conecte-se conosco


Economia

Taxa básica de juros poderá ter 11º corte seguido e ter novo recorde inferior

Avatar

Publicado

Brasil Econômico

Em dezembro, o Copom reduziu a taxa básica de juros para 7% ao ano, em seu menor nível na história
Shutterstock

Em dezembro, o Copom reduziu a taxa básica de juros para 7% ao ano, em seu menor nível na história

Pouco mais de um mês após reduzir a Selic , taxa básica de juros da economia, para o menor nível da história, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central faz sua primeira reunião do ano na terça (6) e na quarta-feira (7) para definir os rumos do indicador. A expectativa de instituições financeiras é que os juros caiam de 7% para 6,75% ao ano.

Leia também: Pedido de aposentadoria por tempo de contribuição poderá ser feito pela internet

Caso as projeções sejam confirmadas, este será o 11º corte seguido na taxa de juros . No mês de dezembro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 7,5% para 7% ao ano. Antes, o recorde inferior havia sido registrado entre outubro de 2012 e abril de 2013, quando o indicador ficou em 7,25% ao ano.

Leia também: Previdência perde 1,1 milhão de contribuintes em meio a debates sobre reforma

Em seguida, a taxa foi reajustada gradualmente até chegar em 14,25% ao ano, em julho de 2015. O patamar foi mantido nos meses seguintes. Somente em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir a Selic.

Corte pode elevar preços

Apesar da expectativa do mercado financeiro, o ex-diretor do BC, Carlos Eduardo Freitas diz que o ideal seria o comitê manter os juros em 7% ao ano e aguardar a próxima reunião, prevista para o fim de março, para decidir se reduz ou não a taxa. Segundo ele, a taxa real – diferença entre a Selic e a inflação – está baixa e uma nova redução poderia fazer a inflação ter uma leve alta.

“Minha impressão é que o Banco Central não tem espaço para cortar mais 0,25 ponto percentual da Selic. Isso pressionaria a demanda, que pode ficar em excesso num momento de recuperação econômica e resultar na elevação de preços lá na frente”, diz Freitas. Para o mercado financeiro, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminará o ano em 3,95%.

A projeção está abaixo do centro da meta do governo, de 4,5%. Para Freitas, também não há motivos para o Copom aumentar a Selic, mesmo com as seguidas altas nos preços dos combustíveis. “Os combustíveis têm peso fraco no IPCA. O índice de inflação é uma média e é importante lembrar que os demais preços estão sob controle”, comentou.

Entenda a Selic

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). O indicador serve como uma referência para as demais taxas de juros da economia.

Leia também: Conheça 5 plataformas de cursos online para alavancar sua carreira profissional

Ao reajustar a Selic para cima, o BC segura o excesso de demanda que pressiona os preços, pois juros mais altos encerecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, quando o governo reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais acessível e que a produção e o consumo sejam incentivados. A medida, no entanto, enfraquece o controle da inflação.

* Com informações da Agência Brasil.

Comentários Facebook

Economia

Feriados em dias úteis podem gerar perda de R$ 20 bilhões este ano

Avatar

Publicado

À exceção das atividades econômicas ligadas ao turismo, o comércio nacional deve ter neste ano prejuízo de cerca de R$ 19,6 bilhões com os feriados que caem em dias úteis, 12% a mais que as perdas registradas em 2019, que ficaram em torno de R$ 17,4 bilhões. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade diz que os feriados em dias úteis reduzem o nível de atividade do comércio que, por outro lado, pode enfrentar aumento dos custos de operação.

De acordo com o economista da CNC Fabio Bentes, por causa das horas extras que têm de ser pagas aos empregados, a folha de pagamento é a principal fonte dos prejuízos impostos ao comércio pelos feriados. “O peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial acaba comprimindo as margens de operação do setor” por causa do fechamento das lojas, ou da diminuição do fluxo de consumidores, disse Bentes. Ele acrescentou que isso acaba ocorrendo mesmo que as vendas sejam parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados. 

Bentes destacou que o único feriado que não impactará o setor do comércio é o da Proclamação da República, em 15 de novembro, que cairá em um domingo.

Segundo a CNC, cada feriado diminui a rentabilidade média do setor do comércio, incluindo varejo e atacado, em 8,4%. Para os segmentos de hiper e supermercados, lojas de utilidades domésticas e de vestuário e calçados, que respondem, juntos, por 56% do emprego no varejo nacional, as taxas de perdas mensais atingem11,5%, 11,6% e 16,7%, respectivamente.

Os estados que tendem a concentrar 57% das perdas estimadas são São Paulo (menos R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (-R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (-R$ 2,06 bilhões) e Paraná (-R$ 1,42 bilhão).

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Anvisa interdita todas as marcas da Backer vendidas no Brasil

Avatar

Publicado

source


cerveja backer arrow-options
undefined

Produtos da cervejaria Backer deve ser recolhidos em todo o País pela determinação da Anvisa

Todas as marcas de cerveja da Backer com data de validade de agosto de 2020 em diante estão interditadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi tomada depois que foram feitas analises pelo Ministério da Agricultura que comprovaram a contaminação por substâncias como monoetilenoglicol e dietilenoglicol em 21 lotes de oito marcas diferentes de cerveja a fabricante.

LEIA MAIS:  Oito rótulos da cervejaria Backer estão contaminados, diz Ministério; veja quais

A medida vale para o todo o Brasil e afeta 29 tipos de cervejas da Backer . A determinação tem como base a investigação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária. Além da interdição, lotes específicos da cerveja Belorizontina e um da Capixaba devem ser recolhidos pela empresa em todo do país. E os comerciantes devem retirar os produtos das prateleiras.

A Backer informou por meio de nota que cumprirá a determinação da Anvisa , mas nega que usa dietilenoglicol no processo de fabricação, substância que foi encontrada pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

LEIA MAIS: Perícia encontra substância tóxica na água utilizada pela cervejaria Backer

Até agora, quatro pessoas morreram, mas o número pode subir. Outros 14 foram notificados. De acordo com a secretaria de saúde de Minas Gerais, os pacientes com quadro de contaminação apresentam náuseas, vômitos, desconforto abdominal e comprometimento da função renal. O primeiro caso de contaminação pelas cervejas da Backer foi relatado em 30 de dezembro.

Fonte: IG Economia
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana