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Economia

Tensões comerciais deixam estabilidade econômica global sob riscos, diz FMI

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Tensões comerciais, como as geradas pelo Brexit, causam riscos à estabilidade econômica
Ilovetheeu

Tensões comerciais, como as geradas pelo Brexit, causam riscos à estabilidade econômica

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nessa quarta-feira (9), em sua atualização bianual de estabilidade financeira global, que os riscos ao sistema financeiro mundial aumentaram nos últimos seis meses e podem crescer ainda mais se as pressões nos países emergentes se ampliarem ou as tensões comerciais globais se agravarem, cortando as expectativas de crescimento global.

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Desde a crise financeira global de 2008, a estabilidade financeira estava sendo sustentada por reguladores, mas agora ‘condições financeiras frouxas’ contribuem para o aumento dos potenciais problemas relacionados aos altos níveis de dívida. As tensões comerciais entre os principais mercados também resultam em incertezas na economia mundial.

Novos regimes de resolução bancária não são testados, e, desse modo, os riscos de curto prazo cresceram, conforme avalia o FMI. “No geral, os participantes do mercado parecem complacentes sobre o risco de um forte aperto nas condições financeiras” disse o fundo.

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Segundo a atualização, o crescimento parece ter atingido um pico em importantes economias, enquanto a diferença entre potências e países emergentes cresce cada vez mais. Fluxos de saída de até 100 bilhões de dólares, nível ainda não atingido na década, podem gerar preocupações e novas crises em mercados emergentes.

Tensões comerciais globais aumentam riscos


Tensões comerciais entre EUA e China aumentam riscos à economia global
Divulgação/Twitter/Potus

Tensões comerciais entre EUA e China aumentam riscos à economia global

As tensões nas relações comerciais entre EUA e China, principais economias do mundo, tiveram seu estopim quando os americanos impuseram tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de vários países. A medida mirou a China, mas atinge outras economias, inclusive a brasileira. Donald Trump, presidente dos EUA, pretende reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo da dívida chinesa.

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A disputa comercial, que já se arrasta por anos e se acentuou no governo de Trump, traz uma série de riscos a economias de outros países e poderia, inclusive, gerar uma guerra comercial, que segundo especialistas tenderia a levar o mundo à profunda recessão.

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A possibilidade de um “não-acordo” do Brexit também gera instabilidade na zona do euro, sobretudo com países endividados e preocupados com as novas políticas fiscais que seriam adotadas pelos britânicos.

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Uma série de outros riscos de curto prazo à estabilidade financeira global são listados, mas as tensões comerciais são trazidas como principal fator e potencial agravador das dificuldades de crescimento econômico global, que afetam especialmente países pobres e/ou emergentes.

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Economia

Petrobras não quer tomar empréstimos de bancos públicos com juros diferenciados

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José Cruz/Agência Brasil

“Este ciclo em que a Petrobras se valia de empréstimos com juros diferenciados acabou”, disse Roberto Castello Branco

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a estatal não pretende mais buscar empréstimos junto a bancos públicos com juros “diferenciados”. A declaração, motivada pela publicação da lista dos 50 maiores clientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), foi divulgada pela assessoria de imprensa da companhia.

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“Este ciclo em que a Petrobras se valia de empréstimos de bancos públicos, com juros diferenciados, com o objetivo de financiar seus projetos, acabou”, escreveu Castello Branco. “Entendemos que grandes empresas que dispõem de fácil acesso aos mercados financeiros não precisam ser subsidiadas com recursos públicos que deveriam ser investidos em programas em prol da sociedade”, completou.

Na manhã desta sexta-feira (18) , o BNDES divulgou uma lista de seus maiores clientes e uma relação das operações realizadas nos últimos 15 anos. O compilado também traz os países que fizeram empréstimos com o Brasil neste período. A Petrobras aparece em primeiro lugar no ranking, somando R$ 62,4 bilhões em empréstimos e operações de renda variável.

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As informações, porém, já estavam disponíveis no site do banco desde 2015. Naquele ano, quando Dilma Rousseff (PT) ainda era presidente, o BNDES começou a divulgar mais detalhes sobre a identidade de seus clientes, taxas de juros aplicadas e resumos dos projetos apoiados. As contestações por parte do TCU (Tribunal de Contas da União) e as revelações da Operação Lava Jato sobre os escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras motivaram essa tentativa de maior transparência. 

Abrir a suposta “caixa-preta” do BNDES foi uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Quando candidato, o presidente cobrou a divulgação dos valores dos empréstimos que financiaram obras de empresas brasileiras no exterior, principalmente em países vistos como “mau pagadores”. Joaquim Levy , nomeado presidente do banco ainda em 2018, também prometeu tornar públicas essas informações.

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A lista divulgada hoje, na verdade, é uma versão organizada e mais acessível dos dados já disponibilizados periodicamente pelo BNDES . O compilado não difere muito do relatório publicado em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB), e produzido para defender a atuação do banco e atestar sua relevância para o desenvolvimento do País. Este último também pode ser consultado no site da biblioteca digital do BNDES .

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Seguro-desemprego tem reajuste de 3,43% e pode chegar a mais de R$ 1.700

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Seguro-desemprego sofreu reajuste
Marcello Casal/Agência Brasil

Seguro-desemprego sofreu reajuste

O valor do seguro-desemprego será reajustado em 3,43%. A medida, que vale para parcelas do benefício emitidas a partir do dia 11 de janeiro, foi anunciada nesta sexta-feira (18) pelo Ministério da Economia. 

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De acordo com a pasta, o reajuste do  seguro-desemprego  é diretamente correspondente ao valor final da inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano passado.  

Com os novos valores em prática, a parcela máxima do benefício passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29. A mínima, q ue acompanha o valor do salário mínimo , foi R$ 998 ante os R$ 954 praticados em 2019. Vale lembrar que esse tipo de auxílio financeiro só é válido para trabalhadores que foram demitidos sem justa causa. 

Como eu consigo meu seguro-desemprego? 


Saiba como conseguir o seguro-desemprego
Camila Domingues/ Palácio Piratini

Saiba como conseguir o seguro-desemprego

Estão aptos a receber o benefício aqueles que foram demitidos sem justa causa. Esses trabalhadores podem pegar de três a cinco parcelas do seguro, conforme o tempo trabalhado e o número de pedidos do auxílio.  

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O beneficiário não pode exercer nenhum tipo de atividade remunerada, informal ou formal, enquanto recebe o seguro. Se isso acontecer, o empregado é obrigado a devolver as parcelas recebidas indevidamente. 

Para calcular o seguro-desemprego, é feita uma média das três últimas remunerações do funcionário antes da demissão. Caso o trabalhador tenha ficado menos que três meses em seu último emprego, o cálculo segue a média do salário em dois meses ou em apenas um mês, dependendo do caso. 

Os trabalhadores que recebiam mais de R$ 2.551,96 de salário conseguem o valor máximo do benefício, de R$ 1.735,29. Para ganhos mensais de até R$ 1.531,02, o emprego tem direito a 80% do salário médio ou ao salário mínimo , prevalecendo o valor que for maior. Já no caso de remunerações entre R$ 1.531,03 a R$ 2.551,96, o seguro-desemprego corresponde a R$ 1.224,82 mais 50% do que exceder R$ 1.531,02. 

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O funcionário demitido pode pedir o  seguro-desemprego  pela internet, no portal Emprega Brasil. É preciso ter em mãos as guias entregues pelo ex-empregador ao homologar a demissão, o termo de rescisão, a carteira de trabalho, o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a identificação do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e documento de identificação com foto. 

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*Com informações da Agência Brasil

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