conecte-se conosco


Economia

Tenha lucro no mercado financeiro com Bolsonaro e Haddad

Publicado

Economia

Olá, gravateiras e gravateiros. O tema de hoje é o seu bolso. A campanha eleitoral é um daqueles raros períodos em que a volatilidade na Bolsa de Valores e no mercado de juros pode gerar muito lucro – e risco – para o pequeno investidor. O segredo é tentar decifrar a mente dos tubarões do mundo financeiro em relação aos candidatos que lideram as pesquisas.

Leia também: Pesquisa Ibope: Bolsonaro lidera com 27% e mantém distância para Haddad (21%)

É importante salientar que a coluna “A Economia Sem Gravata” não tem preferências partidárias. Tentamos sempre fazer análises isentas que ajudem os gravateiros a tomar as melhores decisões de investimentos. Ao deixar as paixões políticas de lado, temos maiores chances de alcançar o lucro
financeiro.

Desde que Fernando Haddad (PT) foi escolhido para ocupar a vaga de Lula, o seu crescimento constante nas pesquisas eleitorais demonstra uma polarização com Jair Bolsonaro (PSL). Nenhum dos dois candidatos é o queridinho do mercado financeiro, que prefere posições menos extremadas e agendas econômicas reformistas, como as apresentadas por Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoedo (Novo).   

RISCOS

Temos, portanto, na visão dos tubarões (grandes investidores institucionais e megainvestidores estrangeiros) dois riscos envolvendo os líderes das pesquisas. O “Risco Bolsonaro” decorre do fato de que ele, em sete mandatos na Câmara dos Deputados, nunca foi liberal. Quem garante que esse “casamento” com o economista ultraliberal Paulo Guedes vai durar os quatro anos de mandato? Ou seja, o problema não é a agenda de Paulo Guedes, mas a percepção de que Bolsonaro pode não concordar com ele durante seu eventual governo. Além disso, a falta de uma aliança política pode inviabilizar a aprovação das propostas reformistas no Congresso Nacional.

Leia também: 
Com proximidade das eleições, candidatos elevam tom em debate presidencial

Já o “Risco Haddad” decorre de um programa econômico desenvolvimentista do PT que flerta com os erros do governo Dilma Rousseff. Essa agenda é reprovada pelos tubarões. No entanto, Haddad é visto como um petista moderado, que pode atrair economistas mais ortodoxos para o seu eventual governo, a exemplo do que fez Lula em 2003. Na ocasião, o presidente da República nomeou Antonio Palocci e Marcos Lisboa (Ministério da Fazenda), Henrique Meirelles (Banco Central) e Joaquim Levy (Tesouro Nacional). Um time de ponta no comando da economia, na avaliação do mercado financeiro. Nos últimos dias, Haddad tem mantido conversas reservadas com economistas mais conservadores, sinalizando que não cometerá loucuras na economia. Entretanto, quem garante que, ao vencer a eleição, o petista não dobrará a aposta na agenda desenvolvimentista do governo Dilma? Quem garante que Haddad conseguirá “peitar” o PT? Lula é maior que o PT. Haddad, não.

Com esses dois riscos no horizonte, o segundo turno promete fortes emoções – se não houver uma reviravolta de última hora, é claro. Neste confronto polarizado, Bolsonaro e Haddad serão impelidos a explicitar suas propostas econômicas, sem meias palavras. Conforme as agendas e os compromissos comecem a ficar mais claros, os investidores irão ajustando suas posições na Bolsa de Valores e no mercado de juros. Quanto maior o risco, mais perdas no mercado de ações e mais juros no mercado de renda fixa.

Leia também: Ganhe (ou perca) muito dinheiro na Bolsa de Valores com o Datafolha

Gostem ou não de Bolsonaro e Haddad, os tubarões terão de abraçar um deles – ou os dois. Se há uma característica que os grandes investidores jamais deixarão de ter, ela se chama pragmatismo. Eles sempre buscarão o lucro em qualquer governo. Para os pobres mortais – eu, você e os demais gravateiros –, há duas recomendações. Aproveite para ganhar dinheiro com juros. Títulos públicos (IPCA+) e títulos privados que pagam a inflação mais uma taxa de juros são ótima proteção contra eventual populismo econômico. Há também boas oportunidades em títulos pós e prefixados.

A segunda recomendação é para não exagerar na Bolsa de Valores. Há muitas ações baratas, sim. Os estrangeiros voltaram a comprá-las porque o valor em dólar ficou muito atraente após a desvalorização cambial. Em tempos de calmaria, eu aconselharia colocar, no máximo, 30% da sua poupança em Bolsa de Valores. Em época de eleições, com muita volatilidade, minha sugestão é não passar de 10%. Busque o lucro
nesta eleição, mas tome cuidado com eventuais prejuízos. Por ora, o mercado “compra” Bolsonaro (a Bolsa tenderia a subir) e “vende” Haddad (a Bolsa tenderia a cair), mas isso pode mudar durante a campanha. A seguir, convido a todos a assistir a dois vídeos em que eu comento os riscos e as oportunidades em relação aos líderes nas pesquisas.


Comentários Facebook

Economia

Azul desiste de comprar Latam após reajuste de valor

Publicado


source
Azul desistiu da compra da Latam
Calebe Murilo

Azul desistiu da compra da Latam

A Azul anunciou que desistiu da compra da Latam Airlines, após a empresa chilena recusar a oferta de US$ 5 bilhões. A companhia aérea confirmou o cancelamento da proposta nesta segunda-feira (29).

Em comunicado, a empresa comandada por David Neeleman informou que as dificuldade do mercado aéreo faz com que a pedida da Latam seja acima das expectativas. Para negar a proposta, a empresa chilena justificou que conseguiu financiamento acima do valor oferecido pela companhia.

A Azul tinha interesse nos horários de vôos da companhia chilena, principalmente os de Guarulhos e aeroportos internacionais. Com a desistência, a empresa informou que continuará investindo em suas rotas e aeronaves.

“Como resultado, a Azul vai continuar a se concentrar em suas vantagens competitivas e flexibilidade de frota… e avaliar futuras parcerias e oportunidades de consolidação disponíveis no mercado”, afirmou a empresa, em nota.

A Latam está em recuperação judicial nos Estados Unidos e apresentou uma proposta de US$ 8,1 bilhões para manter suas operações. O caso ainda é estudado pela Justiça americana, que deve ouvir os credores sobre a oferta da empresa.

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Quer investir? Veja opções para render seu dinheiro além da poupança

Publicado


source
Poupança é um dos investimentos menos rentáveis
Reprodução: iG Minas Gerais

Poupança é um dos investimentos menos rentáveis

Atualmente, o rendimento da poupança é de 70% da taxa básica de juros (Selic) mais Taxa Referencial (TR), que está zerada — ou seja, rende apenas o equivalente a 5,43% ao ano. Por isso, já faz algum tempo, este é considerado pelos especialistas um dos piores investimentos. Existem opções mais vantajosas — e também seguras — para quem guarda dinheiro na caderneta por medo de precisar do montante em uma eventualidade.

Se o objetivo é formar uma reserva de emergência, o professor do Insper e head de Educação Financeira do C6 Bank, Liao Yu Chieh, explica que é fundamental escolher ativos de baixo risco e que tenham liquidez diária, ou seja, que possam ser sacados sempre que for necessário. Dessa forma, ela sugere aplicar recursos no Tesouro Selic, em fundos de Renda Fixa ou em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos pequenos.

“O passo acima da poupança é um CDB que renda pelo menos 100% do fundo DI, já que ambos são investimentos com a mesma segurança, por serem garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (ou seja, mesmo que a instituição financeira quebre, o cliente é ressarcido). Um segundo degrau são os fundos de investimento de renda fixa com liquidez diária e pagamento no mesmo dia”, diz o professor.

“O terceiro nível é o Tesouro Selic, em que você investe no governo federal e, para isso, precisa de uma corretora”.

Leia Também

A head de Renda Fixa da XP, Camilla Dolle, também sugere aplicar em Tesouro Selic de prazo mais curto; além de fundo referenciado DI sem taxa de administração; ou CDBs de liquidez diária que paguem pelo menos 100% do DI.

“Desde setembro, os resgates feitos até as 13h no Tesouro Direto são liquidados no mesmo dia. Então, isso facilita ainda mais a vida do investidor. No caso dos fundos DI, geralmente estes podem ser resgatados no mesmo dia também”, explica Camilla.

Economista-chefe da Órama e professor do Ibmec-RJ, Alexandre Espírito Santo alerta que, em alguns casos, ao solicitar o resgate antes do vencimento, o investidor pode receber menos do que espera. Por isso, é preciso estar atento às regras contratuais e contar com a orientação de profissionais experientes, de instituições que tenham tradição e seriedade.

“A renda fixa também varia, porém, costuma ser uma variação bem menos expressiva do que a de mercados como a Bolsa de Valores. Para que o investidor evite perda na renda fixa, o ideal é que carregue seus títulos de renda fixa para o vencimento. Nesta data, ele terá o rendimento acordado quando fez a operação”, orienta.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso