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Itália anuncia Roberto Mancini como novo treinador da seleção

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Roberto Mancini, de 53 anos, é o novo técnico da seleção da Itália
. A assinatura do contrato foi antecipada pela ANSA
e confirmada pela Federação Italiana de Futebol (Figc) nesta segunda-feira.

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Roberto Mancini é o novo técnico da seleção italiana de futebol
Reprodução/Twitter/FIGC
Roberto Mancini é o novo técnico da seleção italiana de futebol

Sua apresentação será nesta terça, quando Mancini
também pode anunciar a lista de convocados para os amistosos contra Arábia Saudita, França e Holanda. Durante a tarde, o comissário extraordinário da Figc, Roberto Fabbricini, já havia dito que apenas alguns “aspectos” impediam a confirmação do novo técnico.

Com passagens por Lazio, Fiorentina, Inter de Milão, Manchester City, Galatasaray e Zenit, Mancini terá a tarefa de recuperar a seleção tetracampeã mundial de um dos momentos mais difíceis de sua história.

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Além da não classificação para a Copa de 2018, a Itália vem de duas eliminações seguidas nas fases de grupos em Mundiais (2010 e 2014) e enfrenta dificuldades para transformar uma geração promissora em um time competitivo.

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A imprensa esportiva italiana especula que a chegada de Mancini possa marcar o retorno de Mario Balotelli à seleção, devido à boa fase do atacante no Nice. O treinador também é crítico da presença de “oriundi” – descendentes de italianos nascidos em outros países – na Azzurra, o que pode afetar, entre outros, o meio-campista ítalo-brasileiro Jorginho, do Napoli.

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Conquistas

Ao longo de sua carreira, Mancini
conquistou três vezes a Série A, sempre com a Inter de Milão, uma Premier League, com o Manchester City, e quatro Copas da Itália, com Fiorentina, Lazio e Inter.

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Esportes

No interior paulista, dupla latina constrói futuro através do beisebol

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A crise humanitária pela qual passa a Venezuela impulsionou a migração de moradores do país. De 2017 para cá, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 504.142 venezuelanos entraram no Brasil. Conforme o “Relatório de Conjuntura: Tendências na Imigração e Refúgio no Brasil”, eles respondem por 67,06% das mais de 52 mil solicitações de refúgio feitas entre janeiro e agosto deste ano.

A maior parte desses migrantes entra no Brasil via Roraima. Foi o caso de Kevin Medina, de 15 anos, que há cerca de um ano deixou Valencia, na região de Carabobo (a 130 quilômetros de Caracas), com a mãe. “Estávamos longe da fronteira. Foram 12 horas de ônibus. Uma viagem muito cansativa. Chegando em Roraima, pegamos um Uber até o aeroporto. Depois, um voo até Brasília e outro até o Rio de Janeiro”, relata.

Na capital fluminense, a estadia na casa de um familiar foi curta. Apenas uma semana. De lá foram de ônibus para São Paulo. Mais precisamente para Ibiúna. No município interiorano, a 70 quilômetros da capital paulista, funciona desde 2017 uma academia para revelar talentos do beisebol mantida pela Major League Baseball (MLB, sigla em inglês). Pouco difundido no Brasil, o esporte é o mais popular da Venezuela. Kevin, por exemplo, pratica a modalidade desde os sete anos.

Não demorou para o jovem arremessador de 1,90m ser aprovado nos testes e integrar o projeto, desenvolvido no centro de treinamentos administrado pela MLB em parceria com a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS). Mas, a condição física do garoto recém-chegado da Venezuela obrigou a preparação a ir além do campo.

“O Kevin realmente chegou bem magrinho aqui. [Do início do ano para cá] já cresceu bem, ganhou mais de 10 quilos. Foi um trabalho de adaptação, tanto na alimentação como na suplementação, que tem ajudado muito”, revela Thiago Caldeira, um dos técnicos da academia da MLB.

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A convivência com os treinadores (que falam espanhol) e os companheiros brasileiros ajudou na adaptação. Agora, o próprio Kevin auxilia outro jovem latino. Steven Castillo tem 14 anos e é de Tola, no departamento de Rivas, na Nicarágua. A região onde fica a cidade, a 84 quilômetros da capital Manágua, é uma das mais humildes do país, que também tem o beisebol como esporte principal.

Divulgação/Caio Parente/Major League Baseball Brasil

Steven Castillo veio da Nicarágua para o Brasil  – Divulgação/Caio Parente/Major League Baseball Brasil

Aliás, Steven (que já defende seleções de base nicaraguenses) integrava uma academia semelhante à de Ibiúna em sua terra natal. A iniciativa por lá acabou não prosseguindo, mas o jovem conseguiu chamar a atenção de uma conterrânea, hoje encarregada de outro programa mantido pela liga. “A senhora Priscila Cisnero avaliou Steven e nos mandou vídeos. Cruzei essas informações com outras que já tínhamos dele e, obviamente, aceitamos que ele viesse ao Brasil”, diz o gerente de desenvolvimento da MLB, Henry González.

“Estava treinando com um tio. Primeiro, trouxeram [ao Brasil] quatro nicaraguenses. Continuei esperando, queria fazer esse teste. Quando fiz, éramos cinco arremessadores. Atirei a bola a 83 milhas [cerca de 133 quilômetros por hora], e um deles, mais velho, a 85 milhas [quase 137 quilômetros por hora]. Pensei que não iria dar para mim e fui embora triste. Mas, depois de quatro semanas, eles me chamaram para a academia”, afirma Steven, cuja bola já atinge 90 milhas (mais de 144 quilômetros por hora).

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Futuro longe de casa

Desde o início da academia, 16 jovens formados em Ibiúna foram contratados por franquias da MLB. Hoje, todos atuam nas chamadas ligas de acesso, seis níveis diferentes de torneios (Classe A curta, Classe A, Classe A-Avançada, Double-A e Triple-A) que preparam os atletas para a Major League, a divisão de elite na qual atuam os principais jogadores do beisebol mundial.

Entre esses pratas-da-casa está um estrangeiro. O arremessador nicaraguense Lesther Medrano, que assinou com o Los Angeles Dodgers, foi um dos seis prospectados contratados em 2019. Seguir os passos dele é o sonho do conterrâneo Steven. Mas, para assinar contrato com qualquer franquia, o jovem precisa ter ao menos 16 anos. Assim, o garoto ainda tem mais dois anos para amadurecer e se destacar.

“Nunca imaginei [que estaria jogando beisebol no Brasil], mas essa é a melhor oportunidade e estou lutando pelo meu futuro. Estou sozinho, sinto falta da família, mas estou aqui por um propósito. Meu sonho é melhorar a condição dos meus familiares, ter uma vida nova e ajudar aos que precisam”, afirma Steven.

Um ano mais velho, Kevin pode ser contratado por equipes da liga a partir de 2020. A expectativa é grande. “Quero me destacar, ser alguém importante para mim e minha família. Quero chegar lá [na MLB], mas não só isso. Quero ficar muito tempo, ganhar prêmios”, projeta o garoto, que, apesar da saudade de casa, topa adiar o retorno à Venezuela se isso significar realizar os sonhos.

“Tenho muita vontade de voltar sim, mas preciso trabalhar. Meu futuro vem primeiro”, encerra.

Veja também no Stadium:

Edição: Fábio Lisboa
Fonte: IG Esportes
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Após escapar do rebaixamento, Marcão vive clima de indefinição no Flu

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A torcida do Fluminense compareceu em peso na última partida do time no Maracanã no ano de 2019. Quase 40 mil torcedores esperavam a vitória tricolor sobre o Fortaleza para deixar o time praticamente garantido na Sul-Americana. Mas a equipe de Marcão começou o jogo demonstrando uma certa apatia e só acordou no fim do confronto, tarde  demais para fazer o gol. No fim, o empate em 0 a 0 deixou o Fluminense na 14ª posição do Campeonato Brasileiro, com 43 pontos, ultrapassando o Botafogo (15º).

Com isso, o Tricolor segue firme na luta por uma vaga na Sul-Americana, dependendo apenas de si para disputar a competição internacional. O próximo compromisso é contra o Corinthians, domingo (8), às 16h, na Arena Corinthians. Para quem lutava contra o rebaixamento até a rodada anterior, cogitar uma vaga na Sul-Americana é pra ser comemorado? Quem responde é o técnico Marcão.

“O Fluminense é muito grande. Se eu sentar aqui e falar que estou satisfeito por tudo o que a gente passou, eu vou estar mentindo. Fluminense é para estar brigando por vaga na Libertadores, é um clube que o torcedor coloca 40 mil em um jogo às 21h30. É lógico que tem uma sensação de alívio por não estar disputando nas últimas rodadas contra o descenso. Os jogadores e o clube passaram por um ano muito difícil, de troca de gestão, muitas coisas acontecendo internamente. Tudo o que eles fizeram a gente aproveita para enaltecer e engrandecer a todos que participaram deste momento muito difícil.”

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Marcão assumiu o Fluminense depois de campanhas ruins do time com Fernando Diniz e Oswaldo de Oliveira no comando. Apesar de ajudar a salvar o tricolor da degola, o técnico ainda não sabe qual será o seu futuro.

“Hoje eu sou o técnico do Fluminense, mas a gente está em uma competição muito importante. É lógico que a gente estava lutando contra outras grandes equipes para sair do rebaixamento, mas ainda tem um objetivo a conquistar. Depois que acabar tudo isso, a gente senta com o presidente e vê a melhor a situação para todos. Pra mim, para o clube e para a instituição. Desde o momento que a gente sentou aqui foi para se colocar à disposição, de sempre ajudar o Fluminense, essa foi a minha posição desde o momento que entrei no clube.”

O Fluminense terá dois desfalques certos para a partida contra o Corinthians. Yony González recebeu o terceiro cartão amarelo e Dodi foi expulso contra o Fortaleza. Paulo Henrique Ganso deve seguir fora do time devido a uma lesão na coxa esquerda.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues
Fonte: IG Esportes
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