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“Assunto de Família” costura crônica familiar delicada para observar afetos

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O vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2018 é um filme que aborda o sentido, mas também o sentimento, de família de uma maneira criativa e insidiosa. “Assunto de Família” cativa a audiência com uma história de empatia e afeto, mas também a desafia com questionamentos morais e dilemas éticos nada fáceis.

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Uma das cenas mais tenras de
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Uma das cenas mais tenras de “Assunto de Família”, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros, acontece na praia

Hirokazu Koreeda, de filmes como “Pais & Filhos” (2013) e “Nossa Irmã Mais Nova” (2015), já demonstrara habilidade para esquadrinhar elos e rupturas familiares, bem como as demandas afetivas a promovê-las, mas em “Assunto de Família”
ele alcança outro patamar por ser delicado,  sensível e especulativo, sem adentrar o pieguismo ou as convenções de gênero.

No primeiro contato que temos com Osamu Shibata (Lily Franky) e Shota Shibata (Jyo Kairi) eles estão furtando um supermercado. Osamu costuma dizer que o “que está no mercado não tem dono”. É um ensinamento que todos podem concordar problemático. Eles chegam a uma casa em um bairro periférico. A casa é pequena, com diversas coisas amontoadas e parece abrigar mais gente do que o recomendável.

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Vivem ali também uma mulher idosa, a qual Osamu e sua mulher Nobuyo (vivida pela espetacular Sakura Andô) tratam como avó, a jovem Aki (Mayu Matsuoka) e uma menina que os jornais dizem que sumiu de sua casa, Yuri (Miyu Sasaki).


Cena de Assunto de Família: o que é família de verdade?
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Cena de Assunto de Família: o que é família de verdade?

Não demora para que o espectador perceba que aquela não é uma família de vínculos consanguíneos, mas sim uma formada por tipos rejeitados que aprenderam (ou tentam) a viver às margens de uma sociedade japonesa fechada e resistente a afetos – uma das bem alinhadas e minuciosas críticas que o filme
elabora.

Todos os componentes dessa família postiça tem seu próprio esquema para conseguir dinheiro e a maneira como esses esquemas vão reverberando intimamente em algumas personagens, mas também nesse núcleo familiar vai se constituindo em uma das grandes revelações dramáticas do longa. Há uma cena, por exemplo, em que Aki questiona Osamu se ele e Nobuyo não fazem sexo, afinal, ela queria entender melhor a natureza da relação deles. A resposta de Osamu não só é desconcertante, como possibilita que uma cena que acontecerá alguns minutos depois ganhe mais estofo dramático e significados.  

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“Assunto de família”
, que já tem refilmagem americana garantida, é uma demonstração eloquente do talento de Hirokazu Koreeda
para perfilar a cultura japonesa de maneira respeitosa, mas questionadora. É, ainda, um exercício perene de reflexão afetiva para pais, filhos, irmãos e toda sorte de relacionamentos que construímos na jornada pela vida.

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Site noticia tentativa de suicídio de Paris Jackson, que responde: “mentirosos”

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O site americano TMZ
noticiou na tarde deste sábado (16) que Paris Jackson, filha de Michael Jackson, foi hospitalizada após tentar suicídio. Segundo a publicação, fontes familiares informaram que a jovem tentou se matar em grande parte devido a “Leaving Neverland”, polêmico documentário sobre os supostos abusos sexuais praticados pelo cantor.

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TMZ noticiou que Paris Jackson tentou se matar e jovem respondeu no Twitter
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TMZ noticiou que Paris Jackson tentou se matar e jovem respondeu no Twitter


No Twitter, o
TMZ

publicou a notícia do suposto suiicídio de Paris Jackson
e a jovem não deixou barato, respondendo na própria rede social: “Fuck you you fucking liars”, que traduzido para o português fica: “Fod***, vocês são mentirosos”.

O site americano ainda noticiou que a polícia chegou à cara de Paris, em Los Angeles, nos Estados Unidos, às 7h30. “Dizem que a única filha de Michael Jackson
cortou seus pulsos. Nossas fontes dizem que ela foi transportada para um hospital e colocada em 5150. Ela está atualmente em condição estável”, diz um trecho da notícia. 

Ainda  de acordo com o site,  Paris teria feito isso em resposta às alegações feitas contra seu pai em “Leaving Neverland”, onde  Wade Robson e James Safechuck acusam o astro pop de molestá-los quando crianças.

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O documentário apresenta testemunhos de Wade Robson e James Safechuck que, quando eram crianças, conquistaram a amizade do cantor, e, com seus familiares, foram levados ao mundo do artista. 30 anos depois, eles alegaram terem sido abusados pelo cantor quando tinham apenas 7 e 10 anos respectivamente.


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Posteriormente, Paris Jackson
usou a ferramenta Stories de seu Instagram para compartilhar uma foto que realmente mostra que está tudo bem. Ela ainda escreveu “Fuck you I’m chillin like Bob Dylan”, algo como “Estou relaxando como Bob Dylan”.

Fonte: IG Gente
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Filme de assalto, “Operação Fronteira” aposta em tensão e alegorias políticas

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J.C. Chandor é um diretor de mão cheia e seu maior talento talvez seja manter sempre em alta a tensão, não importando qual o ambiente em questão. Pode ser o colapso na economia americana (“Margin Call – O Dia Antes do Fim”), um homem à deriva (“Até o Fim”), uma grande cidade às voltas com o crescimento da criminalidade (“O ano Mais Violento”) ou uma operação ilegal de ex-soldados norte-americanos em um país da América do Sul, como em “Operação Fronteira”.


Cena de Operação Fronteira, já disponível na Netflix
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Cena de Operação Fronteira, já disponível na Netflix

O novo filme original da Netflix pode ser percebido como uma versão gourmetizada de “Os Mercenários” (2010), aquele clássico brucutu com astros de ação do passado capitaneado por Sylvester Stallone. Mas nas mãos de Chandor, “Operação Fronteira”
pode ser percebido como um comentário despressurizado (tudo acontece muito rapidamente) sobre ganância e suas circunstâncias.

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Quem quiser, pode enxergar também uma alegoria entre os Estados Unidos “virtuoso” e o “invasivo” na dinâmica dos personagens, especialmente os defendidos por Ben Affleck
e Charlie Hunnan, e “a maneira estadunidense” de se impor em relação aos outros.

É possível observar que os personagens optam pela força sempre que essa é uma opção e só vão rever seus conceitos quando se veem em circunstâncias amplamente desfavoráveis. É possível enxergar nessa construção um paralelo com a política externa dos Estados Unidos, ao menos em um contexto histórico. A própria opção por não nomear os países pelos quais os personagens passam reforça essa ideia. Mas isso é papo de crítico.

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Escalada da tensão


Cena de Operação Fronteira: tensão ininterrupta
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Cena de Operação Fronteira: tensão ininterrupta

O filme começa com Santiago ‘Pope’ Garcia (Oscar Isaac) experimentando mais um gosto amargo de vitória sobre Lorea (Reynaldo Gallegos), um barão do tráfico de drogas na América do Sul. Desde que deixou as Forças Armadas, Pope atua na região na tentativa de superar Lorea. Quando uma de suas informantes, sempre mulheres lindas como lhe adverte um personagem, lhe dá o paradeiro do traficante ele resolve convidar antigos colegas para uma missão muito clara e objetiva: matar Lorea e roubar todo o dinheiro que ele guarda em sua mansão, que funciona como cofre e fortaleza.

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A resistência de Tom ‘Redfly’ Davis (Ben Affleck) faz com que o público o perceba como o mais consciente do grupo, também formado pelo piloto Francisco ‘Catfish’ Morales (Pedro Pascal), e pelos irmãos William ‘Ironhead’ Miller ( Charlie Hunnan
) e Bem Miller (Garrett Hedlund).


Imagem promocional de Operação Fronteira
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Imagem promocional de Operação Fronteira

“Em outros tempos eu te levaria à Corte Marcial por isso”, diz Davis a Pope pouco antes de aceitar fazer parte da ação, cujos planos de infiltração e saída ele arquitetou.

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Quando as coisas começam a dar errado, e não era tão difícil imaginar que isso fosse acontecer (outro comentário pertinente sobre aventuras em países estrangeiros), tudo o que imaginávamos daqueles personagens começa a ruir. A tensão cada vez mais palpável parece sugerir que uma saída efetiva daquele inferno é uma possibilidade remota.

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As excelentes cenas de ação combinadas às ótimas atuações, à direção segura e ao roteiro que sabe ser especulativo na medida certa tornam “Operação Fronteira”
algo muito mais sofisticado do que pode parecer superficialmente.

Fonte: IG Gente
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