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ETANOL/PERSPEC 2019: Retomada de crescimento em 2019 pode elevar demanda por combustível

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Cepea, 14/01/2019 – A esperada retomada do crescimento da economia nacional para 2019 (projeções do Banco Central indicam alta de 2,55% do PIB) pode resultar em aumento de renda das famílias, cenário que tende a aquecer as vendas de carros e, consequentemente, a elevar a demanda por combustíveis, de acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Com isso, o etanol deve continuar a ter uma participação expressiva nas vendas de combustíveis no País, tanto na forma de hidratado quanto no anidro (vale lembrar que, atualmente, o anidro corresponde a 27,5% da composição da gasolina C).

 

Do lado da oferta, para a safra 2019/20 do Centro-Sul, analistas projetam moagem e volume de Açúcar Total Recuperável (ATR) próximos dos verificados em 2018/19, em andamento. Por outro lado, a alocação da cana para açúcar e etanol deve ser reajustada na safra 2019/20 frente à verificada em 2018/19.

 

Usinas, incentivadas pelas sinalizações de aumento nos preços do açúcar – projeções indicam redução dos estoques e, até mesmo, déficit global da commodity –, devem aumentar o percentual de cana destinado à produção do adoçante e reduzir o de etanol. Mesmo com esse ajuste do mix, a safra ainda deve ser bastante alcooleira, com estimativas mostrando que aproximadamente 60% da cana será direcionada à produção do biocombustível.

 

A redução da oferta de etanol de cana, por sua vez, deverá ser compensada somente em parte pela maior disponibilidade do etanol de milho. Os desdobramentos decorrentes da conjuntura esperada podem alterar também a proporção de cana destinada à produção de etanol hidratado e anidro, aumentando a proporção desse último.

 

PREÇOS DE ETANOL – Os preços de etanol hidratado têm, ao longo do tempo, uma “linha de resistência” dada pelos valores do petróleo e derivados no mercado internacional. Assim, a média de preço do hidratado em um ano-safra está fortemente atrelada ao valor do combustível fóssil no período. Essa relação se estende ao preço do anidro, que, por força dos contratos exigidos pela legislação atual, é precificado com base no hidratado.

 

Em termos de combustíveis fósseis, o prognóstico é de elevação de preços, que caíram de forma expressiva nos últimos meses de 2018, devido ao aumento da oferta, ficando só maiores que os observados em 2014. Isso motivou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os países aliados, liderados pela Rússia, chamados de "Opep+", em reunião realizada no início de dezembro, a decidirem reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris diários por um período de seis meses a partir de 1º de janeiro, sendo prevista uma revisão dessa decisão em abril de 2019.

 

Caso se sustente o prognóstico de aumento de demanda de combustíveis, de que não haverá grandes alterações na moagem e na quantidade total de ATR no ano safra 2019/20 frente ao anterior e de que haja elevação da proporção de cana destinada à produção de açúcar, pode ocorrer aumento do preço de etanol hidratado. Assim, consequentemente, a margem de competitividade desse biocombustível frente à gasolina pode cair relativamente a 2018/19, dependendo dos patamares de preços externos dos combustíveis fósseis (e das políticas de repasses). Como as decisões da “OPEP+” de corte de produção serão reavaliadas em abril de 2019, podendo também outros fatores interferirem na definição da oferta mundial de fósseis, o ambiente em relação ao patamar de preços de etanol no mercado brasileiro e da margem de competitividade do etanol hidratado permanece incerto.

 

INVESTIMENTOS – Quando se trata da retomada dos investimentos no setor sucroenergético, as atenções devem se voltar à evolução da implementação do RenovaBio. Nesse sentido, o setor espera avanços na implementação do programa em 2019.

 

Ressalta-se que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, em novembro de 2018, a resolução que regulamenta o Programa (a Lei nº 13.576/2017) quanto aos critérios para Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis, à definição de requisitos para o credenciamento de firmas inspetoras responsáveis por tal certificação e aos cálculos da Nota de Eficiência Energético-Ambiental de produtor e importador de biocombustível certificado que aderiram ao RenovaBio. 

 

Mesmo nesse ambiente de incertezas devido à mudança de governo, espera-se que prevaleçam políticas que possam dar suporte ao aumento da produção de etanol no médio prazo. Como o RenovaBio não requer subsídio e renúncia fiscal, supõe-se que o programa seja aderente às propostas do novo governo. 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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