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Bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, recebe curso de pintura em pano de prato

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Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Tinta, tecido, pano de prato e muita disposição. Com essas matérias-primas, 18 moradores da região do bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, dentre os quais uma família inteira, concluíram o curso de Pintura em Pano de Prato oferecido por um mês pela Assembleia Social (antiga Sala da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso). O encontro de encerramento ocorreu na terça-feira (30).

Em momento de descontração, os alunos comentavam o avanço no aprendizado, especialmente porque jamais haviam se proposto a fazer pintura. E houve cajus, maçãs, peras, corujas, com cores e sombras, representados ali no pano.

Os objetivos do curso oferecido pela Assembleia Social (AS) são, além de oferecer possibilidade de contribuir com a renda das famílias de comunidades periféricas, permitir a convivência entre os participantes e uma atividade saudável. “É complementação de renda, mas é também socialização, é se descobrir na pintura”, avalia a diretora da AS, Daniella Paula Oliveira.

Izabel Andrade da Silva se surpreendeu com a descoberta de seu talento. “Amei o curso, a convivência, as conversas, as brincadeiras. Fiz para ocupar o tempo e gostaria de fazer outras coisas, como desenho de roupas”.

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O curso foi oferecido na varanda da casa de Suelly Eufrásia da Silva, conhecida na comunidade por trabalhar por anos na unidade de saúde da região (e se aposentar recentemente). “Ninguém tinha pintado ainda, mas ficou parecendo de profissional”, vangloriou orgulhosa, se referindo aos trabalhos dos colegas.

Dona Suelly conhecia integrantes do gabinete do deputado Carlos Avallone (PSDB) e solicitou algum curso para a comunidade. A equipe do Avallone encaminhou o pedido para a Assembleia Social, que averiguou a necessidade local. “O legal é entrar em algo que você vai plantar coisas boas”, refletiu a anfitriã.  “É de uma beleza muito grande abrir a própria casa para receber o projeto, receber as pessoas”, enaltece e agradece Daniella Paula à dona Suelly.

“A cada curso, a gente vem com frio na barriga por não saber a surpresa que vem o resultado. Desta vez, me surpreendi com a turma. Primeiro porque participou uma família inteira, segundo pela capacidade de todos, muitos têm habilidade para se aprimorar na pintura”, comentou a parceira de sempre da Assembleia Social, Daniela Cunha Crescêncio (a professora e artista plástica Dani Xu), que já ofereceu incontáveis cursos de pintura pelo braço social da ALMT.

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Alexandra Luíza Gonçalves Ferreira, de 14 anos, queria participar do curso, mas pediu a companhia da mãe, Luciana Ferreira da Silva. Por sua vez, Luciana arrastou o marido e a filha de nove anos e todos se aventuraram na pintura. A mãe ficou muito impressionada com o resultado e declarou: “Não tenho coragem de vender, vou levar para casa e decorar”. O momento em família foi memorável! “Não faltamos a nenhum dia de aula, foi muito divertido e a professora é um amor”, enaltece.

Diante dos pedidos de novos cursos na comunidade, a diretora da Assembleia Social, Daniella Paula, já garantiu outras capacitações, possivelmente a Oficina de Chaveiros Artesanais e o curso de Pintura em Tela, para dar continuidade ao talento para artesanato.

Fonte: ALMT
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Audiência pública discute orçamento à Secretaria de Estado de Segurança Pública

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Foto: Helder Faria

A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa realizou na manhã de sexta-feira (18), no auditório Licínio Monteiro, audiência pública para discutir o orçamento previsto à Secretaria de Estado de Segurança Pública no Plano Plurianual para os próximos quatro anos (PPA-2020/2023).

O orçamento previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-2020) é da ordem de R$ 3,153 bilhões. O deputado João Batista (PROS), que presidiu a audiência pública, afirmou que o governo continua omisso com os operadores da segurança pública de Mato Grosso. Segundo ele, a pasta conta com 15 mil servidores.

“Infelizmente o Estado abre mão de R$ 5,3 bilhões com a renúncia fiscal em 2020, enquanto a receita para a Secretaria de Estado de Segurança Pública é de apenas R$ 3,1 bilhões. É preciso que o governo se preocupe com a qualidade de vida e saúde do servidor, o investimento para isso não está sendo feito pelo governo”, explicou o deputado.

O secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, Anildo Cesário Correa, afirmou que a maior parte dos recursos definidos para os próximos quatro anos no PPA é voltada para a folha de pagamento do pessoal. Mas há receita que será investido em qualificação do operador de serviço público.

“O governo prevê a parte orçamentária, mas a parte financeira o Estado não consegue cumprir aquilo que está sendo previsto. Com a minirreforma existe a possibilidade de o governo arrecade cerca de 700 milhões de reais a mais. Isso manterá uma igualdade entre os diversos setores”, disse Correa.

Apesar de aumento das demandas no setor, o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais de Mato Grosso, Antônio Henrique Magalhães, disse que o orçamento anual é de R$ 11 milhões insuficiente para custear o mínimo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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“No PPA não existe previsão orçamentária de investimento à perícia criminal. Isso é muito preocupante. A Politec é um setor que trabalha com tecnologia. A gente trabalha frente ao crime, precisa produzir provas e dar certeza do que está sendo investigado. A Politec está criando o banco de DNA, e se nos próximos quatro anos essa demanda aumentar, a Politic não terá a possibilidade de se manter com o atual orçamento da segurança pública”, explicou Magalhães.

Para o setor da Politec, de acordo com o perito, o governo precisa de receita para investir no interior, principalmente em estrutura física. “Muitas unidades funcionam em prédios alugados e a gente não tem estrutura adequada para realizar exames. A gente trabalha com armas, com entorpecentes e com uma série de materiais que as cidades não têm estrutura para fazê-las”, disse.  

Ele citou que no PPA não tem recursos destinados para a realização de perícia em entorpecentes apreendidos no interior do estado. De acordo com ele, o material é trazido para Cuiabá para ser feito o teste. “Isso poderia ser feito no interior. O aparelho custa R$ 70 mil, e é pequeno. Faz o teste infravermelho e dá a resposta para o juiz e delegado em minutos, mas hoje tem que trazer para Cuiabá. No PPA não tem previsão orçamentária para comprar esse equipamento”, explicou.

A presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), Jacira Maria da Costa Silva, disse que a categoria tem hoje cerca de 3.107 mil servidores e que o salário médio pago é da ordem de R$ 3 mil. De acordo com a presidente, o governo precisa investir e valorizar os servidores penitenciários.

“Não tem como falar em investimentos e deixar de lado os servidores penitenciários. Os investimentos em infraestrutura têm ocorrido, mas é preciso que o governo faça a convocação dos concursados que estão no cadastro de reservas, isso dará um reforço profissional muito bom para os próximos quatro anos e nos anos seguintes. O outro ponto que precisa ser investido é em relação à insalubridade, que continua um imbróglio e o governo não define os valores”, disse Jaciara Silva.

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Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública engloba em sua estrutura organizacional a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Judiciária Civil, a Perícia Oficial e Identificação Técnica, e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Mas recentemente a secretaria passou por modificações em seu organograma com a finalidade de incluir as ações de integração entre as forças institucionais, que compreendem o CIOPAER, o GEFRON, CIOSP e a Coordenadoria de Polícia Comunitária.

Nos últimos anos, em Mato Grosso, o governo tem procurado formas mais adequadas para levantar os dados da segurança pública, abordando aspectos relacionados ao fenômeno da criminalidade através de indicadores de ocorrências criminais, ações policiais, e justiça criminal.

Em relação à criminalidade, o principal indicador de violência é o homicídio doloso, que retrata o número de vítimas letais em um grupo de cem mil habitantes. No ano de 2016, Mato Grosso apresentou uma taxa de 32,9 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Vale destacar que entre 2015 e 2018, o governo realizou convocou mais de 3,6 mil profissionais do setor de segurança. O governo investiu ainda na compra de aparelhos, colocou viaturas na rua, fez a reforma e alugou 39 delegacias da Polícia Judiciária Civil. Nesse período foram adquiridos 230 veículos para a Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil, e 172 motocicletas para a Polícia Militar.

Fonte: ALMT
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Deputado pede ao MPE que fiscalize regras da piracema

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Foto: Marcos Lopes

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) solicitou ao procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, empenho do Ministério Público Estadual (MPE) para fiscalizar a violação das regras da piracema nos rios de Mato Grosso. O Conselho Estadual da Pesca (Cepesca) definiu como período de piracema em Mato Grosso entre o dia 1º de outubro de 2019 a 31 de janeiro de 2020. Neste período, é proibida a pesca para não prejudicar o processo de reprodução dos peixes.

Em reunião na terça-feira (15), o parlamentar ressaltou que é notório o descumprimento das regras impostas pela piracema, o que exige esforços do Ministério Público para evitar danos ambientais e prejuízos aos rios de Mato Grosso. "As denúncias é que estão utilizando até apetrechos proibidos para pesca. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Meio Ambiente não tem adotado as medidas necessárias para a efetiva fiscalização e cumprimento das obrigações”, disse.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, agradeceu a colaboração do deputado Wilson Santos e informou que o Ministério Público cumprirá com o seu dever institucional de fiscalização.

Fonte: ALMT
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