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Política Nacional

Sérgio Cabral é denunciado por corrupção pela 29ª vez

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Sérgio Cabral já acumula 197 anos em condenações; em fevereiro ele admitiu ter recebido propina
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Sérgio Cabral já acumula 197 anos em condenações; em fevereiro ele admitiu ter recebido propina

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi denunciado pelo Ministério Público Federal pela 29ª vez nesta terça-feira (20). Cabral é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e operação criminosa. A denúncia faz parte da Operação Consigliere, uma das fases da Operação Lava Jato no Rio.

Além de Sérgio Cabral
, foram presos na mesma operação  Regis Fichtner, secretário estadual da Casa Civil
nos dois mandatos do ex-governador, e o coronel da Polícia Militar Fernando França.

Segundo os procuradores, Regis teria recebido R$ 4,9 milhões em propina. Os agentes do Ministério Público também afirmam que Cabral sabia e compactuava com o esquema de corrupção. O coronel Fernando França, por sua vez, é acusado de ser o operador financeiro de Regis.

Ainda de acordo com o MPF
, a propina era paga pelos doleiros Renato e Marcelo Chebar, Cláudio Barbosa, conhecido como Tony, e Vinicius Claret, conhecido como Juca Bala. Todos eles são delatores da Lava Jato. Segundo a denúncia, a propina era entregue em dinheiro vivo por meio da transportadora de valores TransExpert.

Também nesta terça-feira, doleiros ligados a Cabral foram presos pela Operação Câmbio Desligo
, outro desdobramento da Operação Lava Jato
no Rio de Janeiro. Sergio Guaraciaba Martins Reinas, Nissim Chreim, Thânia Nazli Battat Chreim e Jonathan Chahoud Chreim são suspeitos de integrar um esquema de corrupção supostamente chefiado por Cabral.

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Os doleiros presos na manhã de hoje foram delatados por Renato Chebar, Marcelo Chebar, Tony e Juca Bala, também doleiros, os mesmos que entregaram o ex-governador.

Cabral está preso desde 2016 por recebimento de propina em troca de favorecer empresas em contratos públicos.Ele já soma mais de 197 anos em condenações, todas em função de desdobramentos da Lava Jato. O ex-governador cumpre pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.

Em fevereiro deste ano, Sérgio Cabral
admitiu pela primeira vez
ao juiz Marcelo Bretas que recebia propina no valor de 3 a 5% nas obras de vários setores do Estado. Na ocasião, o ex-governador falou sobre a corrupção na saúde fluminense, e chegou a acusar a Igreja Católica de participação no esquema. Desde então, a defesa de Cabral afirma que ele pretende colaborar em outros processos que responde.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Bolsonaro afirma que vai fazer corte R$ 2,5 bilhões no Orçamento federal

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Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR
“Deve ter um novo corte agora, de R$ 2,5 bilhões, uma merreca”, diz o presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (20), que o governo deve anunciar um novo corte – dessa vez de R$ 2,5 bilhões – no Orçamento federal. O anúncio deve fazer parte da divulgação do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, na segunda-feira (22).  O documento avalia o comportamento da arrecadação e dos gastos do governo.

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Segundo o presidente, a medida evita que o “governo pare”, e a opção sobre a mesa indica que um ministério, ao invés de vários, seja penalizado. 

“Nós queremos evitar que o governo pare, dado o orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora, de R$ 2,5 bilhões, uma merreca, concorda que é uma merreca? Perto de um orçamento trilionário nosso, é pouca coisa, perto de um orçamento de trilhão, R$ 2,5 bilhões é pouco”, diz Bolsonaro .

O presidente afirmou que, numa escolha difícil, um único ministério deverá ser penalizado, mas não deu detalhes sobre a pasta em questão.

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“O que estamos decidindo com a equipe econômica: em vez de cortar seis, sete ou oito ministérios, corta de um só, vamos matar um ministério só. Estou sendo obrigado a decidir, vamos ter que decidir como um filho. Como nós poderemos tirar o Brasil do sufoco, meu Deus do céu? Caso contrário eu pedalo, eu entro na lei de responsabilidade fiscal, é um impeachment contra mim, tá certo?”, afirma. 

Informações truncadas

Na última quinta-feira (18), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que não haveria novo bloqueio de recursos no Orçamento federal. Já o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, havia dito na semana anterior que ocorreria, sim, um novo contingenciamento de recursos, mas que o governo preparava medidas de aumento de receita para evitar mais bloqueios.

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Um dos motivos para o corte de gastos é a fraca recuperação da economia. Todo o Orçamento de 2019 foi elaborado no ano passado considerando um crescimento de 2,5% para o PIB. Em março deste ano, porém, o governo baixou a estimativa para 2,2%. Em maio, para 1,6%. Na semana passada, o governo reduziu ainda mais as projeções de crescimento da economia, para 0,81%.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Com gasto de até R$600 por refeição, deputado Anibelli Neto tem bens bloqueados

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Deputado nega acusações que partiu de uma ONG que fiscaliza gastos de deputados no Paraná arrow-options
Dálie Felberg/Alep
Em nota à imprensa, o deputado afirma que as prestações de contas estão disponíveis no Portal da Transparência e que foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná


Após denúncias da ONG Vigilantes da Gestão, a Justiça mandou bloquear mais de R$ 175 mil em bens do deputado estadual Anibelli Neto (MDB-PR). A ONG suspeitou de  prestações de contas do parlamentar,  que pediu ressarcimento para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Na decisão, o juiz Jailton Tontini, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, afirma que o reembolso das despesas desrespeitou as normas da Assembleia .

Depois de análise na listagem dos reembolsos , a Justiça entendeu que nem todas deveriam ter sido devolvidas ao deputado

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A decisão, no entanto, é liminar e cabe recurso por parte da defesa do parlamentar. 

Ao encontrar sinais de inconformidade com as regras da Casa, a ONG Vigilantes da Gestão questionou na Justiça os gastos do deputado. No questionamento, a organização afirma que o parlamentar pediu, entre 2014 e 2019, de apenas um restaurante, 131 reembolsos  

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 O deputado pediu que a Alep devolvesse valores de refeições em restaurantes italianos, churrascarias, fast food , panificadores, lanchonetes e até bares. 

Segundo o documento obtido pela ong, em alguns desses lanches o deputado gastou R$600. Em apenas uma padaria, o deputado teria consumido R$391. 

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Em cinco anos, conforme a ONG , o deputado pediu o montante de R$233 mil em gastos com alimentação, sendo que R$ 175 mil foram em Curitiba, onde trabalha e vive com a família. 

Em nota enviada à imprensa, o deputado Anibelli Neto explica que as prestações de contas foram aprovadas pela Alep . Ele ainda diz que os dados estão no Portal da Transparência, onde a ONG denunciante se baseou para denunciá-lo. 

“O deputado destaca ainda que segue rigorosamente as normas estabelecidas pela comissão executiva da Assembleia. Anibelli Neto não é o primeiro deputado alvo desta ONG e, até por isso, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, a mesa executiva editou um novo ato normativo para dar mais clareza às normas e evitar interpretações errôneas”, complementa a nota.

Fonte: IG Política
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