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Saúde

Jardim do Doador simboliza vida de pacientes que têm órgãos doados

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Matheus Damasceno Correia faria 21 anos na última sexta-feira (18), mas um acidente de moto levou-o à morte no ano passado, no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, para onde foi levado. Após a constatação da morte encefálica de Matheus, a família decidiu doar os órgãos que salvaram sete pessoas. O ato atendeu a um desejo que Matheus havia manifestado após um amigo, vizinho, morrer também em acidente de moto, seis meses antes, e ter o coração doado.

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Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio – Imagem Google Maps

Em conversa com o psicólogo Luiz Antônio da Silva, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do hospital, o pai de Matheus, Luiz Henrique Correia, aceitou plantar uma muda de jasmim no Jardim do Doador, espaço criado nos fundos da unidade, onde as flores simbolizam a vida de cada paciente que teve os órgãos doados.

Homenagem

Correia disse que tem acompanhado o crescimento do jasmineiro. Ele elogiou a equipe da Cihdott do Alberto Torres pela criação do projeto, idealizado pelo psicólogo Luiz Antônio da Silva.

“Para quem é pai e perde um ente querido, é gratificante, porque se sente muito bem quando sai de lá [do jardim]. A gente sabe como é difícil. Meu filho faria 21 anos. Nós nos sentimos felizes por saber que tem um pedacinho dele (Matheus) ali. O jasmim representa ele, o espírito dele”, disse Correia.

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A cerimônia de plantio da muda de jasmim contou com a presença de 30 pessoas, incluindo familiares de Matheus e de sua namorada, parentes e amigos do jovem. “Toda a minha família saiu de lá com o coração aliviado. É uma atitude muito bonita. Infelizmente, há outros pais que podem passar pelo mesmo processo, mas podem sair dali bem, se sentindo muito feliz”. Luiz Henrique Correia lamentou não ter tido contato ainda com as pessoas que receberam os órgãos do filho. Matheus foi o primeiro doador de pulmão de São Gonçalo, revelou o pai. “Acho que a maior doação de órgãos do estado do Rio foi a dele”, comentou. “São órgãos que as pessoas precisam para sobreviver”.

Ineditismo

O Jardim do Doador é um projeto inédito no Brasil e talvez no mundo, disse o psicólogo, que trabalha naquela unidade desde 2013. “Mas o importante é o trabalho realizado ali em prol da sociedade, que precisa ter esclarecimento sobre o significado da doação de órgãos”, completou. Nesse contexto, há dois protagonistas, que são a família e o potencial doador. “Sem o potencial doador, a gente não tem como ter órgãos saudáveis e sem a família autorizando, a gente não tem como ter a doação”. Para algumas pessoas, a doação é um ato de solidariedade. Para outras, é demonstração de altruísmo, lembrou Luiz Antônio.

Órgão vivo

O psicólogo disse ainda que o Jardim foi criado com esse objetivo: de representar a coragem da família pela escolha da doação de órgãos, enquanto o jasmim plantado na terra significa o órgão vivo que foi transplantado no receptor, que vai crescer e perfumar o ambiente. “Isso é o florescimento humano. A gente está se apropriando de um elemento simbólico e buscando, dentro desse simbolismo, uma perspectiva melhor de apoio para cada pessoa e para nós, da saúde, termos uma vida mais ajustada e mais harmônica”.

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O Jardim do Doador é considerado uma vitória, na medida em que desde a sua criação, em 2014, cerca de 200 jasmineiros já foram plantados no local. As mudas são compradas pela equipe da Cihdott. Luiz Antônio da Silva informou que o HEAT tem índice positivo para doação de órgãos da ordem de 85%. “É um número muito grande”. No Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de negativa familiar atingiu 44% por 1 milhão de pessoas entre janeiro e setembro de 2018.

O Jardim do Doador faz parte da tese de doutorado que o psicólogo vai defender na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e que aborda os valores morais que suportam a doação de órgãos. A atitude é construída por cognição, por afeto positivo ou negativo e pela predisposição. São esses valores que o psicólogo está estudando agora. O Jardim do Doador é uma ramificação da preocupação e do compromisso do hospital não só com os seus usuários, mas com toda a sociedade.

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC
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Saúde

Distribuição de remédios no País está normalizada, diz ministério

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cartelas de remédio
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
“O Ministério da Saúde vem se dedicando à regularização do abastecimento de remédios no País”, escreveu a pasta em nota

O Ministério da Saúde informou na noite de ontem (17) que concluiu todos os processos de licitação para a compra de medicamentos adquiridos de forma centralizada pela pasta. Os remédios serão enviados ao longo do mês para as secretarias estaduais, responsáveis por distribuí-los aos municípios para abastecimento de toda a rede pública. Para contratos assinados recentemente, a distribuição deve ocorrer em até dez dias.

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“Cabe esclarecer que muitos processos de compra não foram iniciados no tempo devido e, desde janeiro deste ano, o Ministério da Saúde vem se dedicando exaustivamente à regularização do abastecimento de medicamentos
em todo o País. Para isso, ações propositivas vêm sendo implementadas para ordenar o planejamento das aquisições e otimizar os fluxos processuais”, destacou o ministério por meio de nota.

Entre essas ações, segundo a pasta, está a ampliação dos processos licitatórios de compra para abastecimento de, no mínimo, um ano. A expectativa do governo federal é que a mudança proporcione maior condição de previsibilidade dos estoques, atendendo à Lei de Licitações 8.666/93. Até então, muitos processos eram feitos para abastecimento de um período curto de tempo, como de três a quatro meses.

“No último mês, medidas emergenciais também foram adotadas para garantir o abastecimento imediato
, como remanejamento de estoques e antecipação da entrega de medicamentos por laboratórios com contratos vigentes”, completou o comunicado.

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O ministério informou ainda que busca, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), autorização para ampliar para até cinco anos a renovação anual de contratos de compras de medicamentos de uso contínuo, como imunossupressores usados para diminuir o risco de rejeição a um órgão após realização de transplante. Esse formato, de acordo com a pasta, já é utilizado na aquisição de fatores de coagulação.

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“Por fim, o Ministério da Saúde informa que todas as informações e dificuldades relacionadas aos processos de compra foram e continuam sendo compartilhadas com o Tribunal de Contas da União e demais órgãos de controle, como recursos interpostos pelas empresas participantes, distribuidoras que assinaram contrato com o Ministério da Saúde
e não cumpriram os prazos de entrega, dentre outros de origem judicial”, concluiu.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Ministro diz que baixa adesão à vacinação pode comprometer hospitais

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Profissional da saúde aplica vacina em criança
Marcelo Camargo/ABr
Campanha nacional de vacinação contra a gripe vai até o dia 31 de maio

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a baixa adesão à campanha nacional contra a gripe, que até agora imunizou 56% do público-alvo, pode comprometer o sistema de hospitais públicos em alguns meses. De acordo com o ministro, a gripe pode agravar outras doenças e levar a um grande número de internações.

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Segundo Mandetta, um dos casos mais preocupantes é do Rio de Janeiro, que tem o menor índice de vacinação
do país (38,2% de adesão). “Nós temos muita tuberculose no Rio de Janeiro, números altíssimos, e se você não vacina contra a gripe
, essas pessoas são imunossuprimidas e é muito provável que a gente tenha em junho, julho e agosto quadros de pneumonia em cima de quadros de tuberculose. Vai haver uma pressão por leitos de UTI e não vai ter”, disse.

De acordo com Mandetta, o Ministério da Saúde
traçou sua estratégia e identificou os estados com mais fragilidade para se fazer a campanha. O próprio Rio de Janeiro foi escolhido como local de lançamento da campanha.

“A gente tem chamado a atenção, pedido [para que as pessoas se vacinem], mas isso é a estratégia de cada cidade, de cada comunidade. As comunidades precisam se organizar. O que o governo federal faz é levar a mensagem. Agora o que precisa é as pessoas terem atitude e procurarem [os postos de vacinação] porque é um ato voluntário”, disse.

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A campanha nacional de vacinação
contra a gripe vai até o dia 31 de maio. O público-alvo da campanha inclui 59,5 milhões de pessoas, entre elas crianças até cinco anos e gestantes.

Fonte: IG Saúde
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