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Educação

Redes sociais podem ser aliadas de estudantes na preparação para o Enem

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aplicativo do Enem

Aplicativo do EnemMarcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

A internet e as redes sociais já fazem parte do dia a dia dos jovens brasileiros e podem ser ferramentas na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A possibilidade de estudar nos horários mais convenientes e gastando pouco são facilidades que vêm atraindo estudantes para a prática de estudar online.

Há quatro anos, o professor goiano Paulo Valim decidiu trocar as salas de aula de cursinhos em São Paulo por aulas de química à distância. Seu canal no YouTube, que começou com 20 vídeos caseiros, hoje tem mais de 427 mil seguidores e mais de 31 milhões de visualizações nos vídeos.

Segundo ele, a maioria dos alunos que acessa os conteúdos do YouTube usa a internet como complemento dos estudos, principalmente na véspera das provas. Já os estudantes cadastrados em uma plataforma online criada por ele, que oferece aulas, exercícios e material didático, fazem todo planejamento e se preparam para as provas exclusivamente pela internet. Alguns materiais são de graça, mas outros são pagos.

As principais vantagens do estudo online, segundo Valim, são a economia de tempo no trânsito, principalmente nas grandes cidades, a possibilidade de se organizar conforme o tempo disponível, além da economia financeira e da variedade de conteúdos e professores diferentes.

No entanto, o professor alerta para a importância da organização para os estudos pela internet. “Se não tiver disciplina, não rola. Você tem que se policiar para não ficar na cama mais 30 minutinhos e depois mais 30 minutinhos e perder um dia de estudos. Tem que ter um plano de estudos e segui-lo religiosamente. Ter horário para começar e horário para parar os estudos e manter uma rotina saudável”, aconselha Valim, que é embaixador do Youtube Edu do Brasil.

Outro cuidado que os alunos devem ter ao estudar pela internet é se certificar da competência dos educadores. O professor de matemática Mick Xavier diz que é preciso procurar saber qual a formação do professor, obtendo informações sobre sua experiência profissional e acadêmica. “Em geral, os alunos se deixam levar pela fama e popularidade dos professores em canais na internet, e às vezes nãos sabem a procedência e a formação do professor”, diz.

Xavier lançou um canal no YouTube há cerca de um ano, com aulas e dicas de matemática. “A possibilidade de atingir alunos de diversas partes do Brasil e do mundo é algo fascinante. Além disso, com as aulas online você trabalha com alunos que estão realmente interessados em aprender”, conta o professor, que também dá aula em escolas e cursinhos.

Este ano, o Enem será realizado nos dias 5 e 12 de novembro, com a participação de 6,7 milhões de candidatos.

Grupo de Whatsapp reúne professores e alunos

Pensando na facilidade de estudar pela internet, há três anos a funcionária pública Karol Ferraz decidiu criar um grupo no Whatsapp com professores e alunos. Atualmente, cerca de 180 pessoas estudam diariamente com as aulas repassadas pelos professores voluntários, que incluem textos, áudios, imagens e atividades.

Para Karol, que mora em Icaraí de Minas (MG), a principal vantagem de estudar online é a disponibilidade de tempo. “Estudando em grupo pelo whatsapp conseguimos rapidamente ter acessos, por meio de outras pessoas, a matérias que realmente precisamos estudar. Isso já é um ponto de início para quem nem sabe por onde começar”, diz a estudante, que pretende entrar no curso de psicologia.

WhatsApp

Candidatos usam grupos do WhatsApp para trocar dicas de estudo Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Um dos integrantes do grupo é Leandro Guimarães, de São Paulo, que vai fazer o Enem pela segunda vez este ano, para tentar entrar em uma faculdade de direito. Ele decidiu estudar apenas pela internet por causa da disponibilidade de conteúdos sem custo para os estudantes. “O interessante é a variedade de professores, cada um ensina do seu jeito e você pode aproveitar o melhor de cada um”, avalia. Guimarães também diz que estudar pela internet dá mais flexibilidade de horários, diferente de cursinhos presenciais, que exigem uma rotina mais rígida.

O estudante Thiago Felipe, mora no distrito de Barra do Sitiá (CE), e também está estudando para o Enem apenas pela internet. “Eu terminei o ensino médio em 2014, tem muito tempo que não pego em um livro. É a primeira vez que estou levando a sério o estudo para o Enem, e estou gostando de estudar pela internet”, diz.


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Educação

MEC não pode emitir carteira estudantil a partir desta segunda-feira

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O Ministério da Educação (MEC) não está emitindo novas identidades estudantis (IDs) – as carteiras digitais de estudante. A suspensão, que começou a vigorar neste domingo (16), deve-se ao fim da validade da Medida Provisória 895/2019, que instituía o aplicativo e, gratuitamente, disponibilizava o documento virtual para estudantes de instituições de ensino brasileiras.

A ID Estudantil dá, ao estudante, direito a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. De acordo com o MEC, as 325.746 IDs estudantis já emitidas continuarão valendo, até sua data de expiração. Apesar de o estudante não ter de pagar qualquer taxa pela carteira virtual, cada unidade sai a R$ 0,15, valor arcado pelo governo federal.

Na avaliação do presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, a criação dessa carteira estudantil “supostamente gratuita, mas paga com dinheiro público” (a um custo de R$0,15 por unidade, de acordo com o governo) pelo MEC foi uma “forma de ameaça e de retaliação do governo federal contra o movimento estudantil”, uma vez que comprometeria a principal fonte de receita das entidades representativas dos estudantes no país.

“Essa MP foi imposta com claro objetivo de perseguir um setor da sociedade que tem feito oposição ao governo”, disse Montalvão à Agência Brasil.

De acordo com a UNE, a MP acabou sendo vista com desconfiança pelos parlamentares e por grande parte da opinião pública. “Essa rejeição, associada aos graves ataques feitos por este governo à educação, acabou influenciando o Congresso, a ponto de não conseguir ter o apoio necessário para a aprovação da MP”, acrescentou o representante dos estudantes universitários.

Segundo o MEC, o objetivo da ID Estudantil é oferecer uma alternativa à carteirinha de plástico que continua sendo emitida por entidades estudantis como UNE e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a um custo de R$ 35. À época do lançamento da ID Estudantil, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o objetivo da medida era “acabar com o monopólio e a exclusividade daqueles que sempre forneceram esse documento”. 

De acordo com a UNE, estudantes de baixa renda podem receber o documento gratuitamente, desde que comprovem renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio.

Procurado pela Agência Brasil, o MEC informou que não comenta declarações da UNE.

 

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Educação
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Educação

Weintraub entrega 120 ônibus escolares para municípios paulistas

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou, na manhã de hoje (17), da cerimônia de entrega de 120 ônibus escolares a 115 municípios paulistas da zona rural. A iniciativa é parte do programa Caminho da Escola, financiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Os veículos têm capacidade de transportar 44 passageiros em cada viagem e estrutura adaptada para atender a alunos com deficiência e mobilidade reduzida. O valor da frota totaliza R$ 27 milhões.

A promessa do ministério é de entregar 6,2 mil ônibus a gestores municipais e estaduais ainda este ano. A pasta também pretende distribuir 7 mil bicicletas a estudantes com 9 anos de idade ou mais.

Para o ministro Weintraub, a ação representa um cuidado “com as gerações futuras e a família”.

“Nós precisamos ter escolas cívico-militares, ônibus e segurança para a próxima geração inteirinha ter um ofício e ser classe média”, disse.

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, agradeceu pela iniciativa e defendeu a expansão de parcerias entre as diferentes esferas de governo.

“Não tem para onde a gente caminhar que não seja com foco no aprendizado, e o ônibus é uma das coisas mais importantes para esse foco. Se a criança não chegar à escola, se não tiver qualidade nesse transporte, nós não vamos conseguir avançar”, disse a secretário.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Educação
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