conecte-se conosco


Esportes

“Neymar ainda não está adaptado em Paris”, afirma técnico do PSG

Avatar

Publicado


Neymar ainda não se inseriu ao estilo de vida da capital da França, Paris
Divulgação

Neymar ainda não se inseriu ao estilo de vida da capital da França, Paris

Neymar deixou o Barcelona rumo ao Paris Saint-Germain em agosto de 2017 para se tornar o jogador mais caro da história do futebol mundial
. Apesar disso, segundo o treinador do clube francês, Unai Emery, o brasileiro ainda não está totalmente adaptado ao lifestyle da nova cidade.

Leia também: Cinco coisas que Neymar fez durante a recuperação e que não pegaram muito bem

Neymar
ainda não está adaptado em Paris, precisa se adaptar à cidade. Ele vai para sua casa e se desliga. Ele não está lá todos os dias, mas ele não está 100% imerso em Paris, ao Campeonato Francês, às dificuldades e ao futebol diferente. É tudo um processo, e no PSG nós queremos fazer ele interagir com o grupo, queremos que ele se sinta em casa”, garantiu Emery.

No entanto, o treinador garantiu que a não total adaptação não está relacionada ao clube e sim, à capital da França e ao campenato nacional. “Ele encontrou um PSG que o integrou, onde ele se sente bem no jogo. Eu fiz 50% do trabalho com Neymar, resta os outros 50%. Ele deve ser feliz em Paris e se adaptar ao seu entorno”, completou.

Leia também: Antes de morrer, ex-presidente do Santos deixou carta contra pai de Neymar



Neymar líder do PSG?


Neymar é jogador do PSG e considerado o líder por Unai Emery
Divulgação

Neymar é jogador do PSG e considerado o líder por Unai Emery

Com sua saída já marcada do Paris Saint-Germain, Unai Emery
comentou sua relação com o astro da equipe, Neymar. O treinador, que vai deixar o clube no final da temporada europeia, admitiu a dificuldade que é comandar um jogador como o brasileiro e ainda afirmou que o camisa 10 é o líder do time.

“Um dia, Jorge Valdano (treinador argentino) me disse a seguinte reflexão: “No Barça, o líder é Messi; no Madrid, é Florentino Pérez; e no Atlético de Madrid, é Simeone”. Um jogador, um presidente e um treinador. Cada vez, um perfil de líder diferente. Sei quando sou a principal pessoa no grupo e quando não sou, é um processo que todo treinador deve viver e experenciar”, afirmou Emery. “É algo que se aprende com tempo e experiência. Em cada clube, você deve saber qual o seu papel e o que você atribui ao resto do grupo. Minha opinião é que o líder do PSG
se chama Neymar”.

Leia também: Saiba o verdadeiro motivo que fez Neymar trocar o Barcelona pelo PSG

“Ou mais exatamente: o líder se chamará Neymar, porque está se convertendo em um. Neymar chegou ao PSG para ser o líder, para viver o processo necessário para converter-se no número 1 do mundo. No Manchester City, o líder é Pep (Guardiola). E no PSG, o líder deve ser Neymar”, completou.

Além disso, o ex-jogador espanhol ainda ressaltou suas atitudes para poder contribuir com Neymar. “A primeira coisa que fiz esta temporada foi definir qual era a prioridade. E foi isso: tenho que fazer Neymar
feliz. Isso é o que vem primeiro, tê-lo feliz, não importa como. Tive muitas discussões com Neymar sobre isso. Algumas não funcionaram, mas outras tiveram muito êxito. Em uma delas, falamos durante 45 minutos de coração aberto. Foi um momento gracioso. Ele me escutou, e pude convencê-lo de certas coisas”, disse o treinador.

Comentários Facebook

Esportes

Coluna – Novo coronavírus afeta as finanças dos clubes

Avatar

Publicado


.

Não poderia ter sido pior. A chegada do novo coronavírus afeta as finanças dos clubes do futebol brasileiro. Estudos mostram, há anos, que muitos têm receitas inferiores aos custos, o que gera dívidas, não recolhimento de impostos e salários atrasados. Recentemente, as receitas de TV, bilheteria e programas de sócio-torcedor permitiram que alguns respirassem. Além disso, a venda de jogadores para o exterior passou a ser outra importante fonte de renda. Mas a redução na atividade das indústrias – como a do futebol – vai frear todo o movimento positivo que estávamos acompanhando. E o tempo que vamos levar para retornar à rotina será decisivo para mensurar o impacto que o novo coronavírus vai promover.

Conversei com dois especialistas no assunto: César Grafietti, consultor de finanças do Esporte, e Pedro Daniel, diretor executivo da EY. E ambos têm opiniões que se completam sobre esse cenário. Para Grafietti, não há distinção entre grandes e pequenos no momento atual. Ele lembra que os de maior investimento têm maior receita, mas custos maiores também, como salários. Os de menor investimento, por outro lado, têm dificuldades naturais e qualquer falta de receita vai impactar negativamente. Pedro Daniel faz ainda uma ressalva – muitos clubes se programam para operar até abril, quando terminam os Campeonatos Estaduais. Como eles foram interrompidos, sem prazo para retornarem, como fazer com os contratos firmados por prazo pré-estabelecido? E como sobreviver sem a entrada da receita prevista, no final dessas competições?

A insegurança gerada por essa paralisação mundial tem diversos motivos – como cumprir com os contratos firmados com os patrocinadores; como atender aos contratos de TV, caso o calendário seja reduzido, com menor número de transmissões; como manter os planos de sócio-torcedor ativos, sem futebol; como compensar a perda de arrecadação com as bilheterias?

Pedro Daniel salienta que outra importante fonte de receita poderá ficar de lado – a venda de jogadores. Ele lembra que os clubes europeus, grandes compradores, estão passando pelo mesmo momento de dificuldade e que vão aguardar um pouco mais para se arriscarem em qualquer novo investimento. Grafietti vê de forma positiva um movimento já iniciado na Europa de redução de salários dos jogadores, mesmo que momentânea, e entende que isso seria importante de acontecer também no Brasil

O aperto do calendário também é discutido por eles. Grafietti entende que se os Estaduais forem os grandes prejudicados, o calendário brasileiro poderá se ajustar e encerrar o ano relativamente bem. Mas se a paralisação se estender por datas que atinjam a Copa do Brasil, as Copas Libertadores e Sul-Americana e, principalmente, o Brasileirão, os clubes vão precisar renegociar valores com parceiros para atender a uma nova realidade de exposição da imagem. Pedro Daniel, inclusive, lembra que o caixa dos clubes vai sofrer impacto porque muitos fazem suas projeções em cima das premiações que esperam receber. E num calendário menor, elas podem não chegar. A questão do acesso e descenso, com a definição de vagas para competições em 2021, também é algo a ser debatido.

A situação é mesmo complexa – as TVs, por exemplo, têm mantido em sua grade jogos de futebol. O contrato que elas têm com os clubes permite essa reapresentação. Só que, para os clubes, causa um incômodo, pois lá estão patrocinadores, placas no entorno do campo e camisas antigas, todos ganhando visibilidade em detrimento de quem está pagando agora por isso.

Mas o que fazer, lembrando, ainda, que o retorno às atividades não significa a volta dos jogos, porque os atletas precisam de tempo para se recuperarem física e taticamente? César Grafietti e Pedro Daniel voltam a concordar. Só com união entre todos os envolvidos: clubes, TVs, patrocinadores, federações, CBF e jogadores. A solução precisa ser conjunta e uniforme, satisfazendo as necessidades de todos e não individualmente.

Até hoje, no Brasil, não houve união entre os clubes. Talvez seja o momento. Quem sabe, de forma positiva, podemos pensar em um novo formato de competições para o calendário do futebol brasileiro?

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola.

 

Edição: Verônica Dalcanal

Comentários Facebook
Continue lendo

Esportes

Preparador físico mostra como aproveitar quarentena para se exercitar

Avatar

Publicado


.

O preparador físico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Elias de Proença, ou apenas Zé Elias como é conhecido, desenvolveu um programa on-line com sugestões de exercícios físicos para serem realizados dentro de casa. Mestre em Educação Física e Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), Zé Elias vem disponibilizando vídeos, desde o último dia 21, em suas redes sociais, e também os compartilha nas redes do Centro Dois Andares – idealizado pela medalhista olímpica do vôlei Ana Moser – do qual é coordenador pedagógico.

Zé Elias diz que a proposta é aproveitar este periodo de distanciamento social, devido à pandemia de novo coronavírus (covid-19), em benefício da saúde mental e física. “A ideia está relacionada a movimentos do dia a dia. Por exemplo: quando sentamos, normalmente jogamos as costas em direção ao encosto da cadeira e projetamos o quadril para frente. Com isso, tórax e cabeça vão para trás e há uma sobrecarga na região lombar, por falta de sustentação dessa musculatura, criando uma resposta de dor”, detalha à Agência Brasil.

“(Para combater as dores) Usamos uma mecânica simples de enrolamento e de endireitamento do tronco: deixar o tronco cair para frente e voltar à verticalidade mesmo estando sentado, com a consciência dos músculos que estão sendo utilizados nesta ação e sugerindo nisso uma prática diária para desenvolver essa musculatura de sustentação. No que parece simples nos movimentos diários, vamos conscientemente realizar as repetições, condicionando nosso corpo em atividades moderadas e melhorando o sistema imunológico”, explica.

O objetivo, conforme o especialista, é publicar cinco vídeos por semana, com exercícios criados pela equipe do centro do qual é coordenador. Eles englobam elementos de ginástica laboral para quem está trabalhando de casa (home office) e aulas de funcional com utensílios caseiros, por exemplo.

“Os estudos sobre práticas corporais em casa apontam muitas variáveis a serem obedecidas. Com as repetições (dos exercícios) e tentando fazê-las diminuindo o tempo, há uma solicitação de resistência, uma solicitação neurológica um pouco mais intensa e, claro, trabalha-se o sistema endócrino. Esse sistema, quando estimulado, libera substâncias químicas no organismo que dão a sensação de bem estar, como a serotonina e a endorfina. As práticas devem ter intensidade, não sendo feitas de forma muito amena, mas, claro, sem exacerbar muito o estímulo porque aí pode acabar desgastando o corpo em um momento que precisamos de defesa”, conclui.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana