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Educação

Weintraub: nova Previdência pode trazer mais verbas para universidades

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a dizer hoje (15) que a aprovação da reforma da Previdência resultaria na recuperação da economia do país e poderia evitar que os recursos das universidades federais permaneçam contingenciados. Nos últimos dias, foi anunciado o contingenciamento de 3,4% do orçamento total da universidade federais.

“A partir de setembro elas [as universidades federais] teriam que cortar mesmo se não for descontingenciado. Então, a grita que está tendo é que em setembro pode faltar o recurso se não for descontingenciado. Daqui até lá, acho que vai ser aprovada a nova Previdência, a economia vai recuperar. Não ficamos parados, estamos buscando soluções e peço para as universidades buscarem também eficiência”, disse, em café da manhã com jornalistas.

Questionado se o Ministério da Educação está livre de novo bloqueio de recursos, caso o governo federal anuncie mais cortes de gastos do orçamento, Abraham Weintraub disse que vai conversar sobre o assunto com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes. “Hoje vou falar com o Paulo Guedes, vou perguntar especificamente sobre isso e vou ter uma resposta”, disse. Diante da insistência sobre não ter a garantia de que a pasta estaria livre de novo contingenciamento, disse que “a única certeza na vida é a morte e os impostos”.

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No último dia 9, o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que o governo pode anunciar novo contingenciamento com a possibilidade de redução na projeção de crescimento do país.

Educação básica e ensino superior

O ministro defendeu o fortalecimento da educação básica. Para ele, nos últimos anos o ensino superior foi priorizado no repasse de recursos. “A evolução do gasto total com a educação em relação ao PIB [Produto Interno Bruto] aumentou. Como? Com educação superior, principalmente nas universidades federais. Hoje o Brasil já gasta 7% do PIB com educação, vemos que foi um aumento nas universidades federais. Na educação básica, ficou de lado, o ensino profissional ficou largado e os demais gastos, que são repasses, também aumentaram pouco”, disse.

Weintraub avalia que é preciso dar atenção especial também ao ensino técnico. “O Brasil tem uma demanda muito grande pelo ensino técnico e não estamos atendendo”.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Educação
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Educação

Olimpíada do Conhecimento premia 45 estudantes do Rio

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A etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, que envolve 65 estudantes vencedores das etapas escolar e regional de todas as 27 unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio de Janeiro (Senai-RJ), foi realizada hoje (19), na sede da Federação das Indústrias do Estado (Firjan), e premiou os 45 melhores estudantes, sendo três de cada uma de 15 ocupações industriais.

A partir de agora, serão identificadas as ocupações que vão para a etapa nacional, em agosto, para, no próximo ano, serem divulgadas as ocupações que têm mais chances de vencer na WordSkills, competição internacional de educação profissional, que ocorrerá na China, em 2021. A etapa mundial da Olimpíada do Conhecimento ocorre a cada dois anos, em anos ímpares.

O gerente de Educação Profissional da Firjan Senai, Edson Melo, explicou que as diversas etapas que compõem a Olimpíada do Conhecimento, incluindo as disputas escolar, regional, estadual e nacional, constituem “um processo avaliativo que permite medir a qualidade do ensino das unidades do Senai, indicando o trabalho que deve ser desenvolvido para melhorar alguma competência, de modo a garantir melhor formação para os jovens atendidos nos próximos jogos”.

A etapa escolar do certame no estado reuniu 350 estudantes na fase final e 355 avaliadores. Desses estudantes, foram classificados 289, avaliados por 185 profissionais, sendo escolhidos 65 para a disputa estadual, ocorrida nesta sexta-feira (19). Os 45 medalhistas de hoje participarão da seletiva nacional para capacitar as melhores ocupações para a disputa no próximo torneio mundial.

Rússia

 Olimpíada do Conhecimento 2019

Olimpíada do Conhecimento 2019 – Olimpíada do Conhecimento 2019/Vinicius Magalhaes/Direitos Reservados
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Em agosto próximo, acontece a WorldSkills 2019, na cidade de Kazan, Rússia, com os estudantes que começaram a competir em 2017. A delegação brasileira é composta por 59 estudantes, sendo 52 do Senai, com dois representantes do Senai-RJ. Edson Lemos explicou que não há repetição de competências na equipe brasileira, porque cada estado tem a sua vocação profissional.

Os dois representantes fluminenses são Victor Iglesias, do Senai de Campos dos Goytacazes, na ocupação joalheria, e Ralph de Souza Crespo, do Senai Maracanã, capital do estado, na ocupação soldagem.

Iglesias disse que está “preparado para encarar a competição mundial”. Ela costuma ser dividida em quatro módulos, um para cada dia do torneio. Nos três primeiros dias são feitas as peças da joia proposta pelos organizadores do certame, sendo o último dia dedicado à montagem. Este ano, porém, Iglesias disse que uma parte da peça vai ser criada pelos próprios concorrentes, para encaixar na joia final, seguindo critérios determinados pelos jurados. “Ela vai fazer parte de um todo”. O estudante disse que já tem algumas ideias na cabeça, mas só vai saber o tema quando estiver em Kazan.

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Ralph de Souza Crespo, que representará a soldagem, tem uma expectativa boa como o colega da joalheria. “Estou bastante confiante. Venho fazendo um grande trabalho desde que passei na etapa escolar. A gente vem conquistando os nossos objetivos até o momento”. Desde janeiro deste ano, Crespo está em Brasília em treinamento “com os melhores instrutores que temos no Brasil. Evoluí bastante e tenho certeza que vamos fazer um grande trabalho, mês que vem”.

Desafios

De acordo com Edson Lemos, a Olimpíada do Conhecimento desafia os alunos do Senai a realizar provas nas quais precisam envolver conhecimentos, habilidades e atitudes para superar desafios em sua área de formação. As 15 ocupações profissionais que disputaram o certame nesta edição estão alinhadas com a demanda do mercado industrial do estado do Rio e com o histórico da formação profissional da Firjan Senai nos últimos anos, informou a assessoria de imprensa da Firjan. São eles: comunicação visual, costureiro industrial do vestuário, modelista, construção em alvenaria, eletricidade predial, eletricidade industrial, construção em estruturas metálicas, mecânica de usinagem, mecânica de manutenção, soldagem ER, soldagem MAG, logística, caldeiraria, instrumentação e panificação.

O processo de preparação dos melhores estudantes em nível nacional, visando a Seletiva WorldSkills, pode durar de seis meses a um ano.

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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Educação

Revalida terá duas edições por ano

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O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) passará a ter, pelo menos, duas edições por ano. E os profissionais terão a oportunidade de fazer a segunda fase do processo mais de uma vez. Os anúncios foram feitos hoje (19) pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo a pasta, as provas continuarão sendo realizadas como antes, em duas etapas. A primeira com uma prova objetiva e a segunda com prova prática, em uma estação clínica. A diferença, agora, é que o aluno que reprovar a segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas. Até agora, o candidato precisava realizar todo o processo desde o início.

A previsão do MEC é que publicação da portaria para instituir o Novo Revalida e do edital ocorram ainda este ano.

Diploma

O Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil. O exame é feito tanto por estrangeiros formados em medicina fora do Brasil, quanto por brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

O conteúdo das duas provas abrange as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunitária. Na parte prática, uma banca examinadora avalia habilidade de comunicação, raciocínio clínico e tomada de decisões.

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Universidade

Após passar nas duas etapas, o candidato precisará revalidar o diploma em uma universidade pública brasileira. A pasta explica que a revalidação pode precisar de uma complementação de grade curricular. Um profissional que se formou em Harvard, nos Estados Unidos, por exemplo, não estudou sobre dengue e demais doenças tropicais e, por isso, precisará complementar a formação.

A universidade é quem vai definir se há ou não a necessidade de complementação. Só depois desse processo o candidato pode ir a um conselho de medicina para requisitar o registro.

Outra mudança anunciada pelo MEC é a organizadora do processo. O Revalida, que estava sob a competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), passa a ser de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior do MEC, com colaboração do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O Revalida é considerado uma prova difícil. Ao todo, foram sete edições desde 2011, quando o exame foi criado, até 2017, com um total de 24.327 inscrições e aprovação de 6.544 candidatos para a segunda etapa do exame.

 
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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