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Economia

Crescimento econômico e forte calor elevarão demanda de energia no ano

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A expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano e as altas temperaturas que vêm sendo registradas neste verão devem levar a um consumo de energia elétrica 3,8% do que o de 2018. Esse aumento será 2,7% superior à carga exigida do sistema no ano passado que, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foi de 1,1% em relação a 2017.
Brasília - O ministro interino de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata participa de solenidade de assinatura dos contratos de concessão de 29 Usinas Hidrelétricas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata – Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

A projeção foi feita pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, ao ressaltar, no entanto, que o sistema está preparado para a alta da demanda de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Nossas avaliações são de que a taxa de crescimento da carga, que é consequência do comportamento do PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos em um determinado período] e também da [elevada] temperatura, deverá ser de 3,8% agora em 2019”, disse Barata, citando projeções da EPE.

“Mesmo que o crescimento seja superior a esse percentual, não deveremos encontrar problemas de abastecimento.” Barata ressaltou que, se o crescimento do PIB for maior, com o consequente aumento aumento da carga, será preciso “revisar o planejamento para os próximos anos”.

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Geração

O entendimento do ONS é que, se o país começar a usar antecipadamente a capacidade de geração e, assim, gastando em maior escala a energia armazenada, terá de haver uma avaliação da capacidade do sistema. “Eu diria que o sistema está preparado para enfrentar um crescimento maior do que os 3,8% que a gente projeta para este ano”, afirmou Barata.

Ele adiantou que, em abril, o quadro será mais claro para o ONS e a Empresa de Pesquisa Energética. “Vamos trabalhar com essa meta até março, quando haverá a primeira das três revisões anuais que são feitas normalmente. Em abril, já teremos uma visão mais abalizada de quanto será o crescimento de economia em 2019 e dali para a frente.”

“Do ponto de vista do atendimento [à demanda] de curto prazo, não vemos nenhum problema. O país enfrentou aí nas últimas duas semanas temperaturas e consumo muito altos e, mesmo com o sistema fragilizado, não houve problema no abastecimento”, destacou o diretor do ONS.

Reservatórios

Para Luiz Eduardo Barata, neste momento, não há nenhuma luz amarela acesa. “Estamos avaliando e, se houver degeneração grande dos reservatórios, obviamente, vamos alertar o Comitê de Monitoramento, mas, por enquanto, está tudo sob controle.”

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No fim do ano passado, ao receber a imprensa para um balanço das atividades do ONS em 2018 e as projeções para 2019, Luiz Eduardo Barata admitiu que o operador trabalhava com a previsão de que o verão seria um dos mais quentes dos últimos tempos, mas que o país não enfrentaria problemas com o abastecimento de energia elétrica.

As projeções do ONS, no entanto, eram de que a demanda ao Sistema Interligado Nacional fechaiar os próximos cinco anos com crescimento médio do consumo de energia da ordem de 3,8%.

Barata disse, na ocasião, que se considerava uma taxa média de crescimento do PIB de 2,7% até 2023 (2,3% em 2019, 2,7% em 2020, 2,8% em 2021/22 e 2,9% em 2023). “E isso acaba proporcionando um crescimento da carga média [de energia] de 3,8% para o período”, afirmou, então, o diretor do ONS.

Ao que tudo indica, no entanto, o que era projetado como crescimento médio até 2023 já se tornará uma realidade agora em 2019.

 

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Economia

Governo é adversário, mas sustentabilidade cresce entre as empresas

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IstoÉ Dinheiro

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Amazônia.org
Enquanto o desmatamento cresce no governo Bolsonaro, empresas adotam práticas mais sustentáveis e lucram com isso

Com o desmatamento crescendo a ritmos alarmantes na Amazônia, surge uma luz no fim da mata: mercado financeiro começa a buscar práticas mais sustentáveis. Há vários – e bons – exemplos. A BrasilPrev, maior empresa de planos de previdência do Brasil, acaba de lançar fundos cuja estratégia de investimentos vai seguir critérios ambientais, sociais e de governança (ASG). A gestora de recursos Votorantim Asset Management, por seu turno, voltou a ser signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). E a Marfrig, gigante do setor alimentício, emitiu, em julho, US$ 500 milhões em títulos sustentáveis.

A meta da BrasilPrev é de que esses fundos funcionem como um catalisador de oportunidades de investimento no segmento ASG. “Algumas empresas abertas já testaram o mercado de capitais com a emissão de títulos verdes e sustentáveis, mas queremos atrair empresas de menor porte”, diz Marcelo Wagner, diretor financeiro da companhia.

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“Queremos mostrar ao mercado que há um agente importante disposto a investir em ativos dessa natureza.” Como há poucos ativos brasileiros com essas características, os primeiros passos da BrasilPrev para colocar sua estratégia em prática vão depender de produtos globais. A saber, quatro fundos negociados em bolsa, os Exchange Traded Funds (ETF), que replicam índices com ações de empresas aderentes aos critérios ASG. À medida em que houver mais alternativas domésticas, o capital será investido nelas.

A Votorantim Asset Management também está de olho nesse mercado. Com R$ 45 bilhões em ativos e ocupando a décima-terceira posição no setor, a companhia está avaliando retornar a esse negócio, que abandonou por um breve período. “Estamos avaliando montar um fundo voltado apenas para emissões verdes”, diz Rafael Fornari, diretor comercial da empresa. Segundo ele, a gestora voltou a ser signatária do PRI, em julho.

Ela havia aderido ao programa no início da década, deixou de participar por dois anos, mas agora retornou ao caminho verde. “Esse intervalo nos fez ter certeza de que o investimento socialmente responsável gera valor, sim”, declara Fornari. Agora, a Votorantim Asset passou a incluir também o filtro ASG na sua análise de risco. Com isso, os fundos decidiram, por exemplo, não comprar um Certificado de Recebível Imobiliário (CRI) pela emissão estar relacionada a um terreno poluído.

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TÍTULOS VERDES O movimento dos investimentos ecologicamente corretos não se limita aos administradores de dinheiro, mas também vem ganhando importância entre as companhias abertas, que já emitiram cerca de R$ 20 bilhões em títulos verdes, nos últimos cinco anos. A captação da Marfrig foi a mais recente. A demanda foi boa, cerca de US$ 1,5 bilhão, ou o triplo do valor efetivamente captado. Com isso, a companhia conseguiu obter maior prazo em suas emissões globais. Os títulos vencem só daqui a 10 anos, em 2029. Os juros também estiveram entre os mais baixos já pagos pela empresa, com uma taxa fixa de 6,6% ao ano. O apetite foi grande, mas veio quase que totalmente de investidores americanos, europeus e asiáticos. “A demanda por produtos como esse ainda é muito baixa no Brasil”, diz Marco Spada, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Marfrig.

Brumadinho devastada: desastres ambientais, como o da Vale, em Minas Gerais, ajudaram a colocar em pauta a importância do investimento ASG (Crédito:Douglas Magno / AFP)


Com os recursos, a companhia vai comprar gado, seguindo critérios específicos, visando um controle sobre desmatamento, não utilização de terras indígenas e erradicação do trabalho escravo e infantil. Segundo Spada, a intenção é mostrar aos investidores que a Marfrig está atenta aos aspectos ambientais e sociais que a cercam.

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“Num momento como o que vivemos, com diversas notícias sobre o tema, a emissão é extremamente importante, pois mostra que as empresas do setor não estão desmatando as florestas”, diz. Segundo ele, o principal ganho que uma postura como essa traz é o de melhorar a imagem da companhia. Para a empresa, é mais caro fazer uma operação seguindo critérios ASG, uma vez que ela tem de seguir os controles devidos para garantir, nesse caso, a compra de gado certificado. “Não há um prêmio de risco acrescido ao título por ele seguir os critérios ASG, o que dificulta o desenvolvimento do mercado entre os investidores”, diz Spada.

MARCHA À RÉ Apesar das iniciativas listadas, a indústria ASG perdeu espaço no Brasil nos últimos anos. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o percentual de empresas do setor que adotam critérios ASG na gestão diminuiu de 38,3%, em 2016, para 32,9%, em 2018. Do patrimônio próximo de R$ 5 trilhões da indústria brasileira de fundos, menos de R$ 1 bilhão (0,02%) são de veículos dedicados ao assunto. Lá fora, a cifra dos investimentos ASG gira na casa dos US$ 30 trilhões. “Isso mostra que a prática por aqui não decolou”, diz o especialista Gustavo Pimentel, da consultoria Sitawi.

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Os dados contrastam com o início promissor desse mercado no País na primeira metade da década passada. À época, foram lançados vários produtos, como o fundo Ethical, do então banco Real, em 2001, e o Fundo Itaú de Excelência Social, em 2004. No ano seguinte, a Bovespa lançou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que existe até hoje. O movimento, no entanto, não prosperou. “As gestoras de recursos se esforçaram para desenvolver capacidades ASG, mas o retorno comercial foi muito baixo”, afirma Pimentel.

Há dois anos, isso começou a mudar. Catástrofes, como as provocadas pela Vale nas cidades mineiras de Mariana e de Brumadinho, doeram no bolso dos investidores e colocaram a sustentabilidade de novo em pauta. “Sempre que ocorrem desastres ambientais ou sociais causados por corporações, a tese de que os investimentos ASG agregam valor à carteira ganha força”, afirma Pimentel.

Marco Spada, vice-presidente de finanças e RI da Marfrig: “A emissão é extremamente importante, pois mostra que as empresas do setor não estão desmatando as florestas” (Crédito:Divulgação)


As evidências empíricas mostram que os investidores não precisavam ter esperado tanto. “A preocupação com aspectos ASG gera valor ao acionista no longo prazo, com um menor nível de volatilidade”, diz Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da B3. Basta comparar a diferença de desempenho entre o Ibovespa e o ISE nos últimos anos. Mesmo com o desempenho positivo, o ETF que replica o ISE não recebeu grande atenção dos investidores. O patrimônio dos ETF vinculados a ele soma apenas R$ 21,1 milhões.

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A B3 está preparando mudanças na metodologia para escolher as empresas que fazem parte do ISE – os papéis da Vale, por exemplo, foram retirados da carteira, após a tragédia em Brumadinho, em janeiro deste ano. Até agora, para compor o índice, a B3 leva em consideração as respostas das empresas e documentos comprobatórios. A partir do ano que vem, com a ajuda de big data e inteligência artificial, a B3 vai analisar dados públicos referentes às empresas para incluir na avaliação.

Fonte: IG Economia
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Economia

Conselho do FGTS aprova distribuição de 100% do lucro de 2018

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Uma das mudanças anunciadas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a distribuição de 100% dos resultados do ano passado foi ratificada hoje (19) pelo Conselho Curador. A Medida Provisória (MP) 889 aumentou a rentabilidade do fundo, determinando a transferência de todo o lucro do exercício anterior aos cotistas.

Antes da MP, o FGTS rendia 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada. Desde 2017, o fundo repassava 50% dos lucros do ano anterior ao cotista. Com a mudança, o fundo renderá 6,18% em 2019 , ultrapassando inclusive a taxa Selic (juros básicos da economia), recentemente reduzida para 6% ao ano.

Até 31 de agosto, serão repassados R$ 12,2 bilhões do lucro de 2018, distribuídos proporcionalmente conforme o saldo de cada conta. O Conselho Curador também aprovou os Relatórios de Gestão do FGTS e do Fundo de Investimento FI-FGTS. Os documentos serão divulgados no site do FGTS assim que o Diário Oficial da União publicar a resolução.

O conselho instituiu ainda um grupo de trabalho, com participação de três representantes do FGTS e três do Comitê de Investimento do FI-FGTS, para acompanhar e propor mudanças nas aplicações do fundo. O grupo também acompanhará a execução das recomendações dos órgãos de controle em parceria com o Grupo de Apoio Permanente (GAP), formado por consultores técnicos vinculados às 12 entidades que compõem o colegiado.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC
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