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Política Nacional

Processo de adoção no Brasil é tema de seminário na Câmara

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A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza um seminário na próxima terça-feira (21) sobre adoção. O objetivo do evento é buscar uma melhor compreensão de todo cenário no processo de adoção, como os processos de guarda, a desconstituição do poder familiar, medidas protetivas de acolhimento.

A discussão foi proposta pela deputada Flordelis (PSD-RJ), mãe de 55 filhos, sendo 4 biológicos. “Foi morando na favela do Jacarezinho que adotei, de uma vez, só 37 crianças que sobreviveram a uma chacina que aconteceu na [estação] Central do Brasil”, já explicou Flordelis.

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente cerca de 9 mil crianças aguardam por adoção em instituições de acolhimento de todo o País, mas apenas 7,3% dos pretendentes à adoção aceitariam crianças com mais de 5 anos.

“Assim, as chances de encontrar uma família substituta para aquelas crianças que entram tardiamente no sistema de adoção são bem reduzidas”, lamenta Flordelis, ressaltando que muitas crianças que entram no sistema de adoção antes dos 5 anos, mas os entraves processuais são muito demorados.

Foram convidados para participar do seminário, entre outros, a cantora Elba Ramalho e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ambas mães adotivas; o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ciro Darlan; e o presidente do Instituto da Criança no Rio de Janeiro, Pedro Wernek.

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Confira a lista completa de convidados

Participação popular
O evento terá início às 14 horas, no auditório Nereu Ramos.

O debate será interativo e quem quiser poderá enviar perguntas, críticas e sugestões aos convidados por meio do banner abaixo.

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Soberania da Amazônia é destacada por Bolsonaro em discurso na Aman

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O compromisso com a democracia e a liberdade e a defesa da soberania da Amazônia foram destacados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao discursar hoje (17) para os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), durante a cerimônia de entrega de espadins, em Resende, na região sul do estado do Rio de Janeiro.

“As Forças Armadas, em todo o momento em que a pátria assim as requereu, não faltaram com o compromisso de lealdade ao seu povo, de cumprir a missão em defesa da democracia e da liberdade. Vocês, daqui sairão para os quatro cantos deste nosso querido Brasil, levar sangue novo a este povo. Em especial aqueles que irão para a nossa rica e cobiçada Amazônia. Nós temos compromisso com este pedaço de terra mais rico e sagrado do mundo. Não é à toa que outros países cada vez mais tentam ganhar a guerra da informação para que nós venhamos a perder a soberania sobre essa área”, disse.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da entrega do espadim aos cadetes da Academia Militar dos Agulhas Negras (Aman).

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da entrega do espadim aos cadetes da Academia Militar dos Agulhas Negras (Aman). – Fernando Frazão/Agência Brasil
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Argentina

O presidente abordou ainda, em seu discurso, a questão política na Argentina, que passa por um processo eleitoral para escolher o ocupante da presidência do país, em outubro. “A nossa missão é não deixar o Brasil se aproximar de políticas outras que não deram certo em nenhum lugar do mundo. Peçamos a Deus, neste momento, que a nossa querida Argentina, mais ao Sul, saiba como proceder, através do seu povo, para não retroceder. A liberdade não tem preço”, disse Bolsonaro.

A entrega de espadins marca o primeiro ano dos cadetes da Aman. Este ano, são 411 alunos, sendo 397 brasileiros e 14 de outros países: três da Arábia Saudita, três de Camarões, dois do Panamá, dois do Vietnã, um da Guiana, um da Guiné-Bissau, um de Honduras e um do Peru. A Região Sudeste representa 56% da turma, seguida pelas regiões Sul, 18%, Centro-Oeste, 13%, Nordeste, 10%, e Norte, 3%. Entre os integrantes da turma, estão 40 mulheres.

Cerimônia de Entrega de Espadins aos Cadetes Academia Militar dos Agulhas Negras (Aman).

Cerimônia de Entrega de Espadins aos Cadetes Academia Militar dos Agulhas Negras (Aman). – Fernando Frazão/Agência Brasil
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É a primeira vez que Bolsonaro participa da cerimônia como presidente da República. Ele estava acompanhado de integrantes do primeiro escalão do governo, governadores e autoridades de outros Poderes.

Estavam presentes o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; os governadores de São Paulo, João Doria; Goiás, Ronaldo Caiado; e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol; e os senadores Arolde de Oliveira (PSC-RJ); e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Edição: Aécio Amado
Fonte: EBC Política
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Política Nacional

Bolsonaro obriga “dança das cadeiras” no governo na primeira discordância

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IstoÉ

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Istoé
“Dança das cadeiras” de Bolsonaro


Mais vale o coração partido do que a alma vendida. Foi o que disse a ex-deputada federal Heloísa Helena ao ser expulsa do PT, no início do primeiro governo Lula, por votar contra a reforma previdenciária proposta pelo governo. A declaração com boas doses de heroísmo é, no tempo de descarte de peças do tabuleiro político, um acalento aos ouvidos dos decapitados pelo governo Bolsonaro . Desde a exoneração do então secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, por discordar do rei, houve uma fartura de demissões. Todas sob o mesmo princípio: não disse “amém” à da cartilha de Bolsonaro, está fora.

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Quem pensa que a última cabeça a rolar foi a do ex-deputado federal Alexandre Frota do jogo está enganado: Paulo Fona, secretário de Imprensa do presidente até a última semana, também foi colocado porta a fora. Durou menos de uma semana por assumir supostos “pendores esquerdistas”. Já o aguardado afastamento de Frota foi motivado pelas críticas ao governo federal.

O caminho para expulsão do PSL foi aberto a pedido do senador Major Olímpio, acompanhado da deputada Carla Zambelli, ambos do PSL de São Paulo. Pouco antes, o senador deu a senha. Segundo ele, era preciso “se adaptar ao estilo do chefe, não o contrário”.

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Em entrevista à ISTOÉ concedida dias antes da expulsão, Frota reconheceu que não estava afinado com as ideias do capitão reformado e vaticinou o próprio infortúnio. Seu destino pode ser o DEM ou o PSDB. Nos últimos dias, o flerte com os tucanos foi intensificado.

“Olavos amestrados”

O relacionamento entre Bolsonaro e Frota começou a dar sinais de desgaste em abril deste ano, quando o parlamentar chamou a ala do governo ligada ao guru Olavo de Carvaho de “olavos amestrados”. Não parou por aí. Em uma de suas declarações contra o comportamento brucutu de Bolsonaro, afirmou que os aliados só tiveram paz em dois momentos: quando o capitão tirou o dente e o twitter dele ficou fora do ar.

Durante a votação do primeiro turno da Reforma da Previdência, ele criticou o empenho lânguido do governo em vender o próprio peixe, disparando lições para que Bolsonaro começasse a trabalhar. Mas o estopim foram os petardos lançados contra a indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada dos EUA. “Diplomaticamente, ele não soma em nada. Fritar hambúrguer onde não tem, falar inglês, ser amigo do filho do Trump e surfista não da a ele crédito”, afirmou.

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Pelo caminho da proscrição, também já passaram o ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Alberto Santos Cruz, por levar a comunicação do Planalto a caminhos desgostosos a Carlos Bolsonaro, e quatro integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que confirmaram a execução de Fernando Santa Cruz por parte ditadura militar.

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A exoneração mais rumorosa, no entanto, foi a do ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão. Ele ousou discordar, com evidências científicas, das afirmações infundadas de Bolsoanto sobre desmatamento na Amazônia. Dançou. Quem está com os dias contados é o atual presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O motivo? O órgão foi responsável por vasculhar as contas bancárias de Flávio Bolsonaro, o Zero Um.

A saída de Frota mostra que o sistema político-partidário é suficientemente poderoso para não se abalar com o comportamento dos chamados “rebeldes”, ainda mais se o partido é o que dá sustentação ao governo de Bolsonaro, avesso às críticas.

Ao lado da deputada do PDT, Tabata Amaral, Frota faz parte do grupo de parlamentares insistentes em suas teses e dispostos a manter erguida a bandeira da independência, à margem das determinações de cima. A outra categoria é daqueles que seguem a tradição partidária porque sabem de sua importância. “O parlamentar que se coloca contra isso tem uma debilidade, porque parlamento não é ideia própria, é ideia de grupo”, afirma o cientista político Humberto Dantas. Evidentemente que esse está longe de ser o paradigma de um governo acostumado a degolar quem lhe desagrada. O cadafalso aguarda a próxima voz dissonante.

Fonte: IG Política
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