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Fátima Bernardes reflete sobre tragédia de Suzano na web e no “Encontro”

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Fátima Bernardes dedicou esta quinta-feira (14) para prestar solidariedade às famílias e aos amigos das vítimas da tragédia em Suzano, São Paulo. O caso em questão, aconteceu na última quarta-feira (13), quando dois jovens atiradores invadiram uma escola local, e dispararam contra alunos e funcionários, resultando em 10 mortes – incluindo a dos assassinos – e 11 feridos.

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Foto compartilhada por Fátima Bernardes sobre o massacre de Suzano, em São Paulo
Reprodução/ Instagram
Foto compartilhada por Fátima Bernardes sobre o massacre de Suzano, em São Paulo

Com o Brasil de luto, Fátima Bernardes
usou seu Instagram nesta manhã para falar sobre o assunto. “Ontem fiquei sem Instagram. Mas não queria deixar de registrar minha solidariedade às famílias e aos amigos das vítimas do massacre na escola Professor Raul Brasil, em Suzano” escreveu a apresentadora numa foto em que aparece pessoas acendendo velas para as vítimas do massacre que chocou o País.

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Ela prosseguiu a legenda com o seguinte questionamento: “Precisamos refletir sobre onde estamos falhando como sociedade. Por que temos visto crescer essa onda de violência?”, que foi pauta do “ Encontro
” nesta manhã.

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No palco de sua atração na Globo
, que não foi exibida na última quarta-feira (13) por conta da cobertura da emissora sobre o caso, a jornalista começou dizendo que ela e a equipe estão tristes com o acontecido. Ela também mostrou as vítimas fatais da tragédia em Suzano
e explicou alguns detalhes sobre o caso.

Entre os convidados do “Encontro”, um psicólogo e um diretor de uma ONG que trabalha no combate aos os crimes contra os Direitos Humanos na internet, estavam presentes para refletirem sobre o assunto do dia.

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Fátima Bernardes dedica o
Reprodução/ Globo
Fátima Bernardes dedica o “Encontro” para refletir sobre a tragedia de Suzano, em São Paulo

Além de falar sobre o acontecido em Suzano, a apresentadora também levou ao palco uma vítima, Thayane, que ficou paraplégica após levar dois tiros, do massacre na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011. O tema foi abordado com exemplos de outros casos como este, relatos da jovem Thayane, além de reflexões de Fátima Bernardes
e seus convidados do dia, que deixaram o clima de tristeza em evidência.

Fonte: IG Gente
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Animação para adultos, “Love, Death & Robots” radicaliza conceito seriado

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Revolucionária na forma, é uma animação para adultos antológica, e na estética, os 18 episódios têm entre 5 e 18 minutos, “Love, Death & Robots” é forte candidata a série do ano. Criada por David Fincher, que já colaborara com a Netflix nas séries “House of Cards” e “Mindhunters”, e Tim Miller, o diretor do primeiro “Deadpool”, a produção é um deleite visual e empolgante tematicamente.

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Cenas de Love, Death and Robots
Divulgação
Cenas de Love, Death and Robots

Todos os episódios dessa primeira temporada de “Love Death & Robots”
, como entrega o nome, tratam de amor, morte e robôs. Uma comparação válida, ainda que pobre, é com “Black Mirror”, já que muitos dos episódios são chapados, lisérgicos e provocam surtos existenciais e reflexivos.

Há outros em que a viagem filosófica vai além da pertinência contemporânea. É o caso de “Zima Blue”, que flagra uma artista animatrônico – uma espécie de inteligência artificial que revolucionou o mundo das artes – que prepara o seu último grande trabalho. Trata-se de uma avaliação sobre o sentido da vida de tirar o fôlego, ainda que o episódio seja de dez minutos e fundamentalmente narrado em 1ª pessoa. É para se pensar em Kubrick!

Há, ainda, a sátira política “When the Yogurt Took Over”, que mostra como fica o mundo depois que o Yogurt desenvolve inteligência e sana a dívida pública. Já em “Alternate Histories”, um computador imagina realidades alternativas a partir de seis tipos de mortes diferentes para Hitler. É impagável!

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Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots
Divulgação
Montagem com cenas dos episódios de Love, Death and Robots

Todos os episódios são dirigidos por diretores diferentes e de diversos cantos do globo, sempre com a supervisão de Tim Miller
. A produção radicaliza a maneira de contar histórias seriadas e o faz com indefectível assombro estético.

Há a ficção científica casca-grossa como “Beyond the Aquila Rift”, que tem uma das melhores cenas de sexo da história da animação, e o inusitado drama de ação em que lobisomens são instrumentalizados pelos militares em “Shape-Shifters”.

Todos esses são episódios ressonantes, mas há aqueles que visam o mero entretenimento, ainda que com boas piadas, tramas ou personagens como no tenro “Three Robots”, sobre três robôs em excursão por uma Terra pós-desastre nuclear, ou no esperto “The Dumb”, sobre um sujeito que mora no lixão e recebe a visita da Prefeitura.

O estilo da animação
varia do mais rudimentar 2D ao mais avançado CGI, com direito a Performance Capture.

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“Love, Death & Robots”
é um triunfo da Netflix por todos os ângulos que se observe. É uma produção criativamente voraz (a pulga não vai sair da sua cabeça após assistir ao 3º episódio denominado “The Witness”), sutil, elétrica, inteligente, divertida e essencialmente humana em suas divagações.


Love, Death and Robots
Divulgação
Love, Death and Robots

Fonte: IG Gente

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Conceitualmente sofisticado, “Nós” usa o terror para fazer o público pensar

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“Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei”. A frase é do livro de Jeremias capítulo 11, versículo 11. O trecho biblíco é referenciado em “Nós”, novo filme de Jordan Peele, e pode ser um elemento valioso para uma compreensão mais inteira e multifacetada da obra.

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Cena de Nós, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros
Divulgação
Cena de Nós, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros

Filme seguinte de Peele após o Oscar e o culto por “Corra!” (2017), “Nós”
é conceitualmente mais sofisticado do que o antecessor – é um filme de terror com um comentário social com ramificações psicanalíticas e esteticamente mais ousado -, mas tem seu sustentáculo em truques de direção e fórmulas de roteiro.

Não é um demérito, até porque representa um avanço consciente de Peele em matéria de estilo e narrativa, mas é uma questão que precisa ser observada quando comentários como “o novo Hitchcock” começam a pipocar na indústria e na crítica.

A costura da atmosfera de horror é algo que o cineasta já demonstra dominar sem esforço. Aqui ele entrega ao menos duas grandes cenas que nada ficam a dever ao cânone do gênero. Uma delas é uma chacina ao som de Good Vibrations
do The Beach Boys e outra em que um embate físico é coreografado como uma dança, algo que importa muito narrativamente.

Peele é um artesão e não tem nenhum pudor em demonstrar isso. Sai-se muito melhor na direção aqui do que em “Corra!”
, pelo qual foi indicado ao Oscar na categoria, mas o roteiro tem gargalos. O fato de esta crítica pormenorizar o trabalho de Peele é, em si mesmo, um atestado de sua relevância para o cinema americano atual e do otimismo que enseja. É um autor a se observar de muito perto.  

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O horror em nós


Lupita Nyong'o faz jornada dupla e brilha intensamente em Nós
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Lupita Nyong’o faz jornada dupla e brilha intensamente em Nós

Logo no prólogo uma camiseta de Thriller
, de Michael Jackson dá o tom. O parque de diversões parece especialmente assustador. Para além do traquejo da câmera, o diretor parece querer nos dizer algo. Essa sensação será recorrente em outras cenas aparentemente banais. Como quando coelhos surgem em meio aos créditos de abertura ou em uma consulta com uma terapeuta.

Este é um filme que trabalha com significantes e significados. Os signos, portanto, são mais reponsabilidade da audiência do que o eram em “Corra!”, ainda que muito do ritmo e do desenrolar da trama seja similar.

Conjugando referências que vão de Cronenberg a Hitchcock, o cineasta ilumina um pesadelo recorrente. Nós somos nosso pior inimigo.


Jordan Peele no set de Nós
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Jordan Peele no set de Nós

Quem viu os trailers, que causaram comoção nas redes sociais, sabe que a família Wilson encontra uma versão de si mesma durante uma viagem de férias na praiana Santa Cruz. Cidade em que a matriarca Adelaide ( Lupita Nyong`o
) vivenciou um trauma na infância (o prólogo).

A ideia de deslocamento e de enfrentamento de uma situação incômoda como ponto de partida para o terror é poderosa em Peele.

Antes do fim da primeira metade, os replicantes dos Wilson aparecem e eles não parecem ter pressa em expor suas reais intenções.

O comentário social aqui surge mais diluído do que no filme anterior, mas também é mais sofisticado. A segregação social, suas raízes, efeitos e circunstâncias dominam a cena dessa “invasão”.

Em um determinado momento, “Nós” se assume como distopia e mostra a polivalência de Peele enquanto realizador, pois além do bom trânsito entre terror e humor (o uso do humor para quebrar a tensão é muitíssimo bem aplicado), o cineasta adentra o terreno da ficção científica mais aguda para adornar seu plot twist.

Furacão Lupita


Lupita Nyong'o em cena de Nós
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Lupita Nyong’o em cena de Nós

Vencedora do Oscar por “12 Anos de escravidão”, Lupita Nyong’o não só tem o melhor papel de sua carreira até o momento, como oferta seu melhor desempenho. Em papel duplo, como boa parte do elenco, a atriz arrasa. O medo que pulsa da obra emana eminentemente dela.

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Tanto como Adelaide, essa mulher traumatizada e assombrada obrigada a lidar com um horror inominável, mas fundamentalmente como Red, uma “sombra”, como a própria define, de Adelaide, com impulsos sádicos e desejos obscuros, a atriz estarrece.  A voz que desenvolve para Red é de dar calafrios.

Winston Duke, que assim como Lupita também esteve em “Pantera Negra” (2018), está fantástico como Gabe, o marido caricato. Ele é responsável pela principal válvula de humor do filme.

Há, ainda, de se observar a destreza de Elizabeth Moss, atriz soberba que está no filme muito provavelmente em virtude de seus predicados admiráveis como intérprete, e que sem falar muito, e com pouco tempo em cena, mesmeriza com uma performance essencialmente física.

Este é um filme em que a fisicalidade importa tanto quanto o psicológico e este é outro desagravo a se fazer ao trabalho de Peele enquanto autor.

Reverberações


Elizabeth Moss em cena de Nós
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Elizabeth Moss em cena de Nós

Assim como em “Corra!”, o espectador se sente desafiado a reverberar o que assistiu. Esta é uma obra que rejeita a passividade. É preciso se lançar a ela, nela. Esse é um tipo de cinema especialmente em falta na Hollywood de hoje e se configura justamente no grande capital de Peele enquanto artista.

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Este é um trabalho de um artista destinado a ser grande e que tem essa ambição. Como segunda obra de alguém com essas características tem problemas, mas o sarrafo para Jordan Peele está bem alto. Sabores e dissabores de soar tão provocativo e inteligente.

“Nós”
é cinemão para consumir com pipoca e refrigerante na sala escura e também é obra para se analisar na faculdade – e para alimentar rodas cinéfilas em bar. É uma produção tão completa, nos acertos e nos erros, que merece ser celebrada por tudo o que representa.

Fonte: IG Gente
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