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III Simpósio sobre Dislexia traz recorde de público

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Equipe responsável pelo III Simpósio sobre Dislexia comemora recorde de público e premiação em festival de publicidade.

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Com o tema “Educação, Inclusão e Qualidade”, o III Simpósio sobre Dislexia trouxe mais uma vez um debate de grande importância para a sociedade. Nos dois dias de evento, 22 e 23 de maio, mais de 800 pessoas encheram o Teatro Zulmira Canavarros.

Idealizador e coordenador do simpósio, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), afirma que o objetivo foi alcançado – o de levar informação ao maior número de pessoas.

“A gente difunda o máximo de que há perspectivas muito positivas para ajudar essas crianças, esses adolescentes. A secretaria de Educação está sendo cobrada, temos garantido recursos financeiros. Queremos que até o final deste ano, Mato Grosso tenha o primeiro Centro de diagnóstico de dislexia”, disse o deputado que é autor de duas leis voltadas especificamente às pessoas com o distúrbio.

“Ficamos felizes em saber que esse trabalho da Assembleia Legislativa está encontrando eco, repercussão em pais, mães, professores, que às vezes ficam de pés e mãos atados sem saber o que fazer diante às dificuldades. Estamos no caminho certo. A cada ano o evento tem uma procura maior e isso é uma satisfação gigante para nós”, ressalta o parlamentar.

Na noite de terça-feira (22), as palestras ficaram por conta do mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, especialista em Direitos Difusos e Coletivos, Miguel Slhessarenko; do neurologista Clodoaldo Pirani Júnior, formado em medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Clínica Médica e Neurologia Clínica, pelo Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas e da coordenadora do Grupo de Estudos em Linguística Funcional do Araguaia (GELFA-UFMT), Lennie Aryete Dias Pereira Bertoque.

“Sem dúvida nenhuma esse evento é um grande passo para o enfrentamento do problema. Em outros países isso é feito de uma forma muito mais precoce, eles tem uma preocupação muito grande, pois essa criança, esse adolescente, será um adulto. É necessária a união entre os diversos segmentos da sociedade para que possamos minimizar as consequências que esse transtorno acarreta”, afirmou o neurologista Clodoaldo Pirani Júnior.

Além de palestras, o público pode se emocionar com vários depoimentos, entre eles o do ator Justino Astrevo, o Lau da dupla “Nico e Lau”, que tem um filho com dislexia.

“Essa oportunidade que o simpósio proporciona é importante. Eu tive essa vivência com o Raul Guilherme, foram oitos anos consecutivos fazendo essa experiência de trabalho de tratamento com quatro profissionais que se completam […] Esse depoimento que eu fiz hoje é para tentar estimular os pais, tentar conhecer, não abandonar, ser companheiro, estar junto para poder ajudar o filho a se desenvolver e ter uma vida absolutamente normal”, disse o ator.

Já na segunda noite de evento, a programação ficou por conta da professora Ana Luiza Navas, fonoaudióloga, mestre e doutora em Psicolinguística; presidente do Instituto ABCD-SP.

“O evento é de uma relevância enorme, pois traz professores, discute com vários atores que participam desse processo, e ter o apoio da Assembleia Legislativa é muito significativo, porque dá um valor diferente para essa discussão”, afirma Navas.

“Eu não sei de nenhum estado no Brasil que tenha essa dimensão como esse evento aqui. Eu participo de muitas discussões, muitos eventos como esse sobre dislexia, mas com esse apoio que vocês tem em Mato Grosso, nunca tinha visto”, completa a profissional.

Para a presidente da Associação Brasileira de Dislexia, a fonoaudióloga Maria Ângela Nogueira Nico, o evento, a cada ano, traz surpresas, como o número de professores participantes, que segundo ela, a cada edição do simpósio, só aumenta.

“Os pais são importantes, mas os professores acho que são as pessoas mais importantes na vida dessas crianças com ou sem dificuldade, pois eles que identificam a dificuldade e acolhem esses alunos”, pontua .

O último dia do simpósio também ofereceu oficinas. “Tecnologia como auxilio ao disléxico”, com a professora Andrea Chagas, doutoranda do Programa de Estudos em Cultura Contemporânea da UFMT e membro da Associação Mato-grossense de Dislexia e “Recursos musicais e sonoros para profissionais da saúde e educação”, com o doutor Junior Cadima.

Para o vice-presidente da Associação Mato-grossense de Dislexia, Gabriel Franco, a terceira edição do Simpósio, além de trazer mais público, também fez com que o olhar das pessoas mudassem sobre o tema.

“Hoje, comparando com o primeiro simpósio, tivemos muitas mudanças, inclusive com as novas Leis que abrangem a dislexia. Há muito para ser discutido, mas esperamos que o simpósio continue para termos cada vez mais divulgação”, cita Gabriel.

A presidente da Associação, Gabriele Andrade, também afirma que o conhecimento sobre o tema aumentou, desde a 1ª edição.

“Embora muitas pessoas não conheçam o que é dislexia, elas estão mais solidárias. Eu percebo que elas estão nos ouvindo mais, as autoridades estão se envolvendo mais também. O simpósio foi uma grande porta para nós, foi essencial para que esse caminho tivesse início”, conta Gabriele.

Como forma de inscrição, o evento apoiou a campanha “Doe 2 litros de leite”. Mais de 1.100 litros de leite foram arrecadados e entregues ao Hospital de Câncer e a Associação Pestalozzi de Cuiabá.

 

 

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Semana de Conscientização de Cadastro Voluntário de Medula Óssea acontece em MT

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A campanha da ‘Semana Estadual da Importância da Conscientização da Doação de Medula Óssea, sancionada por meio da Lei 9.807/2012, de autoria do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, tem despertado a população para o esclarecimento acerca do cadastro voluntário consciente. Com a pandemia, o formato das atividades foi alterado da programação presencial para a virtual, mas os voluntários para o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e doadores de sangue podem ficar tranquilos, pois os atendimentos estão mantidos em regime de agendamento.

De acordo com o deputado Nininho, a lei é um avanço e Mato Grosso é um exemplo nas ações voluntárias. “Recentemente o MT-Hemocentro nos atualizou com os números. Em 2015 eram 47.616 cadastros, este número saltou para 65.409 conforme os dados levantados até março, as doações efetivadas somam 11, isso é muito bom”, ressaltou o parlamentar.

Segundo a diretora do MT-Hemocentro, Gian Carla, as atividades da unidade de referência de tratamento em hemoterapia e hematologia, devido à pandemia covid-19 (novo coronavírus), serão mantidas nas mídias sociais com esclarecimentos de dúvidas e histórias de sucesso.

“A campanha não pode parar. Tem muita gente precisando da nossa ajuda, então nos adaptamos. Os profissionais do MT-Hemocentro, voluntários e estagiários estão engajados nesta campanha. Estamos atendendo normalmente com o sistema de agendamento para doações de sangue e cadastros no Redome. Do dia 25 de maio ao dia 29 temos uma agenda nas mídias sociais para contemplar a campanha. Quero aproveitar e agradecer todos os parceiros, o deputado Nininho, que todos os anos têm a sensibilidade de nos auxiliar com os projetos e todos que vestem a camisa do MT-Hemocentro, precisamos do apoio integral da população”, ratificou Gian Carla.

O parlamentar destacou a importância da campanha de conscientização. Segundo Nininho, as ações só são possíveis porque a população abraçou o projeto. “Já ouvimos muitas histórias tristes, pessoas cadastras e compatíveis que quando foram chamadas, desistiram porque haviam se cadastrado para ajudar uma determinada pessoa, mas temos muitos testemunhos de voluntários que chegaram até o fim do processo. As chances são tão pequenas, o trabalho da equipe é minucioso, por isso que o cadastro deve ser consciente, sem falar na despesa com a coleta e análises custeadas pelo Sistema Único de Saúde. Esta campanha tem feito a diferença”, explicou Nininho

 A campanha

As atividades começam na próxima segunda-feira 25 e seguem até o dia 29/5. Neste período, serão publicados nas mídias sociais conteúdos sobre o cadastro no banco de medula óssea até a efetiva doação.

Os cadastros e as doações de sangue acontecem todos dias das 07h30 às 17h30. Para doação de sangue o agendamento é feito pelo link https://forms.gle/tJXnZVbEbSKpXfMp7, e os cadastros de medula óssea nos telefone 65 3623 00 44 (ramal 222) ou 65  98433 06 24.

Participe desta ação, “vista suas asas e seja um anjo na vida de alguém”.

Fonte: ALMT

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Avallone comemora decisão do TCU que assegura expansão da ferrovia até Cuiabá

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Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

O deputado Carlos Avallone (PSDB) comemorou a decisão do Tribunal de Contas da União, que na quarta-feira (20) emitiu parecer autorizando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a dar continuidade ao processo de renovação antecipada da concessão da Malha Paulista. A ferrovia que corta o estado de São Paulo, se liga à malha ferroviária mato-grossense e a renovação era uma das condicionantes para a expansão dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá – a cargo da concessionária Rumo, a maior operadora de ferrovias do país. 

Depois da assinatura da renovação da concessão de SP, avalizada pelo TCU e ANTT, deve ser autorizada a expansão dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá e a construção do novo terminal rodoferroviário. A etapa seguinte é a expansão da ferrovia até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. 

“A renovação da Malha Paulista viabiliza a retomada dos projetos de extensão dos trilhos em Mato Grosso, uma luta histórica do ex-senador Vicente Vuolo, dos parlamentares estaduais e federais, do Fórum Pró-Ferrovia, de todo o setor produtivo e da sociedade organizada, que está prestes a se concretizar”, disse Avallone durante visita ontem (21) à sede da concessionária Rumo em Cuiabá. A empresa opera a Malha Paulista e a ferrovia em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. 

Na ocasião, o deputado discutiu com dirigentes da concessionária as próximas etapas para trazer à grande Cuiabá um terminal ferroviário semelhante ao de Rondonópolis. Avallone informou que o termo aditivo que renova a concessão da Malha Paulista, deve entrar na pauta da próxima reunião da ANTT no dia 26. Com a autorização da agência, a concessionária Rumo dará prosseguimento aos preparativos para os investimentos previstos de aproximadamente R$ 6 bilhões.

“Com isso em três ou quatro anos nós teremos aqui um novo terminal que vai permitir o escoamento dos grãos das regiões produtivas, além de trabalhar também com contâineres com produtos e mercadorias vindos da região Sul. Já identificamos uma demanda pelo transporte para Cuiabá de 20 milhões de toneladas de produtos industrializados, combustíveis, cimento e outros produtos que hoje chegam do Sudeste por rodovia. Esta será a carga de retorno dos trens que descem para o litoral com produtos agrícolas, o que viabiliza a expansão dos trilhos e a construção do terminal na Grande Cuiabá”, explicou Avallone.

Antecipação de investimentos

O governo federal justificou a necessidade de prorrogar imediatamente a concessão da ferrovia para possibilitar a antecipação de investimentos que visem à mitigação dos conflitos urbanos existentes e aumentar a capacidade de carga transportada. No final de 2019, o TCU concluiu que há vantagens na prorrogação antecipada da Malha Paulista, mas condicionou a assinatura do termo aditivo ao atendimento de determinações e recomendações. 

O parecer do ministro Augusto Nardes nesta semana afirma que as modificações do termo aditivo ao contrato de concessão resultaram do cumprimento, pela ANTT, de determinações do próprio plenário do TCU, bem como a revalidação das premissas iniciais da concessão. 

Em julho de 2019, o deputado Carlos Avallone coordenou em Cuiabá uma audiência pública conjunta com o Senado, representado pelo senador Wellington Fagundes, Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura. Na audiência na sede da Fiemt, parlamentares, técnicos e representantes do TCU e ANTT conheceram o projeto de expansão dos trilhos de Rondonópolis a Cuiabá e posteriormente ao médio Norte. Além disso, foram discutidas e avaliadas as perspectivas de crescimento econômico e social a partir da implantação de um terminal rodoferroviário para contêineres na Baixada Cuiabana.

Entre as vantagens do modal ferroviário estão o frete mais competitivo (cerca de 10% menor que o modal rodoviário em longas distâncias), a redução no consumo de combustíveis e na emissão de poluentes. Um trem formado por 100 vagões é capaz de transportar o mesmo volume de carga que 357 caminhões bitrem.

Fonte: ALMT

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