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''Perdeu a cabeça"

Adolescentes que ameaçaram massacre em escola de VG vão responder por incitação e apologia ao crime

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FONTE: JORNAL A GAZETA | SILVANA RIBAS

Três adolescentes de 16 anos vão responder pelos atos infracionais de incitação e apologia ao crime depois de criarem um grupo no whatsapp intitulado “Massacre na Escola”, onde previam a realização do evento para esta sextafeira (18). Os três estudantes da Escola Estadual Salim Nadaf, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, foram autuados nesta quinta-feira (17), e só saíram da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) no início da noite, acompanhados dos pais. Segundo o delegado Romildo Grota, titular da DEA, a denúncia foi feita por volta das 10 horas da manhã, pela direção da escola, já que a informação sobre a criação do grupo teria sido compartilhada por outros estudantes e chegou ao conhecimento de professores.

Temendo que se tratasse de planejamento de ato criminoso, a direção comunicou a Polícia Civil que imediatamente passou a realizar diligências. Durante a tarde foram realizadas buscas nas casas dos três jovens. Um estava trabalhando, um no médico e outro estava em casa, informou o delegado. As buscas foram autorizadas pelos responsáveis, mas nenhum material ilícito ou arma foi localizada.

Os três, que são alunos dos 9º ano do ensino fundamental e 1º e 2º anos do ensino médio, disseram que tudo não passou de uma brincadeira de um deles, que criou o grupo com um participante e compartilhou o print com os demais, causando a confusão. O fato dos alunos participarem de um evento ligado a artes marciais, neste final de semana, colaborou para aumentar o medo, pois acreditavam que os eventos poderiam estar ligados. Os celulares dos três foram apreendidos e passarão pela perícia, assegurou Grota. Apesar de aparentemente não haver nenhum plano de atentado, o procedimento será instaurado e os três serão responsabilizados, pois o ato teve consequências, assegura o delegado. Ressalta que tão logo a DEA foi comunicada iniciou os trabalhos e os interrogatórios dos envolvidos.

Os familiares dos estudantes, que acompanhavam o caso na especializada, estavam abalados, principalmente as mães, inconformadas com as atitudes dos estudantes. A Polícia Civil comunica que todas as informações que chegam ao conhecimento da instituição, referente a ameaças de ataques em escolas, são devidamente checadas com atenção especial para os casos. Detalhes sobre estas ocorrências não serão repassados para que não estimulem ou encorajem outros na mesma prática de compartilhamento de mensagens.

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Homem é preso furtando hambúrguer e chocolate em mercado

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Um homem foi preso pela PM na noite de quinta-feira (14), acusado de ter furtado 12 de empanados de frango de um mercado localizado na Rua João Pedro Moreira de Carvalho, no Setor Industrial Norte, em Sinop.

A ação do indivíduo foi flagrada pelas câmeras de monitoramento quando ele pegou os produtos e escondeu dentro de um capacete. Quando tentava deixar o local sem pagar foi abordado pelos seguranças.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local, em seguida conduziu o suspeito e mercadoria apreendida até a delegacia de polícia.

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Feminicídios correspondem a quase metade dos assassinatos de mulheres em MT

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Levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) aponta que 87 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso em 2019, sendo que 39 casos correspondem a feminicídios. Esta tipificação foi incluída pela Lei 13.104/2015 na categoria de crime contra a vida no que diz respeito a homicídio de mulheres praticados em virtude de violência doméstica e familiar ou menosprezo/discriminação contra a condição de mulher.

Os dados são referentes ao período de janeiro e dezembro do ano passado, e englobam todas as idades. Com relação a 2018, houve uma redução de 7% nos casos de feminicídios, já que naquele ano foram registrados 42 casos. É importante ressaltar que este número pode sofrer alteração, tendo em vista que a investigação do crime é complexa e a consolidação da motivação pode exigir extensão de prazo e envio posterior pelas delegacias.

Cuiabá não registrou caso de feminicídio em 2019. As ocorrências desta natureza ocorreram no interior do estado, nos municípios de Primavera do Leste (4), Sinop (3), Várzea Grande (3), Chapada dos Guimarães (2), Peixoto de Azevedo (2), Rondonópolis (2) e Sorriso (2).

Os demais municípios apresentaram um registro cada: Água Boa, Alto Taquari, Cáceres, Campo Vede, Comodoro, Confresa, Diamantino, Juína, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nova Mutum, São Félix do Araguaia, São José dos Quatro Marcos, Tabaporã, Tangará da Serra, Torixoréu e União do Sul.

Dentro do acompanhamento de homicídios envolvendo vítimas femininas, houve aumento em 2019, com 87 registros, levando em consideração o mesmo período de 2018, quando houve 82. De acordo com a série histórica, Mato Grosso registrou 85 homicídios de mulheres no período de janeiro a dezembro de 2015; 91 em 2016; e 84 em 2017.

Detalhamento de homicídios

Os meses que mais apresentaram registros no ano passado foram novembro, com 11 casos, e janeiro, com 10 homicídios de vítimas femininas. O menor número ocorreu em outubro (3); seguido de agosto (5); fevereiro e dezembro (ambos com 6); abril, maio e junho (7 cada); março e setembro (ambos com 8); e julho (9). O estudo demonstra ainda que Cuiabá e Várzea Grande tiveram, respectivamente, quatro e seis mulheres assassinadas ao longo de 2019.

Por dias da semana, a sexta-feira foi a que mais apresentou mortes de mulheres em Mato Grosso, com 17 casos, seguida de quinta-feira (15), sábado (14), domingo e segunda-feira (ambos com 12), quarta-feira (10) e terça-feira (7). Com relação à faixa etária, 21 mulheres tinham entre 36 e 45 anos; 15 entre 18 e 24 anos; 11 de 25 a 29 anos; 11 estavam com idade entre 30 e 35 anos; 9 mulheres de 46 a 59 anos; outras 9 de 12 a 17 anos; 6 acima de 60 anos; 3 com idade entre 0 e 11 anos; e 2 não tiveram idade informada.

O levantamento também descreve o meio empregado nos casos de assassinatos contra mulheres. No estado, dos 87 casos, 37% foram praticados com arma de fogo; 25% com arma cortante ou perfurante; 8% com arma contundente; 10% pelo uso da força muscular; 19% outros meios; e 1% com veneno. A maior motivação apontada continua sendo passional (38%), e em seguida a apurar (31%). Os demais casos são motivados por envolvimento com drogas (15%), rixa (6%), vingança (6%), fútil (1%), ambição (1%), pedofilia (1%) e álcool (1%).

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