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Lava Jato acumula quatro anos com 40 sentenças de Moro; veja números da operação

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Ao todo, 40 sentenças da Operação Lava Jato foram proferidas pelo juiz federal Sergio Moro; acompanhe os números
Agência Brasil – 01.12.2016
Ao todo, 40 sentenças da Operação Lava Jato foram proferidas pelo juiz federal Sergio Moro; acompanhe os números

Quando a Operação Lava Jato começou a ser deflagrada, em 17 de março de 2014, estava mais fácil acompanhar seus desdobramentos. Hoje, dia em que ela completa quatro anos de existência, muita gente já perdeu as contas do número de pessoas envolvidas, investigadas condenadas – e até fica fácil esquecer o tanto de pessoas que já foram soltas ou que estão gozando de prisão domiciliar.

Ao todo, a operação já acumula 49 fases. Além disso, 188 pessoas já foram condenadas pela Lava Jato por envolvimento nas fraudes descobertas pela Polícia Federal. Das sentenças proferidas a esses envolvidos, 40 foram do juiz federal Sergio Moro, titular da 13ª Vara Federal em Curitiba e responsável pelas investigações na primeira instância judicial.

Além de investigados ligados à Petrobras e ex-diretores de empreiteiras, que assumiram fazer parte de um cartel para desviar recursos de contratos da estatal, foram condenados políticos que deixaram de ter foro por prerrogativa de função e passaram a ser julgados pela primeira instância da Justiça. Muitos dos condenados respondem pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por terem recebido vantagens indevidas oriundas de desvios da Petrobras.

Dos condenados, vários foram sentenciados mais de uma vez, como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Youssef foi condenado dez vezes. Costa foi apenado em oito sentenças, mas ambos firmaram acordos de delação premiada com o Ministério Público e estão livres.

Sem julgamentos no STF

Nas instâncias superiores da Justiça, nenhum dos investigados com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, foram julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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As primeiras investigações chegaram à Corte em 2015. De acordo com levantamento mais recente divulgado pelo gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, cinco ações penais envolvendo investigados estão em andamento, duas foram enviadas para o ministro-revisor, última etapa para julgamento; duas estão em diligências finais, além de 50 inquéritos sem denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Outros números

Em quatro anos, ainda foram registrados 395 pedidos de cooperação internacional com 50 países. Conforme balanço divulgado pelo Ministério Público Federal nesta sexta-feira, 39 investigações da Lava Jato tramitam em tribunais superiores, sendo 36 delas no STF, envolvendo 101 investigados, e 134 delações premiadas foram assinadas e enviadas à Corte para homologação.

Com os acordos de colaboração e leniência, é estimada a recuperação de cerca de R$ 12 bilhões para os cofres públicos – R$ 1,9 bilhão já foi devolvido.

Histórico

A operação começou no dia 17 de março de 2014. Munidos de 81 mandados de busca e apreensão, 28 de prisão e 19 de condução coercitiva, os agentes da Polícia Federal chegaram à empresa Costa Global, ligada ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Outros alvos eram quatro doleiros: Nelma Kodama, Raul Srour, Alberto Youssef e Carlos Habib Chater.

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A operação ficou com a 13ª Vara Federal Criminal do Paraná por causa dos crimes, lavagem de dinheiro, cometidos por Youssef em favor da empresa sediada em Londrina (PR), e pertencia ao ex-deputado federal José Janene (PP-SP), morto em 2010. Antes de ser preso pela Lava Jato em 2013, o doleiro esteve envolvido no esquema de corrupção que acontecera há dez anos atrás, o chamado Caso Banestado, banco estatal do Paraná. O reaparecimento de Youssef na mira dos investigadores ocorreu em função das descobertas dos investigadores ao iniciarem o monitoramento de conversas telefônicas do doleiro Carlos Habib Chater, dono de vários negócios em Brasília, entre eles um posto de gasolina localizado no centro da cidade, onde funcionava uma casa de câmbio, uma lavanderia e loja de conveniência.

Com as fases de investigação, a polícia descobriu a ligação do doleiro com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o esquema montado na Petrobras. Foi revelado que diretores recebiam propina para fraudar licitações e superfaturar obras em benefício de cartel de empreiteiras, além encaminhar recursos ilícitos a agentes políticos e partidos.

As investigações mostraram que os desvios estavam ocorrendo em outras estatais, como Eletronuclear, Ministério do Planejamento e Caixa Econômica Federal, e em obras como a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás, e a construção da Usina de Belo Monte, no Pará.

* Com informações da Agência Brasil.

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Polícia divulga vídeo que mostra encapuzado atirando em jornalista em Maricá

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romário
Arquivo pessoal
Jornalista Romário da Silva Barros foi encontrado morto dentro de um carro

Um vídeo de uma câmera de segurança mostra um homem encapuzado executando o jornalista fundador do site Lei Seca Maricá, Romário da Silva Barros, de 31 anos, no final da noite desta terça-feira (18), no município da Região Metropolitana do estado. Ele foi morto na noite desta terça-feira com três tiros, após praticar exercícios físicos no bairro Araçatiba. O corpo do jornalista foi encontrado na Rua Álvares de Castro, no município da Região Metropolitana do estado. A investigação ainda não descarta que o crime possa ter motivação política.

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A Polícia Civil trabalha com a hipótese da morte do jornalista ter sido uma execução e que o crime foi encomendado. A perícia feita no local constatou que os tiros disparados contra Romário se concentraram em duas regiões do corpo dele: foram dois tiros no lado esquerdo da cabeça e um no pescoço.

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Assista ao vídeo:

Polícia divulga vídeo que mostra encapuzado atirando em jornalista em Maricá.Um vídeo de uma câmera de segurança mostra um homem encapuzado executando o jornalista fundador do site Lei Seca Maricá, Romário da Silva Barros, de 31 anos, no final da noite desta terça-feira (18), no município da Região Metropolitana do estado. Ele foi morto na noite desta terça-feira com três tiros, após praticar exercícios físicos no bairro Araçatiba. O corpo do jornalista foi encontrado na Rua Álvares de Castro, no município da Região Metropolitana do estado. A investigação ainda não descarta que o crime possa ter motivação política.

Posted by Lapada Lapada on Thursday, June 20, 2019

“Já temos imagens de câmeras de segurança e sabemos que foram dois executores. Fizemos perícia no local e estamos ouvindo os familiares da vítima”, conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.

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“Se eu pudesse, eu saber que fez isso com o meu filho. Desde pequeno ele sempre foi muito lutador e não merecia isso que fizeram com ele”, disse Osmar Barros, pai do empresário, após a morte do filho.

Esse foi o segundo caso de jornalista morto em Maricá em menos de um mês. No último dia 25 de maio, o dono do Jornal O Maricá, Robson Giorno, de 45 anos, foi assassinado perto de casa. Ele e Romário eram conhecidos por noticiar acontecimentos políticos no município.

Fonte: IG Nacional
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Em meio a polêmica, Bolsonaro chama Moro de “patrimônio nacional”

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Bolsonaro voltou a defender Sergio Moro
Carolina Antunes/PR
Bolsonaro voltou a defender Sergio Moro


O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do ministro Sergio Moro nesta quarta-feira e atribuiu o caso das mensagens vazadas entre o ex-juiz e o procuradorDeltan Dallagnol pelo Telegram a uma grande trama para atingir o seu governo. As mensagens foram publicadas pelo site “The Intercept Brasil”. 

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O presidente disse que Moro é um “patrimônio nacional” e só deixará o governo se for por sua própria vontade. O presidente havia sido questionado sobre declaração do ministro que afirmou “não ter apego ao cargo”.

“Eu não tenho apego ao meu cargo também. Qualquer ministro é livre a tomar decisão que bem entender.  Moro é patrimônio nacional . Se depender de mim (não sai do governo)”.

Bolsonaro voltou a recorrer a metáfora do casamento ao tratar de sua relação com Moro. O presidente ainda fez acusações contra o jornalista Gleen Greenwald, fundador pelo site, e ao ex-deputado Jean Wyllis, sem citá-los nominalmente.

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“Eu não posso casar pensando em separar um dia. Eu me caso para ficar até que a morte nos separe. Não vi nada de anormal nesse caso até agora”, disse o presidente .

“Acho que é coisa daquele casal lá. Um deles teve metido na Inglaterra com suspeita de espionagem. É uma grande trama pra tentar me atingir e para atingir o Moro . Estão querendo me atingir. Vão quebrar a cara”.

Fonte: IG Nacional
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