conecte-se conosco


Entretenimento

Musical “Billy Elliot” estreia em São Paulo e promete emocionar público

Publicado

Em um cenário machista, um menino se destaca por querer dançar ballet. O musical Billy Elliot tem uma história simples, mas de muita grandiosidade. O espetáculo, que venceu 10 Tony Awards e conta com músicas de Elton John, ganha montagem inédita no Brasil e estreia em São Paulo, no Teatro Alfa, nesta sexta-feira (15) e terá uma curta temporada.

Leia também: Musicais em alta! Confira estreias e o que esperar desse gênero teatral em 2019



Divulgação/João Caldas
“Billy Elliot” chega ao palco do Teatro Alfa e conta a história de um menino que sonha em ser bailarino


A produtora que conseguiu o disputado direito de montar o espetáculo com liberdade criativa é o Atelier de Cultura. “Temos um Billy Elliot
especial para entregar ao público, é o mesmo espetáculo só que com uma pitada de brasilidade”, fala Carlos Cavalcanti, um dos produtores associados. O cenário, o figurino e o design de luz foram feitos no Brasil, mas sem perder a essência do espetáculo original.

Leia também: “Annie, o musical” é um espetáculo que enche os olhos e desperta o otimismo

O musical
gira em torno de Billy, um garoto que deixa as aulas de boxe após descobrir uma paixão pela dança. O problema é que o sonho de ser um bailarino é ameaçado quando seu pai, interpretado pelo ator Carmo Dalla Vecchia, descobre que o filho frequenta as aulas de dança. Em paralelo, o espetáculo aborda a greve dos mineiros britânicos que aconteceu entre 1984 e 1985.

Veja Também  Contra boatos “mentirosos”, Bruno Gagliasso contrata advogado especializado

Elenco infantil é destaque em Billy Elliot 


Tiago Sousa é um dos atores mirins que dão vida ao Billy Elliot e a foto é de uma das cenas mais aguardadas do musical
Divulgação/João Caldas
Tiago Sousa é um dos atores mirins que dão vida ao Billy Elliot e a foto é de uma das cenas mais aguardadas do musical


Pedro Sousa, de 10 anos, Richard Marques, de 14 anos, e Tiago Sousa, de 12 anos, são os atores mirins que dão vida ao personagem título. O diretor do espetáculo é o canadense John Stefaniuk, que é responsável por dirigir montagens de clássicos como “O Rei Leão” pelo mundo. Ele faz questão de evidenciar o talento dos meninos protagonistas que precisam dançar ballet, cantar, atuar, sapatear e até voar em cena.

John diz que percebeu que o Brasil é um país muito caloroso, muito família e isso o ajudou a conduzir os atores durante os ensaios. Quem também sentiu esse calor do povo brasileiro foi a coreógrafa associada Barnaby Meredith, que acredita que o Brasil colocou Billy em um novo lugar e brinca que nunca recebeu tantos abraços antes.

Leia também: Montagem de “Peter Pan” traz voo, magia e encantamento para os palcos

Veja Também  “BBB 19”: o que as sisters já falaram sobre Alberto, o Tarzan italiano?

A dança é o coração desse espetáculo e, por isso, não houve alterações na coreografia original criada por Peter Darling. O iG
Gente
acompanhou um ensaio geral do espetáculo e adianta que o público pode esperar uma superprodução que emociona, diverte e não deixa nada a desejar. A temporada de Billy Elliot
vai até o dia 30 de junho, com apresentações de sexta-feira a domingo e os ingressos custam de R$ 75 a R$ 310.

Fonte: IG Gente
Comentários Facebook

Entretenimento

Animação para adultos, “Love, Death & Robots” radicaliza conceito seriado

Publicado

Revolucionária na forma, é uma animação para adultos antológica, e na estética, os 18 episódios têm entre 5 e 18 minutos, “Love, Death & Robots” é forte candidata a série do ano. Criada por David Fincher, que já colaborara com a Netflix nas séries “House of Cards” e “Mindhunters”, e Tim Miller, o diretor do primeiro “Deadpool”, a produção é um deleite visual e empolgante tematicamente.

Leia também: Entre o humor e o pesar, “After Life” analisa o que nos motiva a viver


Cenas de Love, Death and Robots
Divulgação
Cenas de Love, Death and Robots

Todos os episódios dessa primeira temporada de “Love Death & Robots”
, como entrega o nome, tratam de amor, morte e robôs. Uma comparação válida, ainda que pobre, é com “Black Mirror”, já que muitos dos episódios são chapados, lisérgicos e provocam surtos existenciais e reflexivos.

Há outros em que a viagem filosófica vai além da pertinência contemporânea. É o caso de “Zima Blue”, que flagra uma artista animatrônico – uma espécie de inteligência artificial que revolucionou o mundo das artes – que prepara o seu último grande trabalho. Trata-se de uma avaliação sobre o sentido da vida de tirar o fôlego, ainda que o episódio seja de dez minutos e fundamentalmente narrado em 1ª pessoa. É para se pensar em Kubrick!

Há, ainda, a sátira política “When the Yogurt Took Over”, que mostra como fica o mundo depois que o Yogurt desenvolve inteligência e sana a dívida pública. Já em “Alternate Histories”, um computador imagina realidades alternativas a partir de seis tipos de mortes diferentes para Hitler. É impagável!

Veja Também  Neymar, Luan Santana e mais: a agitada lista de romances de Anitta

Leia também: “American Gods” funciona porque não tem medo das polêmicas, diz Ricky Whittle


Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots
Divulgação
Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots

Todos os episódios são dirigidos por diretores diferentes e de diversos cantos do globo, sempre com a supervisão de Tim Miller
. A produção radicaliza a maneira de contar histórias seriadas e o faz com indefectível assombro estético.

Há a ficção científica casca-grossa como “Beyond the Aquila Rift”, que tem uma das melhores cenas de sexo da história da animação, e o inusitado drama de ação em que lobisomens são instrumentalizados pelos militares em “Shape-Shifters”.

Todos esses são episódios ressonantes, mas há aqueles que visam o mero entretenimento, ainda que com boas piadas, tramas ou personagens como no tenro “Three Robots”, sobre três robôs em excursão por uma Terra pós-desastre nuclear, ou no esperto “The Dumb”, sobre um sujeito que mora no lixão e recebe a visita da Prefeitura.

O estilo da animação
varia do mais rudimentar 2D ao mais avançado CGI, com direito a Performance Capture.

Veja Também  Regina Duarte defende extinção do STF e causa polêmica na web

Leia também: Longa argentino traz sexo de verdade em road movie erótico com viés feminista

“Love, Death & Robots”
é um triunfo da Netflix por todos os ângulos que se observe. É uma produção criativamente voraz (a pulga não vai sair da sua cabeça após assistir ao 3º episódio denominado “The Witness”), sutil, elétrica, inteligente, divertida e essencialmente humana em suas divagações.


Love, Death and Robots
Divulgação
Love, Death and Robots

Fonte: IG Gente

Comentários Facebook
Continue lendo

Entretenimento

Conceitualmente sofisticado, “Nós” usa o terror para fazer o público pensar

Publicado

“Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei”. A frase é do livro de Jeremias capítulo 11, versículo 11. O trecho biblíco é referenciado em “Nós”, novo filme de Jordan Peele, e pode ser um elemento valioso para uma compreensão mais inteira e multifacetada da obra.

Leia também: Sátira das tensões raciais, “Corra!” une comédia ao terror com excelência


Cena de Nós, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros
Divulgação
Cena de Nós, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros

Filme seguinte de Peele após o Oscar e o culto por “Corra!” (2017), “Nós”
é conceitualmente mais sofisticado do que o antecessor – é um filme de terror com um comentário social com ramificações psicanalíticas e esteticamente mais ousado -, mas tem seu sustentáculo em truques de direção e fórmulas de roteiro.

Não é um demérito, até porque representa um avanço consciente de Peele em matéria de estilo e narrativa, mas é uma questão que precisa ser observada quando comentários como “o novo Hitchcock” começam a pipocar na indústria e na crítica.

A costura da atmosfera de horror é algo que o cineasta já demonstra dominar sem esforço. Aqui ele entrega ao menos duas grandes cenas que nada ficam a dever ao cânone do gênero. Uma delas é uma chacina ao som de Good Vibrations
do The Beach Boys e outra em que um embate físico é coreografado como uma dança, algo que importa muito narrativamente.

Peele é um artesão e não tem nenhum pudor em demonstrar isso. Sai-se muito melhor na direção aqui do que em “Corra!”
, pelo qual foi indicado ao Oscar na categoria, mas o roteiro tem gargalos. O fato de esta crítica pormenorizar o trabalho de Peele é, em si mesmo, um atestado de sua relevância para o cinema americano atual e do otimismo que enseja. É um autor a se observar de muito perto.  

Leia também: Filme de assalto, “Operação Fronteira” aposta em tensão e alegorias políticas

Veja Também  Presa em estereotipo de pobre escandalosa, Dira Paes requer espaço em “Verão 90”

O horror em nós


Lupita Nyong'o faz jornada dupla e brilha intensamente em Nós
Divulgação
Lupita Nyong’o faz jornada dupla e brilha intensamente em Nós

Logo no prólogo uma camiseta de Thriller
, de Michael Jackson dá o tom. O parque de diversões parece especialmente assustador. Para além do traquejo da câmera, o diretor parece querer nos dizer algo. Essa sensação será recorrente em outras cenas aparentemente banais. Como quando coelhos surgem em meio aos créditos de abertura ou em uma consulta com uma terapeuta.

Este é um filme que trabalha com significantes e significados. Os signos, portanto, são mais reponsabilidade da audiência do que o eram em “Corra!”, ainda que muito do ritmo e do desenrolar da trama seja similar.

Conjugando referências que vão de Cronenberg a Hitchcock, o cineasta ilumina um pesadelo recorrente. Nós somos nosso pior inimigo.


Jordan Peele no set de Nós
Divulgação
Jordan Peele no set de Nós

Quem viu os trailers, que causaram comoção nas redes sociais, sabe que a família Wilson encontra uma versão de si mesma durante uma viagem de férias na praiana Santa Cruz. Cidade em que a matriarca Adelaide ( Lupita Nyong`o
) vivenciou um trauma na infância (o prólogo).

A ideia de deslocamento e de enfrentamento de uma situação incômoda como ponto de partida para o terror é poderosa em Peele.

Antes do fim da primeira metade, os replicantes dos Wilson aparecem e eles não parecem ter pressa em expor suas reais intenções.

O comentário social aqui surge mais diluído do que no filme anterior, mas também é mais sofisticado. A segregação social, suas raízes, efeitos e circunstâncias dominam a cena dessa “invasão”.

Em um determinado momento, “Nós” se assume como distopia e mostra a polivalência de Peele enquanto realizador, pois além do bom trânsito entre terror e humor (o uso do humor para quebrar a tensão é muitíssimo bem aplicado), o cineasta adentra o terreno da ficção científica mais aguda para adornar seu plot twist.

Furacão Lupita


Lupita Nyong'o em cena de Nós
Divulgação
Lupita Nyong’o em cena de Nós

Vencedora do Oscar por “12 Anos de escravidão”, Lupita Nyong’o não só tem o melhor papel de sua carreira até o momento, como oferta seu melhor desempenho. Em papel duplo, como boa parte do elenco, a atriz arrasa. O medo que pulsa da obra emana eminentemente dela.

Veja Também  “BBB 19”: o que as sisters já falaram sobre Alberto, o Tarzan italiano?

Tanto como Adelaide, essa mulher traumatizada e assombrada obrigada a lidar com um horror inominável, mas fundamentalmente como Red, uma “sombra”, como a própria define, de Adelaide, com impulsos sádicos e desejos obscuros, a atriz estarrece.  A voz que desenvolve para Red é de dar calafrios.

Winston Duke, que assim como Lupita também esteve em “Pantera Negra” (2018), está fantástico como Gabe, o marido caricato. Ele é responsável pela principal válvula de humor do filme.

Há, ainda, de se observar a destreza de Elizabeth Moss, atriz soberba que está no filme muito provavelmente em virtude de seus predicados admiráveis como intérprete, e que sem falar muito, e com pouco tempo em cena, mesmeriza com uma performance essencialmente física.

Este é um filme em que a fisicalidade importa tanto quanto o psicológico e este é outro desagravo a se fazer ao trabalho de Peele enquanto autor.

Reverberações


Elizabeth Moss em cena de Nós
Divulgação
Elizabeth Moss em cena de Nós

Assim como em “Corra!”, o espectador se sente desafiado a reverberar o que assistiu. Esta é uma obra que rejeita a passividade. É preciso se lançar a ela, nela. Esse é um tipo de cinema especialmente em falta na Hollywood de hoje e se configura justamente no grande capital de Peele enquanto artista.

Leia também: Longa argentino traz sexo de verdade em road movie erótico com viés feminista

Este é um trabalho de um artista destinado a ser grande e que tem essa ambição. Como segunda obra de alguém com essas características tem problemas, mas o sarrafo para Jordan Peele está bem alto. Sabores e dissabores de soar tão provocativo e inteligente.

“Nós”
é cinemão para consumir com pipoca e refrigerante na sala escura e também é obra para se analisar na faculdade – e para alimentar rodas cinéfilas em bar. É uma produção tão completa, nos acertos e nos erros, que merece ser celebrada por tudo o que representa.

Fonte: IG Gente
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana