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Internacional

Papa Francisco vai visitar o Japão em novembro

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O papa Francisco vai realizar uma visita de quatro dias ao Japão em novembro. Esta será a primeira vinda de um sumo pontífice ao país desde João Paulo 2º em 1981.

Francisco deve desembarcar em Tóquio no dia 23 de novembro. No dia seguinte, ele visitará as cidades de Nagasaki e Hiroshima. Em Nagasaki, o papa vai rezar na Catedral Urakami, que foi reconstruída depois do bombardeio atômico sobre a cidade em 1945. Em Hiroshima, ele vai homenagear as vítimas dos bombardeios atômicos no Museu Memorial da Paz.

No dia 25 de novembro, Francisco deve se encontrar com o imperador Naruhito e o primeiro-ministro Shinzo Abe, em Tóquio, antes de celebrar uma missa no estádio Tokyo Dome.

As atenções estão voltadas para as possíveis mensagens antinucleares que o sumo pontífice transmitirá nas cidades atingidas pelos bombardeios atômicos.

Edição: José Romildo
Fonte: EBC
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Internacional

Missão da OEA na Bolívia continuará observando contagem final de votos

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A Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua missão de observação eleitoral na Bolívia, divulgou nesta terça-feira (22) que condena “todos os atos de violência ocorridos nos nove departamentos do país”. Os atos forçaram a interrupção da contagem final de votos departamentais em La Paz, Cochabamba, Chuquisaca, Potosí, Oruro e Beni.

Os resultados parciais das eleições gerais na Bolívia geraram incerteza e tensão no país após a pausa na contagem que dá vitória ao presidente Evo Morales, embora exista a possibilidade de que o ex-presidente Carlos Mesa, candidato oposicionista, surja como vencedor.  De acordo com os resultados parciais, com 83,7% dos votos contados, Morales – à frente do Partido para o Movimento Socialismo (MAS) – lidera o pleito com 45,28% dos votos, contra 38,16% de Carlos Mesa. Este, que governou a Bolívia entre 2003 e 2005, concorre pela aliança do centro de Ciudadana (CC).

O vencedor precisa de pelo menos 50% dos votos ou 40% com 10 pontos à frente do segundo, mas se essas porcentagens não forem alcançadas, os dois mais votados vão para o segundo turno.

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No domingo (20), o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) interrompeu a recontagem preliminar com 83,7% dos votos contados, o que causou as alegações de Mesa de uma tentativa de manipular os resultados. O órgão eleitoral indicou que os resultados finais serão entregues em sete dias.

A missão pede que a sociedade tenha calma, “para permitir que a contagem oficial de votos seja realizada de maneira ágil, transparente e completa”. Segundo a missão, a violência não tem lugar na democracia. “É fundamental que todos os bolivianos aguardem com calma a declaração de resultados oficiais do Supremo Tribunal Eleitoral, para que esse processo possa ser concluído e a próxima etapa possa começar”, diz nota.

Em nota divulgada hoje, a missão da OEA informa que “continua sua implantação técnica nos nove departamentos do país para continuar acompanhando de perto o processo final de computação, como fez até agora”.

Segundo o documento, os observadores da OEA confirmaram que a violência forçou a interrupção do processo de contagem em seis departamentos: La Paz, Cochabamba, Chuquisaca, Potosí, Oruro e Beni. Em Potosí, Pando e Tarija, a infra-estrutura do Tribunal Departamental Eleitoral foi completamente queimada, assim como as instalações do Serviço de Registro Cívico em Potosí e Chuquisaca.

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Além dos danos materiais causados, a Missão disse lamentar particularmente os ataques ao pessoal dos tribunais eleitorais dos nove departamentos, bem como os sofridos pelas forças de segurança.

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC
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Internacional

Presidente do Chile se reúne com lideranças em busca de um acordo

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O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou que está aberto ao diálogo e disposto a um acordo social para acalmar a onda de protestos que tomou conta do país desde a última quinta-feira (17). Ele se reunirá hoje (22) com lideranças de governo e de oposição.

“Eu me reunirei com presidentes de partidos, tanto de governo como de oposição, para poder explorar e avançar a um acordo social que nos permita a todos, unidos, aproximarmos com rapidez, eficácia e também com responsabilidade, as melhores soluções para os problemas que afetam os chilenos”, anunciou Piñera.

O objetivo da reunião é escutar as propostas e projetos dos partidos para tomar medidas contra a crise que se instalou no país.

Apesar de as manifestações terem iniciado após o anúncio de um aumento no preço das passagens de metrô, os chilenos dizem que essa foi apenas a gota d’água. Eles reclamam da grande desigualdade no país.

O descontentamento é com o sistema de saúde e educação, pouco acessível aos mais pobres, além de baixos salários e aposentadorias, somados a um alto custo de vida. As longas filas nos hospitais e o alto preço dos medicamentos também estão entre as reclamações da população.

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Apesar de o Chile ter bons indicadores sociais, a desigualdade ainda é um problema a ser enfrentado. De acordo com o Banco Mundial, os valores do coeficiente de Gini, indicador usado para medir a desigualdade, coloca o Chile entre os dez países mais desiguais do mundo, junto com outros seis países da América Latina e do Caribe (Brasil, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México e Panamá).

De acordo com o relatório Panorama Social de América Latina, da Comissão Econômica da América Latina e Caribe (Cepal), 1% da população chilena concentra mais de 26% da riqueza. O informe diz ainda que 66% dos chilenos têm apenas 2% do capital.

Em Santiago do Chile, capital do país, os preços da moradia subiram 150% nos últimos dez anos, enquanto os salários subiram cerca de 25% apenas.

Apesar de ter bons indicadores, como a redução de 36% para 8,6% do número de pessoas na extrema pobreza e ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina, o Chile enfrenta os desafios da desigualdade social, somado a uma crescente insatisfação da população com a polícia e o Exército, envolvidos em casos de corrupção.

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Mortos

De acordo com o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, já são 15 mortos desde o início dos confrontos entre manifestantes e polícia. Segundo informe do Ministério da Saúde, há 239 civis feridos, 52 hospitalizados, estando oito em estado grave. Há ainda cerca de 50 policiais e soldados feridos e mais de 2 mil pessoas foram detidas em todo o país.

As aulas seguem suspensas, tanto na educação infantil, como do ensino fundamental e médio. Mais de 1, 2 milhão de estudantes de nível superior estão sem aulas.

A Central Única de Trabalhadores do Chile, junto com outras organizações sociais, convocou uma greve geral para amanhã (23).

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC
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