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Há quase dois anos sem jogar, Santi Cazorla anuncia saída do Arsenal

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O meia espanhol
Santi Cazorla, que estava no Arsenal
desde 2012, fez um vídeo dedicado aos torcedores para anunciar sua saída do clube inglês. Cazorla fez 180 jogos pelos Gunners e marcou 27 gols, sendo que o mais importante deles foi de falta, na final da Copa da Inglaterra de 2014. O time perdia por 2 a 0 para o Hull City quando seu gol abriu as portas para a virada.

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Santi Cazorla anuncia saída do Arsenal
Reprodução

Santi Cazorla anuncia saída do Arsenal

“Estou triste por sair depois de momentos tão bons. A vitória na final da Copa da Inglaterra, em 2014, é algo que nunca vou esquecer. Foi um momento maravilhoso para mim e para o clube. Gostaria de agradecer pelo apoio que vocês (torcedores) me deram. Fico muito feliz por ter feito parte da história do Arsenal. Vou sentir saudades e desejo o melhor para vocês”, disse Cazorla
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O jogador ainda não falou sobre seu destino. Ele convive com problemas no tendão de Aquiles do pé direito desde 2013 e já passou por diversas cirurgias. Ao longo do processo de recuperação, Cazorla perdeu oito centímetros de tendão e precisou retirar pele do antebraço, onde tinha uma tatuagem com o nome da filha, para enxertar no pé. Por conta disso, ele não joga desde 2016.

O diretor executivo do Arsenal, Ivan Gazidis, elogiou Cazorla após o anúncio da saída do jogador. “Santi é sempre um dos meus jogadores favoritos. A habilidade com os dois pés e a velocidade de pensamento e movimento foram essenciais para a boa performance dele nos últimos anos. Ele joga com alegria e liberdade, o que é muito raro. Nós desejamos o melhor para ele no futuro e agradecemos pela importante contribuição que deu ao clube.

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Carreira

Santiago Cazorla
estreou no futebol profissional no ano de 2002, pelo espanhol Villarreal. Em 2011, teve rápida passagem de uma temporada pelo Málaga, quando em 2012, foi para o Arsenal. Com o time inglês, é tricampeão da Copa da Inglaterra. Já com a seleção da Espanha, foi campeão da Eurocopa em 2008 e 2012.

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Mesmo com oito jogadoras infectadas, equipe volta a treinos em Manaus

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O presidente do 3B Sport, Bosco Brasil, informou em entrevista nesta quarta (27) à Agência Brasil que a equipe de Manaus manteve os treinos nesta semana mesmo após oito atletas testarem positivo para o novo coronavírus (covid-19). A equipe da capital amazonense, que disputa a série A2 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, realizou as atividades com 12 das 19 jogadoras do plantel que permaneceram em Manaus, mesmo com a competição não tendo previsão de retorno.

No último sábado (23), chegaram à sede da equipe os resultados dos testes para o novo coronavírus (covid-19). Bosco Brasil afirmou que oito das 12 atletas que permaneceram em Manaus, mesmo com a paralisação do campeonato, apresentaram resultados positivos. “Desse grupo, nenhuma delas teve sintomas da covid-19. Acho que uma ou duas vezes uma jogadora teve que parar os treinamentos leves. Mas nada grave”, relatou o dirigente.

Além das jogadoras e do próprio presidente do clube, que também testou positivo, o filho do dirigente, a cozinheira, a diretora financeira, o supervisor de futebol e a designer gráfica também estão contaminados. O grupo total de jogadoras é de 19 atletas. Sete delas retornaram a suas cidades em março com a chegada da pandemia.

“Na verdade, não paramos de treinar. O alojamento das atletas fica ao lado do nosso centro de treinamento. Seguimos fazendo as atividades com as jogadoras individualmente. Todas estão bem. E nessa segunda o clube reiniciou algumas atividades coletivas. Elas fazem as refeições todas juntas, dormem no mesmo local. Então chegamos à conclusão de que não teríamos porque não realizar os treinos”, declarou Bosco Brasil.

O técnico da equipe, Marcelo Frigério, que está em São Paulo, explicou à Agência Brasil as atividades que são realizadas. “Semanalmente, o preparador físico repassa via whatsapp os treinos às atletas. As jogadoras que ficaram lá estão fazendo um trabalho com bola só para movimentar. O intuito é fazer com que as atletas não percam os níveis de força. Na verdade, não tem como aplicar treinos específicos. Isso vai ser só quando o campeonato voltar mesmo. Acho que quando isso acontecer vamos ter pouco tempo para preparar tudo”, disse o técnico.

Na última segunda (25), antes da retomada dos trabalhos coletivos, o clube levou um infectologista para explicar ao grupo os cuidados a serem tomados nesse período de pandemia. “Ele nos deixou bem tranquilos. A imunidade das jogadoras é muito boa. Elas não tiveram problemas. Em relação aos outros quatro do nosso grupo que estão com o vírus, ele fez uma estatística. O coronavírus não proporciona uma ciência exata. Se alguém pegar, seriam um ou dois e com sintomas bem fracos. Não tivemos nenhum problema sério por aqui até agora, graças a Deus” declarou o presidente.

No momento dos testes, dos 14 infectados três já eram considerados curados e fora do período de transmissão. A preocupação maior é com os quatro integrantes do grupo que ainda não foram infectados. “Estamos há 60 dias aqui. Todos unidos. Dificilmente, quem não pegou até agora vai pegar a doença aqui dentro. Mas, se tivermos algum caso, vai ser algo leve, segundo nosso departamento médico”, diz Bosco Brasil.

Presidente infectado

O próprio Bosco Brasil foi o primeiro membro do clube a ser infectado. Segundo ele, o primeiro exame foi realizado no dia seis de março. O resultado positivo foi confirmado no dia 18 de março. “Fiquei preocupado porque estava convivendo com elas. Acabei ficando uma semana isolado, tomei uma medicação. Mas não tive melhora. Hoje devo estar há 50 dias com a doença. Já ouvi em palestras que a pessoa pode ficar até 90 dias com o vírus. Estou em fase de recuperação. Estou bem, faço academia, trabalho normalmente, durmo bem. Mas fiquei com algumas sequelas na visão, tenho que usar colírio, algumas coceiras pelo corpo. Desde o início de março, já fiz três testes e todos deram positivo”, declarou.

Casos de covid no Amazonas

No início da noite desta quarta o Ministério da Saúde informou que o estado do Amazonas é o quarto com maior número de infectados pelo novo coronavírus no Brasil, com o total de 33.508, sendo que 1.891 pessoas perderam a vida em razão da covid-19.

Edição: Fábio Lisboa

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Técnico da seleção francesa vê incoerência em jogos durante pandemia

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O técnico da seleção francesa de futebol, o ex-jogador Didier Deschamps, diz que vê incoerência no retorno de partidas durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o que demanda a adoção de várias restrições para jogadores e público.

“Uma partida de futebol normal ocorre sem restrições e permite uma troca entre jogadores e público. Acompanhei a Bundesliga [Campeonato Alemão] desde o reinício das partidas na Alemanha. Certamente parece futebol. Não vou falar sobre o ritmo ou a intensidade das partidas. Mas algumas imagens me parecem muito incoerentes […]. Vejo jogadores atuando com todos os elementos específicos do futebol: contatos e confrontos. E então vemos no banco, reservas usando máscaras a dois metros de distância um do outro. Honestamente, eu não entendo”, declarou o treinador em entrevista ao jornal francês Le Parisien.

Na conversa, Deschamps também afirmou que percebe uma motivação econômica por trás do reinício, no atual momento, das competições na Europa: “A vida recomeça com muitas restrições em todas as áreas. No futebol, a retomada de alguns campeonatos obviamente responde, antes de tudo, a um problema econômico. Veja as decisões tomadas na Espanha e na Inglaterra. Esses dois países estão planejando a retomada da La Liga [Campeonato Espanhol] e da Premier League [Campeonato Inglês], mas decidiram não retomar o campeonato feminino, o que gera muito menos receita. Isso diz tudo”.

Além disso, o treinador diz que percebe que, no atual contexto, os profissionais de saúde passam a ser alvo de um tipo de admiração que muitas vezes é voltado apenas para grandes estrelas, como os jogadores de futebol, o que ele acha um movimento positivo: “Você sempre tem que mostrar grande humildade, sabendo como permanecer no seu lugar. Um treinador ou jogador tem um papel social a desempenhar, ele pode dar um sorriso, provocar e compartilhar emoções com o público, mas ele nunca terá a importância de um médico, enfermeiro ou equipe hospitalar […]. Eles, através de um gesto, uma intervenção, podem, eu insisto, salvar vidas. Eles têm o poder de agir de maneira benéfica na vida de cada ser humano”.

Edição: Fábio Lisboa

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