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Internacional

Milhares protestam na Espanha contra separação da Catalunha

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A Espanha teve hoje (10) dois protestos, um na capital, Madri, e outro em Santiago de Compostela, noroeste do país. Em Madri, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez (PSOE), defenderam a unidade da Espanha e eleições gerais. O ato foi convocado pelos partidos de direita e extrema-direita PP, Ciudadanos e Vox.

Milhares de pessoas se reúnem durante um protesto convocado pelos partidos de oposição de direita contra o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, na praça Colon, em Madri, Espanha.

Milhares de pessoas lotam a Praça Colón, durante protesto em Madri – Sergio Pérez/Reuters/Direitos Reservados

O protesto foi uma resposta à posição de Sánchez de aceitar dialogar com separatistas da Catalunha. Ontem (9), o primeiro-ministro afirmou que, a despeito disso, não aceitaria o resultado de um referendo para votar a independência do estado. Forças separatistas têm pleito antigo nesse sentido e em 2017 tentaram declarar independência, sem sucesso.

Os organizadores do ato afirmaram, em manifesto lido no evento, “seu profundo rechaço à traição perpetrada pelo governo da Espanha na Catalunha”. Segundo eles, o governo “cedeu à chantagem daqueles que querem destruir a convivência cidadã no país”. Em falas no protesto, condenaram o fato de Sánchez ter cedido a exigências dos separatistas para viabilizar a aprovação do orçamento geral do país.

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Ao fazer isso, acrescentaram, o primeiro-ministro teria descumprido sua obrigação de resguardar a ordem constitucional do país e renunciado à preservação da unidade nacional. Caberia apenas ao conjunto do povo espanhol decidir sobre aspectos nesse sentido, inclusive sobre “o que é a Espanha e o que pode deixar de ser a Espanha”.

A partir desse conjunto de críticas, e rejeitando o aceite ou concessões do governo ao avanço e à concretização do processo de separação pretendido por grupos catalães, os partidos de direita incluíram como pauta do protesto a convocação de eleições gerais imediatamente.

Santiago

A pouco mais de 600 quilômetros, em Santiago de Compostela, no estado da Galícia, outro protesto reuniu milhares de pessoas. A pauta central era a defesa do sistema de saúde pública do estado contra propostas que, segundo os autores da manifestação, podem gerar prejuízos aos usuários ou o seu desmonte.

Contudo, em falas duranre a manifestação e nas redes sociais, apoiadores estabeleceram uma contraposição entre os dois atos, rejeitando o protesto em Madri por críticas aos partidos de direita e enaltecendo a atividade em Santiago.

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Na rede social Twitter, o primeiro-ministro Pedro Sánchez ressaltou que o governo “trabalha pela unidade da Espanha e que isso significa unir os espanhóis, e não enfrentá-los, como fazem as direitas”. Segundo o primeiro-ministro, a democracia envolve muitas alternativas. “E a nossa é convivência, lei e diálogo na Catalunha”.

*Com informações da Télam

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Internacional

Manifestantes voltam a protestar em Hong Kong

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Dezenas de milhares de manifestantes voltaram a sair às ruas de Hong Kong, hoje (18), para protestar contra propostas do governo chinês que, na avaliação dos manifestantes, ameaçam restringir a autonomia do território pertencente à China e reduzir a liberdade da população local.

Jornais e agências de notícias internacionais afirmam que o ato deste domingo reuniu cerca de 1,7 milhão de pessoas – estimativa atribuída a porta-vozes do movimento que começou a ganhar corpo há pouco mais de dois meses, depois que o governo autônomo de Hong Kong apresentou um projeto de lei que, se aprovado, permitiria às autoridades locais extraditar pessoas acusadas de terem cometido crimes, incluindo para a própria China.

Segundo a empresa pública de comunicação do Japão, NKH, as autoridades policiais autorizaram que os manifestantes se concentrassem em um parque da região central da ilha de Hong Kong, mas os proibiu de marcharem pelas ruas da cidade. Apesar da restrição policial, a grande quantidade de pessoas obrigou os manifestantes a se espalharem pelas ruas de acesso ao parque.

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Portando faixas, cartazes e protegidos com máscaras e lenços, além dos guarda-chuvas que já se tornaram um símbolo dos atos, os manifestantes protestaram sob chuva também contra a repressão policial registrada durante os últimos protestos – em meio aos quais o aeroporto local chegou a ser bloqueado por quase dois dias, forçando o cancelamento de centenas de voos.

Até o meio-dia (horário de Brasília), não havia registros de confrontos ou de atos violentos. Esta semana, o governo chinês enviou policiais paramilitares à cidade de Shenzhen, vizinha de Hong Kong. A medida foi interpretada como um aviso de Pequim para tentar manter os protestos sob controle.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador acadêmico do Centro Brasileiro de Estudos de Negócios Internacionais & Diplomacia Corporativa da ESPM, Alexandre Ratsuo Uehara, afirmou que outros motivos além do temor de diminuição da liberdade tem levado milhares de pessoas a apoiar os protestos. Epecialista em Ásia, Uehara aponta o aumento do custo de vida e o contexto de disputa comercial entre China e Estados Unidos como fomento para a insatisfação.

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“Existe uma insatisfação da população mais jovem em relação à situação econômica em Hong Kong. Eles consideram que o salário não é satisfatório”, avalia o especialista em Ásia Alexandre Ratsuo Uehara, coordenador acadêmico do Centro Brasileiro de Estudos de Negócios Internacionais & Diplomacia Corporativa da ESPM.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC
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Internacional

Ataque em casamento deixa dezenas de mortos em Cabul

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Ao menos 63 pessoas morreram e 182 ficaram feridas num atentado perpetrado por um homem-bomba durante a celebração de um casamento em Cabul, no Afeganistão, informaram autoridades locais neste domingo (18). Foi o ataque mais violento deste ano na capital afegã.

O grupo jihadista “Estado Islâmico” (EI) reivindicou a autoria neste domingo. Em comunicado divulgado pela rede social Telegram, cuja veracidade não pôde ser comprovada independentemente, a milícia disse que um suicida identificado como Abu Asem al Pakistani detonou os explosivos que carregava.

O atentado ocorrido no sábado à noite acontece num momento em que o Talibã e os Estados Unidos tentam negociar um acordo sobre a retirada das forças americanas do país, em troca de um compromisso por parte dos talibãs com a segurança e conversas de paz com o governo afegão, apoiado por Washington.

O Talibã negou rapidamente responsabilidade pela explosão e condenou o atentado – realizado num salão de festas no oeste de Cabul, em um bairro da minoria xiita – como “proibido e injustificável”.

O presidente Ashraf Ghani havia afirmado, porém, que os talibãs não podem escapar da culpa por esse ataque “bárbaro”. “O Talibã não pode se absolver de culpa porque eles fornecem plataforma para os terroristas”, escreveu ele no Twitter.

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O noivo, que se identificou apenas como Mirwais, disse à emissora local Tolo News que o ataque “transformou sua felicidade em tristeza”. “Minha família e minha noiva estão em choque. Eles não conseguem falar. Minha noiva continua desmaiando”, contou. “Perdi meu irmão, perdi meus amigos, perdi meus parentes. Nunca verei felicidade em minha vida novamente.”

Mulheres e crianças estavam entre as vítimas, informou neste domingo o porta-voz do Ministério do Interior do país, Nasrat Rahimi.

Casamentos afegãos costumam ser festas épicas, com centenas ou milhares de convidados celebrando por horas dentro de salões de festa gigantescos, onde mulheres e crianças geralmente ficam separadas dos homens. Ahmad Omid, um dos sobreviventes, disse que cerca de 1.200 pessoas haviam sido convidadas para o casamento da prima de seu pai.

“Os convidados estavam dançando e comemorando a festa quando a explosão aconteceu”, lembrou Munir Ahmad, de 23 anos, que ficou gravemente e ferido e perdeu uma prima no ataque.

“Após a explosão, foi caos total. Todo mundo estava gritando e chorando por seus entes queridos”, afirmou ele à agência de notícias AFP na cama de um hospital, onde está sendo tratado por ferimentos causados por estilhaços.

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Acredita-se que o casamento era uma união xiita. Muçulmanos xiitas são frequentemente alvejados no Afeganistão de maioria sunita, principalmente pelo “Estado Islâmico”, também ativo em Cabul.

Em 7 de agosto, um carro-bomba do Talibã visando forças de segurança afegãs foi detonado na mesma avenida do salão de festas, matando 14 pessoas e ferindo 145, a maioria mulheres, crianças e outros civis.

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Fonte: EBC
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