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Internacional

Brics defende reforma no Conselho de Segurança da ONU

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Em documento final do encontro do Brics, os chanceleres de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul defenderam o respeito ao direito internacional e a reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão no qual o Brasil pleiteia um lugar permanente.

“Os ministros reafirmaram o compromisso de manter e respeitar o direito internacional, bem como um sistema internacional no qual estados soberanos cooperam para manter a paz e a segurança, para avançar o desenvolvimento sustentável e para garantir a promoção e a proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos. Sublinharam o apoio ao multilateralismo e ao papel central das Nações Unidas nas relações internacionais, e o compromisso de manter os princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas”, destacaram os chanceleres, no início do documento.

O Brics reitera ainda a urgente necessidade de fortalecer e reformar o sistema multilateral, inclusive a ONU, a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras organizações internacionais. “O sistema internacional, incluindo as organizações internacionais, em particular as Nações Unidas, que os Ministros enfatizaram precisar ser conduzida por seus Estados Membros, deve promover os interesses de todos”, diz o comunicado.

Os ministros defenderam ainda uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, incluindo outros países em desenvolvimento, categoria que abrange o Brasil, entre outros.

“Os ministros reafirmaram a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, inclusive de seu Conselho de Segurança, com vistas a torná-lo mais representativo, eficaz e eficiente, e ao aumento da representatividade dos países em desenvolvimento, de modo que possa responder adequadamente aos desafios globais. China e Rússia reiteraram a importância que conferem ao status e ao papel de Brasil, Índia e África do Sul nas relações internacionais e apoiam sua aspiração de desempenharem papéis mais relevantes na ONU.”

Os conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de uma escalada no Golfo Pérsico, também foram tratados no comunicado final, que exorta a resolução pacífica e dentro do direito internacional das disputas.

“Os ministros expressaram preocupações com conflitos e situações no Oriente Médio e no Norte da África e em várias outras regiões que têm impacto significativo tanto em nível regional quanto internacional. Concordaram que, independentemente de seus contextos históricos e naturezas distintas, os conflitos naquelas regiões devem ser resolvidos de acordo com os princípios do direito internacional, do diálogo e de negociações. Os ministros expressaram preocupação com a elevação das tensões na região do Golfo e conclamaram por uma solução política pacifica por meio do diálogo e do engajamento diplomático. ”

Os ministros enfatizaram “a importância de cumprir e fortalecer a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, da Produção e do Armazenamento das Armas Bacteriológicas (Biológicas) e Tóxicas e sobre a Sua Destruição (BTWC), inclusive por meio da adoção de Protocolo à Convenção que preveja, inter alia, um mecanismo de verificação eficiente.”

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC
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Internacional

PIB da China tem o menor crescimento em 29 anos

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A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China caiu para o seu mais baixo nível em 29 anos depois de uma disputa comercial de dois anos de duração com os Estados Unidos.

O Escritório Nacional de Estatísticas da China disse hoje (17) que a economia expandiu 6,1% em 2019. Este é o mais baixo nível registrado pela segunda maior economia do mundo desde 1990.

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Tags: PIB China
Fonte: EBC
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Internacional

Variante do coronavírus provoca segunda morte na China

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Um vírus que teve origem na cidade de Wuhan, na China, fez esta semana a segunda vítima fatal, anunciaram autoridades de saúde local. Cinco pessoas continuam em estado grave.

O homem de 69 anos foi internado no hospital da região, com as funções renais afetadas e danos graves em vários órgãos, informou a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan.

FILE PHOTO: People walk past newly built residential flats in Shenzhen, Guangdong Province, China October 26, 2019. REUTERS/Tyrone Siu/File Photo

Casos de coronavírus preocupam população da China e de outros países    Tyrone Siu/Reuters/direitos reservados

A saúde do paciente, que adoeceu em 31 de dezembro, deteriorou-se nos últimos cinco dias, com miocardite grave [inflamação do músculo cardíaco], função renal anormal e múltiplos órgãos severamente afetados.

Existem pelo menos 41 pessoas afetadas com este novo tipo de pneumonia viral. A primeira morte confirmada foi a de um homem, de 61 anos, que morreu de pneumonia, após as análises terem sido positivas para o vírus.

A Organização Mundial de Saúde alertou para a possibilidade de o surto chegar a outros países. O alerta foi dado depois de terem sido conhecidos casos do coronavírus na Tailândia e no Japão.

O Japão confirmou ontem (16) que um homem de 30 anos foi afetado pelo vírus. Ele havia visitado a cidade de Wuhan no início do ano.

Nesta sexta-feira (17), a Tailândia confirmou um segundo caso ligado ao vírus. É uma mulher, de 74 anos, originária de Wuhan, que estava de quarentena desde que chegou ao país, na segunda-feira, declarou a secretária do Ministério da Saúde Pública, Sukhum Karnchanapimai.

Embora este seja o segundo caso confirmado na Tailândia, Karnchanapimai pediu também aos tailandeses que mantivessem a calma, afirmando que não existe um surto no país.

As autoridades tailandesas garantem que os dois doentes se encontram estáveis e apenas necessitam de mais alguns cuidados antes de receberem alta hospitalar.

Cinco estão em estado grave

A Comissão de Saúde de Wuhan declarou que, dos afetados pelo vírus, 12 pessoas já se encontram recuperadas e receberam alta hospitalar, mas outras cinco estão em estado grave.

A mesma comissão afirmou também que não foi registrado nenhum caso de transmissão de pessoa para pessoa, afirmando que essa possibilidade não pode ser excluída.

Os casos de pneumonia viral alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, depois de uma investigação ter identificado a doença como um novo tipo de coronavírus: uma espécie de vírus que causa infecções respiratórias em seres humanos e animais. A transmissão é através da tosse, espirros ou contacto físico.

Segundo as autoridades chinesas, vários infectados são vendedores num mercado de mariscos situado nos arredores de Wuhan, que foi fechado.

O surgimento deste novo vírus fez voltar o medo do reaparecimento do vírus que matou 650 pessoas, entre 2002 e 2003.

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Fonte: EBC
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