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Saúde

Cuidado paliativo: uma nova esperança de viver melhor diante do fim

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O processo de aceitação da morte ainda é um tabu, principalmente na sociedade ocidental. Pouco se conversa sobre a finitude da vida, muito embora seja a única certeza que nos ronda.

Antônio Fagundes arrow-options
Reprodução/TV Globo
Alberto, personagem de Antônio Fagundes


A novela “Bom Sucesso”, atual trama das 19h da TV Globo, aborda esse tema. Alberto, personagem de Antônio Fagundes, tem um câncer grave e apenas poucos meses de vida. Na obra, ele conhece a costureira Paloma, vivida por Grazi Massafera, e a companhia dela é um cuidado paliativo o faz viver melhor. Por outro lado, quando ela se afasta, Alberto fica depressivo e sofre ainda mais com os sintomas da doença. 

Companhia, cuidados e atenção melhorando a qualidade de vida de pacientes com doenças graves não é algo apenas da ficção. Longe das telinhas também há muitas pessoas que precisaram aprender a lidar com a morte e buscam algum tipo de conforto. Fomos atrás dessas histórias e encontramos três pacientes que descobriram no cuidado paliativo uma nova esperança de viver melhor diante do fim.

A troca da UTI pelo quarto 

A primeira história vem do Recife, Pernambuco. O médico Gilberto Azevedo, 62, foi diagnosticado com câncer no fígado no início de 2014, ano marcante na vida de sua filha, a digital influencer Isabela Azevedo, 32, que estava prestes a se casar.

Ele iniciou o tratamento em maio do mesmo ano, com quimioterapia. Mas, em 2015, a notícia que ninguém queria ouvir chegou. O câncer era metastático e tinha se espalhado para outros locais do corpo. Isabela relembra que a situação da saúde do pai piorou e as internações se tornaram constantes. 

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A família autorizou a transferência de Gilberto para o quarto para ele aproveitar o tempo que lhe restava ao lado da família arrow-options
Foto: Arquivo Pessoal
A família autorizou a transferência de Gilberto para o quarto para ele aproveitar o tempo que lhe restava ao lado da família


Em agosto daquele ano, os familiares de Gilberto foram encaminhados à médica geriatra Lilian Karine, especialista que guiou toda a assistência.  “Ela nos contou que o tratamento não estava surtindo o efeito necessário e apresentou o cuidado paliativo”, descreve Isabela, que na época nunca tinha ouvido falar no assunto. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida. 

Após a médica apresentar o novo tratamento, longe das UTIs e com menos agressão, a família de Gilberto autorizou a transferência dele para o quarto. 

Festinha em quarto de hospital arrow-options
Foto: Arquivo Pessoal
Isabela sempre organizava festinhas no quarto de hospital de seu pai

 “Quanto menos você agredir, em muitas situações, é melhor a medicina não só para curar”, complementa Lilian. 

A ideia era transformar aquele período em algo diferente, menos doloroso. Isabela relembra que ele passou a fazer menos exames e os encontros se tornaram constante no hospital.

“Levamos tudo que ele queria comer. Era uma forma dele se sentir bem com os desejos atendidos. O emocional dele melhorou muito, a gente se deparou com isso”, diz.

Para ela, a família conseguiu ressignificar aquele momento porque não se sabia quanto tempo o pai ainda teria. “Todo mundo abraçou a ideia e fizemos o possível para ele ficar bem, diante da nossa realidade”, relembra.

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Após três meses de tratamento paliativo, Gilberto se foi dormindo. “Um paciente até me falou que queria morrer igual a ele, bem”, conta a digital influencer. 

Em 2019, a médica Lilian e Isabela, que mantinham contato, decidiram criar um ‘Café Paliativo’, uma iniciativa que realizaria encontros presenciais em cafeterias, hospitais e outros espaços para debater a temática com um público diverso.

Café paliativo arrow-options
Foto: Arquivo Pessoal
A primeira edição do evento aconteceu no dia 31 de agosto, em um Café São Braz, no Recife, Pernambuco

De acordo com Lilian, a ideia é levar o conhecimento a outras camadas da sociedade. “A gente debate muito isso no meio científico. Em muitos casos, os pacientes e familiares só tinham a informação quando estavam internados”, destaca. 

A primeira edição do evento aconteceu em agosto, no Recife. O evento é gratuito, mensal e é sempre divulgado nas redes sociais. 

“Agora é mais uma quimio, antes era menos uma”

Maria Paula arrow-options
Foto: Reprodução/Instagram
“Tento desmistificar porque não tenho cara de doente. Vivo com qualidade de vida, mesmo com câncer de mama metastático”

Maria Paula Bandeira, 33, teve o diagnóstico de câncer de mama aos 24 anos, em 2011. São nove anos convivendo com a doença, em diferentes fases. Até 2016, ela fazia o tratamento curativo, com quimioterapia e radioterapia. Mas, um dos exames acusou um nódulo em seu ovário, mesmo na época os médicos apostando em 95% de chance de cura.

Os especialistas encontraram novos focos no fígado e nos ossos, e o câncer se espalhou pelo organismo. Paula foi diagnosticada com tumor de mama metastático, sem cura. 

Ela foi apresentada aos cuidados paliativos porque iniciou a busca para saber como poderia viver mais

Maria Paula arrow-options
Foto: Reprodução/Instagram
Maria Paula não vive no hospital, ao contrário do que muitos pensam, o paciente paliativo pode se tratar em casa e só é internado em casos de crise

A advogada aposentada não parou o tratamento, ela frequenta o hospital para realizar a quimioterapia e faz terapia ocupacional. O paciente paliativo não precisa estar necessariamente internado, ele pode se tratar de casa e só em momentos de crise é hospitalizado.

A grande diferença é que antes os cuidados curativos tinham prazo de validade e protocolos. “Agora é mais uma quimio, antes era menos uma. No paliativo, a gente se trata sempre, não há um prazo, faço quimio independente de cura ou não”, diz. 

Neste dia 12 de outubro é celebrado o Dia Mundial de cuidados paliativos . Neste ano, o tema para a campanha deste ano é “Meu Cuidado. Meu Direito.”

Para Maria Paula, datas como essa e iniciativas de cafés paliativos ajudam bastante na divulgação do tema porque faltam informações. “Não é terminalidade, a gente não precisa sentir dor e nem desconforto”. 

A advogada é dona do perfil “Lenço do Dia” no Instagram, que soma mais de 24 mil seguidores e é nele o canal de divulgação de informações para ajudar outras mulheres. “Tento desmistificar porque não tenho cara de doente. Vivo com qualidade de vida, mesmo com câncer de mama metastático”, destaca.

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“Aqui eu tenho carinho, amor e atenção”

Joelma e a filha arrow-options
Foto: Eduarda Esteves
Ao lado da filha, Joelma já sonha com o retorno para casa





É no quarto andar do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do maior complexo hospitalar da América Latina, o Hospital das Clínicas, que fica a enfermaria dos cuidados paliativos e de lá que vem a nossa última história.

Pelas paredes, fotografias dos pacientes que já passaram por lá, cartinhas de agradecimento e a sensação de dever cumprido, por parte dos profissionais. Ao todo são 40 profissionais na equipe multidisciplinar, oito leitos e uma estimativa de mais de 50 mil atendimentos desde o início do projeto.

A doméstica Joelma Souza, 46, está internada há uma semana em um dos leitos do HC. Ela já é uma conhecida da equipe de funcionários do hospital porque essa não é a primeira sua primeira internação. Joelma é paciente paliativa e convive com a nova realidade desde outubro de 2018.

Passou um tempo entubada na UTI, mas lá, o tratamento não era eficaz, já que a sua doença não tem cura. Ela sofre de falta de ar e falha em seus órgãos, decorrentes da insuficiência cardíaca. 

No quarto, ela gosta da paisagem verde que enxerga pela janela porque ajuda na lembrança de sua casa, um sítio localizado em Juquitiba, Região Metropolitana de São Paulo. Vaidosa, ela faz questão de pintar as unhas semanalmente e a tarefa fica por conta da sua filha, Géssica Soares.

Joelma  diz que a melhor opção foi a sua transferência da UTI para o leito dos cuidados paliativos. Ela não se sente mais só e apesar da dificuldade em entender a nova realidade, a equipe de CP da enfermaria é muito elogiada pela paciente. 

Tal enfermaria foi fundada em 2010. Ela é coordenada pelo cardiologista Ricardo Tavares, que estava desgostoso do que via nos hospitais, com muito sofrimento não assistido. “No fundo as pessoas estavam aprisionadas a um tratamento que elas consideravam útil, mas que não servia mais”, pontua o médico. 

Hoje ele comemora o avanço com a enfermaria. “Eu digo que a gente obteve muita evolução quando falamos da economia que isso poderia gerar ao hospital. Essa é a linguagem que o gestor entende bem”, afirma Ricardo.

Veja mais detalhes dessa ala do HC no vídeo abaixo: 

O abismo no tratamento paliativo no Brasil

O Ministério da Saúde publicou a resolução nº41, de 31 de Outubro de 2018, que normatiza a oferta de cuidados paliativos como parte dos cuidados continuados integrados no âmbito do SUS. 

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Em 2018, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) d ivulgou um levantamento sobre os serviços dos cuidados paliativos (CP) no Brasil. De acordo com o relatório, foram contabilizados apenas 177 serviços de CP no país. Apenas 10% dos hospitais brasileiros disponibilizam uma equipe para a demanda.

Também é possível observar a desigualdade no atendimento, com mais de 50% dos serviços concentrados na região Sudeste, e apenas 13 equipes em toda a região Norte-Nordeste. “No Nordeste, a realidade é que ainda existem pouquíssimos hospitais que oferecem o serviço. Ainda há um abismo se a gente comparar as regiões do Sul e Sudeste”, destaca a médica geriatra Lilian Karine.

De acordo com Vitor da Silva, médico paliativista e diretor administrativo da ANCP, nos últimos 30 anos barreiras regionais já foram vencidas. “Acho que culturalmente os grandes centros de cuidados paliativos nasceram no Sudeste e Sul e e por isso essa representatividade até hoje”, pontua o especialista, que acredita, por exemplo, nos cafés paliativos como um caminho para diminuir as diferenças no país. 

Fonte: IG Saúde
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Mulher tem braço direito amputado após contrair infecção que pode levar à morte

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Após acordar com uma dor insuportável no braço direito, Keirra Eames, do estado de Utah, nos Estados Unidos, achou que havia deslocado o ombro. No entanto, ela descobriu que, na verdade, havia contraído uma infecção bacteriana, conhecida como fasciíte necrosante, que se espalha rapidamente pelo corpo e pode levar à morte.

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Reprodução/Facebook e The Sun
A americana Keirra Eames teve o braço direito amputado após contrair uma infecção bacteriana que pode levar à morte

A mulher ficou em coma por 11 dias enquanto os cirurgiões tentavam impedir que a infecção se espalhasse. Na ocasião, os médicos alertaram ao marido e outros parentes que ela poderia não sobreviver ao passar pelo primeiro procedimento cirúrgico. A cirurgia foi para remover parte massa muscular do seu braço , mas a sepse continuou a se espalhar.

“Eu estava em estado crítico quando meus rins começaram a se fechar e a parte superior do meu braço estava preta. Os médicos removeram 40% do meu braço, mas não houve melhora e a infecção não estava diminuindo”, diz Keirra, em entrevista à Caters News Agency , segundo informações do The Sun

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“Meus órgãos estavam se fechando e havia líquido no meu cérebro, os médicos tentaram reduzi-lo com a cirurgia, mas, quando me deitaram, minha cabeça começou a ficar roxa”, ressalta. Ela ainda diz que três coágulos de sangue se desenvolveram no outro braço e ela foi transferida para outro hospital de helicóptero.

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Keirra também destaca que sua família foi avisada sobre suas probabilidades antes da cirurgia para remover os coágulos em seu braço bom. Em janeiro, passou pelo procedimento para amputar o braço direito. Ela disse que, quando percebeu que seu braço havia sumido, “se sentiu impotente”, mas está aprendendo a se adaptar em casa desde que foi liberada do hospital.

O que é fasciíte necrosante?

No caso da fasciíte necrosante , diagnóstico preciso, tratamento rápido com antibióticos e cirurgia imediata são pontos essenciais para impedir a propagação da infecção. Geralmente, as bactérias entram no corpo através de uma ruptura na pele, como cortes e arranhões, queimaduras, picadas de insetos, perfurações ou feridas cirúrgicas.

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Além de uma área vermelha inchada da pele, fortes dores além da área da pele infectada e febre podem ser sinais da condição. Ao sentir alguns dos sintomas mencionados, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) orienta buscar ajuda médica imediatamente, uma vez que a infecção pode matar.

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Os sintomas posteriores da infecção podem incluir úlceras, bolhas ou manchas pretas na pele, alterações na cor da pele, pus, tontura, fadiga, diarréia ou náusea. A fasciíte necrosante pode causar sepse e falência de órgãos ou complicações ao longo da vida decorrentes de cicatrizes graves e perda de membros, como o caso do braço amputado de Keirra.

Fonte: IG Saúde
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Falar mais ajuda na gagueira? Confira 12 dicas para controlar o distúrbio

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A gagueira é um distúrbio da fala de tanto de origem inata como resultante de lesões neurológicas que atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, ou seja, 5% da população. E, embora não possa ser curada após a idade adulta, ela pode ser controlada e tratada com fonoaudiologia.

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Controlar a gagueira requer prática – ou seja, você terá de falar cada vez mais para superar o distúrbio

“Inicialmente, é realizada uma avaliação para caracterizar a fluência do paciente e depois é traçado um planejamento terapêutico individual”, explica Tatiane Cristina Gonçalves, fonoaudióloga graduada pela Universidade de Ribeirão Preto e especialista em linguagem.

Dentre os vários tratamentos para a gagueira , segundo Tatiane, estão exercícios de respiração, de coordenação entre respiração e fala, articulação e emissão suave da fala. Mas os esforços não param nas sessões de fonoaudiologia .

Fora do consultório, existem outras abordagens e técnicas que você pode colocar em prática para controlar o distúrbio da fala . Afinal, existem diversos fatores que podem desencadear o problema, como a autoconfiança.

“Muitas pessoas apresentam gagueira por temerem o julgamento, temerem o que estão falando dela. Aí, quando perdem o equilíbrio emocional, elas gaguejam”, exemplifica Junior Fernandez, analista comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching e um dos fundadores da escola de oratória Vox2you.

Esse aspecto emocional, segundo ele, é tão importante quanto o aspecto clínico do problema, tornando fundamental o desenvolvimento da confiança.

12 dicas para controlar a gagueira fora do fonoaudiólogo

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Além da fonoaudiologia, existem algumas práticas que você pode adotar no dia a dia para controlar a gagueira

E se você está curioso sobre como pode controlar este distúrbio fora do consultório, as dicas a seguir, formuladas por Malcom Fraser e publicadas em seu livro “Autocuidado para pessoas com gagueira”, podem ser de grande ajuda.

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1. Fale lenta e conscientemente

Gagueje você ou não, falar mais devagar e com atenção é melhor do que se apressar para terminar as frases. Procure manter a calma, induzindo a um modo de falar que soará mais relaxado e variado, respondendo melhor aos procedimentos terapêuticos.

2. Enuncie suavemente, prolongando o som inicial das palavras que teme

Quando for falar, seja durante uma sessão de fonoaudiologia ou com os amigos, mantenha a firmeza da sua voz, fazendo ela fluir suavemente pelos sons das palavras e movimentando levemente os lábios, a língua e a mandíbula.

3. Não tente esconder a gagueira

Fingir que você não tem um problema só fara você perpetuá-lo. Seja aberto com relação ao seu distúrbio: assim, você irá sentir-se menos envergonhado em ter dificuldades para falar.

4. Elimine as expressões ou movimentos anormais que faz quando gagueja

Esta regra se refere àqueles tiques e movimentos que caracterizam sua gagueira, os chamados “sintomas secundários”. Alguns exemplos são piscar os olhos, bater os pés, movimentar a cabeça de forma brusca etc.

5. Interrompa os hábitos de fuga ou substituição que desenvolveu

Complementando a dica 3, é preciso se desvencilhar de todos os métodos que adquiriu para mascarar seu distúrbio da fala. Evitar situações que desencadeiam o problema só farão ele tornar-se mais forte.

6. Mantenha contato visual com seu interlocutor

Olhar de forma natural para a pessoa com a qual está conversando irá ajudá-lo. Estabeleça contato olho no olho, sem desviar quando sentir que vai gaguejar – assim você reduzirá sua insegurança com relação ao problema.

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7. Identifique o que seus músculos de fala fazem de errado quando gagueja

Seguir este conselho te ajudará a diagnosticar melhor qual o seu problema para, em seguida, corrigi-lo durante as sessões de fonoaudiologia e no dia a dia. Fique de olho em como sua língua e os músculos da sua boca travam ou destravam durante as crises.

8. Use a modificação de bloqueios para eliminar seu comportamento de fala inadequado

Praticar estes procedimentos, que ajudam a solucionar problemas antes, durante e após crises de gagueira, te ajudará a contornar o distúrbio da fala quando ele ameaçar dar as caras.

9. Siga em frente enquanto fala

Não pare de falar quando começar a gaguejar. Procure manter a continuidade da sua fala ao máximo, sem tentar corrigir erros nem voltar atrás. O único momento no qual deve repetir alguma coisa é quando quiser enfatizar um ponto ou pensamento.

10. Tente falar com boa melodia e inflexão

Mantenha sua voz firme, sem deixá-la artificial ou monótona. Procure variar o ritmo e a entonação para ficar com uma dicção mais natural, relaxante e agradável.

11. Preste atenção também nos seus acertos durante a fala

Não se concentre apenas na gagueira. Lembre-se de observar quando consegue falar fluentemente, pois isso fará com que sua autoconfiança aumente. Passe algum tempo falando ou lendo em voz alta em frente ao espelho quando estiver relaxado e sozinho, para praticar sua fluência.

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12. Aproveite ao máximo as oportunidades que tiver para falar

Quanto mais oportunidades de conversação você aproveitar, mais progresso fará. Isso não quer dizer que você deva exagerar e falar a todo momento, apenas que deve se esforçar para criar oportunidades de praticar com outras pessoas para, com o tempo, dominar a sua gagueira .

Fonte: IG Saúde
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