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Internacional

Secretário de Estado dos EUA lamenta liberação de petroleiro do Irã

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou ser lamentável que Gibraltar, um território ultramarino do Reino Unido, tenha liberado o petroleiro do Irã que encontrava-se detido, apesar do pedido de Washington para que isso não ocorresse.

No mês passado, autoridades de Gibraltar apreenderam a embarcação sob suspeita de transportar petróleo para a Síria, em violação a sanções da União Europeia. Elas liberaram o petroleiro na última quinta-feira.

Pompeo declarou ao canal de TV Fox News, na segunda-feira (19), que caso Teerã tenha sucesso em obter lucro com o transporte de petróleo pela embarcação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que tem disseminado o terror e matado americanos ao redor do mundo, teria mais recursos para dar continuidade à sua campanha terrorista.

Um apresentador da Fox News lembrou que a liberação pode fazer com que o mesmo ocorra com um navio-tanque de bandeira britânica apreendido pelo lado iraniano.

Contudo, o secretário de Estado americano reiterou a postura de linha-dura de Washington contra Teerã, afirmando que a fraqueza nunca é o resultado certo.

Na terça-feira, Mike Pompeo deve comparecer à reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e o Oriente Médio. Espera-se que ele levante a questão, além de tentar obter o apoio para uma missão proposta pelos Estados Unidos visando garantir a segurança de navegação no Estreito de Ormuz.

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Internacional

Cientistas italianos buscam tratamento específico para coronavírus

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Alguns países da Europa registraram os primeiros casos do novo coronavírus. A situação mais grave continua a ser a da Itália, onde já morreram 17 pessoas e onde há mais de 600 infectados. As autoridades de saúde italianas fazem, nesta sexta-feira (28), uma atualização dos números do novo coronavírus.

Moradores de uma dezena de cidades no Norte de Itália estão em isolamento, mas também há pessoas infectadas no Sul. No entanto, começam a surgir progressos na investigação do novo vírus e no tratamento da doença.

Cientistas italianos conseguiram definir a espécie do novo coronavírus no país. Segundo matéria da RTP, a investigação vai permitir um tratamento mais especifico.

Até agora, 45 doentes italianos infectados pelo novo coronavírus foram tratados com base nessa investigação.

Lombardia

A região da Lombardia estabeleceu uma área de emergência de saúde – onde apareceu a maioria dos casos de infecções e onde 50 mil pessoas estão em quarentena.

Eles estão confinados há duas semanas em duas aldeias.

*Emissora pública de televisão de Portugal

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Internacional

Guterres diz que desigualdade de gênero é inaceitável

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse hoje (28) que a desigualdade entre homens e mulheres é “estúpida” e “inaceitável” e enumerou cinco áreas que necessitam de igualdade de gênero para “mudar o mundo”.

“Tal como a escravatura e o colonialismo foram manchas dos séculos anteriores, a desigualdade de gênero devia envergonhar-nos a todos no século 21. Porque não só é inaceitável, é estúpida”, disse Guterres nessa quinta-feira (27, sexta-feira em Portugal), ao receber o título de “doutor honoris causa” na Universidade New School.

Ele destacou cinco áreas que vão “mudar o mundo”, se oferecerem oportunidades e segurança iguais para homens e mulheres: conflitos armados, alterações climáticas, economia, divisão digital e representação política.

Em termos de conflitos, Guterres disse que existem “homens a travar guerras contra as mulheres”, com “táticas de guerra”, como violações e escravidão sexual, e acrescentou que, em média, 137 mulheres são mortas diariamente por um membro da família.

“Revogar leis que discriminam mulheres e meninas, aumentar a proteção contra a violência, preencher a lacuna na educação e tecnologia digital das meninas e acabar com as disparidades salariais entre homens e mulheres são apenas algumas das áreas que apontamos”, afirmou o chefe da ONU.

Sobre o clima, considerou que “a crise existencial” que o mundo enfrenta “é resultado de decisões tomadas pelos homens, mas que têm impacto desproporcional nas mulheres e meninas”.

Lamentando que as “iniciativas para reduzir e reciclar sejam predominantemente comercializadas para mulheres”, Guterres alertou para o “risco de que salvaguardar o planeta seja visto como trabalho de mulheres, tal como qualquer tarefa doméstica”.

O ex-primeiro-ministro português disse que desfrutou de muitos privilégios, sendo um homem nascido na Europa ocidental.

“Mas a minha infância numa ditadura militar em Portugal abriu-me os olhos para a injustiça e opressão. Como estudante fazendo trabalho voluntário nos bairros de Lisboa, ao longo da minha carreira política, e como líder da agência de refugiados das Nações Unidas, sempre me senti compelido a lutar contra a injustiça, a desigualdade e a negação dos direitos humanos”, declarou.

Igualdade de gênero na ONU

Guterres congratulou-se por já ter cumprido um objetivo do seu mandato como secretário-geral da ONU antes do prazo: a equidade entre homens e mulheres em posições de liderança na organização, contando com 90 homens e 90 mulheres na liderança desde 1º de janeiro,  ano que marca o 75º aniversário da organização internacional.

Engenheiro, Guterres fez uma promessa para os próximos dois anos que lhe restam no mandato como secretário-geral: “aprofundar o compromisso pessoal para destacar e apoiar a igualdade de gênero”, bem como “contactar os governos que têm leis discriminatórias para defender mudanças”.

Prometeu ainda “terminar com o pensamento masculino padrão nas Nações Unidas”.

No discurso em Nova Iorque, o português condenou o “abuso de poder que prejudica as comunidades, economias, o ambiente, as relações e a saúde” e defendeu mais participação de mulheres nos quadros corporativos para serem “mais estáveis e lucrativos”.

Ele chamou a atenção para o fato de a desigualdade de gênero não ser um problema novo e destacou “novos modelos de liderança” criados pelas jovens Malala Yousafzai, ativista paquistanesa que recebeu o Prêmio Nobel da paz aos 17 anos, ou Nadia Murad, iraquiana vítima de rapto por um grupo terrorista e vencedora de vários prêmios, incluindo o Nobel da Paz.

Chamando a atenção que este não é um problema novo, António Guterres lembrou que a rainha Nzinga Mbandi do Mbundu opôs-se ao colonialismo português no que é hoje o território de Angola, ainda no século 17.

Guterres saudou ainda as mulheres de Hollywood e do cinema, que “corajosamente” falaram e lutaram contra a discriminação ou os assédios: “Nem Hollywood protege as mulheres dos homens que exercem sobre elas poder físico, emocional e profissional”.

“A igualdade de gênero é, fundamentalmente, uma questão de poder”, defendeu o secretário-geral da ONU.

*Emissora pública de televisão de Portugal

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