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Educação

Ciência na Escola: prazo para apresentação de propostas termina hoje

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O prazo para as instituições de ensino interessadas em participar do Programa Ciência na Escola (PCE) apresentarem suas propostas termina às 23h59 desta sexta-feira (12). O cadastro das propostas tinha se encerrado em 24 de junho, mas foi prorrogado até hoje.

O programa tem por finalidade aprimorar a qualidade do ensino de ciências nos cursos fundamental e médio das escolas públicas, estimulando alunos para as carreiras científicas e qualificando os professores para esse tipo de disciplina, além de fortalecer a interação entre instituições de educação superior e escolas de ensino fundamental e médio.

“Temos milhões de crianças neste país que têm potencial e só precisam de um empurrãozinho para se tornarem um cientista, um empresário de sucesso, uma pessoa feliz, um cidadão produtivo para o país. Como é que se faz isso? Bom, usamos o que temos para ajudar essa garotada a ter um futuro promissor. É colocar nas mãos deles a possibilidade de estudar, possibilidade de conhecer”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, ao lançar o programa em abril passado.

Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares. Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Entre as medidas está prevista também uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados ao tema, com foco no ensino de matérias dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O Objetivo é disseminar a prática científica e aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas.

Os ministérios vão implementar uma plataforma que ganhou o nome de “Ciência é 10”, voltada à qualificação de professores em assuntos vinculados à área. Professores poderão fazer especialização a distância em ensino de ciências. Além disso, outra plataforma foi desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa para facilitar o acompanhamento das ações do conjunto do programa.

Edição: Aécio Amado
Fonte: EBC Educação
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STJ libera divulgação do resultado do Sisu

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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, decidiu hoje (28) liberar a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A divulgação pelo Ministério da Educação (MEC) estava prevista para esta terça-feira, mas foi suspensa por uma liminar da Justiça de São Paulo, que também impediu o início das inscrições no Programa Universidade para Todos (Prouni).

A decisão do presidente foi motivada por um recurso protocolado na noite de ontem (27) pela Advocacia-Geral da União para derrubar a liminar proferida pela desembargadora Therezinha Cazerta, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que decidiu manter em vigor outra liminar concedida pela primeira instância da Justiça Federal para suspender a divulgação, sob alegação de que o governo ainda precisa dar um posicionamento “seguro e transparente” sobre a correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. As notas no exame são usadas pelos estudantes para fazer inscrição no Sisu e concorrer a vagas em universidades públicas em todo o país.

Na sexta-feira (25), a Justiça Federal de São Paulo havia determinado a suspensão da divulgação dos resultados do Sisu até que o governo federal demonstrasse a correção das provas do Enem que foram apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil. A decisão foi motivada por um pedido da Defensoria Pública da União (DPU).

Na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) informou que houve erros na atribuição de notas para cerca de 6 mil alunos. Segundo a pasta, a falha teria ocorrido na impressão das provas aplicadas em algumas cidades, sendo responsabilidade de uma gráfica. O MEC acrescentou que corrigiu o problema e não houve prejuízos para os estudantes.

Na decisão, o presidente do STJ diz ainda que os erros na correção das provas de 6 mil alunos, que foram resolvidos pelo MEC e pelo Inep, órgão responsável pelo Enem, não justificam a paralisação do todo o calendário universitário, que depende da divulgação das notas da prova.

“Se erros pontuais e individuais houve, certamente que devem ser sanados pelas vias próprias. Contudo, a simples possibilidade de rever nota específica não pode servir de substrato para impossibilitar o acesso de milhares a vagas já ofertadas e o início das atividades acadêmicas nas mais variadas entidades públicas e privadas”, afirmou.

Lista não oficial

Nesta terça-feira, antes da decisão do presidente do STJ, candidatos se manifestaram, pelas redes sociais, informando que tinham tido acesso a uma lista de resultados do Sisu, no site do MEC. Em seguida, o ministério divulgou nota informando que as listas publicadas por alguns minutos em seu portal “não representam resultado oficial” e que, em razão de decisão judicial, a divulgação do resultado final “continuava suspensa”.

*Com informação de Pedro Peduzzi

Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC Educação
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Educação

Uerj inaugura navio laboratório para pesquisas no mar

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Com a inauguração hoje (28) do navio oceanográfico Professor Luiz Carlos, na Marina da Glória, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) passa para outro patamar nas pesquisas oceanográficas, afirmou o reitor da instituição, Ricardo Lodi Ribeiro. “Nós passamos a ser a única universidade fluminense que dispõe de um navio laboratório”. Ribeiro disse que da mesma forma que a Uerj precisa de um hospital (Hospital Universitário Pedro Ernesto-HUPE) para a formação dos alunos de medicina e enfermagem, o navio é fundamental para as pesquisas oceanográficas. Antes, a Uerj tinha que alugar navios para que seus alunos pudessem completar a formação exigida pelo Ministério da Educação.

“Agora, nós contamos com um navio próprio, que vai dar uma outra dimensão às nossas pesquisas e também vai viabilizar parcerias com outros órgãos públicos e empresas privadas que tenham interesse na pesquisa marinha”, reiterou o reitor. Lembrou que o estado do Rio de Janeiro tem uma vocação forte nessa área, muito em função do setor de óleo e gás. “Com esse navio, a gente passa a outro patamar de capacidade para realizar essas pesquisas”. As parcerias podem ser feitas com órgãos ambientais, empresas de petróleo, de geologia e biologia marinha, entre outras.

O investimento para construção do navio oceanográfico alcançou R$ 7 milhões, dos quais R$ 1,6 milhão foram doados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O projeto foi iniciado há seis anos e contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Secti). O navio foi construído no estaleiro Inace, no Ceará.

Durante a inauguração do navio laboratório, o governador Wilson Witzel informou que os editais para pesquisa e inovação totalizam R$ 300 milhões. Em razão do pré-sal, os recursos atingirão este ano R$ 550 milhões em pesquisa e inovação para o estado. Destacou que as pessoas precisam se capacitar para poderem se adequar ao novo estado do Rio como capital da energia, sem necessidade de contratação de trabalhadores do estado.

Capacidade

Com 30,5 metros de comprimento e 7,8 metros de largura, o navio ultrapassa 250 toneladas, tem capacidade para navegar com 30 pessoas e com autonomia para permanecer até 15 dias em alto mar. A embarcação vai atender aos alunos das diversas áreas da oceanografia, apoiar outros cursos da Uerj como geologia, geografia e biologia, além de possibilitar parcerias com órgãos governamentais, empresas e demais instituições de pesquisa.

O diretor da Faculdade de Oceanografia da Uerj, Marcos Bastos, destacou que o navio permitirá aperfeiçoar o monitoramento da poluição da Baía da Guanabara, da Baía da Ilha Grande, além de outras baías, regiões costeiras e oceânicas, “atuando diretamente em problemas relacionados à pesca, fazendas marinhas e outros recursos naturais”.

A embarcação homenageia o professor da Faculdade de Oceanografia da Uerj, Luiz Carlos Ferreira da Silva, devido ao seu trabalho realizado para a formação de gerações de oceanógrafos e na consolidação desse campo de estudos no Brasil. O professor Luiz Carlos, que é oficial da Marinha do Brasil na reserva, foi secretário adjunto da Comissão Interministerial de Recursos do Mar (CIRM) e esteve presente à inauguração.

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC Educação
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