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Educação

MEC quer divulgar boas práticas de professores

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O Ministério da Educação (MEC) quer eleger professores com destaque para que possam compartilhar as boas práticas com os demais docentes o país. A ação faz parte de estratégias que estão sendo pensadas na pasta para tornar a carreira de professor mais atraente no Brasil e dar melhores condições para os docentes. 

De acordo com a diretora de Capacitação Técnica Pedagógica e de Gestão de Profissionais da Educação da Secretaria de Educação Básica do MEC, Mariana Muçouçah, o projeto da política pública deverá ser apresentado ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, até o fim deste ano. 

Segundo Mariana, Para selecionar os melhores professores das escolas públicas, o MEC deve usar indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Serão considerados referência os docentes que, entre outros fatores, conseguirem melhorar o desempenho dos estudantes. “Esses professores vão ser identificados com indicadores que temos para educação. Vamos monitorar para ver se esse critério de seleção está sendo suficiente ou não”, disse Mariana, que participou hoje (9) de debate sobre a formação dos professores no Brasil, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Os debatedores destacaram a formação dos docentes como fator central para que melhorar a qualidade da educação no Brasil. Atualmente, lecionar em escolas públicas é pouco atraente, e apenas 2,4% dos estudantes querem seguir essa carreira, revela a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além disso, os professores ganham menos que os demais profissionais com o mesmo nível de formação. De acordo com relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas.

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Atratividade

De acordo com Mariana, o MEC pretende mudar esse cenário e, para isso, está realizando uma série de estudos. O cronograma para implementação de políticas públicas se estende até 2023. “Estamos finalizando o planejamento estratégico da Secretaria de Educação Básica. Estamos finalizando esta semana. Uma das ações pretendidas é apresentar o documento aqui na comissão, se não esta semana, até o final de julho.”

Outra ação prevista é a oferta de bolsas de estudos para futuros professores. “Vamos pensar em novas bolsas. Vamos, junto com a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e com agentes da educação, pensar em novas propostas”. A intenção é que uma proposta seja apresentada até o começo do ano que vem. A pasta pretende seguir com as bolsas atuais ofertadas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e pelo Programa de Residência Pedagógica.

Base de Formação Docente

O MEC pretende concluir também até novembro deste ano a revisão do texto da Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica, elaborado na gestão do então presidente Michel Temer, encaminhado em dezembro do ano passado para o Conselho Nacional de Educação (CNE).

Em fevereiro deste ano, o MEC pediu o texto de volta para “ter ciência e participar ativamente do processo de formulação da Base”, conforme informou na época. 

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O documento orientará a formação de professores em licenciaturas e cursos de pedagogia em todas as faculdades, universidades e instituições públicas e particulares de ensino do país. O texto apresentado no ano passado estabelece, entre outras questões, que a formação do professor seja mais voltada para a prática e orientada por competências.

De acordo com Mariana, a primeira reunião na secretaria foi realizada hoje, e ainda não há conclusões sobre o que deve ser alterado na proposta.

Participação

O deputado Professor Israel Batista (PV-DF) criticou a demora do MEC para apresentar políticas efetivas e disse que apresentará um relatório sobre formação de professores, além de propor soluções. “No segundo semestre, a Comissão de Educação e a Frente Parlamentar Mista da Educação devem assumir o protagonismo. Vamos apresentar um conjunto de propostas de solução”, adiantou o deputtado.

Professores e especialistas presentes à audiência defenderam mais participação da sociedade civil na elaboração dessas políticas, que, segundo Mariana, envolvem representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), ou seja, governos estaduais e municipais. 

Participaram do debate representantes da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais de Educação (Anfope), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais de Educação (Anfope), entre outras instituições.

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Educação
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Educação

Olimpíada do Conhecimento premia 45 estudantes do Rio

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A etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, que envolve 65 estudantes vencedores das etapas escolar e regional de todas as 27 unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio de Janeiro (Senai-RJ), foi realizada hoje (19), na sede da Federação das Indústrias do Estado (Firjan), e premiou os 45 melhores estudantes, sendo três de cada uma de 15 ocupações industriais.

A partir de agora, serão identificadas as ocupações que vão para a etapa nacional, em agosto, para, no próximo ano, serem divulgadas as ocupações que têm mais chances de vencer na WordSkills, competição internacional de educação profissional, que ocorrerá na China, em 2021. A etapa mundial da Olimpíada do Conhecimento ocorre a cada dois anos, em anos ímpares.

O gerente de Educação Profissional da Firjan Senai, Edson Melo, explicou que as diversas etapas que compõem a Olimpíada do Conhecimento, incluindo as disputas escolar, regional, estadual e nacional, constituem “um processo avaliativo que permite medir a qualidade do ensino das unidades do Senai, indicando o trabalho que deve ser desenvolvido para melhorar alguma competência, de modo a garantir melhor formação para os jovens atendidos nos próximos jogos”.

A etapa escolar do certame no estado reuniu 350 estudantes na fase final e 355 avaliadores. Desses estudantes, foram classificados 289, avaliados por 185 profissionais, sendo escolhidos 65 para a disputa estadual, ocorrida nesta sexta-feira (19). Os 45 medalhistas de hoje participarão da seletiva nacional para capacitar as melhores ocupações para a disputa no próximo torneio mundial.

Rússia

 Olimpíada do Conhecimento 2019

Olimpíada do Conhecimento 2019 – Olimpíada do Conhecimento 2019/Vinicius Magalhaes/Direitos Reservados
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Em agosto próximo, acontece a WorldSkills 2019, na cidade de Kazan, Rússia, com os estudantes que começaram a competir em 2017. A delegação brasileira é composta por 59 estudantes, sendo 52 do Senai, com dois representantes do Senai-RJ. Edson Lemos explicou que não há repetição de competências na equipe brasileira, porque cada estado tem a sua vocação profissional.

Os dois representantes fluminenses são Victor Iglesias, do Senai de Campos dos Goytacazes, na ocupação joalheria, e Ralph de Souza Crespo, do Senai Maracanã, capital do estado, na ocupação soldagem.

Iglesias disse que está “preparado para encarar a competição mundial”. Ela costuma ser dividida em quatro módulos, um para cada dia do torneio. Nos três primeiros dias são feitas as peças da joia proposta pelos organizadores do certame, sendo o último dia dedicado à montagem. Este ano, porém, Iglesias disse que uma parte da peça vai ser criada pelos próprios concorrentes, para encaixar na joia final, seguindo critérios determinados pelos jurados. “Ela vai fazer parte de um todo”. O estudante disse que já tem algumas ideias na cabeça, mas só vai saber o tema quando estiver em Kazan.

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Ralph de Souza Crespo, que representará a soldagem, tem uma expectativa boa como o colega da joalheria. “Estou bastante confiante. Venho fazendo um grande trabalho desde que passei na etapa escolar. A gente vem conquistando os nossos objetivos até o momento”. Desde janeiro deste ano, Crespo está em Brasília em treinamento “com os melhores instrutores que temos no Brasil. Evoluí bastante e tenho certeza que vamos fazer um grande trabalho, mês que vem”.

Desafios

De acordo com Edson Lemos, a Olimpíada do Conhecimento desafia os alunos do Senai a realizar provas nas quais precisam envolver conhecimentos, habilidades e atitudes para superar desafios em sua área de formação. As 15 ocupações profissionais que disputaram o certame nesta edição estão alinhadas com a demanda do mercado industrial do estado do Rio e com o histórico da formação profissional da Firjan Senai nos últimos anos, informou a assessoria de imprensa da Firjan. São eles: comunicação visual, costureiro industrial do vestuário, modelista, construção em alvenaria, eletricidade predial, eletricidade industrial, construção em estruturas metálicas, mecânica de usinagem, mecânica de manutenção, soldagem ER, soldagem MAG, logística, caldeiraria, instrumentação e panificação.

O processo de preparação dos melhores estudantes em nível nacional, visando a Seletiva WorldSkills, pode durar de seis meses a um ano.

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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Educação

Revalida terá duas edições por ano

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O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) passará a ter, pelo menos, duas edições por ano. E os profissionais terão a oportunidade de fazer a segunda fase do processo mais de uma vez. Os anúncios foram feitos hoje (19) pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo a pasta, as provas continuarão sendo realizadas como antes, em duas etapas. A primeira com uma prova objetiva e a segunda com prova prática, em uma estação clínica. A diferença, agora, é que o aluno que reprovar a segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas. Até agora, o candidato precisava realizar todo o processo desde o início.

A previsão do MEC é que publicação da portaria para instituir o Novo Revalida e do edital ocorram ainda este ano.

Diploma

O Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil. O exame é feito tanto por estrangeiros formados em medicina fora do Brasil, quanto por brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

O conteúdo das duas provas abrange as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunitária. Na parte prática, uma banca examinadora avalia habilidade de comunicação, raciocínio clínico e tomada de decisões.

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Universidade

Após passar nas duas etapas, o candidato precisará revalidar o diploma em uma universidade pública brasileira. A pasta explica que a revalidação pode precisar de uma complementação de grade curricular. Um profissional que se formou em Harvard, nos Estados Unidos, por exemplo, não estudou sobre dengue e demais doenças tropicais e, por isso, precisará complementar a formação.

A universidade é quem vai definir se há ou não a necessidade de complementação. Só depois desse processo o candidato pode ir a um conselho de medicina para requisitar o registro.

Outra mudança anunciada pelo MEC é a organizadora do processo. O Revalida, que estava sob a competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), passa a ser de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior do MEC, com colaboração do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O Revalida é considerado uma prova difícil. Ao todo, foram sete edições desde 2011, quando o exame foi criado, até 2017, com um total de 24.327 inscrições e aprovação de 6.544 candidatos para a segunda etapa do exame.

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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