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Leite de vaca pode causar câncer ou feminizar homens? Nutricionista responde

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Na manhã desta segunda-feira (19) uma polêmica tomou o perfil oficial de Dr. Robert Rey, cirurgião e apresentador de televisão. Ele postou uma imagem com a seguinte frase. “Leite é um veneno! Feminiza homens e causa câncer de mama”.

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Thinkstock/Getty Images

Leite de vaca, em excesso, pode fazer mal a saúde

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A publicação sobre o consumo de leite teve quase duas mil curtidas, 500 compartilhamentos e diversos comentários. No geral as pessoas concordaram com a afirmação de Dr. Rey e o iG Saúde foi atrás de uma nutricionista para saber se as afirmações do cirurgião são verídicas ou não.

De acordo com Gabriela Cilla, nutricionista da Nutricilla, é importante entender as propriedades do leite para, depois, contextualizar com as afirmações de Dr. Rey.

“Nós [seres humanos] somos os únicos animais mamíferos que saímos da ‘teta’ da mãe e vamos para a ‘teta’ da vaca. É o único animal mamífero que, pós-adulto, ainda continua consumindo uma fonte de leite. As pessoas se perguntam por que temos tanta intolerância alimentar e é por que o leite é de vaca, ele não é um leite voltado para a digestão humana”, explica a médica.

Gabriela cita que a superprodução está potencializando os fatores de inflamação no alimento e prejudicando diretamente a nossa saúde.

“A vaca que ontem era de uma fazenda e alimentava 4 ou 5 pessoas, hoje tem que ficar enclausurada e render mais de 20/30 litros de leite por dia, causando pus na teta, inflamação e estresse na vaca e que a gente obviamente acaba consumindo por questão hormonal”, comenta.

E é nesse ciclo que as complicações são geradas. “A questão do câncer de mama [citada por Dr. Rey] não é sobre o câncer em si. A gente tem interleucina6, é uma interleucina que nós temos que, se cutucada todos os dias, pode vir a desenvolver uma doença maligna, mas não é só relacionada ao leite, exclusivamente”.

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“Ele [leite] é um alimento mucogênico e, todo alimento que é mucogênico, prolifera a flora intestinal. Então se a pessoa tem uma predisposição a isso, em mulher pode causa candidíase, piorar sinusite, rinite e etc. e nos homens pode dar aumento de mama (ginecomastia), pela questão da proteína, mas não é o alimento em si que causa tudo isso, é o quanto dele que se consome”, alerta Gabriela. Inclusive ela afirma que o leite de soja possui isoflavona e também pode aumentar a mama em homens.

A nutricionista frisou muito que o consumo errado e excessivo do leite de vaca pode causar problemas à saúde. Assim como vários outros alimentos em excesso. “A intolerância é também pelo uso indevido dos alimentos. O processo inflamatório não é por causa do alimento em si, mas do super uso”.

Como consumir leite de maneira saudável?

Para Gabriela Cilla é possível consumir o leite de forma saudável e sem ‘grilos’. A dica mais importante é o consumo consciente e sem exageros, optar por fontes de laticínios ao invés do leite e ter ‘rotatividade’ nos tipos com o leite de castanha, leite de arroz, leite de aveia ou leite de soja.

Porém, é de suma importância que qualquer mudança na alimentação seja acompanhada por um especialista. “Buscar uma orientação nutricional para saber até aonde é importante a gente tirar ou colocar, em que momento do dia é possível tirar ou colocar, quais fontes são necessárias ou não, para que a pessoa busque um equilíbrio. A palavra chave é essa, equilíbrio”, finaliza.

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Portanto, não acredite em qualquer frase postada nas redes sociais. Evite o “terrorismo nutricional” e procure uma orientação médica apropriada. Beber leite não faz mal a saúde, beber leite em excesso pode sim render alguns problemas. Como a própria nutricionista disse, é preciso equilíbrio.

Fonte: IG Saúde
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Brasil tem apenas um caso suspeito do coronavírus

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O Brasil tem, atualmente, apenas um caso suspeito do novo coronavírus (Covid-19). Trata-se de uma criança de 2 anos de idade, em São Paulo, considerada suspeita desde ontem (19) por ter um histórico de viagem à China, mas não à Wuhan, o epicentro da contaminação. A informação foi dada por representantes do Ministério da Saúde, na tarde de hoje (20), em Brasília.

O ministério, no entanto, continua atento ao surto ocorrido na China e trabalha com a possibilidade de aumento dos casos suspeitos, principalmente a partir do final de abril, quando as doenças respiratórias começam a aparecer no país.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, existe uma série de circunstâncias que freiam o aparecimento de vários casos suspeitos, como a quarentena imposta na China, o fato do Brasil estar no verão e não termos voos diretos para aquele país. Mas um aumento não é descartado.

“Não quer dizer que não possa aumentar. Podemos ter mudanças de definição de casos no futuro se um outro país entrar como área e transmissão ocidental. É muito dinâmico e prematuro dizer que vai continuar baixo”, disse.

Segundo o ministério, os exames têm sido feitos com maior celeridade e, com isso, casos considerados suspeitos são descartados rapidamente e sequer entram no balanço diário da pasta.

Ainda não existe nenhum caso confirmado na América do Sul. Até o momento, 75.778 casos foram contabilizados no mundo, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Só a China reúne 74,5 mil casos.

Curas e idosos

O Ministério da Saúde tem acompanhado o crescente número de pessoas curadas, sobretudo na China. Atualmente, são 16.882 curados. Segundo o Wanderson de Oliveira, tratamentos específicos têm sido testados, mas as curas estão ocorrendo “de forma espontânea”.

“Essas curas estão ocorrendo, quase que a totalidade delas, de forma espontânea. É o organismo da pessoa. Mais de 80% dos casos na China são de moderados a leve. Isso não quer dizer que foi um tratamento específico que curou aquelas pessoas e sim o tratamento sintomático, o isolamento, [o uso de] respiradores, ou seja, toda uma conduta para evitar que essas pessoas evoluíssem para casos graves e óbitos”.

Outra tendência verificada é a letalidade maior em idosos. Se em crianças e adultos até cerca de 40 anos de idade o número de mortes beira o zero, a partir de 60 anos de idade essa curva aumenta rapidamente, chegando a 15% de mortes entre pessoas de 80 anos de idade. “Os casos graves e de óbito na China estão totalmente concentrados em pessoas acima de 60 anos de idade. Isso é importante para nós nos prepararmos para o caso de haver a situação do vírus no Brasil. A nossa preocupação terá que ser preferencialmente os idosos”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC
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Exposição às águas das enchentes exige cuidados imediatos

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As pessoas expostas às águas das enchentes que têm atingido várias regiões devem ficar atentas ao eventual aparecimento de sintomas como febre, náuseas e diarreia, o que pode ser sinal de leptospirose e hepatite A. Ante qualquer suspeita, um serviço de saúde deve ser procurado. Preventivamente, deve-se lavar com sabonete as partes da pele molhadas na inundação o mais rapidamente possível, embora isso nem sempre impeça o contágio.

“As águas de enchente, principalmente depois de ressecada, quando aquela lama um pouco mais densa, podem conter as bactérias que transmitem a leptospirose, principalmente por causa do contato prolongado com pele e mucosas. Após o contato com a água ou lama de enchente, seja no momento da chuva ou após, por exemplo, no processo de limpeza das casas, deve-se lavar bem todos locais que entraram em contato com essa água e/ou lama com água corrente e sabão, com isso a gente diminui o tempo de exposição e consegue minimizar o risco de infecção”, alerta o médico e sanitarista Alexandre Chieppe, diretor-médico da MedLevensohn.

O especialista ressalta que a leptospirose, transmitida pela urina de roedores, principalmente ratos, é uma doença que se pode contrair no contato com águas contaminadas das enchentes. Os primeiros sintomas aparecem, em média, uma semana após o contágio: febre alta, mal-estar, dor muscular, olhos vermelhos, tosse, cansaço, náuseas, diarreia, manchas vermelhas no corpo. Tambbém pode ocorrer meningite a partir da contaminação.

“No início da manifestação desses sinais, a doença, causada pela bactéria Leptospira, costuma ser confundida com outras enfermidades, como gripe, malária e dengue. Por isso, o teste sanguíneo rápido para confirmar o diagnóstico é fundamental para o início imediato do tratamento correto, feito com antibióticos, hidratação do paciente e medicamentos que aliviem dor e febre”, explicou o especialista.

“Quanto mais rapidamente ocorrer a administração dos remédios, menor será a possibilidade de evolução para quadro mais grave, que sempre exige internação hospitalar”, ressalta Chieppe. Ele ainda recomenda que não devem ser tomados analgésicos e antitérmicos que contenham ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Melhoral etc.), pois aumentam o risco de sangramentos”.

Hepatite A

A Hepatite A é outra doença infecciosa aguda que pode ser contraída devido ao contato com as águas de enchente. Atinge o fígado e é causada pelo vírus VHA, transmitido por via oral-fecal, ou de uma pessoa infectada para outra saudável ou, ainda, por meio de água contaminada. O sintoma inicial é febre. Depois, aparecerem dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas, vômito, olhos e fezes amarelo-esbranquiçadas, urina mais escura e icterícia (coloração amarela da pele e/ou olhos, causada por um aumento na concentração de bilirrubina na corrente sanguínea). O primeiro sinal costuma manifestar-se, em média, entre 15 e 40 dias após o contágio.

O tratamento da enfermidade exige repouso e remédios para aliviar os sintomas, pois o próprio organismo combate o vírus, que pode demorar de um a seis meses para ser totalmente eliminado. O paciente não pode consumir álcool até três meses após o fígado voltar totalmente ao normal. Recomenda-se, ainda, separar pratos, copos, talheres e toalhas utilizados pelo paciente e manter higiene máxima nos banheiros, para evitar a transmissão às pessoas que vivem na mesma casa.

“O teste sanguíneo rápido também é fundamental, pois permite imediato tratamento adequado da Hepatite A, evita que se confunda com outras doenças e poupa o paciente de tomar remédios inadequados”, frisa o sanitarista, lembrando: “A administração de antibióticos quando desnecessária é nociva para o paciente e toda a saúde pública, pois é um dos fatores que têm contribuído para o surgimento de cepas resistentes de bactérias, de difícil combate”.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC
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