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Educação

Alunos que tiveram a isenção no Enem negada podem entrar com recurso

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Os estudantes que tiveram o pedido de isenção da taxa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) negado, podem entrar com recurso pela internet, a partir de hoje (22), no Sistema Enem. O prazo para que isso seja feito vai até sexta-feira (26). 

Para a solicitação de recurso, o participante deverá enviar documentação específica, prevista no edital do exame. Serão aceitos somente documentos nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB.

O resultado do recurso será divulgado também pela internet, a partir de 2 de maio.

Ao todo, 3.687.527 estudantes solicitaram a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

O prazo para pedir a isenção da taxa do Enem terminou no último dia 10. A taxa de inscrição deste ano é R$ 85. O resultado está disponível desde o dia 17 na Página do Participante. Para consultar o resultado, é necessário informar o CPF e a senha criada na hora de fazer a solicitação. 

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Para participar do exame, os estudantes – com ou sem isenção da taxa – devem fazer a inscrição no período de 6 a 17 de maio.

Estudantes isentos

Têm direito à isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio em 2019 em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, o que, em valores de 2019, equivale a R$ 1.497.

São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 499), ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.994).

Enem 2019

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As notas do exame podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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Edição: Sabrina Craide
Fonte: EBC Educação
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Educação

Mostra Brasileira de Foguetes atrai 150 mil estudantes

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A Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que ocorre paralelamente à Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), ganhou mais 30 mil adeptos este ano. De acordo com o coordenador nacional da OBA, João Canalle, professor e astrônomo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a estimativa é que cerca de 150 mil estudantes participam da competição, mais que os 120 mil do ano passado.

A MOBFOG é uma olimpíada inteiramente experimental. Consiste em construir e lançar foguetes o mais distante possível, a partir de uma base de lançamento. Foguetes e bases de lançamentos podem ser construídos por alunos individualmente ou em equipes de até três componentes. Os últimos lançamentos previstos foram feitos até hoje. As escolas devem agora repassar os resultados para a organização da mostra.

O sucesso das competições tem estimulado municípios e estados a organizar disputas entre estudantes de suas redes de ensino. Os resultados são enviados para a competição nacional. Neste ano, segundo Canalle, o Maranhão promoveu torneio estadual pela primeira vez. Além do estado, fizeram competições Pernambuco, Alagoas, Ceará e Amapá.

“É uma forma de ensinar muita física e muita engenharia e aerodinâmica, matemática, movimento parabólico, de forma divertida. O aluno se empolga e faz por prazer. Uma vez que ele construiu um foguete, ele quer aperfeiçoar, para ir mais longe”, avalia o coordenador nacional da OBA.

Os estudantes com os melhores desempenhos nacionalmente serão convidados para representar as escolas na Jornada de Foguetes em Barra do Piraí (RJ). A jornada tem duração de quatro dias. Os estudantes assistem a palestras com engenheiros da Agência Espacial Brasileira (AEB), com profissionais do Instituto de Aeronáutica e Espaço e com universitários. “Eles terão uma visão ampla do que o Brasil faz em termos de foguetes”, diz Canalle. Ao final, os estudantes farão novos lançamentos.

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Neste ano, pela primeira vez, haverá uma turma formada por estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Até o ano passado, participaram apenas estudantes do ensino médio.

Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

Nesta sexta-feira, cerca de 800 mil estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio fizeram as provas da 22ª edição da OBA. Ao todo, quase 8,5 mil escolas foram cadastradas. O gabarito será divulgado amanhã (18).

Dividida em quatro níveis (três para alunos do fundamental e uma para o ensino médio), a Olimpíada é composta por uma prova com dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica.

“Estamos felizes com essa etapa vencida. Agora, a bola está com os professores, que têm que corrigir as provas, digitar nomes e notas dos alunos. Depois, isso vem para nós classificarmos os estudantes”, explica Canalle. 

Os melhores classificados na OBA representam o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da AEB, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Universidade Paulista (Unip).

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Mais informações sobre as competições estão disponíveis no site da OBA.

Edição: Gilberto Costa
Fonte: EBC Educação
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Educação

Presidente do Inep diz que Enem está dentro do cronograma

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A organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está dentro do cronograma previsto, informou hoje (14) o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Até o dia da aplicação, nos dias 3 e 10 de novembro, o processo envolve diversas etapas e procedimentos. Professores universitários são selecionados por meio de uma chamada pública para atuar na formulação das questões e são capacitados com orientações sobre como criar uma pergunta, que o instituto chama de “item”.

Esses profissionais então elaboram as questões, que são pré-testadas. O objetivo do pré-teste é aferir a “psicometria da prova”, explicou o presidente. A partir disso, a prova é formatada, para ser impressa e depois distribuída aos locais de realização.

Vicenzi disse que uma novidade deste ano foi o novo sistema de inscrição. “A gente procurou trabalhar num sistema que fosse essa linguagem das redes sociais”, disse. Para pessoas com deficiência, haverá provas em braile, com fontes ampliadas e com tradutor em libras e auxiliar de transcrição na hora do exame.

A previsão é de aplicação da prova em 1.727 municípios nas 27 unidades da Federação. As cidades são escolhidas por um conjunto de critérios, como a quantidade de matrículas daquele local pela média do estado, o número de inscritos na última região e microrregiões, entre outros.

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O presidente do Inep afirmou que a gráfica escolhida é uma “gráfica de segurança” e que faz documentos de identificação. Um batalhão em São Paulo é o centro de distribuição, de onde saem as provas e vão para outros batalhões e para o consórcio aplicador. Além disso, há escoltas da Polícia Federal, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para o transporte.

Análise de questões

A deputada Rosa Neide (PT-MT) colocou como preocupação a criação de uma comissão para analisar as questões. “O Inep é um órgão autônomo. Construção de questões de prova é papel de professor”, disse. O presidente do Inep também foi questionado sobre quem teria acesso ao conteúdo da prova.

Vicenzi respondeu que “não existe qualquer normativa de corte de temas nem limitação para grupos minoritários”. Segundo ele, o Inep assinou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público para que esses grupos sejam incluídos.

Segundo o titular do instituto, em 2016 também houve comissão para leitura da prova e que esta é “mais uma” das várias comissões. “Nenhum item foi tirado da base nacional de itens”, informou. Ele disse que os processos estão “arraigados e normatizados”.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC Educação
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