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Educação

MEC: Brasil atinge 2ª melhor marca de impacto científico em 30 anos

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O Brasil atingiu no primeiro semestre de 2019 o segundo melhor nível em 30 anos no indicador Web of Science, base de dados administrada pela organização Clarivate Analytics que mede o impacto da pesquisa científica. Em junho, a marca foi de 2019 ficou em 0,89; a maior verificada anteriormente de 0,92 foi em 2016, referente ao ano inteiro. A média mundial é 1.

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a gestão tem sido feita de forma a priorizar o que realmente funciona na pasta. “A expectativa é que o índice aumente, pois temos políticas voltadas para o que de fato tem impacto científico”, afirma.

A plataforma integra uma série de informações sobre a relevância das pesquisas produzidas, como as citações e a qualidade dos estudos, e permite a comparação entre vários países.

Segundo o site da instituição, o Web of Science “segue um rigoroso processo de avaliação, você pode ter certeza de que apenas as informações mais influentes, relevantes e credíveis serão incluídas, permitindo que você descubra a sua próxima grande ideia mais rapidamente”.

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC Educação
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Educação

Mia Couto participa de encontro com alunos e professores em São Paulo

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Alunos e professores participaram, na manhã de hoje (20), em São Paulo, de encontro com o escritor moçambicano Mia Couto, convidado especial da edição do Programa Educativo Escola, Museu e Território e do Programa Prazer em Ler, do Itaú Cultural, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O evento, promovido pelo Museu da Língua Portuguesa, ocorreu na  Escola Técnica Estadual Centro Paula Souza Santa Ifigênia, no centro da capital paulista.

Autor de mais de 30 livros, Mia Couto foi agraciado com diversas premiações, entre elas, o Prêmio Camões (2013) e o Neustadt Prize (2014). Seu romance Terra Sonâmbula é considerado um dos dez melhores livros africanos do século 20. Antes do encontro, os alunos trabalharam em sala de aula alguns títulos de Mia Couto, como O Fio das Miçangas e Poemas Escolhidos.

Acostumado com plateias de estudantes, o autor moçambicano disse que a escrita, para ele, significa estar junto a outras pessoas e que o “estar junto em volta das histórias e dos livros é quase um ato político”. “Vivi em um regime de ditadura e, quando entrei na universidade, era proibido haver grupos. Então, desfrutar juntos qualquer coisa, simplesmente conversar e ter o direito da troca de ideias já é uma maneira de dizer que estamos aqui”, ressaltou o escritor.

Mia Couto revelou que encontrou na escrita uma forma de se aproximar das pessoas e, ao mesmo tempo, conhecer sua própria existência. “Eu era visto, olhado e tocado, porque liam meus escritos e eu dizia coisas. Meu pai era poeta, ele tinha a preocupação de que eu tivesse essa porta aberta e que pudesse me tornar um intelectual. Esse desejo, de fazer uma viagem, de chegar até o outro, é o que me move até hoje para escrever.”

Biólogo de formação, quando questionado por uma aluna sobre o meio ambiente, Mia Couto disse que a questão “não é apenas ambiental, mas também política”. Para ele, os assuntos ambientais ficaram reduzidos a ambientes restritos, quando deveriam ter uma dimensão vista em seu conjunto. “Os biólogos e ecologistas têm que ter esse cuidado para não se restringirem. É o problema da água, é o problema ambiental. Mas tudo tem a ver com todo o resto e com a maneira como os recursos são pensados e usados, ou mal usados. Isso tem a ver com a economia, empresas, política. É preciso mudar muito para que as coisas no meio ambiente possam mudar”, afirmou.

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Programa educativo

Na oportunidade, a gerente de Projetos da Fundação Roberto Marinho, Deca Farroco, ressaltou que o que se quer é retomar as conexões do Museu da Língua Portuguesa com as imediações onde está localizado, no centro da cidade. A atividade do Programa Educativo Escola, Museu e Território é feita a cada 15 dias, para pessoas de várias faixas etárias. Desta vez, a organização aproveitou que o autor estava no país e o convidou a participar.

“Sempre que o Mia Couto vem ao Brasil, ele faz questão de falar com os estudantes. Mia já é um escritor superconsagrado, lançado no Brasil há bastante tempo, e esse intercâmbio só nos faz retomar algumas coisas que temos do nosso nascedouro como nação e nos reconhecemos nessas falas e expressões. Mas também ampliamos e redescobrimos esses países.”

A coordenadora da área de Letras e Números do Itaú Cultural, Diane Melo, disse que trabalha com a literatura como um ponto fundamental para a formação de crianças e jovens. “Então, dar aos alunos e professores a oportunidade de conversar com um autor renomado é ressignificar o papel da literatura. O leitor, ao encontrar com o escritor, também ressignifica sua própria vida”, ressaltou.

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“Essa é a potência da literatura. Acreditamos muito nesse intercâmbio entre autores, literatura e mediador. Os alunos que estão aqui talvez nem conhecessem o Mia Couto. A partir de um professor que traz o autor para dentro da sala de aula, isso desperta os alunos para outras obras, outros autores, ajudando na contrução da própria identidade”, disse Diane.

Para a educadora social da rede de bibliotecas comunitárias LiteraSampa Val Rocha, encontros como este são de grande riqueza e abrem o leque sobre a interpretação do que se lê. “Este é o nosso terceiro encontro com Mia Couto. É muito importante conhecer a literatura. Poder trocar com quem escreveu nos estimula e nos instiga a escrever. Estar com o autor e outras pessoas, conversando sobre literatura, nos faz pensar sobre nossa escrita”, afirmou.

A aluna Kauanny Isabele Dias Santos, 15 anos, leu um livro do autor pela primeira vez há alguns dias, quando o professor levou uma das obras para a turma. Ao ler O Fio das Miçangas, Kauanny se sentiu provocada a conhecer outros livros de Mia Couto. “É uma obra interessante, que prende. São muitas histórias, que têm no personagem principal uma mulher, e a história central se conecta com as outras, tendo partes dela em outras. São situações que podem acontecer”, destacou a estudante.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Educação
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Educação

MEC posiciona-se contrário à proposta do novo Fundeb

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O Ministério da Educação (MEC) posicionou-se contrário à proposta apresentada hoje (19) pela deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  “A gente não concorda. A gente considera uma proposta que fere o equilíbrio fiscal. Ela não é solvente no longo prazo e a gente vai buscar uma outra solução”, disse o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em coletiva de imprensa. O ministro disse também que o governo é favorável à manutenção do Fundeb.

Um dos pontos centrais da proposta apresentada pela deputada é a ampliação da participação da União até chegar a 40% do valor do fundo em 2031. Desde 2010, a União contribui com 10%, dinheiro que é destinado aos estados que não alcançam um valor mínimo por aluno. Neste ano, essa participação representou R$ 14,3 bilhões.

De acordo com Weintraub, o governo federal defende a ampliação da participação da União para 15%. O governo propõe que a contribuição da União aumente em uma escala progressiva de 1 ponto percentual por ano até o percentual de 15%, partindo do percentual mínimo de 10% no primeiro ano de vigência do novo fundo.

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Pela proposta do governo, o novo Fundeb passa a vigorar em 2021 e, em 2022, a União complementará o montante com o equivalente a 11% do fundo. O valor máximo de 15% será atingido em 2026.

De acordo com o ministro da Educação, o governo busca agora alternativas, que vão desde o diálogo com o Congresso ao envio ao Parlamento de uma proposta do Executivo. O MEC participou, no início desta tarde, de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar da questão. “Estamos abertos ao diálogo com o parlamento, respeitamos o parlamento”, disse Weintraub. 

Tramitação

A minuta apresentada nesta quinta-feira pela deputada federal sofrerá ajustes a partir de sugestões feitas pelos deputados. A Professora Dorinha, que é relatora da proposta na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 15/15, vai consolidar um substitutivo, que será votado na comissão.

Caso aprovada, a PEC segue para votação no plenário da Casa. A proposta precisa ser aprovada em dois turnos de votação. Após a tramitação na Câmara, a proposta precisa ainda ser analisada pelo Senado Federal.

Propostas com conteúdos semelhantes tramitam também no Senado (PEC 33/2019 e PEC 65/2019). O objetivo da Professora Dorinha é chegar a textos próximos, por meio de conversa com senadores, para apressar a aprovação no Congresso Nacional.

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Fundeb 

O Fundeb é composto por recursos arrecadados por estados e municípios, além de uma complementação feita pela União. O fundo é hoje o principal mecanismo de financiamento da educação básica, que vai da creche ao ensino médio. Segundo o Ministério da Educação (MEC), equivale a 63% de tudo o que é investido nas escolas públicas do Brasil.

O dinheiro é usado para pagamento do salário dos professores e para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino, como a construção de quadras de esportes, reforma de instalações físicas, aquisição de carteiras, computadores, televisores e outros equipamentos, entre outras ações.

O fundo está, no entanto, com os dias contados. Caso não seja renovado, deixa de existir no final de 2020. Para que isso não ocorra, três propostas de emenda à Constituição (PECs) que tornam o Fundeb permanente tramitam no Congresso Nacional. 

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC Educação
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