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Economia

Selic aumentará se expectativas para a inflação piorarem, diz presidente do BC

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Quando o BC reduz a Selic, a tendência é incentivar a produção e o consumo; quando aumenta, o objetivo é manter a demanda aquecida, estimular a poupança e controlar a inflação
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Quando o BC reduz a Selic, a tendência é incentivar a produção e o consumo; quando aumenta, o objetivo é manter a demanda aquecida, estimular a poupança e controlar a inflação

A política monetária deve continuar a ser estimuladora para a economia, mas a taxa básica de juros, a Selic, pode voltar a subir caso haja piora nas expectativas para a inflação. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (27) pelo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, ao apresentar o Relatório de Inflação.

Leia também: Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB em 2018 de 1,6% para 1,4%

“Temos compromisso com inflação na meta e, portanto, alertamos que esse estímulo [taxa  Selic no menor nível histórico, 6,5% ao ano] começará ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e seu balanço de riscos apresentem piora”, explicou Goldfajn.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano e 4,25% em 2019, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Quando o BC reduz os juros, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Quando aumenta, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Segundo Goldfajn, há três riscos considerados relevantes para o BC, e o único deles que pode “surpreender” e baixar a inflação é a capacidade ociosa do país. “Em compensação”, completa, “temos dois riscos que estão crescendo: o de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas [como a da Previdência ] e dos ajustes na economia brasileira, além do cenário internacional mais incerto, especialmente para economias emergentes”.

Leia também: Contas externas têm déficit de US$ 717 milhões em agosto

Este último se refere principalmente à alta dos juros nos Estados Unidos (EUA). Com taxas mais altas, investidores com capital aplicado em países emergentes, como o Brasil, podem preferir tirar recurso do país e investir em títulos do Tesouro norte-americano, os treasures, considerados os papéis mais seguros do mundo.

Este também é um dos efeitos que fazem com que o dólar se valorize em relação ao real. A menor oferta de moeda norte-americana no mercado de câmbio nacional eleva o seu preço. Neste ano, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, subiu os juros três vezes.

Crédito


Durante a apresentação do Relatório de Inflação, Ilan Goldfajn destacou que o crédito vem subindo no país, enquanto a inadimplência, as taxas de juros e o spread bancário estão caindo
Shutterstock

Durante a apresentação do Relatório de Inflação, Ilan Goldfajn destacou que o crédito vem subindo no país, enquanto a inadimplência, as taxas de juros e o spread bancário estão caindo

Durante o evento, Goldfajn ainda destacou que o crédito está crescendo de forma sustentável e positiva no Brasil. O presidente do BC também ressaltou que a inadimplência vem caindo, assim como as taxas de juros e o spread bancário, termo que se refere à diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelo banco e a cobrada dos clientes.

Leia também: Estimativa para a inflação deste ano sobe para 4,28% e a do PIB cai para 1,35%

De acordo com o Relatório de Inflação, a expectativa do BC para o crescimento do saldo das operações de crédito do sistema financeiro é de 4% neste ano, ante a projeção anterior de 3%. O resultado será puxado pelo crédito às famílias, com perspectiva de expansão de 7,5%.

Projeções para a Selic


Segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano pelo menos até o fim de 2018
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano pelo menos até o fim de 2018

Em 2018, segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano. Para o ano que vem, a previsão é de que a taxa básica de juros da economia brasileira volte a subir e chegue a 8% ao ano.

*Com informações da Agência Brasil

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Economia

Feriados em dias úteis podem gerar perda de R$ 20 bilhões este ano

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À exceção das atividades econômicas ligadas ao turismo, o comércio nacional deve ter neste ano prejuízo de cerca de R$ 19,6 bilhões com os feriados que caem em dias úteis, 12% a mais que as perdas registradas em 2019, que ficaram em torno de R$ 17,4 bilhões. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade diz que os feriados em dias úteis reduzem o nível de atividade do comércio que, por outro lado, pode enfrentar aumento dos custos de operação.

De acordo com o economista da CNC Fabio Bentes, por causa das horas extras que têm de ser pagas aos empregados, a folha de pagamento é a principal fonte dos prejuízos impostos ao comércio pelos feriados. “O peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor” por causa do fechamento das lojas, ou da diminuição do fluxo de consumidores, disse Bentes. Ele acrescentou que isso acaba ocorrendo mesmo que as vendas sejam parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados. 

Bentes destacou que o único feriado que não impactará o setor do comércio é o da Proclamação da República, em 15 de novembro, que cairá em um domingo.

Segundo a CNC, cada feriado diminui a rentabilidade média do setor do comércio, incluindo varejo e atacado, em 8,4%. Para os segmentos de hiper e supermercados, lojas de utilidades domésticas e de vestuário e calçados, que respondem, juntos, por 56% do emprego no varejo nacional, as taxas de perdas mensais atingem11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente.

Os estados que tendem a concentrar 57% das perdas estimadas são São Paulo (menos R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (-R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (-R$ 2,06 bilhões) e Paraná (-R$ 1,42 bilhão).

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Economia

Anvisa interdita todas as marcas da Backer vendidas no Brasil

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Produtos da cervejaria Backer deve ser recolhidos em todo o País pela determinação da Anvisa

Todas as marcas de cerveja da Backer com data de validade de agosto de 2020 em diante estão interditadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi tomada depois que foram feitas analises pelo Ministério da Agricultura que comprovaram a contaminação por substâncias como monoetilenoglicol e dietilenoglicol em 21 lotes de oito marcas diferentes de cerveja a fabricante.

LEIA MAIS:  Oito rótulos da cervejaria Backer estão contaminados, diz Ministério; veja quais

A medida vale para o todo o Brasil e afeta 29 tipos de cervejas da Backer . A determinação tem como base a investigação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária. Além da interdição, lotes específicos da cerveja Belorizontina e um da Capixaba devem ser recolhidos pela empresa em todo do país. E os comerciantes devem retirar os produtos das prateleiras.

A Backer informou por meio de nota que cumprirá a determinação da Anvisa , mas nega que usa dietilenoglicol no processo de fabricação, substância que foi encontrada pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

LEIA MAIS: Perícia encontra substância tóxica na água utilizada pela cervejaria Backer

Até agora, quatro pessoas morreram, mas o número pode subir. Outros 14 foram notificados. De acordo com a secretaria de saúde de Minas Gerais, os pacientes com quadro de contaminação apresentam náuseas, vômitos, desconforto abdominal e comprometimento da função renal. O primeiro caso de contaminação pelas cervejas da Backer foi relatado em 30 de dezembro.

Fonte: IG Economia
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Selic aumentará se expectativas para a inflação piorarem, diz presidente do BC

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Quando o BC reduz a Selic, a tendência é incentivar a produção e o consumo; quando aumenta, o objetivo é manter a demanda aquecida, estimular a poupança e controlar a inflação
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Quando o BC reduz a Selic, a tendência é incentivar a produção e o consumo; quando aumenta, o objetivo é manter a demanda aquecida, estimular a poupança e controlar a inflação

A política monetária deve continuar a ser estimuladora para a economia, mas a taxa básica de juros, a Selic, pode voltar a subir caso haja piora nas expectativas para a inflação. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (27) pelo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, ao apresentar o Relatório de Inflação.

Leia também: Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB em 2018 de 1,6% para 1,4%

“Temos compromisso com inflação na meta e, portanto, alertamos que esse estímulo [taxa  Selic no menor nível histórico, 6,5% ao ano] começará ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e seu balanço de riscos apresentem piora”, explicou Goldfajn.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano e 4,25% em 2019, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Quando o BC reduz os juros, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Quando aumenta, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Segundo Goldfajn, há três riscos considerados relevantes para o BC, e o único deles que pode “surpreender” e baixar a inflação é a capacidade ociosa do país. “Em compensação”, completa, “temos dois riscos que estão crescendo: o de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas [como a da Previdência ] e dos ajustes na economia brasileira, além do cenário internacional mais incerto, especialmente para economias emergentes”.

Leia também: Contas externas têm déficit de US$ 717 milhões em agosto

Este último se refere principalmente à alta dos juros nos Estados Unidos (EUA). Com taxas mais altas, investidores com capital aplicado em países emergentes, como o Brasil, podem preferir tirar recurso do país e investir em títulos do Tesouro norte-americano, os treasures, considerados os papéis mais seguros do mundo.

Este também é um dos efeitos que fazem com que o dólar se valorize em relação ao real. A menor oferta de moeda norte-americana no mercado de câmbio nacional eleva o seu preço. Neste ano, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, subiu os juros três vezes.

Crédito


Durante a apresentação do Relatório de Inflação, Ilan Goldfajn destacou que o crédito vem subindo no país, enquanto a inadimplência, as taxas de juros e o spread bancário estão caindo
Shutterstock

Durante a apresentação do Relatório de Inflação, Ilan Goldfajn destacou que o crédito vem subindo no país, enquanto a inadimplência, as taxas de juros e o spread bancário estão caindo

Durante o evento, Goldfajn ainda destacou que o crédito está crescendo de forma sustentável e positiva no Brasil. O presidente do BC também ressaltou que a inadimplência vem caindo, assim como as taxas de juros e o spread bancário, termo que se refere à diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelo banco e a cobrada dos clientes.

Leia também: Estimativa para a inflação deste ano sobe para 4,28% e a do PIB cai para 1,35%

De acordo com o Relatório de Inflação, a expectativa do BC para o crescimento do saldo das operações de crédito do sistema financeiro é de 4% neste ano, ante a projeção anterior de 3%. O resultado será puxado pelo crédito às famílias, com perspectiva de expansão de 7,5%.

Projeções para a Selic


Segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano pelo menos até o fim de 2018
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano pelo menos até o fim de 2018

Em 2018, segundo o Boletim Focus divulgado no último dia 24, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) deve manter a Selic em 6,5% ao ano. Para o ano que vem, a previsão é de que a taxa básica de juros da economia brasileira volte a subir e chegue a 8% ao ano.

*Com informações da Agência Brasil

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Feriados em dias úteis podem gerar perda de R$ 20 bilhões este ano

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À exceção das atividades econômicas ligadas ao turismo, o comércio nacional deve ter neste ano prejuízo de cerca de R$ 19,6 bilhões com os feriados que caem em dias úteis, 12% a mais que as perdas registradas em 2019, que ficaram em torno de R$ 17,4 bilhões. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade diz que os feriados em dias úteis reduzem o nível de atividade do comércio que, por outro lado, pode enfrentar aumento dos custos de operação.

De acordo com o economista da CNC Fabio Bentes, por causa das horas extras que têm de ser pagas aos empregados, a folha de pagamento é a principal fonte dos prejuízos impostos ao comércio pelos feriados. “O peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor” por causa do fechamento das lojas, ou da diminuição do fluxo de consumidores, disse Bentes. Ele acrescentou que isso acaba ocorrendo mesmo que as vendas sejam parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados. 

Bentes destacou que o único feriado que não impactará o setor do comércio é o da Proclamação da República, em 15 de novembro, que cairá em um domingo.

Segundo a CNC, cada feriado diminui a rentabilidade média do setor do comércio, incluindo varejo e atacado, em 8,4%. Para os segmentos de hiper e supermercados, lojas de utilidades domésticas e de vestuário e calçados, que respondem, juntos, por 56% do emprego no varejo nacional, as taxas de perdas mensais atingem11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente.

Os estados que tendem a concentrar 57% das perdas estimadas são São Paulo (menos R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (-R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (-R$ 2,06 bilhões) e Paraná (-R$ 1,42 bilhão).

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Anvisa interdita todas as marcas da Backer vendidas no Brasil

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Produtos da cervejaria Backer deve ser recolhidos em todo o País pela determinação da Anvisa

Todas as marcas de cerveja da Backer com data de validade de agosto de 2020 em diante estão interditadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi tomada depois que foram feitas analises pelo Ministério da Agricultura que comprovaram a contaminação por substâncias como monoetilenoglicol e dietilenoglicol em 21 lotes de oito marcas diferentes de cerveja a fabricante.

LEIA MAIS:  Oito rótulos da cervejaria Backer estão contaminados, diz Ministério; veja quais

A medida vale para o todo o Brasil e afeta 29 tipos de cervejas da Backer . A determinação tem como base a investigação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária. Além da interdição, lotes específicos da cerveja Belorizontina e um da Capixaba devem ser recolhidos pela empresa em todo do país. E os comerciantes devem retirar os produtos das prateleiras.

A Backer informou por meio de nota que cumprirá a determinação da Anvisa , mas nega que usa dietilenoglicol no processo de fabricação, substância que foi encontrada pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

LEIA MAIS: Perícia encontra substância tóxica na água utilizada pela cervejaria Backer

Até agora, quatro pessoas morreram, mas o número pode subir. Outros 14 foram notificados. De acordo com a secretaria de saúde de Minas Gerais, os pacientes com quadro de contaminação apresentam náuseas, vômitos, desconforto abdominal e comprometimento da função renal. O primeiro caso de contaminação pelas cervejas da Backer foi relatado em 30 de dezembro.

Fonte: IG Economia
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