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Economia

Governo é adversário, mas sustentabilidade cresce entre as empresas

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IstoÉ Dinheiro

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Amazônia.org

Enquanto o desmatamento cresce no governo Bolsonaro, empresas adotam práticas mais sustentáveis e lucram com isso

Com o desmatamento crescendo a ritmos alarmantes na Amazônia, surge uma luz no fim da mata: mercado financeiro começa a buscar práticas mais sustentáveis. Há vários – e bons – exemplos. A BrasilPrev, maior empresa de planos de previdência do Brasil, acaba de lançar fundos cuja estratégia de investimentos vai seguir critérios ambientais, sociais e de governança (ASG). A gestora de recursos Votorantim Asset Management, por seu turno, voltou a ser signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). E a Marfrig, gigante do setor alimentício, emitiu, em julho, US$ 500 milhões em títulos sustentáveis.

A meta da BrasilPrev é de que esses fundos funcionem como um catalisador de oportunidades de investimento no segmento ASG. “Algumas empresas abertas já testaram o mercado de capitais com a emissão de títulos verdes e sustentáveis, mas queremos atrair empresas de menor porte”, diz Marcelo Wagner, diretor financeiro da companhia.

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“Queremos mostrar ao mercado que há um agente importante disposto a investir em ativos dessa natureza.” Como há poucos ativos brasileiros com essas características, os primeiros passos da BrasilPrev para colocar sua estratégia em prática vão depender de produtos globais. A saber, quatro fundos negociados em bolsa, os Exchange Traded Funds (ETF), que replicam índices com ações de empresas aderentes aos critérios ASG. À medida em que houver mais alternativas domésticas, o capital será investido nelas.

A Votorantim Asset Management também está de olho nesse mercado. Com R$ 45 bilhões em ativos e ocupando a décima-terceira posição no setor, a companhia está avaliando retornar a esse negócio, que abandonou por um breve período. “Estamos avaliando montar um fundo voltado apenas para emissões verdes”, diz Rafael Fornari, diretor comercial da empresa. Segundo ele, a gestora voltou a ser signatária do PRI, em julho.

Ela havia aderido ao programa no início da década, deixou de participar por dois anos, mas agora retornou ao caminho verde. “Esse intervalo nos fez ter certeza de que o investimento socialmente responsável gera valor, sim”, declara Fornari. Agora, a Votorantim Asset passou a incluir também o filtro ASG na sua análise de risco. Com isso, os fundos decidiram, por exemplo, não comprar um Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) pela emissão estar relacionada a um terreno poluído.

TÍTULOS VERDES O movimento dos investimentos ecologicamente corretos não se limita aos administradores de dinheiro, mas também vem ganhando importância entre as companhias abertas, que já emitiram cerca de R$ 20 bilhões em títulos verdes, nos últimos cinco anos. A captação da Marfrig foi a mais recente. A demanda foi boa, cerca de US$ 1,5 bilhão, ou o triplo do valor efetivamente captado. Com isso, a companhia conseguiu obter maior prazo em suas emissões globais. Os títulos vencem só daqui a 10 anos, em 2029. Os juros também estiveram entre os mais baixos já pagos pela empresa, com uma taxa fixa de 6,6% ao ano. O apetite foi grande, mas veio quase que totalmente de investidores americanos, europeus e asiáticos. “A demanda por produtos como esse ainda é muito baixa no Brasil”, diz Marco Spada, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Marfrig.

Brumadinho devastada: desastres ambientais, como o da Vale, em Minas Gerais, ajudaram a colocar em pauta a importância do investimento ASG (Crédito:Douglas Magno / AFP)


Com os recursos, a companhia vai comprar gado, seguindo critérios específicos, visando um controle sobre desmatamento, não utilização de terras indígenas e erradicação do trabalho escravo e infantil. Segundo Spada, a intenção é mostrar aos investidores que a Marfrig está atenta aos aspectos ambientais e sociais que a cercam.

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“Num momento como o que vivemos, com diversas notícias sobre o tema, a emissão é extremamente importante, pois mostra que as empresas do setor não estão desmatando as florestas”, diz. Segundo ele, o principal ganho que uma postura como essa traz é o de melhorar a imagem da companhia. Para a empresa, é mais caro fazer uma operação seguindo critérios ASG, uma vez que ela tem de seguir os controles devidos para garantir, nesse caso, a compra de gado certificado. “Não há um prêmio de risco acrescido ao título por ele seguir os critérios ASG, o que dificulta o desenvolvimento do mercado entre os investidores”, diz Spada.

MARCHA À RÉ Apesar das iniciativas listadas, a indústria ASG perdeu espaço no Brasil nos últimos anos. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o percentual de empresas do setor que adotam critérios ASG na gestão diminuiu de 38,3%, em 2016, para 32,9%, em 2018. Do patrimônio próximo de R$ 5 trilhões da indústria brasileira de fundos, menos de R$ 1 bilhão (0,02%) são de veículos dedicados ao assunto. Lá fora, a cifra dos investimentos ASG gira na casa dos US$ 30 trilhões. “Isso mostra que a prática por aqui não decolou”, diz o especialista Gustavo Pimentel, da consultoria Sitawi.

Os dados contrastam com o início promissor desse mercado no País na primeira metade da década passada. À época, foram lançados vários produtos, como o fundo Ethical, do então banco Real, em 2001, e o Fundo Itaú de Excelência Social, em 2004. No ano seguinte, a Bovespa lançou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que existe até hoje. O movimento, no entanto, não prosperou. “As gestoras de recursos se esforçaram para desenvolver capacidades ASG, mas o retorno comercial foi muito baixo”, afirma Pimentel.

Há dois anos, isso começou a mudar. Catástrofes, como as provocadas pela Vale nas cidades mineiras de Mariana e de Brumadinho, doeram no bolso dos investidores e colocaram a sustentabilidade de novo em pauta. “Sempre que ocorrem desastres ambientais ou sociais causados por corporações, a tese de que os investimentos ASG agregam valor à carteira ganha força”, afirma Pimentel.

Marco Spada, vice-presidente de finanças e RI da Marfrig: “A emissão é extremamente importante, pois mostra que as empresas do setor não estão desmatando as florestas” (Crédito:Divulgação)


As evidências empíricas mostram que os investidores não precisavam ter esperado tanto. “A preocupação com aspectos ASG gera valor ao acionista no longo prazo, com um menor nível de volatilidade”, diz Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da B3. Basta comparar a diferença de desempenho entre o Ibovespa e o ISE nos últimos anos. Mesmo com o desempenho positivo, o ETF que replica o ISE não recebeu grande atenção dos investidores. O patrimônio dos ETF vinculados a ele soma apenas R$ 21,1 milhões.

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A B3 está preparando mudanças na metodologia para escolher as empresas que fazem parte do ISE – os papéis da Vale, por exemplo, foram retirados da carteira, após a tragédia em Brumadinho, em janeiro deste ano. Até agora, para compor o índice, a B3 leva em consideração as respostas das empresas e documentos comprobatórios. A partir do ano que vem, com a ajuda de big data e inteligência artificial, a B3 vai analisar dados públicos referentes às empresas para incluir na avaliação.

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IR: empresas têm até hoje para enviar comprovante de rendimentos

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Marcelo Camargo/ABr

Quem estiver obrigado a declarar precisa fazer isso entre 2 de março e 30 de abri

O prazo para empresas e instituições bancárias enviarem – ou disponibilizarem – o informe de rendimentos para a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2020 acaba hoje. Ou seja, esta sexta-feira é o limite para a emissão do documento.

Dólar chega a R$ 4,50 e bolsa opera em queda nesta quinta-feira

Sem ele fica impossível prestar as informações ao Fisco. O prazo de entrega começa nesta segunda-feira e vai até 30 de abril. Aposentados e pensionistas do INSS também têm que declarar os rendimentos. Inclusive o extrato já está disponível no site ou no aplicativo Meu INSS.

E quem é obrigado a declarar o IR este ano? Todos que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 ao longo de 2019. Mas o que são rendimentos tributáveis? Salários, aposentadoria, aluguéis e pensões.

Falha em sistema atrasa divulgação de dados de criação de empregos em janeiro

A expectativa da Receita é que 32 milhões de pessoas prestem contas ao Fisco. E número tão vultuoso chama a atenção de bancos e instituições que, costumeiramente, oferecem a antecipação da restituição do IR. 

Os documentos fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

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Governo de Pernambuco se une a  Instituto Êxito para ajudar empreendedores

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Com o objetivo de contribuir ainda mais para o estímulo ao empreendedorismo em Pernambuco, o governador Paulo Câmara assinou, nesta quinta-feira (27), um acordo com o Instituto Latino-Americano de Empreendedorismo , Inovação e Desenvolvimento Sustentável (Instituto Êxito de Empreendedorismo).

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A parceria, firmada com o presidente da Instituição, Janguiê Diniz , visa disponibilizar, de forma gratuita, conteúdos digitais por meio da plataforma do Instituto, a exemplo de palestras ao vivo e cursos online, contribuindo com a qualificação profissional de trabalhadores e empreendedores do Estado.

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Instituto Êxito/Divulgação

Autoridades durante a assinatura da parceria entre o governo de Pernambuco e o Instituto Êxito


“Estamos muito felizes com essa parceria, sobretudo, porque desejamos proporcionar uma verdadeira transformação no empreendedorismo de Pernambuco “, afirmou Janguiê . “A educação transforma, o empreendedorismo transforma, e tudo isso só será possível se unirmos forças em prol do desenvolvimento do nosso país”, finalizou.

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Divulgação/Instituto Êxito

Parceria pode capacitar profissionais pernambucanos na área do empreendedorismo





A parceria vai beneficiar, especialmente, os profissionais que passarem pelo Qualifica PE , programa que abriga vários cursos voltados para o desenvolvimento do trabalhador. “Estamos sempre buscando alternativas que nos ajudem a gerar mais oportunidades para os pernambucanos. E apostamos no reforço do empreendedorismo no nosso Estado, seja através do Crédito Popular ou da qualificação profissional”, afirmou Paulo Câmara .

Com a iniciativa, cursos de desenvolvimento pessoal serão disponibilizados por meio de uma plataforma, além de técnicas de empreendedorismo, interação com empreendedores reconhecidos no mercado, mentorias e salas virtuais. A parceria permitirá ainda a realização de consultorias gratuitas online, de acordo com a disponibilidade de atendimento da equipe do Instituto.

Plataforma

Os cursos online contidos na plataforma do Êxito estarão disponíveis gratuitamente e poderão auxiliar na formação e qualificação dos profissionais pernambucanos.

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“No ano passado, cerca de 16 mil trabalhadores e empreendedores foram beneficiados com as ações de qualificação, capacitação e treinamento da Secretaria do Trabalho . Esse ano, vamos qualificar muito mais pessoas, que ainda terão essas plataformas digitais como apoio”, frisou o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes .

Outro benefício do acordo é abrir portas para os trabalhadores cadastrados nos desafios e concursos realizados pelo Instituto Êxito, sem ônus financeiro na inscrição.

Participaram da assinatura do convênio o governador do Estado, Paulo Câmara ; o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes ; o vice-presidente do Instituto Êxito, Cláudio Castro ; Rafael Figueiredo e Luiz Augusto , sócios-fundadores da instituição; e o coordenador do Comitê de Responsabilidade Social do Êxito, Sérgio Murilo Filho .

Os profissionais que tiverem interesse poderão realizar o cadastro acessando o site do Instituto Êxito .

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