eram os profissionais, era o equipamento, era alguma estratégia de tratamento que acontecia em determinado lugar? Se eu tivesse essa informação eu poderia saber quem performa melhor, quem trata melhor e essa pessoa seria uma referência para o resto do sistema”, completou.

Nesse sentido, o médico explica que, caso essas informações estivessem disponíveis, as boas práticas poderiam ser aplicadas em todas as regiões. Essa estratégia, no entanto, foi um dos principais pontos de críticas de Teich no combate à Covid-19. Ele dizia que nenhuma região do Brasil era igual, por isso as medidas de enfrentamento não poderiam ser as mesmas .

“Quando você descentraliza sem informação e sem coordenação, você tem muita fragmentação. E o que é fragmentado é ineficiente”, afirmou.

Questionado sobre a forma como conduziu o ministério, Teich disse que poderia ter tido um desempenho melhor na comunicação com a sociedade e com integrantes do governo. “Uma coisa que eu estava muito preocupado era com a polarização que eu peguei com naquele momento e acabei deixando de fazer uma comunicação adequada”, avaliou o ex-ministro.

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O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse neste domingo (12) em entrevista à GloboNews que a estratégia do governo federal de combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), precisa ser repensada.  Teich deixou o comando da pasta no dia 15 de abril, menos de um mês após assumir o cargo.

Para o antigo ministro, a pasta sofre com a falta de informação e inteligência. Para Teich, no entanto, essa deficiência se dá por conta do comportamento que a Covid-19 tem. “Ela é uma doença que muda todos os dias. A cada dia é uma nova dinâmica. A gente precisa ficar em um processo de eterna reformulação de estratégia”, afirmou Teich.

Ainda de acordo com o médico, isso mostra as fragilidades que o sistema de monitoramento e gestão tem na pandemia do novo coronavírus. “Uma das fragilidades, até para você conseguir liderar e coordenar, é ter informação. Se eu não sei o que acontece na ponta, eu não consigo entender o que está acontecendo ao longo do caminho e eu não consigo planejar, eu não consigo reestruturar”, disse o ex-ministro.

Um dos exemplos que Teich citou foi a dificuldade em saber qual era a diferença nas taxas de mortalidade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em cada região do Brasil.

“E o que fazia com que a mortalidade fosse diferente? Eram os profissionais, era o equipamento, era alguma estratégia de tratamento que acontecia em determinado lugar? Se eu tivesse essa informação eu poderia saber quem performa melhor, quem trata melhor e essa pessoa seria uma referência para o resto do sistema”, completou.

Nesse sentido, o médico explica que, caso essas informações estivessem disponíveis, as boas práticas poderiam ser aplicadas em todas as regiões. Essa estratégia, no entanto, foi um dos principais pontos de críticas de Teich no combate à Covid-19. Ele dizia que nenhuma região do Brasil era igual, por isso as medidas de enfrentamento não poderiam ser as mesmas.

“Quando você descentraliza sem informação e sem coordenação, você tem muita fragmentação. E o que é fragmentado é ineficiente”, afirmou.

Questionado sobre a forma como conduziu o ministério, Teich disse que poderia ter tido um desempenho melhor na comunicação com a sociedade e com integrantes do governo. “Uma coisa que eu estava muito preocupado era com a polarização que eu peguei com naquele momento e acabei deixando de fazer uma comunicação adequada”, avaliou o ex-ministro.

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