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Política Nacional

Ministro da Saúde anuncia que deixará o cargo para disputar as eleições em 2018

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Com a saída do ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governo Temer conta com a quarta baixa dentro de um mês
Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde – 13.7.2017
Com a saída do ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governo Temer conta com a quarta baixa dentro de um mês

O ministro da Saúde, Ricardo Barros
, anunciou nesta quinta-feira (4) que irá deixar o cargo para se dedicar às eleições deste ano, em que deve concorrer a deputado federal. Barros, que participou de uma coletiva de imprensa hoje sobre a execução orçamentária do ministério em 2017, não especificou a data em que sairá a pasta, contudo, deve acontecer antes do dia 7 de abril ? data-limite estabelecida na legislação para que possa pedir exoneração.

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“Eu saio para disputar a eleição. Vou concorrer à reeleição de deputado federal. E fico no ministério até a data que o presidente me solicitar, desde que seja até 7 de abril, porque preciso descompatibilizar?, explicou o ministro da Saúde

O anúncio da saída de Barros marca a quarta baixa na Esplanada dos Ministérios do governo de Michel Temer em um período de um mês. O primeiro a deixar o cargo foi Antonio Imbassahy (PSDB), que atuava na Secretaria do Governo e foi substituído pelo deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS).

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Na sequência, na última semana de 2017, quem abandonou o governo foi o então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira
. Quem irá ocupar o cargo é a deputada federal Cristiane Brasil (PTB), filha de Roberto Jefferson.
A escolha por Cristiane foi anunciada pelo Planalto na quarta-feira (3), sendo oficializada no Diário Oficial da União desta quinta, o que gerou polêmica em torno de seu nome ? e da ligação do presidente com Jefferson.

Isso porque, em 2015, duas investigações foram abertas contra a deputada, na intenção de investigar supostos crimes eleitorais na eleição de 2014. Nenhum dos casos encontrou qualquer prova contra a deputada e, por isso, ambos os inquéritos foram arquivados. 

Também na quarta, o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviçoos, Marcos Pereira, informou que estava deixando o governo federal
. Temer ainda não informou quem será o substituto de Pereira na pasta.

Carreira política

Ricardo Barros foi nomeada ministro da Saúde
em maio de 2016, após Michel Temer assumir a presidência. Ele já foi eleito cinco vezes deputado federal pelo Partido Progressista (PP), em que é filiado pelo estado do Paraná. Barros também já foi prefeito de Maringá (PR), além de Secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná. 

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 *Com informações da Agência Brasil

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Política Nacional

Doria lança campanha de turismo para atingir 350 milhões de pessoas no mundo

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IstoÉ

O governador de São Paulo, João Doria, lançou nesta sexta-feira 15 a mais audaciosa campanha internacional de turismo já feita pelo País, com o objetivo de atrair mais visitantes para o estado. O projeto é integrado por um comercial feito pelo governo de São Paulo que estará no ar em todos os canais da CNN no mundo, podendo atingir 350 milhões de telespectadores. Doria destaca que o mais importante é que “toda a campanha foi financiada pelo setor privado, o que prova a credibilidade do governo de São Paulo junto à iniciativa privada. É uma das ações mais eficientes para dinamizar o turismo em São Paulo”, diz o governador.

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Governo do Estado de São Paulo
João Doria (PSDB), governador de São Paulo


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A nova campanha, que está prestes a entrar no ar, foi custeada pelas companhias aéreas brasileiras. Ao custo de R$ 4 milhões, a campanha foi negociada entre o governo paulista e o setor privado, após a diminuição de impostos nos combustíveis da aviação. A campanha tem o título de “SP for Everyone” e irá ao ar, basicamente, pelos canais da CNN em rede mundial, com abrangência em 180 países. Ela começa a ser divulgada no próximo dia 16 e coloca São Paulo em um patamar acima da atração do turismo para o país.

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Assista ao vídeo da campanha

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Fonte: IG Política
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Com novo partido, Bolsonaro monta ‘casa’ para a família e ameaça o futuro do PSL

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IstoÉ

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O presidente Jair Bolsonaro nunca prezou a fidelidade a partido algum. Ele sempre utilizou as legendas partidárias como alguém que chupa uma laranja e depois joga o bagaço fora.

Em 31 anos de carreira política, já trocou de partido oito vezes — uma a cada quatro anos —, e agora começa a estruturar o caminho para a nona experiência, desta vez uma organização de extrema-direita para enfrentar o PT de Lula .

A última agremiação que ele usou apenas para atingir seus objetivos pessoais, o PSL , tomado de aluguel para se eleger presidente da República no ano passado, foi descartada por seu grupo familiar na última terça-feira 12, depois de meses de uma briga fratricida com Luciano Bivar, o presidente nacional da legenda.

O anúncio da debandada dos bolsonaristas do PSL foi feito após uma reunião de parte da bancada com o próprio presidente — em foto divulgada depois do encontro, contou-se a presença de 31 dos 53 deputados eleitos pelo partido no ano passado, que prometem subscrever a criação do novo partido, que vai abrigar o grupo rompido com os bivaristas.

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Reprodução/IstoÉ
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A “ Aliança pelo Brasil ”, que terá Bolsonaro como presidente, já tem manifesto de fundação divulgado e data para a primeira convenção: será no próximo dia 21, em um hotel de Brasília, de acordo com a deputada Carla Zambeli (PSL-SP), uma das porta-vozes do encontro com Bolsonaro na tarde de terça-feira no próprio Palácio do Planalto.

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O novo partido , que se apresenta como conservador, inspira-se na Arena (Aliança Renovadora Nacional), criada em 1966 para dar sustentação ao regime militar, responsável por torturas e práticas ditatoriais, defendidas pelos bolsonaristas.

A “Aliança” defende valores reacionários, populistas e personalistas, carregada de tons messiânicos, como o de dar um “novo rumo” ao Brasil. A principal meta da agremiação é servir de escada para Bolsonaro disputar a reeleição em 2022. Para isso, o grupo do presidente precisa conseguir 500 mil assinaturas até março do ano que vem. Para agilizar o processo, esse grupo contratou o advogado Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE, que no passado também ajudou o ex-prefeito Gilberto Kassab a fundar o PSD em tempo recorde.

O problema é que Bolsonaro quer levar, além dos 31 deputados, também as verbas do fundo partidário que eles carregam desde que foram eleitos. Para evitar que os dissidentes levem o dinheiro para a “Aliança”, Bivar contratou Henrique Neves, outro ex-ministro do TSE. Ele não quer permitir a sangria dos recursos públicos que detém. O grupo de Bivar pretende, inclusive, acusar os dissidentes de infiéis, tomando-lhes até mesmo seus mandatos. Por essa razão, o time de Bolsonaro ficará no PSL até que a nova legenda seja criada.

Enquanto a “Aliança pelo Brasil” não é legalmente constituída, os bolsonaristas estão formalizando o seu estatuto, que pretende bater de frente com o lulismo . O partido, que será o 36º da política brasileira, pregará “o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes”. O presidente pretende colocar militares nas presidências estaduais da nova legenda.

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Tudo por dinheiro

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Reprodução/IstoÉ
Após brigarem com o PSL, deputados se reúnem com Bolsonaro no Palácio do Planalto

O grupo bolsonarista começou a ficar desconfortável no PSL quando descobriu que o partido tinha um fundo partidário milionário (R$ 150 milhões anuais) e um fundo eleitoral maior ainda (R$ 500 milhões), dinheiro que estava sob controle de Bivar. Tentou de todas as formas colocar as mãos no dinheiro. Bivar resistiu.

Foi aí que Bolsonaro soltou a frase que foi a senha para o rompimento: “Bivar está queimado para caramba”, referindo-se ao episódio do laranjal do Pernambuco no qual estava envolvido o dirigente partidário. Uma semana depois, a PF fez uma operação na casa de Bivar, procurando provas que o incriminassem.

Na briga, Bolsonaro destituiu o deputado Delegado Waldir da liderança do PSL na Câmara, colocando seu filho Eduardo no lugar, depois de oferecer cargos públicos para parte dos deputados pesselistas. A guerra levou Waldir a chamar Bolsonaro de “vagabundo”. Na sequência, o presidente dispensou a deputada Joice Hasselmann do cargo de líder no Congresso, acusada de “traidora” e de aliada do governador João Doria. Estava ali desenhada a estratégia de Bolsonaro para estruturar um partido para chamar de seu.

Fonte: IG Política
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