conecte-se conosco


Economia

Fim de ano: veja como aproveitar o período para conquistar um emprego

Publicado

Economia

Brasil Econômico


Pesquisa aponta que 15% a 20% das pessoas conseguem efetivação nos empregos temporários de fim de ano
iStock

Pesquisa aponta que 15% a 20% das pessoas conseguem efetivação nos empregos temporários de fim de ano

O período entre setembro e dezembro é considerado o com a maior sazonalidade empregatícia no Brasil e no mundo. Dando início a famosa época de contratações de fim de ano, que tem como intuito complementar e triplicar os turnos de indústrias, serviços e comércios, há uma intensa movimentação na economia, o que contribui para diferentes oportunidades de emprego
, sejam elas temporárias ou fixas.

Leia também: Mercado de trabalho mundial: 15% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres

Apesar de nos últimos anos esse ter sido um período mais fraco em relação aos empregos de fim de ano
, estima-se que em 2017,  aproximadamente 374,8 mil contratações em regime temporário sejam firmadas. De acordo com a Associação Brasileira de Trabalho Temporário (Asserttem), esse número é 5,5% maior em comparação ao ano passado.

Com o desemprego ainda em níveis elevados, a conquista de uma vaga de trabalho pode se tornar ainda mais complicada. A fim de ajudar o trabalhador, veja sete dicas listadas pela gerente da NVH Talentos Humanos, Fernanda Andrade, que o ajudará a se preparar e a se alinhar com as expectativas do mercado:

1- Acompanhe o calendário

O trabalhador deve estar atento ao calendário de contratações. Outubro, novembro e dezembro, por exemplo, começam as buscas do varejo por novos funcionários. Entretanto, para a indústria, que costuma contratar a partir de setembro, a procura se deu início já no final de julho. Outubro é o mês em que as lojas maiores começam a contratar, enquanto novembro representa o mesmo para as lojas menores.

Por isso, tomar nota sobre as datas é importante, pois além de mais tempo para se preparar para o emprego, o trabalhador pode captar mais chances de mostrar serviço e ser contratado como funcionário fixo. Segundo o levantamento da Asserttem, cerca de 15% a 20% das pessoas conseguem efetivação neste período.

2- Se atente ao contrato

Mesmo com as mudanças da lei, o trabalhador temporário conta com os mesmos direitos do funcionário efetivo, como férias, hora extra e descanso semanal remunerado. Saiba diferenciar trabalho temporário de bico e se atente ao contrato. Em janeiro, as oportunidades temporárias tendem a se tornar efetivas, porém procure assegurar os seus direitos também no período de trabalho temporário.

3- Desenvolva um bom currículo

Tenha em mente que um currículo bem feito é a porta de entrada para conquistar a tão sonhada vaga de trabalho. Procure ser assertivo e direto, além de citar suas últimas três experiências profissionais e cursos relacionados a oportunidade. Lembre-se de que deixá-lo personalizado para a vaga é um diferencial.

Leia também: Conheça o conceito de Mindfulnes e resolva um problema por vez

4- Foque nas agências

Nesse período, as agências especializadas em trabalho temporário costumam ser úteis. Uma dica dada por Fernanda é acessar o site do Ministério do Trabalho para verificar o registro da agência, assegurando assim, se ela está de acordo com a lei.

5- O fator humano

Na hora da contratação, o relacionamento interpessoal do trabalhador é um fator importante para a empresa. Para essas vagas, requisitos como segundo grau completo, faixa etária entre 18 e 45 anos, simpatia, boa comunicação, trabalho em equipe e indicações se tornam necessários.

Desenvolver essas habilidades para se destacar nas entrevistas é uma estratégia viável. Pelo fator rígido desses processos seletivos, é essencial estar bem informado e mostrar dedicação em fazer uma boa venda, por exemplo.

6- Cuidado com as redes sociais

Departamentos de RH não atuam somente em casos de vagas efetivas. Eles costumam analisar também as redes sociais de potenciais funcionários temporários, e por isso é fundamental ter um perfil que não agrida pessoas e as marcas. Determinada loja não contratará alguém que a difamou na internet ou fez um comentário preconceituoso ou de ódio.

7- Preste atenção nos detalhes

Sempre que passar pelos grandiosos shoppings ou por estabelecimentos comerciais simples, de bairro, preste atenção se há anúncios de vagas
nas portas. Esse período de fim de ano costuma ser fértil e estar atento aos detalhes pode ajudar a expandir a percepção de locais para o envio de currículos.

Leia também: Entrevista de emprego: pesquisa aponta as 10 perguntas feitas por recrutadores

Comentários Facebook

Economia

Pesquisa diz que maioria das indústrias buscou inovar na pandemia

Publicado


A pandemia do novo coronavírus (covid-19) levou grandes e médias indústrias a investir em processos de inovação para aumentar a competitividade. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada hoje (19). De acordo com o estudo, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, oito em cada dez indústrias inovaram e viram crescer a produtividade e os resultados financeiros.

O levantamento teve por objetivo mapear a percepção de executivos de empresas no Brasil sobre o atual cenário de inovação dentro e fora das principais companhias em atividade no país. Foram entrevistados executivos de 500 indústrias durante o mês de setembro e a amostragem foi controlada por porte das empresas (médias e grandes) e setor de atividade.

Do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia de covid-19, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

“Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Os dados mostram que somente 13% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não inovaram durante a pandemia”, informou a CNI.

O levantamento indica, também, que 51% das indústrias não possuem setor específico voltado para a renovação. Os dados apontam, ainda, que 63% das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a mudanças.

Dificuldades

De acordo com a pesquisa, as principais causas para dificuldade em mudar durante a pandemia são acessar recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%).

Os dados mostram, ainda, que a pandemia trouxe alterações na produção das empresas, com 67% dos entrevistados afirmando que a covid-19 evidenciou alterações na relação com os trabalhadores; 60% disseram que tiveram alterações nas vendas; 59% nas relações com clientes; 58% na gestão; 53% nas linhas de produção; 51% na utilização de tecnologias digitais e 44% na logística.

Segundo a CNI, entre os entrevistados, 79% responderam que foram prejudicadas com a pandemia, com destaque para a Região Nordeste, que concentrou 93% das respostas positivas. E 58% das indústrias disseram que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%). 

Ao mesmo tempo, 20% dos executivos disseram que foram pouco ou nada prejudicados pela pandemia. No total, 55% das empresas afirmaram que tiveram aumento no faturamento bruto.

A pesquisa mostrou, ainda, que, para os próximos três anos, as empresas consideram como prioridades ampliar o volume de vendas (49%), produzir com menos custos (49%), produzir com mais eficiência (41%), ampliar a produção (34%) e fabricar novos produtos (27%). Para isso, entre os setores que as indústrias consideram mais importante inovar estão o de relação com o consumidor (36%), setor de processos (35%) e de produção (31%)

Edição: Kleber Sampaio

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Gasolina apresenta alta de 40% nas bombas em 2021 e GLP atinge R$ 100 em média

Publicado


source
Dados foram divulgados pela ANP nesta segunda-feira
Reprodução: iG Minas Gerais

Dados foram divulgados pela ANP nesta segunda-feira

O preço médio da gasolina, do diesel e do gás de botijão voltaram a subir na última semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No caso da gasolina, o preço médio do litro subiu 3,33% nas duas últimas semanas, passando de R$ 6,117 para R$ 6,321. É, assim, a décima primeira semana seguida entre altas e estabilidade nos preços. No ano, acumula alta de 40,9%.

Em alguns estados do Brasil, a gasolina já é vendida a R$ 7,499, como no Rio Grande do Sul.  Ao todo, a  gasolina também já é encontrada acima dos R$ 7 em seis estados. Além do Rio Grande do Sul, estão na lista Rio de Janeiro (R$ 7,399), Piauí (R$ 7,159), Minas Gerais (R$ 7,179), Mato Grosso (R$ 7,047) e Acre (R$ 7,3).

No diesel, a alta foi de 0,3% nas duas últimas semanas, passando de R$ 4,961 para R$ 4,976, destacou a ANP. No ano, a alta chega a 37,99% na bomba.

GLP acima de R$ 100 em 19 estados

No GLP, o preço médio do botijão de treze quilos ultrapassou a marca de cem reais. Na semana passada, o valor chegou a  R$ 100,44, alta de 1,79% ante a semana anterior, de R$ 98,67. 

No ano, o GLP acumula alta de 34,36% no ano. Assim, o gás de botijão já ultrapassou os R$ 100 em 19 estados, diz a ANP.  O maior preço médio está em Mato Grosso, onde é vendido em média a R$ 120,16.

Em  Mato Grosso, Rondônia e Rio Grande do Sul, o preço do botijão já é encontrado a R$ 135. No Rio de Janeiro, o preço máximo chega a R$ 110.

Leia Também

Economistas ressaltam que o valor dos combustíveis sobe, principalmente, de acordo com as cotações do preço do petróleo no mercado internacional e do dólar. Além disso, o preço varia entre estados por conta da tributação e dos custos logísticos das distribuidoras para distribuir o combustível.

Dados da Petrobras indicam que, entre janeiro e outubro, o preço do litro do diesel acumula alta de 51% nas refinarias; e o da gasolina já subiu 61,9% nas refinarias desde janeiro.

Mas, apesar dos reajustes feitos pela Petrobras nos preços de gasolina e diesel entre o fim de setembro e início de outubro, analistas afirmam que ainda existe uma defasagem em relação aos valores cobrados no mercado internacional e que a estatal terá de anunciar novos aumentos.

Mas dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que o diesel vendido pela Petrobras ainda está 15% abaixo do que é vendido no exterior na primeira quinzena de outubro.

O aumento nos preços ocorre em meio às discussões do projeto que muda o ICMS sobre combustíveis. O projeto, que já teve aval da Câmara dos Deputados, vai para o Senado. Se aprovado, a perda em arrecadação estimada para estados e municípios será de R$ 24 bilhões, nos cálculos do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Hoje, o preço de referência em que incide o ICMS é um preço médio do combustível atualizado a cada 15 dias, que varia conforme o estado. Como o petróleo e o dólar têm subido bastante nos últimos meses, essa média tem subido também, o que pesa no orçamento dos brasileiros.

O projeto da Câmara daria um alívio no bolso em 2022, ano eleitoral, mas poderia pressionar os preços em 2023. O impacto nos cofres públicos sera imediato tanto para governos estaduais como para prefeituras, pois os municípios recebem 25% da receita do tributo estadual.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política

Mato Grosso