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Descubra por que a Bovespa permanece desvalorizada mesmo após recordes

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Brasil Econômico


Veja se o investidor deve confiar ou não nos recordes da Bovespa
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Veja se o investidor deve confiar ou não nos recordes da Bovespa

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, é um indicador de desempenho referente às ações negociadas na bolsa paulista, que atualmente bateu sua marca histórica
, com oito altas semanais consecutivas, potencializando o ânimo dos investidores.  Em 11 de setembro, a bolsa marcou o seu primeiro recorde, com 74.319 pontos. Em questão de dias, o Ibovespa apresentou alta de 1,47%, aos 75.756 pontos.

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Em sua primeira semana, a   Bovespa
 acumulou acréscimo de 3,66%, enquanto que no ano, o avanço é de aproximadamente 25%. Na semana seguinte a bolsa permaneceu pontuando, até que em meio a altas e baixas, registrou a sua nova marca histórica em 5 de outubro, ao ultrapassar os 78 mil pontos. Com a superação do recorde de 2008, o mercado acionista se mostrou mais otimista, assim como o investidor estrangeiro.

O recorde é real?

Entretanto, mesmo depois de bater diversos recordes em um curto período de tempo, a bolsa permanece desvalorizada, o que também causa dúvidas acerca das grandes taxas registradas até os dias atuais. O planejador patrimonial do Grupo GGR, Fernando Marcondes, explica que o índice de 78 mil pontos é um recorde nominal, e que muitos têm se esquecido da inflação de quase 72% dos últimos nove meses. “Há uma diferenciação entre recordes nominal e real. Se levassemos em conta essas discrepâncias, o verdadeiro resultado deveria se aproximar dos 130 mil pontos?, afirma.

Marcondes expõe que a pontuação do Ibovespa considera o valor das empresas em reais e que com a inflação, o dinheiro se desvaloriza a todo instante. Assim, mesmo com os pontos obtidos ao longo do ano, o recorde atual passa a valer menos do que o registrado em 2008.

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É importante ressaltar que este indicador é uma carteira composta por diferentes empresas, e que, portanto, quando o “valor? dessa carteira é comprado com o passar dos anos, deve-se descontar a inflação do período avaliado, para que se possa então, conter bases comparáveis.  Ou seja, é preciso levar em conta o valor em reais com a correção inflacionária adequada. Se o valor das empresas em 2008 fosse corrigido pela inflação dos últimos nove anos, o recorde real do Ibovespa seria acima de 125 mil pontos.

Um exemplo que ilustra o caso é o seguinte: imagine que um tênis que custava R$ 100 em 2008, passe a valer R$ 101 em 2017. Em teoria, o produto atingiu o maior preço da história. Entretanto, se o valor fosse corrigido com a inflação do período, o tênis deveria custar no mínimo R$ 172, para que realmente houvesse um ganho de valor real e não somente nominal.

“É difícil dizer até quantos pontos a Bovespa pode chegar até o final deste ano, porém, acredito que o retorno esperado de um investimento em empresas e ações
precisa ser na média de 20% ao ano, para compensar o risco?, conclui o planejador.

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Pesquisa diz que maioria das indústrias buscou inovar na pandemia

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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) levou grandes e médias indústrias a investir em processos de inovação para aumentar a competitividade. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada hoje (19). De acordo com o estudo, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, oito em cada dez indústrias inovaram e viram crescer a produtividade e os resultados financeiros.

O levantamento teve por objetivo mapear a percepção de executivos de empresas no Brasil sobre o atual cenário de inovação dentro e fora das principais companhias em atividade no país. Foram entrevistados executivos de 500 indústrias durante o mês de setembro e a amostragem foi controlada por porte das empresas (médias e grandes) e setor de atividade.

Do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia de covid-19, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

“Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Os dados mostram que somente 13% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não inovaram durante a pandemia”, informou a CNI.

O levantamento indica, também, que 51% das indústrias não possuem setor específico voltado para a renovação. Os dados apontam, ainda, que 63% das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a mudanças.

Dificuldades

De acordo com a pesquisa, as principais causas para dificuldade em mudar durante a pandemia são acessar recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%).

Os dados mostram, ainda, que a pandemia trouxe alterações na produção das empresas, com 67% dos entrevistados afirmando que a covid-19 evidenciou alterações na relação com os trabalhadores; 60% disseram que tiveram alterações nas vendas; 59% nas relações com clientes; 58% na gestão; 53% nas linhas de produção; 51% na utilização de tecnologias digitais e 44% na logística.

Segundo a CNI, entre os entrevistados, 79% responderam que foram prejudicadas com a pandemia, com destaque para a Região Nordeste, que concentrou 93% das respostas positivas. E 58% das indústrias disseram que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%). 

Ao mesmo tempo, 20% dos executivos disseram que foram pouco ou nada prejudicados pela pandemia. No total, 55% das empresas afirmaram que tiveram aumento no faturamento bruto.

A pesquisa mostrou, ainda, que, para os próximos três anos, as empresas consideram como prioridades ampliar o volume de vendas (49%), produzir com menos custos (49%), produzir com mais eficiência (41%), ampliar a produção (34%) e fabricar novos produtos (27%). Para isso, entre os setores que as indústrias consideram mais importante inovar estão o de relação com o consumidor (36%), setor de processos (35%) e de produção (31%)

Edição: Kleber Sampaio

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Gasolina apresenta alta de 40% nas bombas em 2021 e GLP atinge R$ 100 em média

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Dados foram divulgados pela ANP nesta segunda-feira
Reprodução: iG Minas Gerais

Dados foram divulgados pela ANP nesta segunda-feira

O preço médio da gasolina, do diesel e do gás de botijão voltaram a subir na última semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No caso da gasolina, o preço médio do litro subiu 3,33% nas duas últimas semanas, passando de R$ 6,117 para R$ 6,321. É, assim, a décima primeira semana seguida entre altas e estabilidade nos preços. No ano, acumula alta de 40,9%.

Em alguns estados do Brasil, a gasolina já é vendida a R$ 7,499, como no Rio Grande do Sul.  Ao todo, a  gasolina também já é encontrada acima dos R$ 7 em seis estados. Além do Rio Grande do Sul, estão na lista Rio de Janeiro (R$ 7,399), Piauí (R$ 7,159), Minas Gerais (R$ 7,179), Mato Grosso (R$ 7,047) e Acre (R$ 7,3).

No diesel, a alta foi de 0,3% nas duas últimas semanas, passando de R$ 4,961 para R$ 4,976, destacou a ANP. No ano, a alta chega a 37,99% na bomba.

GLP acima de R$ 100 em 19 estados

No GLP, o preço médio do botijão de treze quilos ultrapassou a marca de cem reais. Na semana passada, o valor chegou a  R$ 100,44, alta de 1,79% ante a semana anterior, de R$ 98,67. 

No ano, o GLP acumula alta de 34,36% no ano. Assim, o gás de botijão já ultrapassou os R$ 100 em 19 estados, diz a ANP.  O maior preço médio está em Mato Grosso, onde é vendido em média a R$ 120,16.

Em  Mato Grosso, Rondônia e Rio Grande do Sul, o preço do botijão já é encontrado a R$ 135. No Rio de Janeiro, o preço máximo chega a R$ 110.

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Economistas ressaltam que o valor dos combustíveis sobe, principalmente, de acordo com as cotações do preço do petróleo no mercado internacional e do dólar. Além disso, o preço varia entre estados por conta da tributação e dos custos logísticos das distribuidoras para distribuir o combustível.

Dados da Petrobras indicam que, entre janeiro e outubro, o preço do litro do diesel acumula alta de 51% nas refinarias; e o da gasolina já subiu 61,9% nas refinarias desde janeiro.

Mas, apesar dos reajustes feitos pela Petrobras nos preços de gasolina e diesel entre o fim de setembro e início de outubro, analistas afirmam que ainda existe uma defasagem em relação aos valores cobrados no mercado internacional e que a estatal terá de anunciar novos aumentos.

Mas dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que o diesel vendido pela Petrobras ainda está 15% abaixo do que é vendido no exterior na primeira quinzena de outubro.

O aumento nos preços ocorre em meio às discussões do projeto que muda o ICMS sobre combustíveis. O projeto, que já teve aval da Câmara dos Deputados, vai para o Senado. Se aprovado, a perda em arrecadação estimada para estados e municípios será de R$ 24 bilhões, nos cálculos do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Hoje, o preço de referência em que incide o ICMS é um preço médio do combustível atualizado a cada 15 dias, que varia conforme o estado. Como o petróleo e o dólar têm subido bastante nos últimos meses, essa média tem subido também, o que pesa no orçamento dos brasileiros.

O projeto da Câmara daria um alívio no bolso em 2022, ano eleitoral, mas poderia pressionar os preços em 2023. O impacto nos cofres públicos sera imediato tanto para governos estaduais como para prefeituras, pois os municípios recebem 25% da receita do tributo estadual.

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