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Agricultura

Brasil recorre à OMC contra barreira da Indonésia ao frango brasileiro

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O Brasil vai acionar a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, para contestar as barreiras criadas pelo país para dificultar a importação de carne de frango. Ontem (13), o governo brasileiro circulou em Genebra um pedido de painel contra a Indonésia. O pedido será examinado no Órgão de Solução de Controvérsias (DSB), em reunião prevista para o próximo dia 24 de junho.

A divergência com a Indonésia tem cinco anos. Em 2017, o país ganhou uma disputa contra aquele país na OMC, e os juízes deram prazo até junho do ano passado para os indonésios eliminarem as barreiras contra o frango brasileiro. Até hoje, porém, o país asiático não autorizou as exportações brasileiras. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visitou a Indonésia no mês passado, e a exportação de carnes foi um dos temas da conversa. Na ocasião, a ministra pediu uma reposta ao governo indonésio sobre a missão técnica daquele país que visitou frigoríficos no Brasil em  abril de 2018.

O DSB terá de examinar se os indonésios implementaram as determinações da OMC, além de tentar descobrir se o país continua violando o Acordo SPS (sobre barreiras sanitárias e fitossanitárias), ao atrasar, sem justificativa, o reconhecimento sanitário dos exportadores brasileiros. Pelas regras da OMC, os países não podem retardar indefinidamente a concessão das autorizações sanitárias. O órgão não identificou motivos para a demora na conclusão dos procedimentos.

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Na viagem, Tereza Cristina disse ao  ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país. A Indonésia tem 264 milhões de habitantes e pode representar um importante mercado para as exportações brasileiras.

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Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Ministra encerra visita ao Egito com abertura de mercado para produtos lácteos do Brasil

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Depois de seis reuniões de trabalho – com autoridades de governo e empresários locais, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) encerra neste domingo (15) a agenda de compromissos de dois dias no Egito, primeira parada de sua missão ao Oriente Médio.

A ministra avaliou a visita como bem-sucedida. No sábado (14), o governo do Egito anunciou que irá abrir o mercado para produtos lácteos brasileiros, como queijos. 

Os países iniciaram as tratativas para um convênio entre a Embrapa e centro de pesquisas do Egito.

 “Vamos assinar um convênio com a Embrapa e também recebemos muitos pedidos de estudos de investimentos em infraestrutura no Brasil, principalmente na área de portos”. Tereza Cristina informou que encaminhará os pedidos ao colega Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, quando retornar ao Brasil.

Nas reuniões, no Cairo, foram debatidas redução de tarifas de exportação e padronização de certificados sanitários.

Neste domingo (15), último dia no Egito, a ministra participou de um seminário na Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, onde defendeu a diversificação da pauta comercial agrícola entre Brasil e Egito e destacou o crescimento da agropecuária brasileira com sustentabilidade.

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Tereza Cristina reuniu-se com o ministro da Agricultura e Recuperação de Terras, Ezz el-Din Abu Steit. Eles trataram do processo de importação de uva e alho egípcios e o envio de ovinos e caprinos para o Egito, o que irá beneficiar criadores do Nordeste brasileiro.

No último compromisso, a ministra teve encontro com o secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, embaixador Ahmed Abdoul Gheit, na sede da organização. No encontro, ela avaliou que o Brasil tem um caminho promissor com os países árabes. A ministra e o embaixador trataram ainda de projetos de infraestrutura e logística para a segurança alimentar.

 

Em 2018, as exportações agropecuárias do Brasil para 22 países árabes e integrantes da Organização para a Cooperação Islâmica, totalizando 55 nações, somaram US$ 16,13 bilhões, o que representa 19% do total das vendas externas do agro brasileiro, percentual superior ao que foi exportado para a União Europeia (16%). Os produtos mais vendidos foram açúcar, carnes, milho, soja e café.

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Estima-se que o comércio agrícola entre Brasil e o mundo árabe pode crescer e chegar a US$ 895 milhões. Os produtos em perspectiva são: soja (farelo e grãos), café verde, açúcar e fumo não manufaturado.

A comitiva brasileira segue para Arábia Saudita. 

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Brasil autoriza importação de uva e alho do Egito

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Após o Egito abrir o mercado para os produtos lácteos brasileiros, o Brasil irá iniciar o processo de importação de uva e alho egípcios. A decisão foi comunicada neste domingo (15) pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em reunião com o ministro da Agricultura e Recuperação de Terras do Egito, Ezz el-Din Abu Steit, no Cairo.

Outros temas do encontro foram a importação de laranjas pelo Brasil e o envio de caprinos e ovinos para o Egito, medida que pode beneficiar o Nordeste brasileiro, onde há um centro avançado de pesquisas da Embrapa sobre a atividade, localizado em Sobral (CE). Os ministros trataram ainda da equivalência de normas consulares e certificados sanitários.

“Durante muitos anos ficamos fechados, o Brasil agora tem pressa por essa abertura [de mercado]”, disse a ministra.

O ministro Ezz el-Din Abu Steit elogiou os avanços alcançados até agora e afirmou que alguns acordos não foram fechados por exigirem mais discussão. Conforme o ministro, o Egito tem a intenção de aumentar as importações de produtos agropecuários brasileiros, bem como incrementar a parceria na área de pesquisa.  

Os dois países estão revisando protocolo de parceria entre a Embrapa e o Centro de Pesquisas do Egito.

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Ministra Tereza Cristina e o ministro da Agricultura do Egito, Ezz el-Din Abu Steit

Agropecuária sustentável

Antes da reunião, Tereza Cristina participou de seminário com empresários na Federação das Câmaras Egípcias de Comércio.

Em discurso, a ministra ressaltou que 75% das exportações para o Egito estão concentradas em carne bovina, açúcar e milho, e que a pauta agrícola entre os países pode ser diversificada, com a venda de café e suco de frutas, por exemplo. “O potencial de comércio e investimentos entre Brasil e Egito é enorme e precisa ser aprofundado”, afirmou.

Tereza Cristina destacou que a produtividade da agropecuária brasileira cresceu significativamente nas últimas décadas, caminhando junto com a sustentabilidade. Quanto às queimadas na Amazônia, está é uma preocupação do governo federal, assim como dos produtores rurais, e medidas de combate estão sendo tomadas. “O Brasil nunca deixou de reconhecer a gravidade da questão [das queimadas]. Entretanto, associá-la à produção agropecuária brasileira é um oportunismo criminoso. O que é preciso fazer, e está sendo feito, é identificar e punir os verdadeiros culpados. A preservação ambiental é uma preocupação não apenas do governo brasileiro, mas dos próprios produtores rurais”.

E declarou que a ambição do país “é continuar a divulgar a imagem internacional da agricultura brasileira, de forma a apresentá-la a parceiros exatamente como ela é: inovadora, dinâmica, responsável, lucrativa e sustentável”.

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Ministra Tereza Cristina participa de seminário na Federação das Câmaras Egípcias de Comércio

Segundo o presidente da Federação das Câmaras Egípcias de Comércio, Ibrahim Al- Arabi, 11% dos produtos alimentícios consumidos no Egito são provenientes do Brasil. Para ele,  é preciso fortalecer a logística e o transporte para ampliar a relação bilateral. Ele mencionou o acordo de livre comércio com o Mercosul, firmado em 2010, como forma de favorecer os negócios. “Os ventos da Primavera trouxeram mais investimentos para o Egito e o Brasil é parceiro neste caminho”.

Já o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Rubens Hannun, defendeu menos burocracia nas exportações, custos mais baixos e prazos menores nos trâmites. No último dia 5, de acordo com ele, a Liga dos Estados Árabes abriu linha direta de diálogo com o Brasil, especialmente o Egito.

Entre os dias 11 e 23 de setembro,  a ministra Tereza Cristina visitará quatros países do Oriente Médio: Egito, Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: MAPA GOV
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