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Política Nacional

Filha de Queiroz repassou 80% do salário na Câmara para o pai, aponta Coaf

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Novo relatório do Coaf levanta suspeita que Fabrício Queiroz comandava esquema de
Reprodução/SBT
Novo relatório do Coaf levanta suspeita que Fabrício Queiroz comandava esquema de “rachadinha” no gabinete de Bolsonaro

Um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado ao Ministério Público do Rio (MP-RJ) mostra novas movimentações consideradas atípicas feitas por Nathalia Melo de Queiroz para o pai dela, Fabrício Queiroz, quando a jovem trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro.

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De acordo com o relatório, a jovem repassou 80% do salário que ganhou na Câmara para a conta do pai entre os meses de junho e novembro de 2018. Foram R$ 29,6 mil dos R$ 36,6 mil que recebidos. 

A Promotoria suspeita que Queiroz tenha comandado uma pratica conhecida como “rachadinha”, onde funcionários repassam uma parte de seus salários de volta para os parlamentares.

Em um depoimento por escrito ao Ministério Público do Rio de Janeiro no início de janeiro, Fabrício Queiroz  afirmou que recolhia parte dos salários dos funcionários do então deputado estadual para redistribuir para outras pessoas que também trabalhavam para Flávio, ainda que não estivessem formalmente vinculadas à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Queiroz chamou a função de “gerenciamento financeiro dos salários do gabinete”. 

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De acordo com Queiroz, o objetivo era “ampliar a rede de colaboradores” de Flávio Bolsonaro para aproximar o deputado de sua base eleitoral. O ex-assessor afirmou ainda que Flávio não sabia da prática. O agora senador não se posicionou sobre as declarações.

“Por contar com elevado grau de autonomia no exercício de sua função, resultante de longeva confiança que nele depositava o deputado, o peticionante nunca reputou necessário expor a arquitetura interna do mecanismo que criou ao próprio deputado e ao chefe de gabinete”, diz o documento entregue ao MP-RJ.

Queiroz afirmou que não considerava a prática ilícita pois o dinheiro não era usado em benefício próprio ou de terceiros, e sim para “multiplicar e refinar os meios de escuta da população por um parlamentar”.

Entenda a ligação de Nathalia Queiroz com a família Bolsonaro


Filha de Fabrício Queiroz, Nathalia também teve movimentações bancárias atípicas, segundo o Coaf
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Filha de Fabrício Queiroz, Nathalia também teve movimentações bancárias atípicas, segundo o Coaf



Ainda em 2007, aos 18 anos, Nathalia começou a atuar na vice-liderança do PP, então sigla de Flávio Bolsonaro, onde ficou até fevereiro de 2011. Já de agosto do mesmo ano até dezembro de 2016, ela esteve lotada no gabinete do deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro.

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Sabe-se que quando ainda era servidora da Alerj, entre 2011 e 2012, Nathalia também trabalhava como recepcionista numa academia que fica em um shopping no Rio de Janeiro e foi contratada para participar de eventos de fitness também em horário comercial de dias úteis.

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Contratada pelo gabinete de Jair Bolsonaro no final de 2016, Nathalia mudou de cargo duas vezes, e nos seus últimos meses como secretária, recebeu um salário bruto de R$ 10.088,42. Ela trabalhou com o agora presidente da República até o final de 2018.

Apesar de ter sido contratada em dezembro de 2016 com regime de 40 horas semanais, clientes que contratavam a educadora física certificada em eletroestimulação como personal trainer relataram que ela prestava atendimento rotineiramente em dias úteis e horário comercial, no Rio de Janeiro.  O registro de frequência dos secretários é administrado pelos próprios parlamentares.

Em um relatório prévio do Coaf, o nome de Nathalia já estava associado a uma transferência de R$ 84 mil para a conta de Fabrício Queiroz.

Fonte: IG Política
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Bolsonaro afirma que vai fazer corte R$ 2,5 bilhões no Orçamento federal

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Marcos Corrêa/PR
“Deve ter um novo corte agora, de R$ 2,5 bilhões, uma merreca”, diz o presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (20), que o governo deve anunciar um novo corte – dessa vez de R$ 2,5 bilhões – no Orçamento federal. O anúncio deve fazer parte da divulgação do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, na segunda-feira (22).  O documento avalia o comportamento da arrecadação e dos gastos do governo.

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Segundo o presidente, a medida evita que o “governo pare”, e a opção sobre a mesa indica que um ministério, ao invés de vários, seja penalizado. 

“Nós queremos evitar que o governo pare, dado o orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora, de R$ 2,5 bilhões, uma merreca, concorda que é uma merreca? Perto de um orçamento trilionário nosso, é pouca coisa, perto de um orçamento de trilhão, R$ 2,5 bilhões é pouco”, diz Bolsonaro .

O presidente afirmou que, numa escolha difícil, um único ministério deverá ser penalizado, mas não deu detalhes sobre a pasta em questão.

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“O que estamos decidindo com a equipe econômica: em vez de cortar seis, sete ou oito ministérios, corta de um só, vamos matar um ministério só. Estou sendo obrigado a decidir, vamos ter que decidir como um filho. Como nós poderemos tirar o Brasil do sufoco, meu Deus do céu? Caso contrário eu pedalo, eu entro na lei de responsabilidade fiscal, é um impeachment contra mim, tá certo?”, afirma. 

Informações truncadas

Na última quinta-feira (18), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que não haveria novo bloqueio de recursos no Orçamento federal. Já o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, havia dito na semana anterior que ocorreria, sim, um novo contingenciamento de recursos, mas que o governo preparava medidas de aumento de receita para evitar mais bloqueios.

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Um dos motivos para o corte de gastos é a fraca recuperação da economia. Todo o Orçamento de 2019 foi elaborado no ano passado considerando um crescimento de 2,5% para o PIB. Em março deste ano, porém, o governo baixou a estimativa para 2,2%. Em maio, para 1,6%. Na semana passada, o governo reduziu ainda mais as projeções de crescimento da economia, para 0,81%.

Fonte: IG Política
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Com gasto de até R$600 por refeição, deputado Anibelli Neto tem bens bloqueados

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Deputado nega acusações que partiu de uma ONG que fiscaliza gastos de deputados no Paraná arrow-options
Dálie Felberg/Alep
Em nota à imprensa, o deputado afirma que as prestações de contas estão disponíveis no Portal da Transparência e que foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná


Após denúncias da ONG Vigilantes da Gestão, a Justiça mandou bloquear mais de R$ 175 mil em bens do deputado estadual Anibelli Neto (MDB-PR). A ONG suspeitou de  prestações de contas do parlamentar,  que pediu ressarcimento para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Na decisão, o juiz Jailton Tontini, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, afirma que o reembolso das despesas desrespeitou as normas da Assembleia .

Depois de análise na listagem dos reembolsos , a Justiça entendeu que nem todas deveriam ter sido devolvidas ao deputado

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A decisão, no entanto, é liminar e cabe recurso por parte da defesa do parlamentar. 

Ao encontrar sinais de inconformidade com as regras da Casa, a ONG Vigilantes da Gestão questionou na Justiça os gastos do deputado. No questionamento, a organização afirma que o parlamentar pediu, entre 2014 e 2019, de apenas um restaurante, 131 reembolsos  

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 O deputado pediu que a Alep devolvesse valores de refeições em restaurantes italianos, churrascarias, fast food , panificadores, lanchonetes e até bares. 

Segundo o documento obtido pela ong, em alguns desses lanches o deputado gastou R$600. Em apenas uma padaria, o deputado teria consumido R$391. 

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Em cinco anos, conforme a ONG , o deputado pediu o montante de R$233 mil em gastos com alimentação, sendo que R$ 175 mil foram em Curitiba, onde trabalha e vive com a família. 

Em nota enviada à imprensa, o deputado Anibelli Neto explica que as prestações de contas foram aprovadas pela Alep . Ele ainda diz que os dados estão no Portal da Transparência, onde a ONG denunciante se baseou para denunciá-lo. 

“O deputado destaca ainda que segue rigorosamente as normas estabelecidas pela comissão executiva da Assembleia. Anibelli Neto não é o primeiro deputado alvo desta ONG e, até por isso, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, a mesa executiva editou um novo ato normativo para dar mais clareza às normas e evitar interpretações errôneas”, complementa a nota.

Fonte: IG Política
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