conecte-se conosco


Saúde

Entenda a diferença entre o colesterol bom e o colesterol ruim

Publicado

Runner's

Nós ouvimos falar a todo instante sobre colesterol. Já sabemos, por exemplo, que praticar atividade física é importante não apenas para a saúde do coração, mas também para manter o colesterol sob controle. Mas, afinal, o que é o colesterol e quais os diferentes tipos?

Leia também: 10 alimentos com vitamina B12 para incrementar sua alimentação e sua saúde

Tigela em formato de coração com alimentos bons para o colesterol dentro arrow-options
shutterstock
O colesterol é importante para o funcionamento do organismo, mas deve ter seus níveis controlados

O colesterol é uma substância semelhante à gordura, cerosa, produzida por seu corpo e encontrada em alimentos de origem animal. Ele é usado para várias funções vitais, como servir como base para hormônios, ajudar a formar a estrutura das células e produzir vitamina D”, explica Joyce Oen-Hsiao, diretora de cardiologia clínica da Yale Medicine.

Então, é claro que o nosso corpo precisa de colesterol para funcionar. Mas Oen-Hsiao ressalta que quando os níveis ficam muito altos, pode haver um acúmulo nos vasos sanguíneos, causando problemas à saúde. Inclusive entre os corredores.

Aqui está tudo o que você precisa saber sobre colesterol e dicas para manter os níveis a seu favor.

Tipos de colesterol

Dentro de você, o colesterol se locomove por meio de lipoproteínas. Existem dois tipos principais de lipoproteínas, e é importante entender as diferenças entre o colesterol “bom” e o “ruim”.

Colesterol LDL

O colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) é o que chamamos de colesterol “ruim” , porque é o tipo que se deposita nas artérias. “Esses depósitos de colesterol podem se acumular ao longo do tempo e causar possíveis bloqueios”, diz Oen-Hsiao.

Essa condição pode levar ao aumento do risco de ataque cardíaco e derrame, reduzindo o fluxo sanguíneo. Quanto menor o número de colesterol LDL, menor o risco.

Um bom parâmetro a ser seguido é estar com menos de 130 mg/dL. Mas isso se você ainda não sofre com diabetes ou enrijecimento das artérias. Vale lembrar ainda que os níveis de colesterol LDL tendem a aumentar com a idade. Por isso o acompanhamento – através de exames de sangue – é tão importante.

O LDL tem um parceiro problemático chamado lipoproteína (a) ou Lp (a), que parece realmente adorar grudar nas paredes das artérias. Comportamentos saudáveis, como manter uma dieta nutritiva, parecem ter pouco impacto na Lp (a). O que isso significa? Que ela é amplamente controlada por fatores genéticos.

Colesterol VLDL

O colesterol VLDL é outro tipo de lipoproteína preocupante produzida pelo fígado e liberada no sangue. Oen-Hsiao explica que a principal diferença entre VLDL e LDL é que eles são compostos de diferentes porcentagens de colesterol, proteína e triglicerídeos – uma forma de gordura presente nos alimentos.

“O VLDL transporta mais triglicerídeos, enquanto o LDL contém mais colesterol“, diz ela. Portanto, se você comer muitas refeições gordurosas, ele será absorvido como triglicerídeos, o que pode levar a um aumento no VLDL.

Enquanto os triglicerídeos transportados pelo VLDL são usados pelas células do corpo para gerar energia, Oen-Hsiao diz que o excesso também pode levar ao acúmulo de placas nas artérias . “O VLDL acaba sendo transformado em LDL, então, quanto mais partículas VLDL no corpo, mais LDL o corpo pode produzir”, acrescenta Oen-Hsiao.

Veja Também  Entenda o melanoma, câncer de pele que matou o cantor Roberto Leal

Não existe uma maneira simples e direta de medir seus números de colesterol VLDL, e é por isso que normalmente não é mencionado durante uma triagem de rotina.

Colesterol HDL

O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) é considerado colesterol “bom” , porque transfere o colesterol de volta para o fígado, que depois o libera do corpo. Esse processo evita que ele se acumule como placa nas artérias. Por isso, são desejados níveis mais altos de colesterol HDL, pois reduzirão o risco de doenças cardiovasculares. Segundo os médicos,  uma boa meta a ser buscada é 60 mg/dL ou mais.

Com tudo isso dito, o que você precisa saber é que os números por si só não são suficientes para prever seu risco de problemas cardíacos. Em vez disso, são parte de uma equação maior que inclui muitos outros fatores, incluindo idade, status de fumante e estresse.

“Se uma pessoa tem níveis elevados de colesterol, ela pode tentar mudar o estilo de vida por três a seis meses antes de verificar novamente os níveis de colesterol“, aconselha Oen-Hsia.

Como manter seu colesterol sob controle

Existem duas maneiras importantes de manter seus níveis de colesterol na faixa saudável.

Leia também: Veja quais são os alimentos que ajudam a dormir e o quais evitar na sua dieta

Coma bem

Um estudo publicado no JAMA descobriu que uma dieta rica em alimentos que ajudam a reduzir o colesterol diminuem ainda mais os números de LDL do que uma dieta voltada simplesmente para a redução do consumo de gordura saturada. Embora não exista um superalimento que possa melhorar drasticamente sua taxa de colesterol bom/ruim, existem certos padrões alimentares que podem render muito. Confira alguns deles abaixo.

Feijões

Cumbuca de feijão arrow-options
shutterstock
O feijão é uma fonte de fibras solúveis, as quais são importantes para reduzir os níveis de colesterol

Segundo Hailey Crean, especialista certificado em obesidade e controle de peso, a fibra solúvel se liga aos sais biliares no trato digestivo, leva-os para fora do corpo. “Como a bile é produzida a partir do colesterol no fígado, remover mais do corpo também resulta em menos colesterol na circulação”.

Feijões e lentilhas são as principais fontes de fibras solúveis para reduzir o colesterol. Além disso, pesquisas mostram que comer esses alimentos regularmente pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL (do tipo “ruim”) . Outras fontes de fibra solúvel incluem aveia, cevada, linhaça, sementes de chia e certas frutas, como maçãs e frutas cítricas.

Gordura

Tábua com azeite, abacate, oleaginosas e salmão arrow-options
shutterstock
Algumas gorduras, como o ômega 3, podem ajudar a controlar os triglicerídeos, levando a uma queda no nível de VLDL

Parece estranho, mas comer gordura pode ajudar a manter seus números de colesterol sob controle. Mas apenas as gorduras certas fazem isso. Sabe-se que o ômega-3 encontrado em peixes gordurosos como salmão e sardinha podem ajudar a reduzir o número de triglicerídeos, que se manifesta como uma queda nos níveis de VLDL. Parece que essas gorduras aumentam a entrega de triglicerídeos ao fígado para remoção do corpo.

Crean também pontua a gordura monoinsaturada como outra gordura que é um triturador de colesterol. Pesquisas indicam que comer mais gordura monoinsaturada pode melhorar nossa proporção de HDL para LDL, melhorando a saúde do coração.

Veja Também  SUS oferece mais quatro medicamentos para tratar psoríase

Os pesquisadores de Harvard descobriram que entre quase 130.000 pessoas, aqueles que substituíram 5% das calorias diárias que ingeriam gordura saturada por calorias de gordura monoinsaturada se tiveram um risco 15% menor de doenças cardíacas. “Excelentes fontes de gordura monoinsaturada incluem azeite, abacate e nozes como amêndoas”, diz Crean.

Uma revisão publicada na revista Nutrients mostrou que existem evidências suficientes para dizer que a adição de avelãs ricas em gordura monoinsaturada à dieta pode ajudar a reduzir os números de colesterolLDL. Enquanto outra revisão mostrou que a ingestão de abacates pode reduzir os níveis de colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos.

Berries

Tigela com frutas vermelhas arrow-options
shutterstock
As frutas vermelhas contêm antioxidantes que aumentam o nível de colesterol bom e reduzem o de colesterol ruim

Mais um pouco de ciência pela saúde do coração: o consumo mais alto de antocianinas, antioxidantes encontrados em frutas, incluindo mirtilos, amoras, uvas escuras e cerejas, aumentou o número de colesterol HDL e, ao mesmo tempo, reduziu o número de LDL. Aparentemente, as antocianinas reduzem a atividade do CETP, uma proteína que transfere o colesterol das moléculas de HDL para LDL, o que o seu coração não quer.

Proteína vegetal

Vegetais, legumes e grãos ricos em proteína vegetal sobre um fundo branco arrow-options
shutterstock
A proteína vegetal pode ser uma boa substituta para a carne vermelha se você quer reduzir seus níveis de colesterol

Para manter as doenças cardíacas afastadas, considere reduzir o consumo de carne. Quando pesquisadores de Harvard T.H. Chan School of Public Health e da Purdue University analisaram as dietas de 1.800 indivíduos, eles descobriram que a ingestão mais alta de proteínas vegetais como tofu, feijão, lentilha e sementes resultou em níveis mais baixos de colesterol total e LDL (“ruim”) em comparação com dietas que incluíam mais carne vermelha.

Uma ingestão maior de carne vermelha estava ligada a níveis mais altos de triglicerídeos, que podem aumentar a quantidade de VLDL em movimento no corpo.

Ela acrescenta que comer mais proteínas vegetais também garante o benefício adicional de ser mais rico em fibras, o que também pode ajudar a diminuir o colesterol.

Pouco açúcar

Sugar Free escrito sobre o pó do açúcar arrow-options
shutterstock
Reduzir o consumo de açúcar é outra boa forma de reduzir o nível de triglicerídeos e, consequentemente, de VLDL

Não há problema em se abastecer com géis nas suas corridas mais longas, mas sua dieta geral deve ter pouco açúcar. Quando você enche o seu sistema com açúcar simples (glicose), alguns são usados para gerar energia, mas Crean adverte que o excesso é usado para produzir triglicerídeos. Isso pode aumentar o risco de doenças cardíacas e resistência à insulina, um fator que contribui para o diabetes.

A melhor maneira de diminuir seus níveis de VLDL é diminuir seus triglicerídeos. Portanto, cortar o açúcar adicionado de sua dieta é um bom primeiro passo.

Praticar atividade física regularmente

Pessoas praticando pliometria arrow-options
shutterstock
Praticar exercícios regularmente traz inúmeros benefícios para o corpo, inclusive o controle do colesterol

Uma pesquisa no American Heart Journal descobriu que, independentemente da dieta, a prática regular de atividade física pode ter efeitos benéficos nos níveis de LDL e HDL, tamanho do LDL (tamanho menor e mais denso das partículas de LDL é mais preditivo de doença cardíaca) e triglicerídeos.

Segundo os especialistas, um motivo é que a prática de exercício mantém o seu peso sob controle. E isso é essencial, já que pessoas com sobrepeso tendem a ter níveis piores de colesterol e triglicerídeos.

Leia também: 6 alimentos para hemorroida que ajudam a melhorar dor e outros incômodos

Mas não se esqueça de fazer alguns intervalados. Pois a pesquisa mostra que o HIIT pode ser especialmente útil para melhorar os níveis de colesterol. Além disso, considere levantar um pouco de peso algumas vezes por semana: treinos de resistência melhoram nossa proporção músculo-gordura, o que também faz parte da equação para números saudáveis de colesterol em homens e mulheres.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook

Saúde

Painel internacional diz que estamos despreparados para nova epidemia mundial

Publicado

O Conselho de Monitoramento para a Preparação Global (CMPG), publicou seu primeiro relatório sobre a saúde no mundo. O documento é menos otimista do que muitos esperavam e faz um alerta importante: estamos sob ameaça de novas doenças pandêmicas e não há preparo para elas. 

Epidemias podem se espalhar rapidamente no mundo arrow-options
BBC
Mais de 600 amostras de sangue de pacientes da Guiné serão analisadas

Leia mais: Segunda maior epidemia de ebola já matou mais de 500 no Congo

De acordo com o painel – montado em conjunto pelo Banco Mundial e Organização Mundial de Saúde (OMS) –  epidemias como ebola, gripe e sars estão cada dia mais difíceis de gerenciar devido ao cenário de longos conflitos e imigração forçada. 

“Um patógeno rápido teria potencial de matar dezenas de milhões de pessoas, desorganizando economias e prejudicando a segurança nacional”, diz um trecho do relatório. 

Leia mais: Por que é importante tomar vacina contra Sarampo?

O documento ainda critica a ação dos países contra o surto de ebola que devastou a África Ocidental entre os anos de 2014 e 2015 e diz que “por muito tempo, permitimos que se instalasse um ciclo de pânico e negligência quando há epidemias”.

Veja Também  Entenda o melanoma, câncer de pele que matou o cantor Roberto Leal

Outra preocupação do Conselho de Monitoramento seria a velocidade com que, hoje, as doenças podem se espalhar através do grande fluxo de pessoas em aviões. Um surto equivalente à gripe espanhola, por exemplo – doença que matou 50 milhões de pessoas em 1918 – hoje poderia se espalhar por diferentes países e deixar até 80 milhões de vítimas fatais em menos de 36 horas. 

Leia mais: Vacina contra bactéria em gestantes poderia evitar 100 mil mortes de bebês

O documento faz um apelo aos governos e pede que seja dada a necessária atenção “às lições que esses surtos estão nos ensinando”, além de um maior investimento para fortalecer sistemas de saúde e pesquisas. Também existe uma lista de propostas e soluções que podem ser adotadas pelos países para reduzir os danos de novas epidemias.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

5 cuidados básicos para sobreviver às mudanças de tempo sem ficar doente

Publicado

A combinação entre baixa umidade do ar e mudanças de tempo pode ser hostil para o sistema respiratório de muita gente. Com previsão de mais uma queda brusca de temperatura para este fim de semana em São Paulo, quem vive na cidade já procura maneiras de diminuir o desconforto e o risco de contrair doenças.

mudança no tempo arrow-options
shutterstock
Mudanças no tempo podem agravar problemas respiratórios

Leia mais: Não há alternativas saudáveis ao cigarro, diz especialista

De acordo com a médica otorrinolaringologista Maura Neves, os problemas – que vão desde o agravamento de alergias até infecções virais – acontecem devido a uma espécie de “sobrecarga” nas funções do corpo.

“É um estresse para o sistema respiratório, que precisa adaptar-se às novas condições de umidade e temperatura. Além disso, o tempo seco prejudica as defesas do nariz por causa do muco ressecado, o que abre portas para algumas infecções”, explica. 

Diminuir os riscos e o desconforto do temido “efeito gangorra”, porém, é possível com alguns cuidados simples. Veja quais são: 

Veja Também  SUS oferece mais quatro medicamentos para tratar psoríase

1. Beba água! 

A dica parece simples, mas de acordo com Maura Neves é justamente nisso que muita gente descuida. Principal fonte de hidratação, a ingestão de água ainda é fundamental para repor os líquidos que, durante o tempo seco, sempre são perdidos para o ambiente.

2. Faça lavagens nasais 

Para limpar as impurezas do ar, umidificar as vias nasais e garantir o conforto pelo melhor funcionamento do nariz, a dica é lavá-lo com soluções salinas ou soro fisiológico . “É ideal para diminuir o desconforto de pessoas alérgicas ou não. A lavagem pode ser feita de duas a três vezes por dia”, recomenda a profissional.

3. Umidifique o ambiente 

Umidificadores, bacias com água dentro do quarto ou até mesmo uma toalha molhada na cabeceira da cama podem garantir uma noite mais tranquila. Para quem é adepto de melhorar o ambiente com recipientes cheios d’água, porém, a médica alerta: “Não adianta uma bacia muito cheia d’água, porque o mais importante é que ela evapore. Um prato com água ou bacia rasa são ideais para deixar o cômodo mais úmido”.

Veja Também  Além da depressão: outras doenças que podem levar ao suicídio

4. Não descuide da alimentação 

Outra orientação básica, mas fundamental. A profissional destaca que “não é possível olhar o corpo como partes separadas. Independente das mudanças de tempo ou umidade do ar, o sistema respiratório depende do bom funcionamento de todas as outras partes” e, por isso, um prato colorido e equilibrado não pode ficar de fora! 

Leia mais: Uso de produtos de limpeza pode provocar problemas respiratórios

5. Lave as mãos 

Muitas das crises alérgicas e infecções são ocasionadas por microorganismos que são levados das mãos para o resto do corpo. Para evitar complicações, ainda mais com as mudanças de tempo , é importante não descuidar da higiene das mãos. “Caso não seja possível lavar com água e sabão, o álcool gel também é uma boa opção nos momentos de pressa”, recomenda Maura.

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana