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A violência que bate à porta

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Segundo dados do Relatório Mundial 2019, divulgados recentemente pela ONG Human Rights Watch, 64 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017. São dois mil a mais que em 2016. Este crescimento não foi freado em 2018, pelo contrário. Os dados já apresentados por Ongs e Instituições mostram que o número de assassinatos segue crescendo a passos largos. O crime, cada vez mais, sai da marginalidade e assola toda a sociedade, sem distinguir classes sociais. Estados pararam nos últimos meses (Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará, e por aí vai) na mão de criminosos e a população se vê a mercê desta realidade que bate à porta.

O retrato atual é esse e os noticiários teimam em nos lembrar que o filho morto hoje pode ser o nosso amanhã. Esta sensação de insegurança aumenta a busca por segurança privada. A Pesquisa Nacional sobre Segurança Eletrônica, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), afirma que houve um crescimento nas residências que investiram em sistemas de segurança nos últimos 12 meses.

Mas quem deve cuidar da segurança dos cidadãos? E quem não tem dinheiro para investir em sistemas? É protegido por quem?

Os sistemas privados de segurança servem para inibir a ação de criminosos, mas não pode ser a única solução. O Estado precisa ser cobrado e deve agir. Para deter o crime organizado é necessário muito mais esforço público do que portões e muros altos. Transferir essa responsabilidade somente para a população é tapar o sol com a peneira, como diz o ditado.

Este problema está intrínseco ao poder, dentro da sociedade como um todo, seja em forma de traficantes ou de milícias. A corrupção sustenta as facções que aprenderam e usam o sistema político e legislativo ao seu favor. A morosidade das decisões ajuda o crime a se fortalecer, já que ele é mais rápido para se adaptar. Para conter a violência é preciso mexer neste vespeiro.

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O projeto de Lei Anticrime anunciado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai ao encontro dessas necessidades. É importante frisar que existem adaptações necessárias para que ele fique melhor e que possa dar igualdade de direitos a todos, entretanto é um primeiro passo que ainda não havia sido dado em outras gestões. Endurecer o Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos, Código Eleitoral, além de criar mecânicos para agilizar a Justiça, iniciam uma caminhada longa.

Não existe mágica ou milagre que irá diminuir a criminalidade de uma hora para outra. É um processo demorado e dolorido que exige a participação da sociedade, em todos os seus âmbitos. Estes projetos de Lei precisam do apoio de todos para serem melhorados. Criticar faz parte e é importante para que a voz de todos seja ouvida e contemplada na forma da legislação. A justiça deve proteger a todos.

O crime bate à nossa porta e muito mais do que nos trancar atrás de cercas elétricas, precisamos cobrar as autoridades que as leis sejam ampliadas, atualizas e aplicadas de forma rápida. Assumir essa responsabilidade com a mudança está em nossas mãos.

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Sobre a CAME do Brasil

Presente no Brasil desde 2010, com sede em Indaiatuba/SP, a CAME Group é uma empresa de origem italiana com mais de 40 anos no mercado e líder mundial em produtos para automação de acesso, com certificações ISO 9001 e ISO 14001. A empresa dedica-se à excelência em equipamentos e assistência técnica de alta qualidade, inovação e performance no segmento de controle de acesso e automação predial, desenvolvendo projetos customizados para clientes de diferentes segmentos de mercado. Com filiais em 17 países e mais de 350 distribuidores exclusivos no mundo todo, a CAME controla três empresas produtivas (CAME Cancelli Automatici, BPT Sistemas de automação residencial e industrial, e Urbaco), além da CAME Service Itália, especializada em assistência aos clientes. No seu portfólio de produtos, oferece o que há de mais moderno e robusto em cancelas, portas e pilares automáticos, correntes e automatizadores pivotantes ou deslizantes, entre outros. Veja mais em: www.came-brasil.com . Siga nossas redes sociais no Facebook, Instagram e LinkedIn.

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Olá, como posso ajudar? O papel das interações humanas na era da Inteligência Artificial

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Por Camila Bernardinelli, gerente de marketing da Teleinfo Soluções

 

Na última semana, queria contratar um serviço interno da academia que frequento, porém, antes gostaria de informações, busquei em diversos locais e não consegui, esperei chegar na academia e para a minha surpresa bastava a minha digital no local do serviço e… assim que fiz isso em uma máquina de isotônicos, o e-mail com o contrato do serviço já chegou na minha caixa de e-mails em menos de 1 hora. Aí parei para analisar o ocorrido: até onde a Inteligência Artificial é legal? Temos os pontos positivos e negativos, eu sou uma pessoa que gosta de falar, tirar dúvidas, ou apenas ter o olho no olho. Acho que o brasileiro é assim, gosta de experiências humanas. Claro que para pessoas que não gostam de falar essa possibilidade é sempre bem-vinda.

As empresas precisam se adaptar ao cliente hiperconectado, que exige o imediatismo e informação em tempo real. As soluções que utilizam Inteligência Artificial têm a capacidade de entender a linguagem e as regras de cada canal, podendo atender e adaptar a mensagem a cada um deles, mantendo o mesmo nível de experiência.Muitas marcas e empresas seguem com o atendimento via chatbot (chat + robôs) e a capacidade de resposta desses algoritmos que substituem atendentes humanos é impressionante, se não fossem as dúvidas que o robô (por enquanto) não conseguiu esclarecer. Claro que tudo isso influência uma cadeia de fatores como: custos, localização, espaço para as pessoas, entre outros e, uma coisa é fato: a eliminação do tempo de espera do cliente, o que hoje é uma das principais frustrações dos consumidores em relação aos tradicionais canais de atendimento.

Dessa situação é possível extrair duas lições: 1) a inteligência artificial está se popularizando e com ótimos níveis de efetividade; e 2) apesar de toda tecnologia nenhum sistema é (ainda) capaz de superar o atendimento humano.

Os chatbots baseados em Inteligência Artificial são capazes apreender uma pergunta e respondê-la de acordo com os dados acumulados, a principal característica é que quanto mais pessoas usam mais dados são armazenados e mais completas são as respostas.

Nós realmente vivemos em tempos interessantes. Hoje, a interação de especialistas, inteligência artificial e dados está acelerando e interrompendo as indústrias. IA não significa mais “Inteligência Artificial”, mas sim “Inteligência Aumentada” – uma combinação inteligente de homem e máquina.

Mesmo os mais entusiastas compreendem que o comportamento humano é constante, mas imprevisível. Além disso, em serviços de venda, por exemplo, a emoção e a empatia são fatores primordiais para o sucesso da negociação. Com isso, a intenção não é levantar uma bandeira contra o uso da IA, até porque, como disse anteriormente, representam economia para empresas, e não é inteligente fechar os olhos para uma tecnologia que já está disponível e a todo vapor, mas indicar que existem limitações para o serviço.

No setor de varejo, a tecnologia está sendo usada para fazer recomendações on-line para ajudar os clientes a encontrar os produtos certos e até mesmo prever as necessidades futuras dos clientes. Contudo, ainda se mostra ineficaz ao tentar explicar aspectos não quantitativos – como a imagem da marca ou efetuar julgamento com variáveis múltiplas, para isso, a capacidade de empatia humana é um fator primordial e de altíssimo desempenho tecnológico, talvez nunca alcançado pela ciência.

O que é necessário deixar explícito é que os chatbots podem economizar recursos das companhias e agilizar o atendimento, mas nem todo atendimento deve ser agilizado ou genérico. Rapidez não é sinônimo de eficiência e continuará não sendo. Quando mal administrados, os “robôs” podem significar a perda de clientes e nenhuma economia como atendimento humano é válida para uma companhia sem clientes. 

O investimento no treinamento e disponibilidade de atendentes humanos ainda é necessária para se integrar às tecnologias, e saber a hora exata de intervir no atendimento via IA sem que o cliente sequer perceba a troca. É possível, mas não sem dedicação das empresas. Em resumo, a melhor tecnologia é aquela que resolve problemas – seja antiga ou de última geração. 

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Não fui eu: quando cheguei já estava quebrado!

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Auctoritas significa “autoridade” em latim. Tradicionalmente, a palavra se refere a poder, faculdade e legitimidade. A expressão “potestas” também corresponde à autoridade, mas em especial ao prestígio ganho por uma pessoa ou organização graças a sua qualidade e competência numa determinada matéria ou área de especialidade. João Saldanha era um potestas em futebol.

A primeira forma de autoridade é aquela constituída pelo poder público, quando as mesmas, desde que em consonância com a lei e a ordem, podem dar ordens que devem ser obedecidas, como o “deputado evangélico”, Marcelo Álvaro Antônio, que, atualmente, é Ministro do Turismo. Hum, obedecidas.

A relação entre auctoritas e a turba é de dominação, ou seja, um manda e o outro obedece. Quando a circunstância junta as duas possibilidades de comando (a constituída e a reconhecida), temos o mundo perfeito, assim como Capitão Bolsonaro, o nosso nascimento, prometeu ministros setoriais e conhecedores de causas. Fizemos do atual presidente da república nossa Potestas, antes de nossa Auctoritas.

Certa vez, ouvi de um grande executivo brasileiro que, não fazia diferença quantos números de celulares de autoridades você tinha em sua agenda telefônica, o que realmente importa são as autoridades que atendem ao telefone, quando você as liga. Auctoritas ou potestas?

Okay, então. Eu tive relacionamentos profissionais com entidades públicas boa parte da minha vida profissional. Todas obviamente tinham as suas autoridades constituídas, assoladas por demandas de outras maiores ainda. Peixinho, peixe e peixão. É assim, não é? Eu não sei se é.

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Nos atuais dias felizes, vez ou outra tenho que falar com um presidente ou diretor de FOHB, ADIT, SECOVI e entre outras. Todos atendem aos meus telefonemas, e-mails ou sinais de fumaça. Uma comunicação simples e direta, relacionada a minha atividade e também a deles, na posição de potestas do setor.  Vejam, são autoridades no assunto, pertinente a sua entidade. Foram eleitos graças ao seu conhecimento de causa. Foram escolhidos a nos representar porque eram “ministru”, qual seja do Latim, o servo, o criado e o melhor de todos: o servidor.

As entidades de classe elegem seus representantes e, a partir daí, exigem o atendimento de suas demandas. Bem, não é assim, mas deveria ser. O tal “ministru” em latim é tão importante, que empresta a plenipotência de seu significado, tanto ao pastor (ministro de Deus) quanto ao carrasco (ministro da morte).

Agora me conta, foi você que foi lá na casa do Sir Bolso pedir a nomeação do Deputado Marcelo? Foi a sua entidade? Foi a sua turma do futebol da Roque Petroni ou a do Marapendi? Se não foram vocês e, certamente não fui eu, então sobra que o Deputado Marcelo foi indicado pela Frente Parlamentar Evangélica. Até então, tudo bem, não fossem as declarações do comandante de que faria um ministério técnico. Nós deveríamos ter brigado, marcado posição e exigido um nome de consenso setorial.

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Agora, não adianta chorar no leite derramado. O que adianta é que unidos marcaremos uma posição todos os dias nos gabinetes das auctoritas, ministru, diretores e secretários em geral, para exigir o cumprimento de uma agenda setorial positiva. Vamos bater panelas na janela por meio de e-mails e telefonemas. Sim, telefonemas, pois agora é a hora de saber, se a auctoritas vai atender às nossas ligações ou se será apenas mais um número para mostrar aos amigos. Este é o ano da retomada econômica do Brasil. Juntos, iremos através de nossas potestas (entidades de classe) fazer de 2019 um feliz ano novo, sim.

 

*Julio Gavinho é executivo da área de hotelaria com 30 anos de experiência, fundador da doispontozero Hotéis, criador da marca ZiiHotel, sócio e Diretor da MTD Hospitality

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