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Saúde

Homens representam 1% dos casos de câncer de mama no Brasil; veja sintomas

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O trabalhador autônomo Hélio Pepe, de 61 anos, foi diagnosticado com câncer de mama em 2012. Ele operou pela primeira vez em 2013 e, como a doença voltou, precisou operar novamente, em maio do ano passado. “Hoje, estou curado, não tenho mais nada”, diz em entrevista à Agência Brasil

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Você sabia? Homens também podem ter câncer de mama e representam 1% do total de casos da doença no Brasil

Dados mostram que, para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama , existe um homem atingido pela doença. Isso significa que os homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil.

A médica Fabiana Tonelotto, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer 3 (HC3), unidade do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), alerta que os homens devem estar atentos a qualquer mudança ou alteração nas mamas.

Sintomas do câncer de mama em homens

Retração de pele, aparecimento de nódulos ou caroços, secreção pela aréola (mamilo), gânglios ou ínguas nas axilas são os sintomas mais comuns de câncer de mama em homens, além de vermelhidão na área do peito e coceira.

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De acordo com dados do INCA, outros fatores de risco para o câncer de mama em homens são condições que podem aumentar o nível de estrogênio no corpo, como obesidade, alcoolismo, doença hepática, síndrome de Klinefelter (quando uma pessoa do sexo masculino apresenta um cromossomo X a mais); e radioterapia prévia para a área do tórax.

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Fabiana explica que o tratamento para os homens é igual ao das mulheres, com radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Ela destaca que, como a mama é pequena e atrofiada no homem, não tem tecido para que se faça uma cirurgia conservadora. E como o homem tem pouco tecido mamário, há mais facilidade de o câncer infiltrar na pele e no músculo posterior do peito, provocando metástase. 

“Por isso, esse tratamento é mais radical, com mastectomia [remoção da mama]”, conta a especialista. O tumor fica grande em relação ao tamanho da mama. “Toma uma proporção que não se pode poupar o tecido mamário”, completa.

Genética

A médica do INCA advertiu também que sempre que ocorre um caso de câncer de mama em homens, é preciso avaliar todas as mulheres da família, porque pode haver uma mutação genética de BRCA (família de genes), o que aumenta o risco de ter a doença. Em alguns casos, Fabiana disse que pode ser pedido um teste genético. “É uma avaliação bem importante que se faça”.

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Segundo Fabiana, é quase desnecessário que o paciente faça uma reconstrução da mama, porque os homens não têm mamas grandes. O que pode ser feito é a tatuagem do mamilo ou aréola. Os casos de câncer de mama em homens não são frequentes no atendimento do INCA, porque são raros, uma vez que representam somente 1% do total de casos de câncer de mama. 

Dados

De acordo com dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Ministério da Saúde, houve no país 16.724 mortes por câncer de mama feminino e 203 mortes por câncer de mama masculino no Brasil, em 2017. 

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Em 2016, foram 16.069 mortes por câncer de mama feminino no país e 185 mortes por câncer de mama masculino e, em 2015, ocorreram 15.403 mortes por câncer de mama feminino no Brasil e 187 mortes por câncer de mama masculino.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Mulher tem braço direito amputado após contrair infecção que pode levar à morte

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Após acordar com uma dor insuportável no braço direito, Keirra Eames, do estado de Utah, nos Estados Unidos, achou que havia deslocado o ombro. No entanto, ela descobriu que, na verdade, havia contraído uma infecção bacteriana, conhecida como fasciíte necrosante, que se espalha rapidamente pelo corpo e pode levar à morte.

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Reprodução/Facebook e The Sun
A americana Keirra Eames teve o braço direito amputado após contrair uma infecção bacteriana que pode levar à morte

A mulher ficou em coma por 11 dias enquanto os cirurgiões tentavam impedir que a infecção se espalhasse. Na ocasião, os médicos alertaram ao marido e outros parentes que ela poderia não sobreviver ao passar pelo primeiro procedimento cirúrgico. A cirurgia foi para remover parte massa muscular do seu braço , mas a sepse continuou a se espalhar.

“Eu estava em estado crítico quando meus rins começaram a se fechar e a parte superior do meu braço estava preta. Os médicos removeram 40% do meu braço, mas não houve melhora e a infecção não estava diminuindo”, diz Keirra, em entrevista à Caters News Agency , segundo informações do The Sun

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“Meus órgãos estavam se fechando e havia líquido no meu cérebro, os médicos tentaram reduzi-lo com a cirurgia, mas, quando me deitaram, minha cabeça começou a ficar roxa”, ressalta. Ela ainda diz que três coágulos de sangue se desenvolveram no outro braço e ela foi transferida para outro hospital de helicóptero.

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Keirra também destaca que sua família foi avisada sobre suas probabilidades antes da cirurgia para remover os coágulos em seu braço bom. Em janeiro, passou pelo procedimento para amputar o braço direito. Ela disse que, quando percebeu que seu braço havia sumido, “se sentiu impotente”, mas está aprendendo a se adaptar em casa desde que foi liberada do hospital.

O que é fasciíte necrosante?

No caso da fasciíte necrosante , diagnóstico preciso, tratamento rápido com antibióticos e cirurgia imediata são pontos essenciais para impedir a propagação da infecção. Geralmente, as bactérias entram no corpo através de uma ruptura na pele, como cortes e arranhões, queimaduras, picadas de insetos, perfurações ou feridas cirúrgicas.

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Além de uma área vermelha inchada da pele, fortes dores além da área da pele infectada e febre podem ser sinais da condição. Ao sentir alguns dos sintomas mencionados, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) orienta buscar ajuda médica imediatamente, uma vez que a infecção pode matar.

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Os sintomas posteriores da infecção podem incluir úlceras, bolhas ou manchas pretas na pele, alterações na cor da pele, pus, tontura, fadiga, diarréia ou náusea. A fasciíte necrosante pode causar sepse e falência de órgãos ou complicações ao longo da vida decorrentes de cicatrizes graves e perda de membros, como o caso do braço amputado de Keirra.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Falar mais ajuda na gagueira? Confira 12 dicas para controlar o distúrbio

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A gagueira é um distúrbio da fala de tanto de origem inata como resultante de lesões neurológicas que atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, ou seja, 5% da população. E, embora não possa ser curada após a idade adulta, ela pode ser controlada e tratada com fonoaudiologia.

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Controlar a gagueira requer prática – ou seja, você terá de falar cada vez mais para superar o distúrbio

“Inicialmente, é realizada uma avaliação para caracterizar a fluência do paciente e depois é traçado um planejamento terapêutico individual”, explica Tatiane Cristina Gonçalves, fonoaudióloga graduada pela Universidade de Ribeirão Preto e especialista em linguagem.

Dentre os vários tratamentos para a gagueira , segundo Tatiane, estão exercícios de respiração, de coordenação entre respiração e fala, articulação e emissão suave da fala. Mas os esforços não param nas sessões de fonoaudiologia .

Fora do consultório, existem outras abordagens e técnicas que você pode colocar em prática para controlar o distúrbio da fala . Afinal, existem diversos fatores que podem desencadear o problema, como a autoconfiança.

“Muitas pessoas apresentam gagueira por temerem o julgamento, temerem o que estão falando dela. Aí, quando perdem o equilíbrio emocional, elas gaguejam”, exemplifica Junior Fernandez, analista comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching e um dos fundadores da escola de oratória Vox2you.

Esse aspecto emocional, segundo ele, é tão importante quanto o aspecto clínico do problema, tornando fundamental o desenvolvimento da confiança.

12 dicas para controlar a gagueira fora do fonoaudiólogo

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Além da fonoaudiologia, existem algumas práticas que você pode adotar no dia a dia para controlar a gagueira

E se você está curioso sobre como pode controlar este distúrbio fora do consultório, as dicas a seguir, formuladas por Malcom Fraser e publicadas em seu livro “Autocuidado para pessoas com gagueira”, podem ser de grande ajuda.

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1. Fale lenta e conscientemente

Gagueje você ou não, falar mais devagar e com atenção é melhor do que se apressar para terminar as frases. Procure manter a calma, induzindo a um modo de falar que soará mais relaxado e variado, respondendo melhor aos procedimentos terapêuticos.

2. Enuncie suavemente, prolongando o som inicial das palavras que teme

Quando for falar, seja durante uma sessão de fonoaudiologia ou com os amigos, mantenha a firmeza da sua voz, fazendo ela fluir suavemente pelos sons das palavras e movimentando levemente os lábios, a língua e a mandíbula.

3. Não tente esconder a gagueira

Fingir que você não tem um problema só fara você perpetuá-lo. Seja aberto com relação ao seu distúrbio: assim, você irá sentir-se menos envergonhado em ter dificuldades para falar.

4. Elimine as expressões ou movimentos anormais que faz quando gagueja

Esta regra se refere àqueles tiques e movimentos que caracterizam sua gagueira, os chamados “sintomas secundários”. Alguns exemplos são piscar os olhos, bater os pés, movimentar a cabeça de forma brusca etc.

5. Interrompa os hábitos de fuga ou substituição que desenvolveu

Complementando a dica 3, é preciso se desvencilhar de todos os métodos que adquiriu para mascarar seu distúrbio da fala. Evitar situações que desencadeiam o problema só farão ele tornar-se mais forte.

6. Mantenha contato visual com seu interlocutor

Olhar de forma natural para a pessoa com a qual está conversando irá ajudá-lo. Estabeleça contato olho no olho, sem desviar quando sentir que vai gaguejar – assim você reduzirá sua insegurança com relação ao problema.

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7. Identifique o que seus músculos de fala fazem de errado quando gagueja

Seguir este conselho te ajudará a diagnosticar melhor qual o seu problema para, em seguida, corrigi-lo durante as sessões de fonoaudiologia e no dia a dia. Fique de olho em como sua língua e os músculos da sua boca travam ou destravam durante as crises.

8. Use a modificação de bloqueios para eliminar seu comportamento de fala inadequado

Praticar estes procedimentos, que ajudam a solucionar problemas antes, durante e após crises de gagueira, te ajudará a contornar o distúrbio da fala quando ele ameaçar dar as caras.

9. Siga em frente enquanto fala

Não pare de falar quando começar a gaguejar. Procure manter a continuidade da sua fala ao máximo, sem tentar corrigir erros nem voltar atrás. O único momento no qual deve repetir alguma coisa é quando quiser enfatizar um ponto ou pensamento.

10. Tente falar com boa melodia e inflexão

Mantenha sua voz firme, sem deixá-la artificial ou monótona. Procure variar o ritmo e a entonação para ficar com uma dicção mais natural, relaxante e agradável.

11. Preste atenção também nos seus acertos durante a fala

Não se concentre apenas na gagueira. Lembre-se de observar quando consegue falar fluentemente, pois isso fará com que sua autoconfiança aumente. Passe algum tempo falando ou lendo em voz alta em frente ao espelho quando estiver relaxado e sozinho, para praticar sua fluência.

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12. Aproveite ao máximo as oportunidades que tiver para falar

Quanto mais oportunidades de conversação você aproveitar, mais progresso fará. Isso não quer dizer que você deva exagerar e falar a todo momento, apenas que deve se esforçar para criar oportunidades de praticar com outras pessoas para, com o tempo, dominar a sua gagueira .

Fonte: IG Saúde
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