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Morre Fernanda Fé, esposa de Ceará, ex-lateral de Cruzeiro e Internacional

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Lance

Morreu na madrugada desta sexta-feira (20), em Belo Horizonte, a mulher do ex-lateral direito Marcos Venâncio, conhecido como Ceará, que jogou pelo Cruzeiro e Internacional. Fernanda Daibert de Albuquerque, também conhecida como Fernanda Fé, tinha 41 anos e faleceu por complicações de uma cirurgia plástica realizada no início de agosto na capital mineira.

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Fernanda Fé arrow-options
Reprodução/Instagram

Fernanda Fé, esposa de Ceará, morreu nesta sexta-feira (21) devido a complicações após cirurgia plástica

Ceará é reconhecido pelas duas torcidas, onde foi campeão do mundo pelo Colorado, em 2006 e bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro , em 2013 e 2014. Fernanda deixa além do marido, três filhos.

Fernanda Fé era cantora e pastora evangélica e estava se sentindo mal desde o procedimento cirúrgico, passando por internações nos hospitais Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Lima, região Metropolitana de BH, e no hospital Célio de Castro, no Barreiro, onde veio a óbito. 

O corpo de Fernanda foi velado no cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, São Paulo, neste sábado (21), somente com a presença de amigos e familiares.

Fernanda Fé tinha vida ativa como cantora, com dois álbuns gravados, além de um trabalho social constante em um projeto em Nova Lima, onde trabalhava com mulheres que queriam jogar futebol. Nas eleições de 2018, ela tentou se eleger deputada federal pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), mas não teve sucesso.

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Ceará, muito abalado, não quis se pronunciar ainda sobre a perda da esposa, mas fez um post de agradecimento nas redes: “Nós queremos agradecer à todos que nos enviaram mensagens de conforto e de encorajamento pela a perda da Fernanda”, escreveu. 


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Agora é oficial: campeonato inglês de futebol retorna dia 17 de junho

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Depois de três meses parado devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Campeonato Inglês tem data para voltar. De acordo com o jornal The Telegraph, a decisão saiu nesta quinta-feira (28) após reunião entre os 20 clubes da Premier League. Por meio de sua conta oficial no Twitter, a Premiere League confirmou o retorno da competição às 14h (horário de Brasília). 

No dia 17 de junho, uma quarta-feira, dois conforntos – Aston Villa x Sheffield United e Manchester City x Arsenal –  reabrirão um dos campeonatos mais importantes do mundo. Apesar de a competição ter parado na 30ª rodada, os dois jogos ainda não disputados são referentes à 28ª rodada. 

As partidas da 30ª rodada ocorreriam entre os dias 19 e 21 de junho. O campeão já poderá sair neste fim de semana. Com 82 pontos, o Liverpool é o líder, com 25 pontos a mais que o segundo colocado, o Manchester City. Caso o City perca para o Arsenal e o Liverpool vença o Everton – fora de casa – os Reds garantem o título. O atual campeão do mundo chegaria a 85 pontos, e o time do técnico Pep Guardiola só poderia chegar a 84.

Na parte de baixo da tabela, Bournemouth, com 27 pontos, Aston Villa, com 25 e Norwich, com 21 pontos, ocupam a zona do rebaixamento.

O jornalista Dan Roan, editor de esportes da BBC, revelou que jogadores e funcionários da Premier League farão testes duas vezes por semana. Qualquer atleta que testar positivo para a covid-19 terá que se isolar por um período de sete dias. Segundo Roan, até agora, foram realizados um total de 2.752 testes, e 12 jogadores confirmaram a infeccção pelo novo coronavírus.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Rodolpho Riskalla fala das chances de medalha nos Jogos de Tóquio

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Classificado para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o brasileiro Rodolpho Riskalla, que compete no adestramento paraequestre do hipismo, conversou com a Agência Brasil direto da França, onde reside.

Riskalla, que compete no grau 4 (os atletas são divididos em cinco graus e, segundo as normas, quanto maior o número, menor a deficiência), falou das chances de medalha no próximo ano, da sua entrada no paradesporto, da pandemia do novo coronavírus (covid-19), entre outros assuntos.

Agência Brasil: Você já tem vaga garantida há algum tempo para Tóquio e, antes da pandemia, vinha em uma sequência de bons resultados. São conquistas que credenciam você ao pódio do próximo ano, não é?

Rodolpho Riskalla: No dia 31 de janeiro, quando a Federação Equestre Internacional [FEI] fechou a classificação, eu liderava o ranking das Américas para atletas de países que não classificaram equipes completas para os Jogos. E fiquei com uma das duas vagas brasileiras para as disputas individuais. Tudo isso ocorreu antes da pandemia e não será mexido. Estou muito feliz. Vinha com uma sequência excelente, com um cavalo novo, o Don Frederic, que estou montando desde novembro do ano passado. O último concurso foi em fevereiro no Catar. Venci as três provas disputadas com médias que me possibilitariam, sim, sonhar até mesmo com o ouro em Tóquio. Não quero ir para participar. A intenção é fazer bonito no Japão.

Agência Brasil: Falando dos cavalos nos quais você treina. O Don Henrico, que é de propriedade da Ann Kathrin Linsenhoff (alemã medalhista de ouro no adestramento por equipes nos Jogos de Seul, em 1988), está com você há mais tempo (dois anos e meio). Já o Don Frederic, que, como você citou, chegou no final do ano passado. Ele pertence à brasileira Tânia Loeb Wald. Qual a importância de ter dois cavalos?

Riskalla: Tenho essa vantagem. Era algo que queria há algum tempo. No hipismo em alto nível é complicado ter apenas um para treinar e fazer os grandes concursos. Eles são como atletas. Você não pode exigir tudo de apenas um. É preciso saber dosar. O meu cavalo mais antigo, o Don Henrico, que esteve comigo na conquista das duas pratas nos Jogos Equestres Mundiais de 2018, já tem uma certa idade. Ele é ganharão e sempre foi mais sensível. Nos conhecemos muito bem e sempre tivemos resultados muito bons. O Don Frederic está comigo há bem menos tempo. Ele chegou em novembro do ano passado. É irmão do Don Henrico. Tem muito mais potência, naturalmente mais andadura e força. Não é tão sensível. Ele já faz parte do nosso projeto visando o Mundial de 2022 e os Jogos de 2024. Os dois têm os índices para os Jogos de Tóquio. Mas ainda não decidi qual vou montar no ano que vem.

Agência Brasil: Você reside na Europa desde sua adolescência. Tendo residido grande parte desse período na França, que foi um dos locais mais afetados pela pandemia de covid-19. Como isso afetou seus treinos?

Riskalla: Tudo aconteceu rápido. Não esperava que as coisas fechassem tão rápido aqui em Paris. Tinha acabado de regressar de um concurso em Doha e já tinha previsto outro na Dinamarca, que acabou cancelado no começo de março. Na França, o presidente anunciou o fechamento no dia 15 de março, e no dia 16 já estávamos em quarentena. A hípica na qual deixo os cavalos é um local privado, mas recebe público, por isso também foi fechado. Só que, para continuar meus treinamentos, tive que tirá-los de lá. Fomos para um haras a 60 quilômetros de Paris. E para ficar com eles alugamos um camping car. Ficamos morando lá mesmo. No começo achamos que ia durar uns 15 dias. Depois virou um mês. E acabou que ficamos dois meses lá. A vantagem é que continuei trabalhando em home office e segui treinando com os cavalos. E no dia 15 de maio já conseguimos voltar. Graças a Deus os cavalos já estão na hípica, e nós em casa.

Agência Brasil: Como foi o seu início no paradesporto?

Riskalla: Eu já era atleta de alto nível do hipismo antes de tudo isso. Em 2015, cheguei até a tentar uma vaga na equipe brasileira nos Jogos do Rio (2016). Em 2015, quando já estava na França, meu pai adoeceu e morreu. Quando cheguei aqui ele já tinha morrido. Fiquei no Brasil para dar andamento nas questões burocráticas e passar por aqueles momentos ao lado da minha família. Mas, duas semanas depois, tive uma meningite bacteriana, uma doença um pouco parecida com o coronavírus. Cada pessoa reage de uma forma. Eu passei mal do nada. Depois de um dia já estava no hospital. Fiquei em coma por cerca de três semanas. Sobrevivi, mas minhas mãos e pernas foram as partes mais afetadas do meu corpo. Tive que amputar as duas pernas na altura da tíbia e parte das minhas mãos. Na verdade, a direita praticamente inteira. Foi aí que eu entrei no paradesporto. Resumindo, em julho de 2015 estava competindo para tentar a vaga olímpica, e em outubro daquele ano já tinha perdido meu pai e passado pela doença e pelas amputações.

Agência Brasil: Como foi a emoção de estar nos Jogos do Rio de Janeiro, pouco mais de um ano depois da morte de seu pai e da sua doença?

Riskalla: Pensando bem, os Jogos de 2016 terem acontecido no Rio de Janeiro foi o que me fez continuar. Busquei a vaga para a equipe paralímpica sem muito tempo para pensar, o que foi muito bom na verdade. Minha família e amigos me ajudaram demais. Menos de cinco meses depois, ainda sem próteses, consegui um cavalo emprestado. Cheguei a perder cerca de 30 quilos. Mas, em março, consegui entrar nas seletivas e, em julho, já tinha conquistado a vaga. Foi tudo muito rápido, mas muito natural. Algo fundamental para conseguir continuar. Fiquei em décimo no individual e em sétimo por equipes. E, logo na sequência, já troquei de cavalo, foi quando veio o Don Henrico. Pude ter mais resultados e comecei a brigar pelas medalhas no individual. O cavalo tinha mais qualidade. E eu também já tinha mais treinos. As duas medalhas de prata nos Jogos Mundiais dos Estados Unidos, em 2018, foram importantes demais para alavancar meu nome. Eu fui o único integrante da delegação a medalhar. E, agora em Tóquio, já chego como alguém que tem um nome feito.

Edição: Fábio Lisboa

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