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Economia

Pessoas físicas não poderão ter contas em dólar indiscriminadamente

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A liberalização cambial pretendida pelo Banco Central (BC) não contempla a abertura indiscriminada de contas em dólar por pessoas físicas, esclareceu hoje o diretor de Regulação do BC, Otavio Damaso. Segundo ele, somente algumas categorias de pessoas físicas, que lidam com moedas estrangeiras no dia a dia, serão beneficiadas.

Para Damaso, essas categorias de pessoas físicas podem trazer “eficiência” ao mercado de câmbio. Ele citou os exportadores como uma categoria que pode se beneficiar da autorização, no futuro. Entre as pessoas físicas, os diplomatas já contam com a possibilidade de terem contas em dólares.

Segundo o diretor do BC, a abertura cambial será feita de forma gradual e levará tempo. “O projeto [proposto pelo BC e anunciado hoje (7)] autoriza a ampliação [dos tipos de contas em dólar] dentro de um processo de médio e longo prazos, natural dentro da conversibilidade do real, um dos objetivos do projeto”, explicou.

Dólares-Moeda estrangeira

Somente algumas categorias de pessoas físicas que lidam com moedas estrangeiras no dia a dia serão beneficiadas pela liberalização cambial- Marcello Casal JrAgência Brasil

Damaso destacou que segmentos da economia, como empresas de petróleo e embaixadas de representação de outros países, são autorizados a operar contas em dólares no Brasil. Outras categorias que podem ter contas em moeda estrangeira no país são agentes autorizados a operar em câmbio, emissores de cartões de crédito de uso internacionais, prestadores de serviços turísticos e sociedades seguradoras.

A principal novidade do projeto, de acordo com Damaso, consiste em delegar ao BC a prerrogativa de definir quais categorias poderão ter contas em moeda estrangeira.

“No futuro, em algum momento, sob certas circunstâncias, [o projeto] pode ser estendido [a outros setores]. Ele replica basicamente o que está na legislação em vigor, delegando ao BC a prerrogativa de permitir que alguns segmentos, sob algumas características, possam ter conta em dólar”, disse.

Barateamento

Damaso anunciou que as novas regras cambiais deverão baratear o custo de envio de remessas de dólares ao exterior, atualmente estimado em torno de 5% do valor da operação. O BC também pretende permitir que empresas emprestem dólares a terceiros ou a subsidiárias no Brasil, com a condição de que sejam respeitadas regras prudenciais (para evitar a quebra da empresa).

Outra novidade trazida pela nova legislação, informou Damaso, será a ampliação dos pagamentos em real no exterior. Atualmente, somente algumas lojas em freeshops (lojas em aeroportos que não aplicam alguns impostos) ou de grandes cadeias aceitam receber em real, o que trava o custo da compra pela taxa de câmbio do dia, trazendo mais previsibilidade para pagar a fatura.

Tramitação

O projeto de lei começará a tramitar pela Câmara dos Deputados e depois vai para o Senado. Caso aprovado pelo Congresso Nacional, a nova legislação cambial será gradualmente regulamentada pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional. Conforme Damaso, o processo pode levar um ano (após a aprovação do projeto) até a implementação total das novas regras.

Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC
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Economia

Higiene pessoal fica mais cara em outubro, mas inflação se mantém estável

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Gastos na farmácia e com produtos de cuidados pessoais deixaram as compras dos brasileiros mais caras neste mês

Os gastos dos brasileiros no mês de outubro foram puxados pelos produtos de higiene pessoal . Neste mês, o grupo que engloba itens de saúde e cuidados pessoais foi o que mais pesou no bolso do consumidor, com variação de 0,85%.

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Esse foi o maior impacto (0,10 ponto percentual) entre os nove grupos pesquisados, principalmente por conta dos itens de higiene pessoal, que subiram 2,35%, e produtos farmacêuticos, com alta de 0,54%.

Mesmo assim, se comparado a setembro e agosto, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) variou em 0,09% e 0,08%, respectivamente, a inflação fica estável, se mantendo em 0,09% em outubro.

Vale ressaltar que este é o menor resultado para o décimo mês do ano desde 1998, quando a taxa foi de 0,01%. 

No acumulado do ano, o IPCA -15 apresenta alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, segundo os resultados divulgados nesta terça-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ).

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No que concerne aos índices regionais, três das onze regiões pesquisadas apresentaram deflação de setembro para outubro, conforme mostra a tabela a seguir. O menor resultado foi registrado na região metropolitana de Fortaleza (-0,08%), em função da queda observada no item energia elétrica (-3,31%). Já o maior índice ficou com a região metropolitana de Belém (0,28%), influenciado pelas altas dos itens higiene pessoal (1,89%) e gás de botijão (3,58%), ambos com 0,07 p.p. de impacto.

Hortifruti continua em queda

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A cebola foi o item que mais apresentou queda em outubro; a deflação foi de 17,65%

Por outro lado, o grupo alimentação e bebidas seguiu a tendência do mês anterior e continuou sendo o mais barato no mês , com deflação de 0,25%, principalmente puxado pelo barateamento de 0,38% nos preços de alimentação no domicílio.

Os produtos que mais deflacionaram foram os tubérculos, raízes e legumes, que vêm caindo nos últimos meses, com destaque para a cebola, com queda de 17,65%, a batata-inglesa (-14,00%) e o tomate (-6,10%). Já os preços das carnes subiram 0,59%, depois de queda de 0,38% em setembro.

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A energia elétrica também foi outro ítem que ficou mais barato e ajudou a deixar o grupo habitação na segunda posição entre os que tiveram as maiores variações negativas no índice do mês. Em setembro, a bandeira vermelha impulsionou a alta do índice, sendo compensada em outubro, com a mudança para a tabela amarela.

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Depois de ligeira baixa em setembro de 0,06%, a gasolina voltou a ficar em alta, com inflação de 0,76% em outubro. O fato deixou o grupo de transportes em alta na comparação com o mês anterior, passando de 0,09% para 0,35%. O óleo diesel, apesar de ter apresentado a maior alta (3,33%), não tem a mesma influência no grupo, assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). A inflação dos combustíveis ficou em 0,77%.

Fonte: IG Economia
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Economia

Em semana especial, Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 21,5 milhões nesta terça

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Paulo Pinto/Fotos Públicas
Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 21,5 milhões nesta terça, em semana recheada

A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (22) um prêmio de R$ 21,5 milhões. As seis dezenas do concurso 2.200 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, na cidade de São Paulo.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. O bilhete simples da  Mega-Sena , com seis dezenas, custa R$ 3,50.

O último concurso, realizado no último sábado, acumulou, já que nenhum sortudo gabritou os números sorteados, que foram 15, 23, 30, 35, 38 e 44. Nesta semana, a Mega terá programação especial por conta do sorteio com final zero (2.200), que ocorre justamente nesta terça. No concurso 2.199, a premiação estimada era de “apenas” de R$ 3 milhões, já que se tratava do prêmio inicial.

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Isso acontece porque a Caixa tem o hábito de “inflar” com parte da arrecadação guardada as premiações dos sorteios terminados em cinco e zero, como é o caso do 2.200. A semana recheada é chamada de ” Mega-Semana da Sorte “.

Além do sorteio ser antecipado de quarta, como acontece normalmente, para terça (22), haverá um novo prêmio em disputa na próxima quinta-feira (24) e o concurso habitual de sábado (26).

Como funciona

O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e pode pagar milhões ao sortudo que acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem ao menos duas vezes por semana – normalmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, as chamadas Quadra e  Quina , respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a  Surpresinha  – nesse modelo, o sistema escolhe automaticamente as dezenas que serão jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, a chamada Teimosinha.

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Premiação

Os prêmios iniciais costumam ser de aproximadamente R$ 3 milhões para quem acerta as seis dezenas. O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor. Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante.

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O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 46% da arrecadação. Desse total, 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados; 19% entre os acertadores de cinco números (Quina), 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra), 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos de final zero ou cinco e 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG Economia
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