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Política Nacional

PT acusa governo de empenho irregular de emendas orçamentárias

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Manifesto conjunto contra a Reforma da Previdência. Dep. Paulo Pimenta (PT - RS)
Pimenta acusa o governo de comprar votos

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), informou que protocolou na Procuradoria-Geral da República uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro sob acusação de improbidade administrativa. Segundo ele, o governo empenhou emendas além dos valores autorizados pelo Legislativo e isso configura “compra de votos” para a reforma da Previdência.

Pimenta afirmou ainda que o partido vai impetrar ação popular, com pedido de liminar, para que o Supremo Tribunal Federal suste os efeitos da publicação do Diário Oficial da União que traz o empenho dessas emendas.

“A execução da Lei Orçamentária de 2019 não pode ser utilizada para influir na apreciação de proposições legislativas em tramitação. O governo Bolsonaro de maneira escandalosa autorizou o empenho de R$ 1 bilhão. Além da irresponsabilidade administrativa, este governo está comprando votos num cheque sem fundo”, acusou.

Dentro da lei O presidente Jair Bolsonaro disse que as emendas fazem parte do Orçamento e a liberação dos recursos está dentro da lei.

"Tudo o que é liberado está no Orçamento. Eu gostaria de liberar tudo o que está no Orçamento. E quando acontece uma situação com essa é normal, no meu entender. Nada foi inventado, não tem mala, não tem conversa escondidinha em lugar nenhum, é tudo à luz da legislação. É isso que deve estar acontecendo", disse após cerimônia de lançamento do programa Pátria Voluntária. Ele também defendeu a liberação de recursos das emendas em sua rede social.

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Para salvar aliados, Bolsonaro cria espécie de “Lava Jato particular”

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IstoÉ

Eduardo e Carlos Bolsonaro arrow-options
Reprodução
Bolsonaro cria Lava Jato particular para proteger filhos e clã


E lá vai o trem fantasma Brasil – a cada curva, à direita, surge uma assombração para assustar a democracia. Nessa viagem, embora seja pequeno o pedaço da estrada percorrido em oito meses, já se tornam concretas algumas das sinistras intenções do maquinista, capitão da reserva Jair Messias Bolsonaro, da mesma forma que concretas se tornam as intenções dos que alimentam a fornalha desse trem a vapor: os foguistas Carlos, Eduardo e Flávio. Com a ausência de ética fazendo prevalecer interesses pessoais e familiares em detrimento de valores republicanos, vê-se Bolsonaro avançar sobre o comando de órgãos, instituições e entidades públicas que andaram descobrindo coisas que ele não queria que fossem descobertas.

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A história nos ensinou que movimentos de defesa da prole podem se tornar movimentos de ataque a toda uma Nação. Quem já não teve a impressão, pela janela do vagão de um trem, que a paisagem é que anda para trás, e que ele, o trem, está parado? Pois são situações assim que tentam nos confundir olhos e mente.

Leviatã sem limites

Jair Bolsonaro sabe fazer isso. E o augúrio é claro e ruim: foi a Lava Jato (observe-se o tempo pretérito do verbo porque ela já não é mais) a maior operação contra a corrupção já realizada no Brasil, sem temor de enfrentar os donos do poder e os donos do capital. Jair Bolsonaro, aos poucos, dormente por dormente, está transformando-a numa Lava Jato pelo avesso, numa Lava Jato particular. Bolsonaro quer ter o controle dos órgãos que concentram dados, não para combater corruptos, mas para defender Flávio, enrolado na suspeição de embolsar parte do salário de assessores. Ou, quem sabe, para utilizar tais dados contra desafetos políticos ou qualquer cidadão que ouse pensar fora do quadrado da ideologia bolsonarista.

O mesmo se dá em relação ao filho Carlos, alvo de investigação do MP. Falando em Carlos , o pai disse que ele acertou ao afirmar que a democracia emperra o desenvolvimento. E foi além, dizendo que em Cuba as coisas andam mais rapidamente porque não tem Congresso. Trocando em miúdos: Bolsonaro é de corpo e alma o projeto de poder autocrático e, claro, a democracia liberal representativa lhe fica difícil de engolir. Por isso faz uma Lava Jato ao contrário.

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Recentemente, viu-se a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge e o ministro do STF Celso de Mello frizarem a “importância da independência do MP e da manutenção da democracia”. Falariam isso jogando palavras ao vento, duas das mais proeminentes figuras do País? Ou ambos, como áugures romanos, leram no voo e no canto das aves que há no ar ameaças de mau agouro com a indicação de Augusto Aras para substituir Raquel? Ele nem constava da tradicional lista tríplice e Bolsonaro o indicou por ser “ideologicamente afinado”.

Mais: também recentemente, por vontade de Bolsonaro, deu-se o afastamento do secretário Marcos Cintra da Receita Federal. A desculpa foi a sua inistência na ressuscitação da CPMF, mas isso não é tão verdade assim – e a prova é que Bolsonaro fica em um vaivém sobre o tema, já admitindo, em redes sociais, que pode discutir o assunto com o ministro da economia, Paulo Guedes. Com certeza o substituto também é, na visão de Bolsonaro, “ideologicamente afinado”.

O que se teme é que nesse diapasão o próprio Bolsonaro se torne dono de todas as informações: os cidadão estariam em suas mãos. É o Leviatã de Thomas Hobbes em inifinitas dimensões.

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Nada diferente é o que vem ocorrendo na Polícia Federal. Bolsonaro já humilhou publicamente o ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmando que quem manda na PF é o presidente. Isso é totalitarismo. Em questão estava, é claro, a sua obsessão em tirar da direção-geral o delegado Maurício Valeixo, indicado por Moro. Ou seja: o presidente vai assim protegendo os filhos e os amigos mas exerce, também, o aparelhamento do Estado.

Têm razão Raquel Dodge e Celso de Mello, é preciso zelar pela democracia, não dá para reduzir o farol. Tem boi na linha! O Brasil já viu isso com o Estado Novo de Getúlio Vargas, no qual o departamento de imprensa e propaganda, chefiado por Filinto Müller, fez alastrar os tentáculos do Estado por toda a sociedade. E, aqui, vem uma lembrança intrusiva: um Bolsonaro já chamou a imprensa de canalha. O clã tem um projeto de poder: dominar estrategicamente o campo da informação, instituições e órgãos estatais, para um dia extorquir o povo no voto e na ideologia, agindo de forma tirânica.

Há um clássico ensaio, datado de 1723 e intitulado “Cartas de Catão”. Nele propõe-se a distribuição do poder entre diversos órgãos sob a responsabilidade de muita gente porque, dessa forma, um indivíduo fiscaliza a conduta de outro. A estrada de Bolsonaro é diversa, basta uma pessoa mandando e acobertando o que lhe interessa, desde que essa pessoa seja ele. Ou seja: ultrapassado o túnel do aparelhamento do Estado, de tal túnel corremos o risco de ver sair, do escuro para o dia, não mais um ziguezagueante trem… e, sim, uma serpente que a todos envenena.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Governo prorroga ação das Forças Armadas na Amazônia Legal

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Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (20) prorrogou o emprego das Forças Armadas no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal na região da Amazônia Legal. Inicialmente, o prazo de atuação dos militares iria até o próximo dia 24 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos vão continuar por mais um mês, até o dia 24 de outubro.

A Amazônia Legal é um território que abrange a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão. O decreto de Garantia da Lei e Ordem Ambiental (GLOA) autoriza ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento e combate de focos de incêndio.

O vice-presidente Hamilton Mourão, no exercício da Presidência, informou na última sexta-feira (13), que as operações das Forças Armadas na Amazônia tinham resultado, até àquele momento, na aplicação de mais de R$ 25 milhões em multas, além apreensão de 12 mil metros cúbicos de madeira, veículos, embarcações, motosserras e outros equipamentos. Foram realizados pelo menos 350 ataques a focos de queimadas terrestres e outras 350 incursões aéreas para debelar incêndios.

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De acordo com Mourão, o custo de atuação das Forças Armadas na Amazônia é de cerca de R$ 1,5 milhão por dia, principalmente por causa do emprego das aeronaves.

 

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Política
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