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Morre Julio Bueno, ex-secretário de Fazenda do Rio

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Julio Bueno arrow-options
Acham / Divulgação

Julio Bueno foi vítima de um infarto fulminante

Morreu na manhã deste domingo (18), na capital fluminense, o engenheiro Julio Bueno, ex-secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro. Vítima de um infarto fulminante aos 64 anos, ele deixa dois filhos, três netas e a esposa, Fátima.

Funcionário de carreira aposentado da Petrobras, Bueno foi presidente do Inmetro e da BR Distribuidora. Também atuou como secretário de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo durante o governo Paulo Hartung e no estado do Rio durante o governo Sérgio Cabral. 

Leia também: Jornalista Clóvis Rossi morre em São Paulo, aos 76 anos 

Em 2015, assumiu a Secretaria de Fazenda do Rio , no governo Luiz Fernando Pezão, deixando o cargo em 2016. Desde que deixou o governo, vinha trabalhando com o filho em uma consultoria de negócios.

Tricolor orgulhoso, Bueno foi candidato à presidência do Fluminense em 2010. Em 2017, lançou com a jornalista Jacqueline Farid o livro Rio em Transe, sobre os bastidores da crise financeira que atingiu o estado.

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Deputado do PSL terá que entregar informações de dossiê sobre antifascistas

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Douglas Garcia
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Deputado Douglas Garcia disse que enviou documento à Polícia Federal, Polícia Civil e Embaixada dos EUA.

A Justiça de São Paulo determinou que o deputado estadual  Douglas Garcia ( PSL -SP) entregue informações sobre o dossiê com dados pessoais de pessoas que pertenceriam a movimentos antifascistas. A ação que levou à decisão foi movida pelas deputadas do PSOL Samia Bomfim, Erika Hilton e Mônica Seixas.

As deputadas acusam Douglas de divulgar que teria entregue um dossiê com dados de quase mil opositores que fazem parte de grupos antifascistas ou participaram de manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. A lista, segundo Douglas, foi entregue à Polícia Federal, Polícia Civil e à Embaixada dos Estados Unidos. O argumento para a elaboração do documento é de que esses manifestantes fazem parte de grupos terroristas.

No documento, constavam dados pessoais de várias pessoas. Além de nomes e perfis em redes sociais, alguns manifestantes tiveram seus contatos, endereços pessoais e local de trabalho expostos pelo dossiê. Em junho, o deputado negou ter divulgado o documento, alegando que teria recebido o dossiê e encaminhado às autoridades.

A decisão foi tomada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 28ª Vara Cível de São Paulo. A magistrada deu cinco dias para que o deputado apresentem protocolos que comprovem que os dados do dossiê foram entregues.

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Estudo diz que segunda onda da Covid pode não ocorrer; especialistas contestam

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Sede da Prefeitura de São Paulo
Guilherme Cunha/SMTUR

Sede da Prefeitura de São Paulo

Em praticamente todas as regiões do mundo mais afetadas pelo  novo coronavírus (Sars-coV-2) e que retomaram as atividades há queda no número de mortes e infecções. No Brasil, cidades como São Paulo, Manaus, Rio e Recife estão reabrindo e até agora não registraram repiques. Mas a epidemia de Covid-19  tem avançado no interior, assim como no Sul e no Centro Oeste, regiões antes poupadas.

Epidemiologistas e novos estudos sugerem que a chamada  imunidade coletiva  necessária para conter a expansão da Covid-19 pode ter sido superestimada ou estar sendo calculada de forma imprecisa. Isso, por sua vez, explicaria a não ocorrência de uma segunda onda do coronavírus até agora.

Segundo imunologistas, é provável que o Sars-CoV-2 possa estar sendo combatido em duas frentes: pelos linfócitos (células) B, que produzem anticorpos; e pelos linfócitos T, que não fazem isso, mas que também combatem o vírus eliminando células infectadas.

Para Julio Croda, infectologista da Fiocruz, a imunização contra o coronavírus pode estar se dando de forma “cruzada”: pela suscetibilidade individual (com linfócitos B e T) e por outros fatores genéticos combinados às políticas de distanciamento social e o uso de máscaras.

“Sem o distanciamento e a máscara, o percentual de infectados e mortos na população teria de ser muito maior para chegarmos à imunidade comunitária”, afirma.

Para Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, o ataque ao vírus pelos dois tipos de linfócitos (B e T) e o fato de os anticorpos poderem cair abaixo do detectável, tornam difícil mensurar o tamanho da população ainda suscetível ao vírus.

“Ela [segunda onda] talvez já não seja tão grande, mas não sabemos. O que não podemos é tratar isso de forma que dê a impressão de um liberou geral [onde o vírus já fez muitos estragos].”

Pasternak afirma que a imunidade total só pode ser obtida com um número muito elevado de mortes ou com uma vacina —as principais em elaboração hoje tentam emular os dois caminhos (humoral e citotóxico) para a destruição do novo coronavírus .

Para Daniel Soranz, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o número elevado de mortes em algumas cidades do Brasil ajudaria a explicar a inexistência de uma segunda onda de infecções, apesar da reabertura desses locais.

“Isso ocorre às custas de muitas mortes. Pois se fossemos desenhar um cenário ruim, não poderíamos criar nada pior do que o que vimos em algumas cidades do Brasil, sobretudo nas comunidades mais pobres, como as daqui do Rio”, afirma Soranz.

Esper Kallás, infectologista e professor da USP, suspeita que tenham sido justamente os moradores das comunidades menos ricas, sobretudo os adultos jovens, os maiores responsáveis pela disseminação do coronavírus e da obtenção de uma imunidade comunitária maior nas cidades mais afetadas.

“Os adultos jovens, que se locomovem muito mais em transporte público, e que não apresentam sintomas importantes, parecem ter sido os grandes disseminadores do vírus e os responsáveis, neste segundo momento, pela contenção de sua propagação.”

Kallás afirma que, no caso da gripe comum, a imunidade comunitária é atingida com 33% a 44% da população infectada. E  se tratando da Covid-19 , a taxa necessária para que isso aconteça é incerta, mas ele suspeita que seja menor.

Sergio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), alerta, porém, para os cuidados que devem ser tomados onde as atividades vem sendo retomadas.

“Estamos longe de qualquer sinal de uma segunda onda, apesar da flexibilização em muitos locais. O que é certo é que o risco aumenta quando existem aglomerações.”

Para a professora e infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, a dinâmica da pandemia do novo coronavírus tem sido um aprendizado —e ele ainda não teria terminado.

“O Brasil foi o único país que iniciou a flexibilização na subida da curva. Quem fez isso próximo do platô, parece ainda estar em situação adequada. Já o interior, que tentou flexibilizar antes, acabou se dando muito mal”, afirma.

Mesmo com a Covid-19 avançando para o interior dos Estados, as decisões estaduais e municipais, combinadas ao governo federal, ainda provocam cerca de 40 mil infecções e mais de 1.000 mortes no Brasil todos os dias. As informações são da Folha .

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