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Política Nacional

Lava Jato identifica e-mail usado por analista da Receita para cobrar propina

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Câmera de segurança mostra delator e analista tributário da Receita que, segundo as investigações, cobrou propina

A força-tarefa da Lava Jato provou que o e-mail “[email protected]” era usado pelo analista tributário da Receita Federal Marcial Pereira de Souza para cobrar propina de empresários em troca do cancelamento de multas milionárias por sonegação fiscal.

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Com a colaboração do Google e de uma operadora telefônica, a partir da quebra de sigilo telemático autorizada pela Justiça, foi possível confirmar que uma das mensagens de achaque contra o delator do esquema partiu de um celular conectado a um modem em nome de Marcial, segundo a Lava Jato .

Usada como prova cabal pelo Ministério Público Federal ( MPF ) para a prisão do analista da Receita, uma das mensagens enviada ao contador Rildo Alves da Silva, indicado pelo delator Ricardo Siqueira Rodrigues para acertar os pagamentos de propina, revela a pressão de Marcial para receber os valores acertados. Nela, Marcial afirma que a fiscalização de Ricardo estaria “sob controle”.

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“O documento que você recebeu é bem claro. Trata-se do calendário 2013. Sinalização maior que está controlado não há”. O Google informou os IP’s dos últimos acessos ao e-mail em referência e foi possível apurar que a conexão à internet ocorreu por meio da operadora utilizada por Marcial.

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Imagens usadas no pedido de prisão de servidores da Receit a mostram três encontros de Marcial e o delato que, segundo os investigadores, serviram para tratar da cobrança de propina. Era em nome de Marcial Pereira de Souza e de sua mulher que estava a conta em Portugal onde foram depositados os recursos ilícitos.

Fonte: IG Política
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Bolsonaro defende que Eduardo fique no Brasil para “pacificar” PSL

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Coleta de assinaturas das duas alas do partido geram impasse no PSL

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira, no Japão, preferir neste momento que o filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fique no Brasil para “pacificar o partido”. O presidente já afirmou que pretende indicar o filho para a embaixada do Brasil em Washington, mas até hoje não enviou ao Senado o pedido.

Indagado sobre a indicação de Eduardo para líder do partido na Câmara, o presidente respondeu: “No meu entender, (o melhor é) ele ficar lá, no Brasil, até para pacificar o partido ali e ver o que pode catar de caco, pode assim dizer, porque teve gente ali que foi para o excesso. É igual um casal: chega um ponto de um limite de um problema que não tem mais retorno por parte de alguns”, disse em um restaurante na capital do Japão, após o café da manhã.

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Bolsonaro ressaltou que Eduardo vai precisar decidir se quer ficar no Brasil ou ser indicado a embaixador em Washington. “Obviamente, isso o Eduardo vai ter de decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil, se ele quer ter seu nome submetido ao Senado para a embaixada ou não. Porque agora, se ele firmar, no meu entendimento, não vou interferir na vida dele, que ele é maior de idade”.

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Em meio à disputa pela liderança do PSL na Câmara, Bolsonaro disse que vai falar com deputados sobre sua experiência de 28 anos de vida parlamentar. “Eles embarcaram numa canoa fantasma, aceitando promessas de ‘te dou a lua’. Isso serve para casal jovem, não para político com mandato de deputado federal”, disse.

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O presidente afirmou ainda que não abre mão de uma auditoria no PSL, “porque se der problema, quem vai ser o responsabilizado?”. Apesar disso, Bolsonaro disse que ninguém vai vê-lo “jogando lenha na fogueira”, e que não vai entrar nessa briga de “meu grupo contra o deles”, referindo-se ao racha no partido.

O presidente voltou a negar que indicou o filho para a liderança do partido na Câmara.  ”Tinham 20 parlamentares lá (na reunião no Palácio do Planalto). Eu queria indicar o Felipe Barros. Resolveram que o nome de consenso seria ele (Eduardo). Aí tudo bem. Vocês estão decidindo, não vou impor”, disse.  Para o presidente, o que falta é ‘serenidade’ em boa parte do PSl.

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“Até o pessoal do lado de lá, pretendo conversar com a maioria deles, alguns não vou conversar, faço questão de não conversar, porque ultrapassaram o limite da razoabilidade”, garantiu. Indagado se a questão do PSL vai se arrefecer, Bolsonaro respondeu: “Eu me pergunto: o pessoal tirava foto comigo, agora tira como Bivar. O que ele tem de mais bonito ou de melhor do que eu?”.

O presidente também comentou ataques de membros do PSL contra ele. “Eu engoli sapo para caramba. Sendo ofendido como fui por aquele líder lá, tem de ter estômago”.

Fonte: IG Política
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Bolsonaro aponta Nestor Foster como nome forte para embaixada nos EUA

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Antonio Cruz/ Agência Brasil
“Eduardo é quem vai dar a palavra final”, garantiu o presidente

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que o embaixador do Brasil em Washington deverá ser Nestor Foster, caso Eduardo Bolsonaro desista do posto nos Estados Unidos para liderar o PSL no Brasil.

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“Eduardo desistindo de ter o seu nome enviado ao Senado, diante da importância de liderar o partido, Foster é um bom nome para ser consolidado”, afirmou Bolsonaro , pouco antes de partir para a cerimonia de entronização do novo imperador do Japão.

O presidente fez questão de destacar que a decisão final é de Eduardo e deixou dúvidas sobre sua preferência.

“Sua vivencia de mundo para mim faz a diferença dentro do Parlamento , mas a decisão é dele”, afirmou.

Foster , atualmente embaixador interino em Washington , é amigo pessoal do Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e foi quem aproximou o chanceler do escritor Olavo de Carvalho, guru intelectual do bolsonarismo.

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Bolsonaro informou também que vai mudar o embaixador em Israel, que, segundo o presidente, já está um bom tempo no país. A ideia é enviar um embaixador para estreitar as relações na área de inovação agrícola. O presidente diz ter planos de enviar jovens brasileiros para aprender tecnologias agrícolas israelenses.

Fonte: IG Política
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